sexta-feira, 6 de outubro de 2017

DR. CARLOS LEMOS - O NOSSO ADMIRÁVEL CONSUL EM MELBOURNE

Estão, de novo, em Portugal a Doutora Molly e o Dr. Carlos de Lemos, um dos mais extraordinários casais da nossa Diáspora. Cidadãos exemplares, com impressionantes "curricula" não só no plano académico como no da intervenção cívica. Nonagenários ativos e brilhantes, atentos aos problemas do sociedade atual e capazes de procurar soluções, de tornar o mundo melhor. Viajantes infatigáveis, para quem voar para o outro lado do planeta é coisa de somenos. O ano passado, o Dr Lemos publicou a sua autobiografia e correu o país de norte a sul apresentando esse seu livro, que tive o privilégio de prefaciar, Aqui fica o meu restemunho UMA HISTÓRIA DE VIDA - O NOSSO ADMIRÁVEL CONSUL EM MELBOURNE Numa linguagem simples, límpida, coloquial. que nos prende da primeira à última página, esta narrativa na primeira pessoa do singular não cessa de nos surpreender e encantar, através de uma vertiginosa sucessão de factos, de aventuras, e de encontros com pessoas, no quadro de variadas realidades sócio-culturais, em paragens longínquas..É uma trajetória individual meteórica que acompanhamos, aceitando o convite do Autor para uma longa viagem de memórias, que atravessa épocas, regiões, continentes, desde remotos lugares do Alto Minho, como Cousso, Cubalhão, a Serra da Peneda (onde um menino orfão e desprivilegiado, pareceria condenado a crescer e trabalhar num confinamento insuperável), até aos espaços imensos, aos horizontes que alargou, com o seu inconformismo e uma insaciável vontade de conhecimento, caminhando, os pés na terra, de terra em terra, incansavelmente, indo cada vez mais longe - primeiro num Portugal que o discurso do "Estado Novo" conceptualizava como uma unidade pátria pluricontinental, que, sob a mesma bandeira, se estendia "do Minho a Timor". O jovem Carlos Lemos vai precisamente do Minho a Timor, cruza os mares, ajuda a desbravar matas virgens, nas margens de rios africanos, a explorar as costas das possessões portuguesas do Indico ao Pacífico, ultrapassa fronteiras, converte-se ao destino tão português da emigração, na lonjura do sul da África e da Oceânia... "História de uma vida", assim denomina, discretamente, como é seu timbre, tão fascinante encadeamento de relatos, confidências, observações, comentários e ensinamentos do maior interesse histórico, antropológico, político. A primeira tentação de quem a lê é o de lhe acrescentar adjetivos expressivos, como "vida excecional", ou "vida fantástica"! Desde o princípio, desde a infância, o mais insólito e espantoso é que todas as decisões, afinal tão avisadas, são dele, apenas dele, depois de terminar prematuramente a escola, e de ficar entregue a si mesmo, em trabalhos árduos, trabalhos de adulto, que despertam a sua precocidade e força de ânimo. E, assim, em dificuldades e desafios ilimitados, se forja uma personalidade independente, honesta e tenaz, mas também sensível e gentil. Num dos seus primeiros empregos urbanos, em Monção, num café bem frequentado, um velho e arguto doutor diz-lhe, a certa altura: "és um perfeito diplomata"!. Retive, muito em especial, essa exclamação profética, porque, cerca de quatro décadas decorridas, quando o Dr. Carlos Lemos organizou a minha primeira visita a Melbourne, e o conheci mais de perto, não fiz, mas poderia ter feito idêntica apreciação. Ali estava um diplomata nato, amabilíssimo, hábil e pragmático, qualidades que juntas, em regra, não se encontram ...Ali estava um emigrante que prosseguia, apaixonada e eficazmente, a missão de enaltecer a história e os valores eternos da lusofonia, e de defender a imagem e os interesses dos seus compatriotas - antes mesmo de ser nomeado cônsul honorário, em1988. O seu dom natural de se aproximar das pessoas, independentemente da classe social, do estatuto académico, de tendências