quinta-feira, 26 de setembro de 2013

CV Dr.ª Maria Augusta Fontes dos Santos

NOTA CURRICULAR
Maria Augusta de Araújo Fontes dos Santos, nascida a 30 de Agosto de 1955.
Licenciada em Geografia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Professora do Quadro de Nomeação Definitiva da Escola Secundária de Camilo
Castelo  Branco de V. N. Famalicão. Exerceu funções docentes em Escolas
Secundárias de Guimarães, Lisboa e V. N. Famalicão.
No âmbito da sua atividade profissional desempenhou diversos cargos, entre os
 Orientadora da Profissionalização em Exercício em 1982-1983;
 Vogal do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Camilo Castelo Branco
de V. N. Famalicão nos anos letivos de 1987-1988 a 1993-1994;
 Membro efetivo do Conselho de Escola e do Conselho Geral;
 Professora Avaliadora, no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente;
 Coordenadora da Equipa de Mediação Disciplinar da Escola.
A nível político-partidário, social e cívico desempenhou diversos cargos eletivos,
com destaque para os cargos:
 Secretária da Junta de Freguesia de Lousado, no mandato de 1997-2001;
 Presidente da Junta da Freguesia de Lousado, no mandato de 2001-2005;
 Vereadora da Câmara Municipal de V. N. Famalicão, entre Novembro de
2006 e Setembro de 2009;
 Direção partidária a nível nacional, distrital e concelhio;
 Sócia e/ou colaboradora de diversas associações e organizações locais,
regionais e nacionais;
 Colaboradora do jornal semanário regional “Opinião Pública”, na secção
“Questão Pública”, ininterruptamente desde 12/03/2007 a 26/07/2011.
Maria Augusta Santos                                                                                                 Página 1

Maria do Rosário Loures Diário Poético - A Emigração Portuguesa

Diário Poético – A Emigração Portuguesa
Ontem
a salto pelos Pirinéus
a caminhar meio descalço
até à cidade luz, à procura
do pão de todos os dias
se possível acompanhado
com o tinto que possa pagar
com dinheiro ganho no duro
trabalho que os nativos
não queriam executar
quando o faziam mais 
“argent” iam ganhar
esperar que a mulher pudesse
vir trabalhar e fazer companhia
limpar na casa das madames
subir no escalão e tornar-se
porteira desse mesmo casarão
Hoje
de avião via Francoforte do Meno
com destino à terra citada na net
ou indicada por conselheiros pessoais
com um diploma na mão vazia
a língua inglesa na ponta da língua
à procura da segurança perdida na terra
e do trabalho adequado e legal
com o qual se pode comprar um carro bom
mesmo que não seja um jaguar
vai-se ganhar menos uma centena de euros
do que aqueles que aí nasceram
e os pais dessas terras são
o que interessa é poder pagar
fast food ou a cozinha tradicional
a àgua, coca-cola, cerveja ou o vinho
e
não esquecer o direito
à segurança social
Nuremberga, 12.09.2013
©Maria do Rosário Loures

Maria do Rosário Loures Comunicação


É com muitíssimo gosto, poderia escrever honra ou prazer, que me encontro a escrever estas palavras sobre a minha participação no “Encontro da Mulher Migrante em Congresso”, e como não podia deixar de ser aqui Vos apresento mais de meia dúzia de palavras sobre a minha vida desde há um quarto de século na diáspora:

- Sou filha de um homem, negociante alentejano, que emigrou para a Alemanha nos anos 60 pelo seu descontentamento total com a situação em que se encontrava; tinha muitíssimos clientes, tanto na mercearia-padaria como na tasca-casa-de-pasto, mas a grande maioria deles não tinha um tostão para pagar a conta. A minha mãe continuou a dirigir o negócio, até que um ano depois o meu pai a  chamou para a terra das grandes indústrias; não me levou para que eu continuasse a ser uma menina de boas famílias e não tivesse que ir viver como filha de “Gastarbeiter”, o termo pejorativo para os  imigrantes na Alemanha,  e frequentar uma escola cujo sistema e professores eles não conheciam, a única do conhecimento de meu pai era a escola Berlitz, onde logo se matriculou para aprender as bases da língua do Goethe.  Como se diz na zona de Odemira, fiquei entregue aos meus avós e mais tarde fui para um colégio interno. As férias-grandes, essas costumava passá-las junto deles, na cidade do Julgamento, em Nuremberga.  A minha entrada na diáspora deu-se pelo meu casamento com o pai da minha filha, um alemão, germanista virado para a arte e que queria melhorar o mundo, era e continua a ser membro ativo do partido dos verdes “Die Grünen”, na mesma cidade onde meus pais viviam. Eu, uma vez que tinha estudado alemão na Escolar Superior de Tradutores e Intérpretes assim que a minha filha entrou para o “Kindergarten”//Jardim de Infância, comecei a trabalhar num escritório de advogados especializado em direito de estrangeiros e asilo-político tal como direito de família.  O meu, nessa época, ainda marido era o secretário-geral do conselho de estrangeiros da mesma cidade, tendo eu automaticamente a possibilidade de conhecer migrantes de muitas cidadanias e culturas, tal como os seus problemas politico-socias. Na minha ingenuidade entrei para o partido “Die Grünen” para melhor poder lutar pelos seus interesses. Também entrei para o grupo de trabalho “Mulheres” do mesmo partido.  No ano de 1991 fui eleita secretária da Associação Portuguesa de Nuremberga, onde até aí as mulheres, execepto a professora portuguesa que ajudou à criação da mesma, só serviam para trabalhar na cozinha. Um ano a seguir fui eleita por unanimidade como presidente da Associação.  Tentei durante esse período de tempo conseguir aqui e ali, ir mais além que os meus antecessores. Para além da gastronomia e da equipa de futebol, conquistas dos meus antecessores, dei aulas de alfabetizaç­ão, alemão escrito e falado para iniciados.  Uma vez que essa casa era frequentada por oriundos das antigas colónias portuguesas e tinha mandantes no escritório onde trabalhava, como requerentes de asilo-politico vindos de Angola e Moçambique, organizei uma sessão de esclarecimento sobre as eleições em Angola no ano de 1992, com a participa­ção e depoimento de um observador da ONU que lá tinha estado para essas funções. Muita coisa mais aconteceu e teve o seu lugar.  Muito mais teria para contar, mas não é esse o meu fim!   O mais importante é que a partir dessa altura os homens, sócios dessa comunidade aprenderam que uma mulher também pode desempenhar a fun­ção de presidente e ser membro da sua administração.

Não aceitei o convite a participar neste congresso para vir aqui contar simplesmente a minha vida na diáspora. E, como tal vou passar ao tema que muito me aflige, o Ensino da Língua Portuguesa para os filhos das Migrantes. É certo que a crise em que Portugal se encontram afeta todos os sectores da vida dos portugueses em Portugal e agora também na diáspora.  Numa altura em que a emigra­ção portuguesa está a crescer a olhos vivos foi reduzido o contingente de docentes, em 3 anos, de 625 a 355., e foi instituída uma propina de 100,-EUR por aluno para países como a Suiça, Luxemburgo, Reino Unido e Alemanha para 3 horas de “escola” por semana para aulas de “português para estrangeiros”.  Estes alunos, estas crianças, não só são filhos de portuguesas como também usufruem da cidadania portuguesa. Independentemente de qualquer teoria eles deveriam era de aprender o português como língua materna. 

E, eu a sonhar com a criação do sistema Pré-Primário a fim de evitar que não se repita o que aconteceu com a minha filha, que um dia por volta dos seus quatro anos quando íamos pela rua, eu a falar com ela a nossa língua materna e a menina levou as suas mãozinhas aos ouvidos e disse: - “Pára, mamã! A partir de agora não falas mais português comigo!”  “Porquê, Sarah?” “Porque não quero ser tratada como uma estrangeira e vir a ser discriminada como o papá diz.”  O que para nós migrantes portuguesas é uma utopia é para os filhos dos migrantes italianos e espanhóis uma realidade vera!

Alguém se esqueceu, que uma das principais fontes de divisas de Portugal vem dos portugueses e portuguesas na diáspora!

Vou terminar com uma frase do nosso grande mestre Fernando Pessoa

„ A minha pátria é a língua portuguesa”.

 

Nuremberga, 26.09.2013

Maria do Rosário N.G. Loures

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Filomena Fonseca Comunicação


A EMIGRANTE QUE NÃO FUI

          Após um honroso convite para escrever algo relacionado com a realidade da mulher na vida, na diáspora e nas artes, tentei conjugar as várias vertentes, contribuindo através do testemunho da minha própria experiência. Não porque eu tenha sido verdadeira emigrante, mas porque sempre o quis ser e me senti impedida por diversas vezes.

          Enquanto, ainda hoje, muita gente tem grande relutância em emigrar e vê a coisa sempre pela necessidade e pela negativa eu, pelo contrário, sempre tive vontade de alargar os meus horizontes e conhecer novas terras, outros povos e outras culturas. Como disse um dia D. Manuel Clemente, nós descendemos em grande parte de povos que por aqui passaram e se instalaram. Não admira pois, que muitos tenham vontade de sair e se aventurem. Está-lhes no sangue. Se assim não fosse, não teria havido os descobrimentos. Talvez também daí, a grande capacidade dos portugueses em se integrarem facilmente nos países de acolhimento.

          Para mim, a palavra emigração significa aventura, com todos os predicados subjacentes. Mas nunca foi e nunca será sinónimo de facilitismos ou liberdade sem regras. Muito menos para as mulheres sonhadoras e atentas à realidade. Como dizia Maria Lamas: “ Tudo vem do sonho. Mas só os sonhos em ação têm força criadora”. Será, assim, sinónimo de dinamismo, trabalho, ambição, vontade, evolução, etc.

          Sempre tive muita curiosidade e grande fascínio pelas pessoas e por tudo o que aparecia de novo. Criava os meus próprios brinquedos, a partir do que via nas festas da aldeia. Tudo servia para dar azo à minha imaginação. Desde muito cedo manifestei um dom para o desenho. Passava o tempo a desenhar e a ler. Aprendi também trabalhos manuais, como: crochet, costura, tricot, bordados, etc.

          Na época, a maioria das mães, não tinha voz ativa dentro das suas próprias famílias. Eram impedidas de tomar iniciativas e vistas sobretudo como objetos de trabalho doméstico. Incluo aí também a minha mãe, subjugada às ideias do marido. Só subtilmente e à socapa, resolvia situações de acordo com suas ideias próprias. Tinha o seu emprego e também em casa, sempre a vi a trabalhar. Quantas vezes, atarefada e a precisar da minha ajuda, desde que me visse com livros, dizia: “Deixa-te estar!” Como ela me compreendia! Talvez estivesse me projetando os seus próprios sonhos. Bem diferente de meu pai. Muitos chefes de família eram dominadores, junto de suas mulheres e filhas. Não as valorizavam.

