quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ester Sousa e Sá na Universidade Aberta - Lisboa abril 2015


                Alma de Emigrante                         

 

Ó Portugal Pátria amada a ocidente da Europa plantada!

Há quantos séculos teu povo partiu à procura doutros mundos,

Por caminhos da aventura,

Na ansia de descobrir melhor fortuna?

Não abandones teu povo Portugal!

Teus emigrantes, lá longe jamais te esquecem,

Partem com um aperto na alma Lusa,

Levam consigo a musa da eterna saudade,

E a esperança tenaz naqueles que são crentes.

Sonhos, quimeras, ilusões talvez,

Vão à conquista do sol dourado noutros países, outros continentes,

E com vontade férrea de vencer,

Prometem voltar quando Deus quiser!

Mas nada é como se imagina, a vida nos ensina,

Sonhos desfeitos, algumas ilusões perdidas,

Tantas lágrimas desfeitas por ti Portugal!

Mas a vida é feita de procelas e de bonanças,

E nós um povo resiliente,  

Que não vira a cara à luta facilmente,

E tudo faz para singrar na vida,

Seguimos em frente,

Dando o nosso melhor para vencer e o país enaltecer!

 

Volvidos tantos anos de experiências vividas,

Regressei ao Portugal que me viu nascer,

Tenho a alma timbrada com o som das marimbas,

Os olhos maravilhados com as cores garridas de África,

No olfato os cheiros exóticos dos cajus e mangas maduras,

O pulsar rítmico no peito dum continente que me viu crescer,

Me mostrou os encantos da natureza,

O valor da humildade e simplicidade me ensinou,

E semeou em meu peito bondade e tolerância!

Irradiou meus sentidos de calor e humanidade,

E fez brotar na minha alma Lusa o amor e a esperança,

Em todos os povos de boa vontade!

 

                                                                       Poema de, Ester de Sousa e Sá

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