ideológicas, de origem étnica, a par de uma inteligência invulgar explica, o que, por modéstia, nunca explicita - a facilidade com que, rapaz solitário, vindo de um pequeno povoado rural, é aceite nos círculos mais fechados e "snobs" das elites de então, ou nas tertúlias de estudantes, com quem, sem dúvida, aprende a refectir e debater.sobre quaisquer questões É nas suas novas funções de topógrafo - com uma formação, em boa hora, adquirida nas Minas da Panasqueira - que conversa, em Cascais, com o Presidente Carmona, e passa a conviver com as netas do Presidente, com jovens da alta burguesia, alguns dos quais virão a ser embaixadores e artistas de renome. A Póvoa do Varzim é o destino seguinte, e bem marcante no longo roteiro que tem pela frente. Faz parte de grupos de estudantes e recém licenciados, como Salgado Zenha. É aí que decide retomar os estudo e completa cinco anos do liceu de uma vez só! Mais tarde, em Moçambique, conta entre os seus íntimos Paulo Vallada, João Maria Tudela e, como eles, pertence ao mais seletivo dos clubes, o Clube de Lourenço Marques. Em Pretória, é amigo de Mary, a filha de Henry Oppenheimer, de Tamara, a ex-toureira, em Durban. do filho de Alan Paton - em casa de quem conhece Mandela, Oliver Tambo,Sisulu e Lutuli e tem o privilégio de assistir a inúmeras conversações entre eles -, .em Hong Kong do famoso português que, como Presidente da Câmara, projetou a cidade para o apogeu, o Comendador Arnaldo Sales, em Timor, de Ruy Cinatti, a quem admira imensamente, na Austrália de Kenneth McIntyre, cujas teses sobre a descoberta portuguesa deste país defende e apregoa por todo o lado, a começar por Portugal e por Macau (onde, por sua influência, o Museu Marítimo dedica uma secção a esse achamento secreto e onde o texto original inglês é traduzido para a nossa língua). Exemplos, entre centenas. de ilustres personalidades que se nos tornam familiares nas páginas deste livro! De destacar ainda, relacionamentos ocasionais e incomuns, caso de Samora Machel (que dele cuida no Hospital de Lourenço Marques!), e, numa conturbada Indonésia, durante umas férias improváveis, da mulher do General Yani, Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, e ela própria uma celebridade. A Senhora Yani, logo convida o simpático casal Lemos para animados passeios por lugares turísticos, jantares nos melhores restaurantes, e até para uma visita a casa de Sukarno. Eis um Português de quem, obviamente todos gostam - moçambicanos, timorenses, indonésios, egípcios, sul-africanos, negros e brancos, aborígenes do deserto australiano... artistas, homens de letras e ciências, empresários, embaixadores, políticos de um sem números de países - uma impressionante rede universal de contactos fraternos, que ficam para sempre, que cultiva e reencontra em intermináveis expedições. Como não olhar retrospetivamente séculos de história, e lembrar a velha arte portuguesa de fazer amigos entre gentes de todo o Globo? Eis um português que nos dá a certeza de que somos ainda o mesmo povo, com a mesma ânsia de movimento, de que se teceu o "século de ouro" dos Lusíadas - movimento de caravelas, de homens, de ideias… Em meados do século XX, a um ousado Carlos Lemos, com pouco mais de 20 anos, a especialização em topografia e hidrografia faculta modernos meios de exploração ou reconhecimento da terra e dos mares, primeiramente ao longo do retângulo continental, depois, em Moçambique, nos vales do Limpopo e do Rio dos Elefantes (já na fronteira norte da RAS) , em Timor, de lés a lés, e, posteriormente, nos desertos da Austrália, onde percorre, em trabalho de campo, 34.000 km, inscrevendo o seu nome como pioneiro em diversos lugares intocados de território austral Ao tentar esta breve apresentação (certamente arbitrária e redutora....) da sua autobiografia, devo acrescentar que a considero uma digna herdeira