          Era eu adolescente e havia na minha terra um grupo de teatro amador. Assistia a todos os espetáculos. Um dia convidaram-me a entrar numa peça. Ensaiei três vezes sem meu pai saber. Logo que soube, disse: “ Mulheres no teatro, nem pensar!” E lá se foi a possibilidade da minha 1ª experiência teatral. (Só muito mais tarde, consegui realizar esse desejo, através de cursos de teatro e experiências em novela da SIC.)

          Vivendo numa casa grande entre muros de granito, pululavam em mim muitos sonhos. Porque não me conformava com a supremacia das ideias maioritariamente masculinas, discriminatórias da minha condição social, tive muitas vezes de remar contra a maré, desobedecendo por vezes a meu pai, que nem queria que eu estudasse. Na época, poucas mulheres estudavam e só a insistência duma professora o conseguiu convencer. Mas sem hipótese de qualquer reprovação. Seria condição suficiente para não voltar à escola. Isso fez-me criar a noção da responsabilidade pelos meus atos, e aliada à minha grande sede de saber, ainda hoje latente, resultou em grande empenhamento e luta pelos meus objetivos.

           Aos 12 anos de idade vi, com alegria, o meu primeiro poema publicado num jornal escolar. Mas fui sempre muito contrariada em meus anseios. Quis ser professora e não me deixaram. Obrigada a trabalhar aos 15 anos, após o Curso Comercial, aproveitei o primeiro emprego que apareceu, num escritório de empresa do ramo alimentar. Aos 17 anos chefiava o escritório duma fábrica de malhas e confeções com 65 pessoas. Entretanto, um namorado quis casar comigo e acharam que era cedo demais. Como iria viver para Sintra, era muito longe…!

          Tirei a carta de condução (coisa rara para mulher), tinha 19 anos. Nessa altura uma amiga que, como eu, adorava os idiomas de francês e inglês, propôs-me ir trabalhar e estudar na Inglaterra. Arranjou em Londres emprego para as duas e sonhei ir com ela. Na hora de tirar o passaporte, meu pai voltou a dizer “não!” e ela foi-se embora sozinha. É hoje uma mulher bem-sucedida da diáspora. Visito-a em Hamburgo, no norte da Alemanha.

          Pouco tempo depois, uma vizinha quis levar-me para os Estados Unidos e voltei a ouvir uma nega. Essa amiga, é também uma empresária de sucesso em Nova Iorque.

          Movida pela força de vontade de evolução contínua, e não podendo largar o emprego, quis retomar os estudos em horário noturno, e ouvi então dizer: “Aqui, mulher não sai à noite!”. Sempre “aprisionada”, só quando passei à maioridade (21anos) me senti eu própria, tornando-me independente e financeiramente autónoma. Fui-me aventurando à vida, sem nada esperar de quem quer que fosse.

          Aos 23 anos realizei o sonho de viver na minha própria casa, adquirida com algumas economias, proventos das minhas habilidades e um pequeno empréstimo bancário.  

          Aos 26 anos ingressei nos quadros do Banco Português do Atlântico, hoje Millennium Bcp. Vivi sempre do meu ordenado, sem imaginar que pudesse um dia existir qualquer ajuda do Estado se eu não trabalhasse. Por isso, ia aprendendo tudo o que estivesse ao meu alcance para me valorizar. Um dia, vi afixado na minha agência bancária, o anúncio de um concurso para promotores comerciais. Até aí, só havia promotores/homens. Concorri, escrevendo uma carta para o efeito. Estando esta já terminada, reli-a e pensei: ” Sou mulher. Às tantas a carta vai parar ao lixo. Vou já alertar para isso!”. Então acrescentei no final da carta: “Pelo facto de ser mulher, julgo não ser condição suficiente para me excluírem do concurso. Entendo que o trabalho, desde que bem executado, poderá ser feito por ambos os sexos”. Venci, assim, o desafio, tornando-me a 1ª Mulher Promotora Comercial bancária da zona norte do país. Também por isso, fui convidada a promover a venda dos primeiros seguros na banca portuguesa, em parceria com uma companhia de seguros. Estávamos em 1989. Foram ótimas experiências de trabalho, que me deram muito prazer e me levaram a receber variados prémios. Sempre atendi emigrantes e dentro do serviço de emigração, li muitas das suas cartas, traduzindo os seus anseios e satisfazendo os seus pedidos.

          Quando sonhei ter o meu primeiro automóvel, fui em par-time, demonstradora e vendedora de trens de cozinha da marca italiana IMCO. Após treze meses, chegou o carro novo que paguei a pronto.

 

          Mas as minhas tendências mais inatas, eram para as artes. Queria dedicar-me à pintura e o tempo escasseava, meu sonho esvanecia.

          Em 1980, a convite de uma amiga emigrante, fiz a minha primeira viagem a Paris, de comboio, por quinze dias. Aí, o sonho renasceu com toda a pujança, já que, à minha volta se respirava a arte. Era ali mesmo que queria ficar! Aproveitei uma semana para visitar os museus. A outra, para comprar material e comecei aí a pintar. Ainda frescos e com todo o cuidado, trouxe três telas pintadas a óleo. Mal cheguei a Portugal, como havia várias agências do Banco em França, logo tratei de saber como poderia ir trabalhar e viver em Paris. Mais uma vez, e para meu desconsolo, outra resposta negativa. Em Lisboa disseram-me que o meu pedido teria sido aceite se o tivesse feito no ano anterior, dado a emigração, entretanto, ter diminuído bastante.    

          Restaram-me os sonhos e a minha arte. Após mais uns quantos quadros pintados, mostrei-os a uma jornalista e crítica de arte do Porto, Anabel Paúl, que me incentivou a apresentá-los ao público, o que veio a acontecer em 1983 em exposição coletiva no Sindicato dos Bancários do Norte. Em 1987 realizei a minha primeira exposição individual na Póvoa de Varzim. Através de livros, alguns mestres, aulas na ESBAP e experimentando diversas técnicas, continuei na arte. Tinha 36 anos quando faleceu minha mãe e meu pai logo a seguir.

          Nos finais do século passado, por motivos de saúde, aposentei-me do trabalho no Banco. Em 2005 interessei-me pela escrita criativa, num curso com o escritor Válter Hugo Mãe. Em 2006 tornei-me membro da Associação de Voluntariado do Hospital de V. N. de Famalicão como voluntária e coordenadora na área de oncologia.

          Em 2007 voltei aos estudos académicos. Estava ainda por realizar o sonho de uma licenciatura. E na Universidade Católica, entre as Teorias da Arte, História da Arte, Estética, Crítica de Arte, Iconografia, etc., conclui o curso de Estudos Artísticos e Culturais em 2010.

          Entretanto, no Teatro do Campo Alegre no Porto, cursei o “Laboratório de Leitura Poética” níveis I e II, com a técnica de voz e cantora lírica Ana Celeste Ferreira. Colaboro ainda em diversas tertúlias literárias e saraus de poesia. Em coautoria, participei em mais de duas dezenas de antologias poéticas. Em 2008 publiquei o primeiro livro de poesia “Os Degraus da Casa”. Sou membro de diversas associações artísticas e culturais. Algumas no estrangeiro.

          Com todas as provações e negações que a vida me aprontou, continuo uma pessoa positiva, otimista, lutadora e preparada para desafios. O único complexo que tive um dia, foi o de ser ”baixinha”, o que depressa me passou, quando ainda na escola se sentou a meu lado uma colega mais baixa que eu. Tenho também o vício de estar sempre ocupada. É nas artes da pintura e da escrita onde mais me realizo.

          Sempre me animou a ideia de viajar, chegar, partir e voltar. Nas viagens que fiz fora do país, sempre me senti uma cidadã do mundo. Estaria bem em qualquer parte, e em espírito, serei sempre uma eterna emigrante na ansia de realizar ainda outros sonhos.

          Como eu, muitas mulheres, dentro e fora da diáspora, sentiram algum tipo de discriminação. Algumas tiveram dificuldades de integração no mundo do trabalho, onde sei, que só com muito empenho e sacrifício se consegue a plena realização em qualquer profissão e muito mais na área das artes. Vejo a arte também como emancipadora. Através de meios comunicacionais comuns e tendências inatas, a arte aproxima as pessoas e ajuda a diminuir as diferenças. É também uma das minhas formas de comunicar, dialogar e denunciar injustiças sobre as mulheres no mundo. Defendo a liberdade, com valores e responsabilidade. Reconheço ter havido ao longo dos anos, muitos avanços na apreciação do trabalho das mulheres, seus direitos e regalias, mas estou certa que haverá ainda muito por fazer. Não percamos nunca a capacidade de sonhar!

          Termino com uma frase de Mário Zambujal:

        “ A mulher é o poema de Deus. O homem, a simples prosa”

 

20/9/ 2013

Filomena Fonseca

A LIga da Mulher e as Universidades Séniores na RAS


A Profª Manuela da Rosa é  fundadora da Liga da Mulher Portuguesa na Africa do Sul.
Foi a primeira mulher eleita para o CCP na RAS.
Exemplo de capacidade e intervenção cívica,.tem  dado sempre uma grande colaboração à AEMMA.
A ideia das Universidades Séniores surgiu no "Encontro para a Cidadania" de Joanesburgo, em 2008
(uma proposta da Profª Doutora Graça Guedes, que aí deu o exemplo da U S de Espinho).
No Encontro organizado pela AEMM em 2009, Manuela da Rosa falou da preparação dessa nova vertente de actividade. Hoje sabemos como ao longo dos últimos anos tem resultado. Parabéns à Liga,  e à Manuela - pioneira de tantas iniciativas cívicas.
Nas suas próprias palavras:


"A Liga da Mulher Portuguesa na Africa do Sul e uma organização de caracter Social e cultural,
fundada em Dezembro de 1988, para ir ao encontro das mulheres emigrantes Portuguesas
residentes neste Pais - em defesa dos seus direitos, da sua integração social no pais de acolhimento
do seu enriquecimento cultural em todos os aspectos, tanto no geral, como conhecimentos na
cultura portuguesa, língua, costumes, tradições, que para muitas estavam esquecidas, ou eram
mesmo ignoradas, visto terem vindo para a Africa do Sul com tenra idade ou mesmo terem nascido
neste Pais, com fracas  classificações académicas.
A mulher portuguesa com um coração cheio de amor a sua família, estava isolada, com muito pouco
contacto social e com a língua portuguesa.
Esta organização atenta a esse isolamento, tentou dar a mulher o estatuto que ela merecia,
tornando-a mais confiante, mais esclarecida e orgulhosa das suas origens, através de conhecimentos
da sua Historia de Portugal, dos seus escritores e poetas, enfim de tudo aquilo que nos orgulha de
sermos Portugueses e de pertencermos a um Pais de grandes heróis que foram os nossos
Ao longo dos anos muito se tem lutado pelo desenvolvimento social e cultural da comunidade
Portuguesa aqui residente. A nossa luta continua pois as premissas em que foi fundada a Liga tinha
um grande caminho a percorrer. Lutamos sempre pela a aproximação e colaboração entre a Liga da
Mulher  Portuguesa e outras organizações de mulheres deste Pais.
Estivemos presentes na grande manifestação  feminina, realizada no Sweto, Joanesburgo, antes da 
eleição democrática do Dr. Mandela, onde de mãos dadas, com todas as comunidades deste Pais,
pedimos a unidade, a paz, o amor, a compreensão e a amizade entre todas as raças! Foi a maior 
manifestação publica realizada ate essa data por mulheres na Africa do Sul.
Tivemos vários encontros nos dias da Herança Nacional ( Heritage Day ) 24 de Setembro em Pretoria, onde abraçamos as tradições e culturas locais, num intercambio de culturas, mostrando as nossas heranças através do folclore, da culinária tradicional, dos nossos escritores e poetas.
Publicamos ao longo dos anos revistas onde divulgamos as nossas actividades realizadas, a fim de
poderem chegar a outras áreas neste Pais.
A Liga da Mulher Portuguesa esta atenta aos problemas que afligem as comunidades Sul Africanas e
organização eventos nesse sentido. Em Joanesburgo, Durban, Capetown e Pretoria foram feitas
Festas para angariação de fundos para a ASSOCIAÇÃO DO CANCRO, que nos mereceu um diploma de honra pelo trabalho e dedicação a essa causa.
A Liga organiza regularmente  eventos culturais e sociais e angariação de fundos a favor de varias
instituições e lares da 3ª. Idade independentemente de serem ou não Portugueses.
No passado dia 23 de outubro realizou-se uma passagem de Modelos para ajuda dum Lar Sul
Africano em precárias condições financeiras.
Com o projecto da UNIVERSIDADE SÉNIOR iniciado há cerca de 3 anos, tornamo-nos mais abrangentes e
temos dado oportunidades únicas  a comunidade Portuguesa sejam homens ou mulheres com
cursos de Informática, Português, Francês, Inglês ,Pinturas, Culinária, Canto Coral, Costura, Visitas de Estudo e a criação do Clube do Livro. Anualmente fazemos entrega de certificados de
Aproveitamento dos Cursos frequentados, evento esse onde tomam parte alunos, Professores e
familiares e entidades oficiais, onde e sempre apresentado um tema muito actual, como seja Acordo
Ortográfico Luso Brasileiro, síntese da Literatura portuguesa desde os primórdios até à actualidade e
outros temas de muito relevo sobre saúde, psicologia de preparação e aceitação da 3ª. Idade e
Realizamos congressos nas diferentes cidades onde há filiais da Liga, como  em Joanesburgo,
Pretoria, Cabo, Durban, com diversificadas conferencias e exposições, ligadas à Saúde, a Educação , à Cultura Portuguesa, com lições de culinária e artes manuais e actividades de caracter Social

.
                            VICE PRESIDENTE DO EXECUTIVO NACIONAL DA LIGA DA MULHER PORTUGUESA

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

MESTRE ARCELINA SANTIGO sobre o ENCONTRO MIGRAÇÕES E ARTES NO FEMININO

Foi com muito prazer que elaborei as breves notas finais  deste Encontro que , tal como os anteriores, acolhe sempre   conteúdos ricos, mas este, dotado de grande simbolismo porque marcou o início  das comemorações  dos 20 anos  da Associação de Estudos Mulher Migrante ( AEMM) em torno das questões de igualdade de género em contexto migratório. Dar inicio a esta efeméride, integrada na  II
Bienal "Mulheres d' Artes”, promovido pela Câmara  Municipal de Espinho, que reuniu muitas artistas da  diáspora, foi uma oportunidade de ouvir as próprias artistas  sobre interrogações a que é importante dar resposta, e que também suscitaram curiosidade dos jovens estudantes, presentes neste Encontro. Esta bienal de artes no feminino, por ser representativa do universo de mulheres das artes
e, neste caso, da diáspora, é algo de único no país e, por isso, coloca Espinho como pioneira na rota deste tipo de evento o que  muito nos orgulha.
 Também a parceria com  o jornal " As artes e as letras merece um destaque especial na concretização deste Encontro. 
 "Expressões da cidadania no feminino" será o tema  recorrente, como referiu a Dr. Manuela Aguiar  da AEMM e que procurará pôr em foco a realidade da vida e obra das  mulheres em diferentes domínios da cultura, da intervenção  cívica e política, da diplomacia, do empreendedorismo económico.
A Associação, através das suas Presidentes da Assembleia Geral e da Direção, respetivamente Drª
Manuela Aguiar e Drª Rita Gomes, agradeceram e  enalteceram a colaboração  da Câmara Municipal , em particular da Senhora vereadora, Drª Leonor Fonseca,  alma deste evento e do Dr.  Armando Bouçon, diretor do Museu Municipal – FACE,  que conseguiram   acolher uma
exposição com esta dimensão.
Destacaram também  o conjunto de atividades desenvolvidas pela AEMM, realçando-se que só foi
possível tal ação graças ao apoio dado pela Secretaria de Estado daa Comunidades Portuguesas.
A mensagem cheia de significado  do Senhor  Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. José Cesário, cuja presença honrou a Associação, foram reveladoras  de que esta continua a
exercer o seu papel na defesa das mulheres em contexto  migratório, no reforço da lusofonia e da Portugalidade e divulgação das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Destacou também a importância destas não apenas na perspetiva empreendedora, da área dos negócios e comércio, das remessas, mas também no potencial  cultural que elas possuem. Referiu-se  à  outra metade dos portugueses  e   seus descendentes que habitam em tantos lugares do mundo e que fazem de Portugal um grande país,  não apenas o país de 10 milhões mas  muito mais e que a importância do nosso
país  é notória e  reconhecida em todo o mundo. Daí haver  representantes portugueses em todo os organismos de caracter internacional. 
Os poemas  declamados  pelos dos alunos da Escola  Básica e Secundária Domingos Capela, sobre o mar e  sobre a diáspora,  temas de autores portugueses, foram palavras inspiradoras e carregadas de  simbolismo , como refere Vergílio Ferreira “ da minha  língua vê-se o mar” . Também simbólico foi a exposição das magníficas  caravelas feitas de material reciclado  pelos alunos, representando "a partida" que faz parte da nossa longa  história da diáspora portuguesa.
A  Introdução ao tema pela Profª Doutora Isabel Ponce de Leão – Universidade Fernando Pessoa -  levou-nos à  reflexão  em torno de questões que se prendem com o papel das mulheres  no mundo artístico e de  mobilidade cultural.  Referiu o marco da nova corrente estética, o pós-colonialismo,  onde ocorre um novo paradigma de sociedade  e onde a mulher ganha um novo estatuto e
importância própria.
A segunda comunicação , pela Profª Doutora Ana Gabriela  Macedo da  Universidade do Minho (“Novas Corpografias de Arte no feminino”) deu-nos a conhecer, de forma muito  breve, o seu estudo académico sobre a   representação do feminino e da sua identidade na área da pós –modernidade
com incidência  na obra de Paula Rêgo, obra inspiradora  que provoca admiração e, por vezes, choque. A relação que as mulheres têm com o mundo e com os outros  remete-nos para as artistas controversas   como uma forma  de questionamento e reflexão. A alteridade afirmada não é
apresentada como algo menor mas enquanto  diferente e de forma positiva. Por fim, realçou as novas corpografias nos feminino e a arte ligada à cidadania onde as mulheres continuam a ter dificuldade em expor a sua arte. 
 As intervenções de algumas  artistas   levou-nos a concluir muito da sua forma de estar no mundo das artes e o seu papel enquanto cidadãs da diáspora e quão rica foi a interligação cultural  para o seu desenvolvimento como pessoas e artistas. Foram levantadas questões  diversas a suscitar reflexão: redução das horas dedicadas à Educação Visual no sistema de ensino em Portugal; das dificuldades
burocráticas portuguesas no transporte de obras de arte ;  a necessidade de uma maior intervenção do Estado em prol das artes; o elevado custo dos mestrados em Portugal  em relação ao estrangeiro;  os subsídios e sua  dependência ou até que ponto o artista terá de ficar enformado pelo circuito comercial para poder sobreviver em vez de ser um criador pleno…
Algumas artistas da diáspora   de várias áreas( fotógrafa, pintora, galerista, poetisa…)  deram  testemunho  das suas histórias de vida, onde ficou patente o  seu ecletismo cultural e desassossego permanente  , importante para o seu sucesso  enquanto mulheres, cidadãs e artistas.
A intervenção dos  alunos da EBSDC  jovens criadores , orientados pelas suas professoras, Filomena Bilber da Artes e Nelma Patela da Língua Portuguesa  foi  uma forma inspiradora e reveladora  de que a AEMM, ao fazer os seus 20 anos de atividade, tem  já   os olhos postos no futuro,  simbolizado aqui pela presença destes jovens. O envolvimento dos mais jovens sobre  as questões aqui em
apresentadas torna-se  na verdade enriquecedor.
 O projeto que aqui  começou terá  continuidade  com as entrevistas que cada jovem irá realizar às artistas plásticas  da diáspora aqui presentes nesta exposição  e que elegeram tendo em conta a obra que mais gostaram .
Desta forma, obter-se-á uma visão dos jovens sobre a questões da cidadania , das mulheres nas artes da diáspora.
Este  é um bom sinal  de vitalidade desta Associação que,  este ano, celebra 20 anos.

                                         Arcelina Santiago

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

LISTA DE PARTICIPANTES

SECP
Maria Manuela Bairos
Ana Ferreira
 
 FUNDAÇÃO PRO DIGNITATE
Maria Barroso

AR
 
Deputado à AR Carlos Gonçalves  (França)
Deputado à AR Carlos Páscoa (Brasil)
Deputada à AR Maria de Belém Roseira - a confirmar 
Deputada à AR Maria João Ávila (EUA
Deputado à AR Paulo Pisco (Bélgica)
 
 Aida Batista (Canadá)
Ana Costa Lopes
Ana Maria Cabrera ( Argentina)
Ana Narciso  a conf
Ana Paula Beja Horta
Ana Paula Barros
Arcelina Santiago (Macau)
António Pacheco
Bento Coelho  
Carolina Schacht ( Guiné)
Carlos Correia
Carlos Luíz (ex - deputado da emigração)
Celeste Barreira
Celeste Correia (Cabo Verde)
Cidália Correia
Constança Nery ( Brasil)
A J Christellos  (MNE)
Cristina Mayo Caetano  (Angola) a conf
Cristina Viveiro
Custódia Domingues (França)
Custódio Portásio - Lux
Deolinda Adão  (EUA)
Dina Botelho  -
Durval Marques ( Áf. do Sul)
E. Madureira
Eduarda Aguiar da Fonseca
Elsa Lechner
Elsa Noronha ( Moçambique )
Elvira Mendonça
Elvira Oliveira Brandão  - a conf
Emmanuelle Afonso ( França)
Ester de Sá  ( RAS)
Eugénia Quaresma (OCPM)
Fátima Figueiredo
Fernando Figueiredo
Fernando Pádua 
Filipa Menezes
Filomena Fonseca
Gonçalo Nuno dos Santos ( Madeira)
Glória de Melo (EUA)
Graça Gonçalves Pereira (MNE)
Graça Guedes
Isabel Cardoso
Isabel Lopes da Silva (Cabo Verde)
Isabel Maria Desmet  (França)
Isabel Mateus ( Inglaterra)
Isabel Ponce de Leão
Isabel Saraiva
Joana Miranda
Jorge Macaista Malheiro
José Mota
Juan Castien  (Espanha)
Katherine Vaz ( EUA) a conf
Laura Bulger
Leonor Fonseca
Leonor Gil  (França)  a conf
Leonor Machado de Sousa a conf
Leonor Xavier
Lourdes Abraços ( Brasil )
Luísa Desmet
Luísa Prior
Luiza Ribeiro (Inglaterra)
Luiza Vilela  (Zimbabwe) a conf
 
Luz Morais  - a conf
Madalena Cosme 
Hilma Mansilha a conf
Mafalda Durão Ferreira   a conf
Margarida Marques         a conf
Manuela Diniz  ( RAS) a conf
Manuela Malheiro  a conf
Manuela Marujo (Canadá)     
Manuela Mendes da Silva
Margarida Serra e Moura a conf
Margarida Pequeno a conf
Maria Augusta Santos
Maria Beatriz Rocha Trindade
Maria Benedita Monteiro
Maria do Céu Campos (Alemanha)
Maria do Céu Kosemund ( Alemanha)
 Maria José Vieira?
Maria de Lourdes Almeida ( Venezuela)
Maria Lúcia  Bandeira (França)    a conf
 
Maria Luísa Pinto?
Maria Manuela Aguiar
Maria do Rosário Loures ( Alemanha)
Maria Teresa Menezes 
Maria Teresa Costa Macedo    a conf
Mia Vieira Azar  (Líbano)
Nassalete Miranda
Nelma Patela  a conf
Olga Archer Moreira
Ortelinda Barros 
Representante da Academia da Espetada de Maracay ( Venezuela)   a conf
Rui Dias Costa
Rita Gomes
Rosa Campizes  a conf
Rosa Simas (Açores)
São Passos ( Moçanbique)
Sarolta Lazlo  (Suiça)  a conf
Sofia Neves
Susana Carvalho 
Thais Matarazzo  (Brasil )
Tony Cabral (EUA) 
Vanessa Rodrigues   a conf
Victor Gil
Victória Pereira (RAS)
Virgínia Estorninho

CV MARIA AUGUSTA FONTES DOS SANTOS

NOTA CURRICULAR
Maria Augusta de Araújo Fontes dos Santos, nascida a 30 de Agosto de 1955.
Licenciada em Geografia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Professora do Quadro de Nomeação Definitiva da Escola Secundária de Camilo
Castelo  Branco de V. N. Famalicão. Exerceu funções docentes em Escolas
Secundárias de Guimarães, Lisboa e V. N. Famalicão.
No âmbito da sua atividade profissional desempenhou diversos cargos, entre os
quais:
 Orientadora da Profissionalização em Exercício em 1982-1983;
 Vogal do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Camilo Castelo Branco
de V. N. Famalicão nos anos letivos de 1987-1988 a 1993-1994;
 Membro efetivo do Conselho de Escola e do Conselho Geral;
 Professora Avaliadora, no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente;
 Coordenadora da Equipa de Mediação Disciplinar da Escola.
A nível político-partidário, social e cívico desempenhou diversos cargos eletivos,
com destaque para os cargos:
 Secretária da Junta de Freguesia de Lousado, no mandato de 1997-2001;
 Presidente da Junta da Freguesia de Lousado, no mandato de 2001-2005;
 Vereadora da Câmara Municipal de V. N. Famalicão, entre Novembro de
2006 e Setembro de 2009;
 Direção partidária a nível nacional, distrital e concelhio;
 Sócia e/ou colaboradora de diversas associações e organizações locais,
regionais e nacionais;
 Colaboradora do jornal semanário regional “Opinião Pública”, na secção
“Questão Pública”, ininterruptamente desde 12/03/2007 a 26/07/2011.

CV MARIA DO ROSÁRIO LOURES

Escritora/Poetisa e correspondente do jornal Portugal Post
Data de nascimento: 27 de Outubro de 1959
Natural de: Odemira, Portugal
Estado Civil: Casada
C u r r i c u l u m  V i t a e
Formação: 1977/1981 
Instituto Superior de Línguas e Administração / Escola Superior de Tradutores e Intérpretes                                     
(Inglês e Alemão)
Experiência Profissional:
1982/1984 - Cádila, Lda., Indústria de Calçado, Secretária de administração
1984/1986 - Nordeste Tours, Técnica de Turismo
1986 - Ivo Tours - Operador Internacional de Viagens, Lda., Técnica de Turismo
1993/1997 - Rechstanwälte Gisela Ophoff & Herman Gimpl, Secretária e Intérprete
1997 - Concord Reisen GmbH, Chefe do departamento de reclamações
1999/2003 - Plärrer Resien GmbH, Chefe do departamento de reclamações
2003/2007 - Hotel am Park, Assistente da direção e rececionista
2007 - Art & Business Hotel, Assistente da direção e rececionista
Experiência Político-social
1987/1991 -  IAD, Iniciativa Estrangeiros e Alemães
1987       -  Entrada para o partido “Die Grünen” (os Verdes), com participação no grupo de 
3-8/3/1991 - Participação no Congresso Internacional de Mulheres,  em Nuremberga;
                        trabalho “Emigrantes”e no grupo de trabalho “Mulheres” sendo sua  
                        coordenadora no ano 1991
                        temática: viver a reconcialiação, estratégias contra a opressão, contra a guerra
                        e contra o armamento
1991/1992 - Secretária da Direcção da Associação Portuguesa de Nuremberga
1992/1993 - Presidente da Associação Portuguesa de Nuremberga
1995           -  Acolhimento de uma família da Bosnia e seu apoio
1996           -  Candidata a vereadora, pelo partido “Die Grünen”, à Camara de Nuremberga
2002           -  Saída do partido “Die Grünen” /Os Verdes, por este partido ter assinado a
2002           - Candidata a vereadora, pelo partido “Die Grünen”, à Camara de Nuremberga
                        guerra no Afganistão
                               Nota: uma vez que a publicidade eleitoral já estava terminada, e o meu nome e retrato se encontrava
                               publicado foi-me pedido para eu me manter como candidata, a fim de evitar mais tão elevados custos
Publicações
1998 - Livro de poemas “Atlantikblau und Olivengrün”, Dr. Bachmeier Verlag, Munique/Alemanha
1999 - Antologia „Pegnitzrauschen“, Fahner Verlag, Lauf an der Pegnitz/Alemanha
2000 - Antologia „Pegnitzrauschen zweite Welle“, Fahner Verlag, Lauf an der Pegnitz/Alemanha
2010 - Livro de poemas bilingue, português e alemão “Do atlântico azul ao verde das
            oliveiras/Atlantikblau und Olivengrün”, edium editores, Porto/Portugal
2010 - “Um sumário da minha vida no século passado”, edium editores, Porto/Portugal
2011 - Antologia de poesia “Entre o sonho e a realidade”, volume III, Chiado Editora, Lisboa/Portugal
2012 - II Antologia Temas Originais, Temas Originais, Lisboa /Portugal
2012 - UniVersus  1ª Antologia, editora UniVersus, Lisboa/Portugal
2012 - Antologia de poesia “Entre o sono e o sonho”, volume IV, Chiado Editora, Lisboa/Portugal
Nuremberga, 10.09.2013
Maria do Rosário Nobre Guerreiro Loures

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ISABEL DESMET Breve nota curricular