da literatura de viagens de sabor quinhentista, na medida em que o Autor vai muito além de uma mera menção de ocorrências, de apontamentos sobre lugares de exótica beleza - que também abundam... - para nos dar a sua visão sobre costumes, conflitos sociais e políticos, sobre personalidades que deixaram indeléveis marcas na história. É a mundivisão de um homem culto e cosmopolita, do sociólogo e do observador político, que já era, antes mesmo de terminar os estudos universitários nestes domínios ( iniciados na África do Sul, na Rhodes University, onde conhece Molly, sua futura mulher, e concluídos, uns anos depois, em Melbourne). Um incansável "peregrino em terra alheia" (como o definiria Adriano Moreira), disposto a partilhar com o leitor mil e uma experiências vividas e o seu olhar sereno sobre vicissitudes com que permanentemente se confronta, o seu sentido de humor, que irrompe aqui e ali, direcionado de preferência a si próprio, na menção de alguns pequenos desaires, pelos quais se penitencia, com muita graça... O casamento com Marion Murray, a jovem britânica doutorada em psicologia, que se lhe junta nessa "ilha do fim do mundo" , Timor,a revelar um simétrico gosto pela aventura e pelo movimento (juntos, levados pelo trabalho del um ou de outro, ou pelo puro prazer do turismo, darão várias voltas ao mundo.....) iria, a breve prazo, ser o início de uma "segunda vida" para ambos - a vida de emigrantes, definitivamente enraizados num novo país. A carreira académica da Professora Marion, centrada na Austrália, será o factor de estabilização. A partir daqui, a autobiografia regista novas profissões exercidas pelo Autor, em Melbourne - professor da universidade, do liceu, agente de bancos comercias, gestor... - E revela-nos, também, uma nova faceta: a de líder, de principal construtor de uma comunidade forte e coesa, onde antes só havia portugueses dispersos e ignorados na sociedade de acolhimento... A partir de então, com o seu "ímpeto de Portugal ( como diria Pessoa), e capacidade de mobilização, a história portuguesa em Victoria fica intimamente ligada à sua própria história. Um exemplo que os estudiosos da génese das comunidades da emigração contemporânea e da nossa diáspora precisam de analisar, como um "case study"! Na verdade, muitas famílias portuguesas estavam já radicadas naquele Estado, mas sem qualquer dinâmica de agregação entre si. Tudo muda pela ação e pelo carisma de um "homem de causas". Começa pelo fundamental: cria uma escola de português (em 1972), um programa de rádio em língua portuguesa, do qual é diretor e locutor, uma "Comissão de atividades da comunidade", (a que preside, (entre 1976 e 1984). o"Portuguese Community Trust", (1983), destinado a angariar fundos para uma sede associativa condigna, projeto que, por obstáculos burocráticos, é reconvertido, dando origem ao famoso "Café Lisboa", restaurante português de alto nível, no centro de Melbourne, que atrai as elites políticas e culturais da cidade e oferece, como era sua vocação inicial, um espaço aberto a iniciativas comunitárias. O Dr. Carlos Lemos vê-se na obrigação de encabeçar o projeto recconvertido, garantindo-lhe um sucesso espetacular. Aí recebe individualidades do mundo lusófono de visita ao país: D Ximenes Belo, Ramos Horta, Alberto João Jardim, Carlos do Carmo, os escritores da diáspora Vasco Calixto e Marcial Alves, o Secretário de Estado Correia de Jesus, o Governador Rocha Vieira (com quem se inicia uma colaboração estreita com Macau, mantida depois da passagem para administração chinesa), os sucessivos embaixadores e cônsules de Sydney e tantos, tantos mais - sem esquecer o chamativo lançamento de um CD de música para as crianças de Timor, que foi trazido em mão pelo Arcebispo Deacon, depois de aterrar de helicóptero, num terreno contíguo ao Café Lisboa. Anteriormente, enquanto dirigente da "Comissão de