Isabel Maria Desmet
Breve nota curricular
Isabel Maria da Silva Franco Desmet, natural de Carcavelos-Cascais (Portugal), é Professora
Agregada em Ciências da Linguagem pela Universidade Paris 7-Denis-Diderot, Doutorada
em Ciências da Linguagem pela Universidade Paris 13 – Villetaneuse, Mestre em Ciências da
Linguagem pela mesma Universidade e Mestre em Linguística pela Universidade Nova de
Lisboa – FCSH.   
Licenciada em Línguas e literaturas modernas (variante de estudos portugueses e franceses)
pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, em 1988,
obteve igualmente o diploma de formação educacional na mesma área, compreendendo
estágio integrado, pela mesma Universidade, em 1990. Também realizou Mestrado em
linguística, na área da lexicologia e lexicografia, na mesma universidade, em 1993.
Começou a sua carreira académica em Paris, em 1991, lecionando língua e linguística
portuguesa no Departamento de estudos dos países de língua portuguesa da Universidade
de Paris 8, em Saint-Denis. Em 1991, defendeu a sua tese de mestrado em ciências da
linguagem em França, na Universidade de Paris 13-Villetaneuse. Paralelamente, trabalhou
como investigadora em ciências da linguagem num laboratório do Instituto Nacional da
Língua Francesa do Centro Nacional de Investigação Científica francês (CNRS) – no Centro
de Terminologia e Neologia (C.T.N.), de 1991 a 1994. Também lecionou língua e linguística
portuguesa no Departamento de estudos ibéricos da Universidade da Sorbonne, entre 1993 e
1996.
Em 1996, obteve o grau de doutora em ciências da linguagem pela Universidade de Paris 13-
Villetaneuse, com uma tese intitulada Para uma abordagem terminológica das ciências sociais
e humanas. As ciências sociais e humanas do trabalho em português e francês. Nesse mesmo
ano, foi nomeada Professora auxiliar (Maître de Conférences auxiliaire) no Departamento de
estudos dos países de língua portuguesa da Universidade de Paris 8. Em 1998, foi nomeada
Professora associada de nomeação definitiva (Maître de Conférences titulaire) no mesmo
departamento, da mesma universidade.
Em 2005, defendeu a agregação em ciências da linguagem na Universidade de Paris 7-DenisDiderot, tendo sido qualificada para as funções de Professora Catedrática (Professeur des
Universités) pelo Conselho Nacional das Universidades Francês, em ciências da linguagem (7º
secção) e em estudos românicos na área do português e do francês (14ª secção), sendo assim
duplamente qualificada para as funções de Professora Catedrática.
Atualmente, tem o grau de Professora associada de nomeação definitiva com a agregação
(Maître de Conférences Habilitée à Diriger des Recherches), na Universidade de Paris 8 –
Vincennes-Saint-Denis. É membro titular do Laboratório de Estudos Românicos (LER) da
Universidade de Paris 8 (ver site do LER – Universidade Paris 8).
A partir de 1996, assumiu numerosas responsabilidades pedagógicas, científicas e
administrativas na sua universidade, entre as quais se destacam a criação do curso de
Licenciatura de Línguas estrangeiras aplicadas para o português, bem como a criação
do Mestrado de tradução especializada e do Mestrado de ciências da linguagem para
o português, no âmbito dos quais orientou várias teses de mestrado e, desde 2005, de
doutoramento.
Entre os diferentes cargos académicos exercidos, saliente-se os seguintes:
- Membro da Direção da Faculdade de Língua e Culturas Estrangeiras e Línguas
Estrangeiras Aplicadas da Universidade de Paris 8 – Saint-Denis (classificada como
Universidade-Mundo) – (2002-2006).
- Fundadora e Diretora do Centro de recursos e investigação em tecnologias de
aprendizagem das línguas (CERTAL) da Faculdade de Línguas e Culturas Estrangeiras e Línguas
Estrangeiras Aplicadas da Universidade de Paris 8 (Centre de ressources et de recherche en
technologies d’apprentissage des langues de l’UFR 5 : LLCE et LEA – Université Paris 8 (2002-
2006);
- Membro eleito da Assembleia das Relações e Cooperação Internacional junto da
Presidência da Universidade de Paris 8 (2009-2011);
- Membro de Direito do Conselho de Direção do Laboratório de Estudos Românicos da
Universidade de Paris 8 (desde 2008);
- Membro principal da equipa de investigação 4385 – linguística das línguas românicas
da Universidade de Paris 8 (desde 1998);
- Membro associado da equipa de investigação LAPS (linguística, psicolinguística,
sociolinguística) da Universidade de Paris 8 (desde 2003);
Foi também Membro do Conselho Pedagógico da Universidade de Paris 8. 
Entre 1996 e 2005, colaborou ativamente com o departamento de ciências da linguagem
da Universidade de Paris 8, na área do Mestrado de Língua dos Signos Francesa, formando
formadores da linguagem dos signos para pessoas com deficiências de fala e auditivas,
nomeadamente com um seminário de psicolinguística e aquisição do léxico nas línguas
românicas e de morfologia e criatividade lexical.
 É autora de cerca de oitenta artigos científicos, obras coletivas e dicionários, nas suas áreas
prediletas de investigação: lexicologia, lexicografia e dicionarística; terminologia, terminografia
e linguística de corpus; morfologia, semântica e criatividade lexical; processamento
automático de corpora; fraseologia de especialidade; pragmática das línguas de especialidade;
tradutologia e tradução de especialidade.
Atualmente em Portugal, desde Janeiro de 2012, é Professora convidada com o estatuto de
Professora Catedrática (Professor Coordenador Principal), na Escola Superior de Saúde do
Alcoitão (ESSA) – SCML- Lisboa, estando ligada ao Departamento de Terapia da Fala desta
instituição, lecionando unidades curriculares na área das ciências da linguagem.
A partir de 29 de Março de 2012, assumiu também as funções de Vogal da Direção (Diretora
Executiva) do Centro de Investigação Científica e Aplicada (CICA) da SCML de Lisboa, tendo
sido convidada para fundar este Centro de investigação.
Enquanto docente e investigadora na ESSA e enquanto membro da Direção do CICA (Portugal),
conjuntamente com os outros membros da Direção, tem desenvolvido atividades ligadas
à fundação deste centro de investigação ao longo de 2012, bem como à coordenação da
investigação e à investigação propriamente dita (ver site da SCML de Lisboa – áreas de
intervenção – Centro de Investigação Científica e Aplicada (CICA).
Neste contexto, é coordenadora do grupo de investigação “Linguagem e comunicação”, no
âmbito da qual é Investigadora Responsável de três projetos já em curso.

ISABEL DESMET síntese da comunicação

Encontro Internacional – Mulheres Migrantes – Lisboa – 24 e 25 de Outubro de 2013
Expressões Femininas da Cidadania
Painel: Letras
Título da intervenção: Língua, Cultura e Identidade Portuguesa no Ensino Superior em França:
Factos e Expectativas
Isabel Desmet
Universidade de Paris 8
Língua é veículo de cultura. Língua e cultura são veículos de identidade linguística e cultural. A
Língua e a cultura manifestam-se em todos os tipos de textos e de discursos – escritos e orais
– coloquiais, literários, económicos, políticos e jurídicos, mas também científicos, técnicos e
tecnológicos – do mais especializado ao mais banalizado.
É sabido que uma língua evolui ao ritmo dos avanços técnicos, tecnológicos e científicos da
comunidade linguística que dela se serve (integrando anualmente uma média de 2000 a 4000
neologismos – de forma, de conteúdo e empréstimos), e a língua portuguesa, na sua versão
europeia, disso não é exceção.
Por processos variados de divulgação e banalização, os neologismos científicos, tecnológicos e
técnicos integram rapidamente a expressão linguística do cidadão comum, nomeadamente nas
zonas urbanas, alterando pois progressivamente a “feição” da língua e a própria identidade
cultural de um país, expressando e veiculando uma imagem de cientificidade e modernidade,
fugindo simultaneamente a uma imagem de tradicionalidade e de ruralidade.
Hoje em dia, após décadas de movimentos migratórios de Portugal para França e de flutuações
diversas nas imagens recíprocas entre estes dois países, quais são as necessidades atuais dos
discentes do ensino superior em França lusodescendentes, que frequentam os departamentos
de estudos dos países de língua portuguesa? Que imagem têm eles da língua, da cultura e
da identidade portuguesa? Como podem acompanhar as evoluções na língua e na expressão
linguística da cultura portuguesa, incluindo nesta a cultura científica, técnica, tecnológica,
artística e, evidentemente, literária? Quais são as suas expectativas? São estas as questões que
nesta intervenção pretendemos equacionar e, tanto quanto possível, dar-lhes respostas.

ISABEL DESMET Publicações

Isabel DESMET
PUBLICATIONS 1990 – 2011
A) Articles et communications
1.1990 – “ A propósito da neologia terminológica do português. O caso do empréstimo” (A  propos de la néologie terminologique du portugais. Le cas de l’emprunt), Actes du colloque de  lexicologie et de lexicographie, Université Nouvelle de Lisbonne, pp. 182-187.
2.1990 – “ Princípios teóricos da terminologia. Especificidades da neonímia. ”  (Principes  théoriques de la terminologie.  Spécificités de la néonymie),  Terminologias n°1, Lisboa : TERMIP, pp. 14-26.
3.1990 – “ Questões de semântica em terminologia. A problemática da definição terminológica ” (Questions de sémantique en terminologie. La problématique de la définition terminologique), Terminologias n°2, Lisboa : TERMIP, pp. 4-21.
4.1991-“Terminologia da terminologia e da terminografia” (Terminologie de la terminologie
et de la terminographie), in Dicionário de termos linguísticos, Lisboa, Edição Cosmos, Tomo II, 1991.
5.1991 – “ Terminologia e fraseologia : tendências actuais ” (Terminologie et phraséologie : tendances actuelles), Terminologias n° 3-4, Lisboa : TERMIP, pp. 10-30.
6.1992 – “  Terminologia : cognição, comunicação e representação de conhecimentos especializados ” (Terminologie : cognition, communication et représentation de connaissances spécialisées), Terminologias n° 5-6, Lisboa : TERMIP, pp. 9-24.
7.1992 – “ L’environnement, le droit de l’environnement et les besoins terminologiques au Portugal ”, Terminologies nouvelles n° 8, RINT, Bruxelles, pp. 48-51.
8.1993 – “ Les enjeux linguistiques de l’enseignement du portugais spécialisé : la valeur heuristique du plan textuel ”, in  Lexicologie, lexicographie et enseignement du portugais langue étrangère ”, Université de Nice, republié en 1996 dans CUMFID 17 numéro spécial – Nice - Inalf – CNRS, pp. 77-91.
9.1993 – “ Terme et mot : propositions pour la terminologie ”, La banque des mots, n° spécial 5, CTN - CILF –Inalf - CNRS, pp. 5-32.
10.1993 – “ Terminologia do meio ambiente : objecto de observação e investigação ” (Terminologie de l’environnement : objet d’observation et de recherche), Terminologias n° 7-8, Lisboa, TERMIP, pp. 62-80.
11.1993 – “ Terminologia e pragmática. Por uma pragma-semântica dos utilizadores“ (Terminologie et pragmatique. Pour une pragma-sémantique des utilisateurs), Terminologias n° 7-8, Lisboa : TERMIP, pp. 5-29.
12.1993 –“ Terminologia e vocabulários científicos e técnicos do português.  Princípios teóricos e metodológicos” (« Terminologie et vocabulaires scientifiques et techniques du portugais. Principes théoriques et méthodologiques »), Actes du 4internationale de lusitanistes, Université de Hambourg, Lidel, pp. 63-74.
13.1994 - « Orientações teórico-metodológicas para a elaboração de uma tipologia de erros do português : o caso específico dos falantes de língua francesa » (« Orientations théoricométhodogiques pour l'élaboration d'une typologie de fautes du portugais : le cas spécifique des locuteurs de langue française »), communication présentée au Congrès International sur le Portugais" organisé par l'Association Portugaise de Linguistes, à l'Université classique de Lisbonne, du 11 au 15 avril 1994 et publiée dans les actes correspondants.
14.1994 – “ Propositions pour la recherche en phraséologie contrastive ”, La banque des mots, n° spécial 6, CTN – CILF – Inalf – CNRS, pp. 45-59.
15.1994 – “ Suggestions pour une approche terminologique des sciences sociales et humaines ”, Terminogramme, juin 1994, Canada : Les Publications du Québec, pp. 1-5.
16.1994 – “ Terms and words : propositions for terminology ”,  Terminology 1.2, John Benjamins Company, pp. 303-325.
17.1994 – “Princípios teórico-metodológicos em terminologia. Por uma macro-estruturação do domínio do ambiente” (Principes théorico-méthodologiques en terminologie.  Pour une macro-structuration du domaine de l’environnement),  Terminologias n° 9-10, Lisboa : TERMIP, pp. 67-83.
18.1998 -  «  Caractéristiques sémantiques, syntaxiques et discursives des vocabulaires spécialisés », Actes du XXIIème Congrès international de linguistique et philologie romanes, Max Niemeyer Verlag, vol. IV – Des mots aux dictionnaires, pp. 181-188.
19.1998 - «  Caractéristiques sémantiques, syntaxiques et discursives des vocabulaires spécialisés. Quelques données théoriques et pratiques pour la lexicographie spécialisée », Actes du 2 du langage, Strasbourg : COFDELA Publications, pp. 292-305.
20.1998 - «  Contribution à une étude morphologique des vocabulaires spécialisés : la notion de paradigme dérivationnel appliquée aux terminologies scientifiques et techniques », Actes du XXIIème Colloque international de linguistique fonctionnelle, Université d’ Evora.
21.1998 - «  Questions de terminologie diachronique et histoire des bateaux portugais », Actes du Colloque international de terminologie maritime, traduire et communiquer, Bruxelles, ISTI, pp. 48-61.
22.1999 - « Enjeux lexicaux et phraséologiques du discours journalistique : bilans économiques dans les quotidiens portugais, français et espagnols », Travaux et Documents n° 4, Université Paris 8 –Presses Universitaires de Vincennes – Saint – Denis, pp. 165-186.ème Congrès de l’Association 
ème Colloque de Linguistique Appliquée, Les linguistiques appliquées et les sciences
23.2000 - « Cognição, termino-didáctica e novas tecnologias da aprendizagem : orientações para uma nova didáctica das línguas de especialidade » (Cognition, termino-didactique et nouvelles technologies de l’apprentissage : orientations pour une nouvelle didactique des langues de spécialité),  Actes du Colloque Viagens virtuais, janvier 2000, Lisbonne : Publications de l’ Universidade Aberta (version papier et CD-ROM).
24.2000 - « Le portugais en Asie. De l’Inde au Japon : présence de la langue portugaise (vestiges lexicaux et domaines de connaissance), Actes du Colloque « Enseigner un portugais sans frontières ?, février 2000, Université Paris III / Union Latine / Ambassade du Brésil, pp. 73-84.  
25.2001 – “ Mecanismos de criatividade lexical no português contemporâneo : da neologia de autor à neologia de especialidade. Aplicações”. (“Mécanismes de créativité lexicale dans le portugais contemporain : de la néologie d’auteur à la néologie de spécialité. Applications ») Actes du colloque «  Usos da linguagem : criação, investigação e ensino nas línguas, literaturas e culturas, Porto, Université de Porto, les 26 et 27 octobre 2001.
26.2001 - « Le portugais et le français en dialogue dans la presse écrite : analyse de certains mécanismes de variation linguistique. Variation lexicale intra- et interlangues dans le domaine
de la politique internationale »,  Travaux et Documents n° 11, Presses Universitaires de Vincennes – Saint-Denis, pp. 73-106.
27.2001 - « Les fondements de la terminologie remis en question : pour une approche linguistique des vocabulaires spécialisés. Analyse du sens en terminologie et équivalence interlinguistique », Actas de la I Jornada internacional sobre la investigación en terminologia y conocimiento especializado,IULA, Universidad Pompeu Fabra, le 9 juillet 2001, Barcelone : Publications de l’IULA.  
28.2001 - « Léxico especializado e aplicações traducionais e dicionarísticas : a problemática da equivalência inter-linguística, (“Lexique spécialisé et applications traductionnelles et dictionnairiques : la problématique de l’équivalence inter-linguistique”),  Actas do XVII Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Linguística, Lisbonne, 2-4 octobre 2001.
29.2002 - « Teoria e prática da fraseologia de especialidade : aplicações » (Théorie et pratique de la phraséologie de spécialité : applications), Revista de Linguística e Filologia Portuguesa, S. Paulo, Brésil, pp. 27-56.
30.2002 - « L’analyse du sens en terminologie : théorie et pratique de la définition terminologique”, TRADTERM, n° 8, S. Paulo : Humanitas, Universidade de S. Paulo, pp. 149-168.
31.2002 - « Néologie du portugais contemporain : une zone d’instabilité linguistique », Actes de la journée « Instabilités linguistiques dans les langues romanes, Université Paris 8, Travaux et Documents n° 16, Presses de l’Université de Vincennes – Saint-Denis, pp.77-99.
32.2003 -  « Para uma terminografia de aprendizagem : o Dicionário Electrónico de Gestão de Recursos Humanos » (Pour une terminographie d’apprentissage : le Dictionnaire Électronique de la Gestion des Ressources Humaines), volume d’hommage au Professeur Emérite Maria Emília Marques, ancienne Vice-Présidente de l’Universidade Aberta, Des(a)fiando Discursos, Lisbonne : Publications de l’Universidade Aberta, pp.287-296.
33.2003 - « Évolutions théoriques et méthodologiques dans la recherche en néologie scientifique et technique », Actes du Colloque international  « La néologie scientifique et technique : bilan et perspectives », Rome, le 28 novembre 2003, organisé par Realiter, Barcelone : Publications de l’IULA, pp. 89-102.
34.2003 – « Théories de la terminologie : contexte historique et épistémologique », Actes de l’Université d’Automne de Terminologie, Université de Lisbonne et Institut de linguistique
théorique et computationnelle (en version électronique).
35.2003- « Synchronie et diachronie en terminologie dans une ère de globalisation », Conférence plénière proférée à la III Communication et Globalisation, organisée par l’ILTEC, Lisbonne, les 23 et 24 juin 2003 (à paraître dans un volume spécial trilingue  portugais – français - anglais).
36.2004 - « Intensification et atténuation dénominative en portugais et en français contemporain : quelques tendances », Travaux et Documents, n° 24, Presses Universitaires de Vincennes – Saint- Denis, pp. 19-30.
37.2004 - « Modalités de coopération et de formation en lexicologie et en terminologie : coopération locale, nationale et internationale », AET,  Actes du IIde Terminologie, Barcelone (en format PDF, sur le site de l’Association Européenne de Terminologie).