atividades", promovera as primeiras festas a Nª Sª de Fátima, com uma procissão que circulou nas ruas de Melbourne, seguida de um piquenique gigante, ao qual não faltaram o Arcebispo da diocese, o Ministro da Imigração, o Cônsul-Geral de Sidney e outras individualidades (que obviamente aceitaram o convite de um amigo especial...), para além de uma multidão de milhares de portugueses, que, assim, ganham visibilidade na sociedade australiana. A visibilidade da Pátria - da sua história, das suas tradições e qualidades bem vivas na emigração - é uma causa maior assumida numa ação constante, em que podemos destacar: a divulgação das teses de Kennett McIntyre sobre a descoberta secreta da Austrália pelos navegadores lusos, corroborada pelas investigações de PeterTrickett (sobre o Atlas Vallard de 1547) e do Professor catedrático John Mollony (sobre vocábulos de origem portuguesa entre os aborígenes) e a procura de outros laços de ligação com a Austrália - como o facto do que é considerado o fundador da nação moderna, o Governador Arthur Philip, ter sido oficial da nossa Marinha, ou o enfoque na nacionalidade portuguesa de Artur Loureiro, o grande pintor portuense, porventura, hoje, mais recordado em Melbourne, onde se radicou por uns anos, do que na terra onde nasceu, ou na solidariedade luso- timorense dada a Bernard Collinan, herói australiano, que comandou a "Coluna independente", na resistência ao invasor japonês, durante a grande guerra Há, porém, um feito que deve ser salientado, como expoente máximo, pois só por si, mais do que justificaria a alta condecoração, que em 2002, lhe foi entregue pelo Presidente Sampaio: a proposta, bem concretizada, de erguer, em solo australiano, um padrão evocativo dos navegadores portugueses! Foram muitas e morosas as diligências que permitiram garantir o espaço perfeito, numa belíssima colina sobre o mar agreste, em Warrenambool, onde, em oitocentos, foram avistados, por inúmeras testemunhas oculares, os vestígios prováveis de uma caravela quinhentista e, ulteriormente, uma inauguração, com honras de presença dos mais altos representantes do Estado. o Governador Geral, o Embaixador, Ministros, deputados, Kenneth McIntyre, uma massa imensa de participantes e, o que não é despiciendo, com uma enorme cobertura dos grandes "media.! Warrenambool é doravante um lugar de culto da história e da presença portuguesa. O Portuguese Festival, de periodicidade anual. atrai milhares de turistas ao monumento (entretanto enriquecido com a inauguração das estátuas do Infante D Henrique e de Vasco da Gama, oferecidas, por proposta do Dr Carlos Lemos, pelo último Governador de Macau – um evento muito mediático, a colocar Portugal no centro das atenções!). Em que outro país ou continente, dos que foram, como sabemos, descobertas secretas de Portugal, conseguiu a nossa diplomacia algo de semelhante? Obviamente, em mais nenhum… É, assim, uma realização esplêndida e única, a coroar uma consistente trajetória de intervenção, em defesa das pessoas e dos valores nacionais, junto dos Governos, de lá e de cá - intervenção lúcida e corajosa nos domínios da emigração, da lusofonia, da política internacional, com uma participação ativa nos “fora” e congressos mundiais da Diáspora, com uma voz que clama, desassombradamente, contra o negativismo dos historiadores, ao renegarem teses verosímeis, favoráveis à grandeza pátria, ou contra a mediocridade dos políticos e servidores públicos, contra a injustiça e a intolerância. Uma palavra final para agradecer ao Dr. Carlos Lemos a sua amizade e a sua preciosa colaboração de décadas, na luta pelos direitos dos emigrantes e dos timorenses e, também, para manifestar ao escritor e ao Homem, a minha admiração, pela forma como soube dar um sentido humanista e fraternal ao movimento incessante da sua vida, que muitos feitos nos promete ainda, futuramente