38.2004 – « Néologie terminologique et variation géolectale (portugais européen, portugais brésilien et français hexagonal) : un projet de coopération », communication présentée au C olloque international «Terminologie et variation géolectale » et publiée dans les Actes- Realiter 2004, Barcelone : Publications de l’IULA.
39.2004 - « Terminographie d’apprentissage et apprentissage de la terminographie : le dictionnaire électronique bilingue des contrats du commerce international (portugais-français et français-portugais »,  Études de linguistique appliquée, n° 135, Paris : Didier Érudition - Klincksieck, pp. 285-298. 
40. 2005 - « Néologie de spécialité et néologie banalisée en informatique et TIC : de la recherche aux dictionnaires de langue générale », Actes du Colloque Lexipraxi 2005,  La langue française dans l’aventure informatique, AILF et Ministère de la Recherche, pp.22-28.
41. 2006 – « Variabilité et variation en terminologie et langues spécialisées : discours, textes et contextes », communication aux septièmes journées scientifiques du réseau Lexicologie, terminologie, traduction (LTT) de l’Agence universitaire de la francophonie (AUF),  Mots, termes et contextes »,  Actualité scientifique, Paris : Editions des archives contemporaines, pp. 235-247.
42. 2006 - « La recherche sur les langages spécialisés et les langages scientifiques au XXème
siècle »,  in Histoire des sciences du langage, tome 3, édité par Sylvain Auroux, E. F. Koerner
ème Conférence International de Terminologie : ème Sommet Mondial et al., collection International Handbook of Linguistic and Communication Sciences, Walter de Gruyter – Berlin / New York, pp. 2760 – 2766.
43.2006 - « Équivalence et bidirectionnalité dans les dictionnaires terminologiques portugaisfrançais »,  Le français dans les dictionnaires bilingues, Paris : Honoré Champion, pp. 129-141.
44.2006 - « Terminologia e terminografia : cooperação entre meios universitários e meios profissionais” (Terminologie et terminographie : coopération entre milieux universitaires et milieux professionnels), La terminología en el siglo XXI : contribución a la cultura de la paz, la diversidad y la sostenibilidad, Actas del IX Simposio Iberoamericano de Terminología RITERM04, Barcelona : Universitat Pompeu Fabra, 2006, pp. 503-511.
45.2006 -  Communication au colloque international « Eugen Wüster et la terminologie de l’École de Vienne », organisé par la Société d’Histoire et d’Epistémologie des Sciences du Langage et l’UMR 7597 CNRS – Histoire des théories linguistiques de l’Université Paris 7, les 3 et 4 février 2006, à Jussieu : « Wüster : ponts entre approche conceptologique et linguistique».
46.2006 – « Variation en terminologie et langues spécialisées : des discours aux faits de langue »,  Des arbres et des mots. Hommage à Daniel Blampain, Bruxelles : Éditions du Hazard, pp. 53-65.
47.2006 – « Synonymie et parasynonymie dans les langues spécialisées : choix théoriques et
méthodologiques ; applications », Applications et implications en sciences du langage, Paris : l’Harmattan, pp. 269-277.
48.2006 – « Implications et applications dans la recherche en phraséologie spécialisée : quelques réflexions »,  Applications et implications en sciences du langage, Paris : l’Harmattan, pp. 278-289.
49.2007 – « Terminologie, culture et société. Eléments pour une théorie variationniste de la terminologie et des langues de spécialité »,   Cahiers du Rifal  n° 26, décembre 2007,  Organisation internationale de la francophonie et Communauté française de Belgique, pp. 3-13.
50. 2011 – « Modèles et méthodes : proposition pour une étude du figement en portugais et en français de spécialité dans une optique du lexique-grammaire-discours », actes du colloque international « L’idiomaticité dans les langues romanes,  Travaux et documents, Presses universitaires de Vincennes-Saint-Denis (sous presse).
51. 2011 – « Linguistique de corpus, terminologie et traduction spécialisée : état des lieux et perspectives pour l’avenir», article pour un numéro spécial de la revue scientifique des linguistes et des traducteurs META, Montréal, Canada, à paraître au printemps 2011, préparé sous la direction de Rita Temmerman et de Marc Van Campenhoudt (sous presse).
. En préparation :
a) manuels
1. Adaptation pour publication du volume V du dossier d’Habilitation à Diriger des Recherches : Terminologie et variation : des langues spécialisées aux verbes spécialisés (la révision de l’ouvrage étant en cours, sa publication est prévue pour 2011 aux éditions Duculot ; la traduction de l’ouvrage en anglais est également envisagée, éventuellement  pour 2012, aux éditions John Benjamins).
2. Ouvrage contenant un recueil de 20 articles présentés dans les volumes I, II et III du dossier
d’Habilitation à Diriger des Recherches : Recherches en terminologie et langues spécialisées
(négociation avec des maisons d’éditions en cours).
b) articles,  communications et compte-rendus
1. « Terminologie et traduction spécialisée : variation et diversité culturelle » communication pour l’atelier de traduction « utopie de la traduction – traduction de l’utopie » du Congrès allemand de romanistes, ayant lieu à Vienne, en septembre 2011.
2. « Unité et diversité en terminologie contemporaine » proposition de communication pour les 9èmes Journées scientifiques du réseau Lexicologie, terminologie, traduction (LTT), intitulées « La notion d’unité en sciences du langage : aspects lexicologiques, terminologiques et traductologiques », ayant lieu à Paris 13 – Villetaneuse, en septembre 2011.
3. « Oral et écrit en néologie terminologique du français et du portugais contemporains »,
communication pour le colloque international « Oral / Ecrit dans les langues romanes » organisée par l’équipe 4385 - linguistique des langues romanes du Laboratoire d’études romanes de l’Université Paris 8, ayant lieu à Paris 8 – Vincennes-Saint-Denis, en décembre 2011.
4. Compte-rendu de ALVES, Ieda Maria (Org.),  Neologia e Neologismos em Diferentes Perspectivas, S. Paulo: Editora Paulistana, 2010, 291 pp., à paraître in Neologica n° 5, série de revues de linguistique, Paris: éditions Garnier (sous la direction de John Humbley et JeanFrançois Sablayrolles).
B) Compte –rendus
1. 1995 - compte-rendu de : LERAT, Pierre,  Les langues spécialisées, Paris, Presses Universitaires de France,  in Terminologias nº 9/10, Lisboa, Associação de terminologia portuguesa, TERMIP.
2. 1995 - compte-rendu de : CABRÉ, M.Teresa  La terminologia. La teoria, els mètodes, les aplications, Barcelona, Empuries,  in Terminologias nº 9/10, Lisboa, Associação de terminologia portuguesa, TERMIP.
3. 2009 - compte-rendu de : ISQUIERDO, A.N. et ALVES, I.M. (dir.),  As Ciências do Léxico: lexicologia, lexicografia, terminologia, vol.  III, Editora UFMS, São Paulo : HUMANITAS, 2007, 483 pp.,  in Neologica n° 3, série de revues de linguistique, Paris : éditions Garnier. 
C) Direction / organisation de revues scientifiques
1. 2001 - Co-direction scientifique du premier numéro des  Cahiers du RIFAL  (Réseau international francophone d’aménagement linguistique) : Développement linguistique : enjeux et perspectives, Agence de la francophonie et la Communauté française de Belgique, paru en décembre 2001.
2. Membre du comité d’organisation et du comité de lecture de la revue  Debate Terminológico (Débat Terminologique) du réseau Riterm (à partir de 2003/2004). Six numéros déjà parus (revue électronique) : www.riterm.net/revista/n_1/.
3.  Membre du comité de lecture de la revue  Neologica, revue internationale de néologie publiée par le Laboratoire LDI (Lexiques, Dictionnaires, Informatique) UMR CNRS 7187, sous la direction de John Humbley et Jean-François Sablayrolles, série de revues de linguistique, Paris : éditions Garnier.
D) Ouvrages collectifs
1. 2006 - Co-direction scientifique du manuel  Applications et implications en sciences du langage,  Paris : l’Harmattan.
C) Dictionnaires sur support papier, informatisés et électroniques
1.1991- participation au  Dicionário de termos linguísticos (Dictionnaire de termes linguistiques), Lisboa, Edição Cosmos, Tomo II, 1991, avec environ 350 entrées et articles correspondant au vocabulaire de la terminologie et de la terminographie.
2.2001-2003 – participation au   Lexique panlatin des contrats du commerce électronique (environ 300 entrées avec équivalents dans les différentes langues néo-latines et variétés de langue) ; responsable du portugais du Portugal et du français de France.
3.1996-2007 - réalisation et direction scientifique de dictionnaires électroniques monolingues,
bilingues et plurilingues :
a) Dictionnaire électronique bilingue des sciences sociales et humaines du travail (portugais français et français-portugais) (environ 1500 entrées pour chaque langue)
b) Dictionnaire électronique bilingue des contrats du commerce international (portugais-français et français-portugais) (environ 1500 entrées pour chaque langue) ;
c) Dictionnaire électronique monolingue d’apprentissage de la Gestion des Ressources Humaines (portugais);
d)Dictionnaire électronique bilingue de la Gestion des Ressources Humaines (portugais-français et français-portugais)
e) Dictionnaire électronique multilingue de la terminologie des contrats du commerce international (300 entrées avec équivalents dans les langues du réseau Realiter)
f) Dictionnaire électronique multilingue de la pollution industrielle (environ 750 entrées en portugais avec des équivalents en français, espagnol et anglais).
4. 2005 :
.réactualisation du  Dictionnaire Larousse Portugais-Français et Français-Portugais en environ 1000 entrées, à partir du traitement automatique de bases de données textuelles en français et en portugais. Direction de l’équipe de réactualisation du dictionnaire, paru en
janvier 2005.
.élaboration d’un  Dictionnaire Phraséologique Portugais-Français  pour Larousse (environ 3000 phrases), paru en  2007.