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

BRASIL PORTUGAL a descoberta continua 14 de OUTUBRO - ESPAÇO PORTO CRUZ

CONVITE Maria Manuela Aguiar – ex- Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas e Fundadora da AMM – Associação da Mulher Migrante, Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade; Francisco Gil Silva - Diretor da Escola Artística e Profissional Árvore-Porto, Professor de História, Consultor Cultural do Espaço Porto Cruz ; NassaleteMiranda, Diretora do Jornal As Artes entre as Letras e Constância Nèry, artista plástica e poetisa, Comissária da exposição de 26 artistas brasileiros e portugueses, Organizadores da iniciativa "Portugal-Brasil, a descoberta contínua” têm o prazer de o convidar V.Exa para a sessão de encerramento que decorrerá no dia 14 de outubro às 17 horas, no Hotel Porto Cruz, em Gaia, conforme programa em anexo. O evento “Portugal-Brasil, a descoberta contínua”, tem como objectivo principal sublinhar as virtualidades das relações fraternas entre Portugal e Brasil e repensar a sua importância na expansão do mundo da lusofonia no século XXI. Assim, procura-se dar ênfase às datas do Descobrimento e da Independência do Brasil país que, tal como Portugal, abraça com generosidade cidadãos do mundo inteiro, na busca de uma permuta cultural constante. Esta segunda edição do evento, teve lugar no dia 8 de setembro, no emblemático espaço do Hotel Porto Cruz em Gaia.Do programa constou a abertura da exposição seguindo-se a intervenção do Professor Dr. Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa com o tema "Da descoberta da mátria aos equívocos da pátria: ou de como se reinventa a história das relações luso-brasileiras". Segui-se a intervenção da Historiadora, Dra. Maria do Carmo Serén, com o tema "Dois brasileiros no Porto - Encontros e Desencontros de José Bonifácio de Andrada e Silva e D.Pedro I". PROGRAMA Sessão de encerramento - dia 14 outubro . 17:00h - visita à exposição de obras de 26 artistas plásticos brasileiros e portugueses . 18:00h às 18h20, "Lusos Ilustres no Cinema Brasileiro - a outra Carmen e o Português da Cinemoda" - Escritor Danyel Guerra . 18h25 às 18h45 "Maria Archer, uma portuguesa no Brasil" - Mestre Arcelina Santiago; Entrevista imaginária a Maria Archer pelas alunas universitárias Mariana Patela e Cíntia Ribas Silva . 18h50 às 19h10 "Quatro coroas de D.Pedro, ou uma inspiração para o movimento Elista" Dr. Joaquim Matos Pinheiro, economista, escritor e Presidente do Elos Clube do Porto . Debate Moderadora: Dra Nassalete Miranda . Encerramento das comemorações pelo Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Mestre Luís Carneiro.

terça-feira, 13 de junho de 2017

VIVER A DEMOCRACIA NUM PAÍS DE EMIGRAÇÃO E DIÁSPORA

Breve comentário ao colóquio de 24 de maio, na Sociedade de Geografia A Comissão das Migrações da Sociedade de Geografia (atualmente presidida pela Profª Maria Beatriz Rocha Trindade), em parceria com a Associação Mulher Migrante, escolheu esta temática para debate, sobretudo, porque ela não tem sido suficientemente pensada, nem na agenda do "congressismo" voltado para as nossas migrações, nem nos "fora" sobre o estado da democracia em Portugal, onde se tende sempre a esquecer os emigrados... O Colóquio, organizado no passado dia 24 de maio, centrou-se na caminhada democrática, que tem, gradualmente, aproximado os portugueses, aquém e além fronteiras, Como indica o título, "Dar voz à Diáspora Portuguesa - Perspetiva Diacrónica dos Mecanismos de Diálogo", esteve em análise a natureza e a direção do movimento, que se iniciou antes mesmo de 1974 e que progrediu, depois, com novas políticas públicas e novos direitos, na procura do aperfeiçoamento de meios concretos de ação. O diálogo foi convertido em instrumento privilegiado de construção de um todo nacional verdadeiramente inclusivo, não só no campo juridico-constitucional e político, mas, mais latamente, nos vários domínios da vida coletiva. A reflexão tinha, obrigatoriamente, de começar nos anos sessenta do século passado, na primeira grande iniciativa que "deu voz à Diáspora", equacionou as formas de a unir e de expandir o mundo da lusofonia: os Congressos das Comunidades de Cultura Portuguesa, promovidos pela Sociedade de Geografia, sob a presidência e com a visão do Prof Adriano Moreira. O colóquio realizava-se, pois, num lugar muito significativo, no Auditório que recebeu o seu nome, e com ele mesmo a recordar, num empolgante improviso, esses míticos Encontros pioneiros em que se projetava o futuro da "Nação peregrina em terra alheia", como realidade "sui generis", que haveria de sobreviver ao fim do império. Seguidamente, o Deputado José Cesário levou-nos, com a força do seu entusiasmo, a lançar "um olhar retrospetivo projetado sobre o futuro", ou seja, à análise do que foi feito e do "por fazer", numa perspetiva pragmática, para facilitar, por exemplo, o exercício do voto no estrangeiro, a transmissão da nacionalidade, ou a operacionalidade do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP). Coube-me trazer a discussão o acidentado percurso do primeiro CCP, órgão de representação e audição da Diáspora, que foi sendo implementado , em interação Governo/sociedade civil, numa busca nem sempre fácil, mas eminentemente democrática, de consensos, de expressão das preocupações sentidas pelas pessoas e da sua vontade de influir na mudança, através daquela instituição inovadora. A voz das comunidades ouviu-se no Conselho, ao longo de sete anos (1981/88), através dos dirigentes das suas organizações e dos seus "media", sem os quais as comunidades, como presença coletiva, não existem. O CCP renasceria em 1996, com idêntica finalidade, ainda que em moldes diversos, aliás, objeto de sucessivas modificações, que nunca alteraram a sua identidade. A única "assembleia" de cidadãos emigrados em todos os continentes é imprescindível e insubstituível, mas não veio diminuir a importância de outras componentes do espaço de cooperação e fraternidade de que falávamos. Particular destaque mereceu o primeiro jornal que, a partir de Lisboa, quis ser um traço de união entre as comunidades emergentes.nos inícios da década de setenta, O painel intitulado "O Emigrante/Mundo Português - razões de um projeto singular" teve como oradores o Padre Vitor Melícias, um dos fundadores do jornal, e o Dr Carlos Morais, seu atual diretor, que evocaram, emotivamente, os tempos da chamada "emigração a salto" e, também, a memória do co-fundador falecido poucos dias antes - o Comendador Valentim Morais, que muitos de nós tivemos o privilégio de conhecer e que todos admiramos como "homem de causas". O papel da Igreja neste campo (" a igreja face à mobilidade - solidariedade e ação social") foi historiado por Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo Emérito das Forças Armadas (que, como estudante, acompanhou, de perto, a realidade da emigração portuguesa em Paris, no seu período mais dramático) e a Drª Eugénia Quaresma (a primeira mulher a dirigir a "Obra Católica das Migrações"), focando as preocupações sociais e culturais das paróquias do estrangeiro e os relevantíssimos serviços que, nessas vertentes, têm prestado aos portugueses O último painel foi dedicado a "novas formas de diálogo", com Mestre Emmanuelle Afonso a salientar os contributos reais e potenciais da "geração Europa", a que ela própria pertence, e os estudos promovidos pelo "Observatório dos Luso Descendentes", e com o Prof José Marques a trazer-nos testemunhos filmados de uma emigração passada e, afinal, ainda presente, agora que o êxodo migratório recomeçou, . É tarefa difícil sumariar as intervenções de uma jornada que constituiu ocasião para ampla troca de ideias e de experiências muito variadas, abriu perpetivas para outras abordagens e apontou para outros campos de intervenção. Diz-se que qualquer realização só deve ser avaliada pelo "dia seguinte". Esta promete continuação em próximos debates, onde se possa refletir sobre o progresso da democracia, como tempo e lugar de reencontro entre os portugueses, numa emigração crescente e cada vez mais heterogénea