ISABEL DESMET Responsabilités

Activités pédagogiques, scientifiques et administratives
Isabel Desmet
 2006-2011 (après l’H.D.R.)
A. Activités pédagogiques et administratives
.Membre élu de l’Assemblée des relations et de la coopération internationale, auprès de la
Présidence de l’Université Paris VIII (depuis 2010-2011).
.Membre de droit du Conseil du Laboratoire d’Études Romanes de l’Université Paris VIII
(depuis 2008).
.Membre principal de l’E.A. 4385 – linguistique des langues romanes – du Laboratoire
d’Études Romanes de l’université Paris VIII (depuis 1998).
.Membre associé de l’équipe LAPS (Linguistique anglaise, Psycholinguistique,
Sociolinguistique) de l’Université Paris VIII  (depuis 2003).
.Responsable du CERTAL  (Centre de ressources et de recherche en technologies
d’apprentissage des langues) de l’UFR 5 : LLCE et LEA  (2004-2006).
.Participation au Master de Sciences du Langage – parcours linguistique d’une langue
étrangère, au Master de LEA – Traduction (traduire la loi, traduire le livre et traduire la ligne)
et au Master de LEAC – « Dynamiques économiques et sociales » avec les enseignements
suivants :
.Terminologie théorique et appliquée et traitement automatique de corpus (séminaire de
niveau M1 et de niveau M2, commun au Master de Traduction - recherche et professionnel,
au Master recherche en Sciences du Langage – parcours linguistique d’une langue
étrangère, et au Master professionnel « Langues étrangères appliquées au commerce
international » - Dynamiques économiques et sociales
.Traduction assistée par outils informatiques (niveau M1 - Master de traduction).
.Traduction / Rédaction technique (niveau M2 – Master de Traduction)
.Directrice de recherches dans le cadre du Master de LEA-Traduction et du Master de
Sciences du Langage – parcours linguistique d’une langue étrangère.
.Membre du Conseil de l’UFR 5 (2002-2006).
.Membre de la Commission de sélection de la 14
2012).
.Membre extérieur de la Commission de sélection de la 7
(2009-2012).
.Membre statutaire de la Commission de spécialistes de la 14
VIII (2000 – 2003 ; 2003 - 2006 et 2007-2008).
.Membre des jurys des diplômes de LLCE et de LEA (1997-2011).
.Responsable de la formation LEA – Portugais à l’Université Paris VIII (UFR 5) (de 1996 à
2000).
.Co-responsable de la formation LEA – Portugais à l’université Paris VIII (UFR 5) (de 2000 à
2011).
.Co-élaboration des maquettes des diplômes de LLCE Portugais et de LEAC et LEAT
Portugais (plus autres langues), niveaux Licence et Master, dans le cadre du plan quadriennal
2009-2012.
.Co-élaboration des maquettes des diplômes de LLCE Portugais et de LEAC et LEAT
Portugais (plus autres langues), niveaux Licence et Master, dans le cadre du plan quadriennal
2005-2008.
ème
 section de l’Université Paris VIII ( 2009-
ème
 section de l’Université de Caen
ème
 section de l’Université Paris
.Direction et co-direction de mémoires de M1 et M2 dans la filière LEA-Traduction, dans les
différentes combinatoires de langues romanes, notamment en portugais-espagnol et portugaisitalien. 
.Direction et co-direction de mémoires de M1 et de M2 dans la filière LEA-Traduction
portugais –anglais et portugais-allemand.
.Deux directions de mémoires de M2  dans le cadre du Master de Sciences du Langage de
l’Université Paris VIII, mention « linguistique descriptive », parcours linguistique d’une
langue étrangère, dont les soutenances ont eu lieu en juin 2007.
. Direction de deux thèses de doctorat en linguistique portant sur des questions de néologie de
spécialité en français et en portugais contemporains,
B. Activités pédagogiques et scientifiques
a)communications, articles et compte-rendus publiés
2006 –  « Variabilité et variation en terminologie et langues spécialisées : discours, textes
et contextes », communication aux septièmes journées scientifiques du réseau Lexicologie,
terminologie, traduction (LTT) de l’Agence universitaire de la francophonie (AUF),  Mots,
termes et contextes »,  Actualité scientifique, Paris : Editions des archives contemporaines,
pp. 235-247.
2006 - « La recherche sur les langages spécialisés et les langages scientifiques au XXème
siècle »,  in Histoire des sciences du langage, tome 3, édité par Sylvain Auroux, E. F. Koerner
et al., collection International Handbook of Linguistic and Communication Sciences, Walter
de Gruyter – Berlin / New York, pp. 2760 – 2766.
2006 - « Équivalence et bidirectionnalité dans les dictionnaires terminologiques portugaisfrançais »,  Le français dans les dictionnaires bilingues, Paris : Honoré Champion, pp. 129-
141.
2006 - « Terminologia e terminografia : cooperação entre meios universitários e meios
profissionais” (Terminologie et terminographie : coopération entre milieux universitaires et
milieux professionnels), La terminología en el siglo XXI : contribución a la cultura de la paz,
la diversidad y la sostenibilidad, Actas del IX Simposio Iberoamericano de Terminología
RITERM04, Barcelona : Universitat Pompeu Fabra, 2006, pp. 503-511.
2006 -  Communication au colloque international « Eugen Wüster et la terminologie de
l’École de Vienne », organisé par la Société d’Histoire et d’Epistémologie des Sciences du
Langage et l’UMR 7597 CNRS – Histoire des théories linguistiques de l’Université Paris
7, les 3 et 4 février 2006, à Jussieu : « Wüster : ponts entre approche conceptologique et
linguistique ».
2006 – «  Variation en terminologie et langues spécialisées : des discours aux faits de
langue »,  Des arbres et des mots. Hommage à Daniel Blampain, Bruxelles : Éditions du
Hazard, pp. 53-65.
2006 – « Synonymie et parasynonymie dans les langues spécialisées : choix théoriques et
méthodologiques ; applications », Applications et implications en sciences du langage, Paris :
l’Harmattan, pp. 269-277 (co-auteur).
2006 – « Implications et applications dans la recherche en phraséologie spécialisée : quelques
réflexions »,  Applications et implications en sciences du langage, Paris : l’Harmattan, pp.
278-289 (co-auteur).
2007 – « Terminologie, culture et société. Eléments pour une théorie variationniste de
la terminologie et des langues de spécialité »,   Cahiers du Rifal  n° 26, décembre 2007, 
Organisation internationale de la francophonie et Communauté française de Belgique, pp. 3-
13.
2009 - compte-rendu de : ISQUIERDO, A.N. et ALVES, I.M. (dir.), As Ciências do Léxico:
lexicologia, lexicografia, terminologia, vol. III, Editora UFMS, São Paulo : HUMANITAS,
2007, 483 pp., in Neologica n° 3, série de revues de linguistique, Paris : éditions Garnier. 
2011 – « Modèles et méthodes : proposition pour une étude du figement en portugais et en
français de spécialité dans une optique du lexique-grammaire-discours », actes du colloque
international « L’idiomaticité dans les langues romanes,  Travaux et documents, Presses
universitaires de Vincennes-Saint-Denis (sous presse).
2011 – « Linguistique de corpus, terminologie et traduction spécialisée : état des lieux et
perspectives pour l’avenir», article pour un numéro spécial de la revue scientifique des
linguistes et des traducteurs META, Montréal, Canada, à paraître au printemps 2011, préparé
sous la direction de Rita Temmerman et de Marc Van Campenhoudt (sous presse).
b) communications, articles et compte-rendus en cours
« Terminologie et traduction spécialisée : variation et diversité culturelle » communication
pour l’atelier de traduction « utopie de la traduction – traduction de l’utopie » du Congrès
allemand de romanistes, ayant lieu à Vienne, en septembre 2011.
 « Unité et diversité en terminologie contemporaine » proposition de communication pour
les 9èmes Journées scientifiques du réseau Lexicologie, terminologie, traduction (LTT),
intitulées « La notion d’unité en sciences du langage : aspects lexicologiques, terminologiques
et traductologiques », ayant lieu à Paris 13 – Villetaneuse, en septembre 2011.
 « Oral et écrit en néologie terminologique du français et du portugais contemporains »,
communication pour le colloque international « Oral / Ecrit dans les langues romanes »
organisée par l’équipe 4385 - linguistique des langues romanes du Laboratoire d’études
romanes de l’Université Paris 8, ayant lieu à Paris 8 – Vincennes-Saint-Denis, en décembre
2011.
Compte-rendu de ALVES, Ieda Maria (Org.),  Neologia e Neologismos em Diferentes
Perspectivas, S. Paulo: Editora Paulistana, 2010, 291 pp., à paraître in Neologica n° 5, série
de revues de linguistique, Paris: éditions Garnier (sous la direction de John Humbley et JeanFrançois Sablayrolles).
      c) direction / organisation de revues scientifiques
2003-2007 - Membre du comité d’organisation et du comité de lecture de la revue  Debate
Terminológico (Débat Terminologique) du réseau Riterm (Réseau ibéro-américain de
terminologie (revue électronique) : www.riterm.net/revista/n_1/.
2006 – 2009 - Membre du comité de lecture de la revue Neologica, sous la direction de John
Humbley et de Jean-François Sablayrolles, série de revues de linguistique, éditions Garnier. 
d) manuels finalisés ou en cours
2006 - Co-direction scientifique du manuel  Applications et implications en sciences du
langage,  Paris : l’Harmattan.
2010-2011 - Adaptation pour publication du volume V du dossier d’Habilitation à Diriger des
Recherches : Terminologie et variation : des langues spécialisées aux verbes spécialisés (la
révision de l’ouvrage étant en cours, sa publication est prévue pour 2011 aux éditions
Duculot ; la traduction de l’ouvrage en anglais est également envisagée, éventuellement  pour
2012, aux éditions John Benjamins).
2010 / 2011 - Ouvrage contenant un recueil de 20 articles présentés dans les volumes I, II et
III du dossier d’Habilitation à Diriger des Recherches : Recherches en terminologie et langues
spécialisées (négociation avec des maisons d’éditions en cours).
e) projets dictionnairiques
Mise en forme du Dictionnaire électronique multilingue de la terminologie des contrats du
commerce international (300 entrées avec équivalents dans les langues du réseau Realiter) :
adaptation de l’ouvrage au format PDF pour édition sur le site de l’Union Latine (voir CV, p.
13).
A. Conférences et missions à l’étranger
.Du 9 juillet au 17 juillet 2006 :
- Mission à l’Université Nouvelle de Lisbonne dans le cadre des échanges SOCRATES /
ERASMUS entre l’Université Paris VIII et l’Université Nouvelle de Lisbonne : 8 heures
d’enseignements de 3
ème
 cycle en Lexicologie, Lexicographie et Terminologie.
.le 13 juillet 2006 :
- Conférence sur « Les emprunts dans les langues romanes : théorie, typologie et
méthodologie de description », à l’Université Nouvelle de Lisbonne, dans le cadre de la
mission citée ci-dessus.
.Du 4 juillet au 10 juillet 2007 :
- Mission à l’Université Nouvelle de Lisbonne dans le cadre des échanges SOCRATES /
ERASMUS entre l’Université Paris VIII et l’Université Nouvelle de Lisbonne : 8 heures
d’enseignements de 3
ème
 cycle en Lexicologie, Lexicographie et Terminologie.
.le 6 juillet 2007 :
- Conférence : « Eléments pour une approche socioculturelle de l’emprunt lexical », à
l’Université Nouvelle de Lisbonne, dans le cadre de la mission référée ci-dessus.
.Du  27 février au 7 mars 2008 :
- Mission à l’Université Nouvelle de Lisbonne dans le cadre des échanges SOCRATES /
ERASMUS entre l’Université Paris VIII et l’Université Nouvelle de Lisbonne : 8 heures
d’enseignements de 3
ème
 cycle en Lexicologie, Lexicographie et Terminologie.
.le 5 mars 2008 :
- Conférence : « Nouvelles tendances dans les études lexicales de spécialité :
terminologie et traitement automatique de corpus ». Recherches et résultats ».
.Du 18 avril au 26 avril 2009 :
- Mission à l’Université Nouvelle de Lisbonne dans le cadre des échanges SOCRATES /
ERASMUS entre l’Université Paris VIII et l’Université Nouvelle de Lisbonne : 8 heures
d’enseignements de 3
ème
 cycle en Lexicologie, Lexicographie et Terminologie.
.le 22 avril 2009 :
-  Conférence : « Néologie et traitement automatique de corpus. Quelques résultats»
. Du 18 au 27 mai 2010 :
.Mission à l’Université Nouvelle de Lisbonne dans le cadre des échanges SOCRATES /
ERASMUS entre l’Université Paris VIII et l’Université Nouvelle de Lisbonne : 8 heures
d’enseignements de 3
ème
 cycle en Lexicologie, Lexicographie et Terminologie.
. le 22 mai 2010 :
- Conférence : « Classification et traitement des emprunts lexicaux néologiques du
portugais et du français »
. Du 31 mars au 20 avril 2011 :
.Mission à l’Université Nouvelle de Lisbonne dans le cadre des échanges SOCRATES /
ERASMUS entre l’Université Paris VIII et l’Université Nouvelle de Lisbonne : 8 heures
d’enseignements de 3
Programme de l’année 2010//2011 :
Séminaire nº 1 (3 heures) : linguistique de corpus et acquisition terminologique : données
morphologiques et morphosyntaxiques ;
Séminaire nº 2 (3 heures) : linguistique de corpus et acquisition terminologique : donnés
sémantiques et pragmatiques ;
- Conférence (2 heures) : « linguistique de corpus, terminologie et applications : état des
lieux et perspectives pour l’avenir ».
ème
 cycle en Lexicologie, Lexicographie et Terminologie.
E.  Projets de recherche internationaux
2007-2009 :
.Participation au projet de recherche sur la terminologie de l’enseignement supérieur en
Communauté française de Belgique, coordonné par le Centre de recherche TERMISTI
de l’Institut supérieur de traducteurs et interprètes, Haute Ecole de Bruxelles, dans le but
d’actualiser la banque de données terminologiques française en ligne. L’un des aspects de
cette recherche consiste à identifier les éventuels homonymes et synonymes français d’un
ensemble de nouveaux termes du domaine de l’enseignement supérieur belge francophone.
F. Colloques et journées d’études
2009 – Membre du comité scientifique des 8
chercheurs « Lexicologie, terminologie, traduction » (LTT), de l’Agence universitaire de la
francophonie (AUF), « Passeurs de mots, passeurs d’espoir : lexicologie, terminologie et
traduction face au défi de la diversité », ayant lieu à Lisbonne,  du 15 au 17 octobre 2009.
èmes
 Journées scientifiques du Réseau de
2009 – Membre du comité scientifique et du comité d’organisation du Colloque
international « L’idiomaticité dans les langues romanes », organisées par l’équipe 4385
- linguistique des langues romanes du Laboratoire d’études romanes de l’Université Paris 8, le
11 et le 12 décembre 2009.
2011 -  Membre du comité scientifique et d’organisation du Colloque international « Oral
/ écrit dans les langues romanes », organisé par l’équipe 4385 – linguistique des langues
romanes du Laboratoire d’études romanes de l’Université Paris 8, ayant lieu en décembre
2011.