Colóquio na Sociedade de Geografia - link

http://www2.uab.pt/TVUAb/detailMenu.php?Menu=11 .

PORTUGAL, CAMÕES E OS LUSÍADAS DO SEC XXI

PORTUGAL; CAMÕES E OS LUSÍADAS DO SÉCULO XXI 1 - O "10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas” é uma expressão da liberdade de ser português, da "lusitana antiga liberdade", que o Poeta cantou e do seu renascimento contemporâneo, na trilha acidentada de uma revolução. Veio ocupar, naturalmente, o lugar do "10 de junho, Dia da Raça”, que o regime deposto celebrava, com pompa imperial, no Terreiro do Paço, mantendo a data e, numa cidade diferente, em cada ano, a evocação de Camões, com outra leitura de "Os Lusíadas", outra visão da história e de nós, hoje. A revolução de 74 derrubou uma ditadura de meio século, resolveu o impasse de uma guerra sem sentido e fechou o ciclo colonial, recolocando o Estado nas suas fronteiras geográficas europeias, mas não quis, nem poderia querer, pôr fim à presença universal dos portugueses. Presença que tem "vida própria", à margem dos desígnios e do poder do Estado, em múltiplas formas de integração nas mais diversas sociedades que, não por mero acaso, certamente, ganhou, então, uma nova visibilidade. “Há um Portugal maior do que o Império que se fez e desfez e que é constituído pelos portugueses, onde quer que vivam”, diria Vitorino Magalhães Godinho num 10 de junho, realizado sob a égide do primeiro presidente eleito da jovem democracia, António Ramalho Eanes. Com a mesma clareza, falava o Primeiro-ministro Sá Carneiro, em 1980: “Portugal foi uma Nação de colónias. Hoje não é apenas uma Nação territorial, é uma Nação de povo" .“Uma Nação de Comunidades”. “É uma cultura, mais do que uma organização rígida”. A existência da Diáspora, parte integrante da Nação, precedeu, de facto, em alguns séculos, o seu conceito, o seu reconhecimento - uma Diáspora que se afirmou na construção de espaços extra territoriais da sua cultura, em fácil diálogo com outras culturas, numa malha densa de instituições focadas na defesa da língua e na fidelidade a tradições e valores humanistas. Pura “sociedade civil”, que ao Estado nada deve…. 2 - A nossa vocação migratória revelou-se, é certo, a partir do plano estatal de expansão marítima e colonização de vastas possessões, mas depressa o transcendeu, de uma forma espontânea e imparável. O êxodo foi assumindo, crescentemente, o carácter de aventura individual, em destinos transoceânicos, longínquos (sobretudo, o Brasil colonial e, depois, com o mesmo espírito e os mesmos objetivos, o Brasil independente…) e, por isso, os historiadores das nossas migrações não conseguem determinar, precisamente, os termos da transição de um ao outro dos fenómenos – da colonização à emigração – mas reconhecem a prevalência desta última, dentro e fora do universo colonial. O Estado tentou, em vão, proibi-la, ou limita-la, porque, na sua ótica, como, aliás, na dos académicos e até na da opinião pública, os males de uma debandada de tamanha grandeza superavam as suas vantagens, avaliadas, essencialmente, em termos economicistas (contributo para a exploração de recursos das colónias, réditos do comércio, remessas de emigrantes). Valores substanciais, mas perecíveis, que tiveram o seu tempo e com ele se desvaneceram. O que persiste, afinal, é o incomensurável espaço de lusofonia e de lusofilia, um universo linguístico e cultural em expansão, engendrado pela vontade de cidadãos, muitos dos quais partiram à revelia dos governos. Faz, pois, todo o sentido, colocar no centro das comemorações do Dia de Portugal a língua de Camões (que de europeia se volveu, mais por mérito dos povos que a partilharam, no seu relacionamento quotidiano, do que dos Estados, também, em americana, africana, asiática, universal) e as comunidades portuguesas, que vivem, em paz e harmonia, nos principais lugares onde aconteceu a aventura coletiva que o Poeta imortalizou. O povo.... Solúvel e insolúvel este povo, na memória dos outros e na sua própria, nas palavras de Jorge de Sena. . 3 - A ideia de um "Portugal - Nação de Comunidades", dentro e fora do território, ganha força em consensos alargados, traduzidos no estatuto de direitos dos expatriados, nas leis e nas iniciativas com que o Estado acolhe Nação inteira, num tempo de recomeço de migrações em massa. Uma realidade que exige dos responsáveis pela "res publica", políticas de reencontro com os portugueses, e entre portugueses onde quer que vivam – verdadeiras políticas de "desterritorialização”… O 10 de junho convida, muito em especial, à reflexão sobre as infinitas potencialidades que elas nos abrem... Um passo em frente, de grande significado, se ficou a dever ao Presidente Marcelo, quando, em 2016, em início de mandato, decidiu "desterritorializar" a própria comemoração e a foi celebrar a Paris, com os seus concidadãos. Depois será a vez de São Paulo, a par do Porto, ou de Newark, ou de Macau... Um gesto inédito, porventura, a nível planetário, que nos diz mais do que muitos discursos. Diz-nos que na história da civilização “fizemos a diferença” e diz-nos, também, que essa história, ainda hoje, faz a nossa diferença. (PUBLICADO NO JORNAL "AS ARTES ENTRE AS LETRAS, 31 de maio de 2017)

terça-feira, 23 de maio de 2017

MAIS DE UM MILHÃO DE EMIGRANTES SERÃO RECENsEADOS!

Recenseamento Eleitoral Automático - O Conselho de Ministros aprovou na passada quinta-feira, dia 13 de abril, uma proposta de lei a apresentar ao Parlamento que introduz o recenseamento eleitoral automático para os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro, eliminando-se a necessidade da sua inscrição voluntária junto da representação consular da área da residência. Com a aprovação deste projeto pela Assembleia da República, os Portugueses no estrangeiro maiores e portadores de cartão de cidadão ficam automaticamente recenseados, tal como acontece já com os Portugueses residentes em território nacional. - A inovação legislativa proposta constitui uma importante reforma em matéria de desburocratização administrativa, uma vez que, para se inscreverem no recenseamento eleitoral, os Portugueses no estrangeiro portadores de cartão de cidadão deixarão de ter de se deslocar às nossas Embaixadas e aos nossos Consulados, evitando as despesas que estão associadas. Prevê-se que a medida abranja 1,2 milhões de portugueses. - A medida corresponde também a um legítimo anseio dos cidadãos portugueses residentes no exterior e é uma forma de aproximação do País aos Portugueses no estrangeiro, pois é removido um entrave administrativo à sua participação na vida política do país.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

CAMPOS DE INTERVENÇÃO NO FEMININO - COLÓQUIO, 2 de MAIO - EPARMI, MONÇÃO

MULHERES NA POLÍTICA Aurora Viães - vereadora de Vila Nova de Cerveira (documento em anexo em PDF) ------------------------------------------------------------------------------ 2 Elisabete Maria Lourenço de Araújo Domingues, nascida a 18 de novembro de 1976, casada, mãe de dois filhos e natural de Clermont Ferrand, França. Licenciou-se em Direito em 1999, na Faculdade de Direito da “Université D'Auvergne”, de Clermont Ferrand, tendo obtido a necessária equivalência académica após concluir com aproveitamento exame na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 2000, terminou uma Pós Graduação na área de “Proteção de Menores”, na mesma Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo elaborado o trabalho final subordinado ao tema do rapto internacional de crianças. Teve uma breve experiência profissional no setor bancário. Frequentou e concluiu com aproveitamento, a sua formação inicial teórica e complementar de estágio na área da advocacia, entre os anos de 2003 e 2005. Desde então, até 2009, exerceu a profissão de advogada na Comarca Judicial de Valença. Em 12 de outubro de 2009 foi eleita Vereadora da Câmara Municipal de Valença tendo assumido, entre outros, os pelouros da Educação, Ação Social e Gestão de Pessoal. Em 29 de setembro de 2013, renovou o mandato autárquico no Município de Valença, e diversificou competências, passando a acumular com aqueles pelouros, os que se referem aos Transportes Escolares, Biblioteca Municipal, Refeitório Municipal ou CIAB – Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Consumo, cuja Assembleia Geral preside. Durante a sua experiência enquanto eleita local, tem vindo a usufruir do privilégio de aprofundar e aplicar os conhecimentos adquiridos na área da proteção de menores, através das funções exercidas na CPCJ - Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Valença, enquanto comissária representante do Município. 3. Maria José Nóvoas Pinheiro Gonçalves Codesso Natural de Melgaço Profissão: professora do 1º ciclo Vereadora da educação e cultura ------------------------------------------------------------------------------------------------- 4. Maria da Conceição da Cunha Aragão Soares Casada, mãe e natural de Monção Formação Académica : Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Pós-graduação Desenvolvimento e implementação de metodologias de participação pública: o caso prático das Agendas 21 Locais Foi Técnica Superior de Planeamento / Ordenamento do Território Desde 21 de Outubro de 2013 Vice-presidente da Câmara e Vereadora do Pelouro de Obras e Urbanismo Responsável pela Divisão de Planeamento e Obras Públicas e pela Divisão de Produção e Pelas candidaturas aos diferentes programas. Chefe de Gabinete e responsável pela Divisão de Educação e Cultura Apoio à Presidência, nomeadamente na área do Ordenamento do Território e elaboração de candidaturas aos diferentes programas Trabalhos mais representativos: • Plano de Pormenor de Salvaguarda e Reabilitação do Centro Histórico de Monção • Plano de Pormenor de Renovação Urbana de Lapela • Plano de Pormenor de Salvaguarda e Valorização da Ponte de Mouro • Plano Director Municipal de Monção • Plano de Ação da Agenda 21 Local MULHERES – da POLÍTICA à GESTÃO DE TOPO 3. Rosalina Maria Barbosa Martins Natural: Paredes de Coura Licenciatura em Ensino de Português Situação Profissional Presidente da Direção Pedagógica da EPRAMI Alguns Cargos Exercidos Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Monserrate Fundadora da Escola Profissional Alto Minho Interior Deputada à Assembleia da República pelo círculo de Viana do Castelo nas legislaturas (1999 a 2011) Membro das Comissões de Educação, Ciência, Cultura, Juventude e Desporto em todas as legislaturas Conselheira do CNE, em representação da Assembleia da Republica, quadriénio 2009-2013. 4. Rosália Esteves Natural de Monção 40 anos Licenciada em Gestão de Recursos Humanos Abriu a PROBE em 2005 no concelho de Valença e, atualmente, é proprietária do grupo PRB : Probe Laser, Depilfree, Nectariana; PRB-Clinic, PRB- venda de equipamentos medico-estéticos. Lideres no distrito de Viana em depilação a Laser, conta com 21 colaboradores que trabalham de Norte a sul, abrangendo todo o país. Como costuma dizer: “Eu não sabia muito bem o que queria da vida, apenas sabia o que não queria (o que já não é mau” “a minha vida é uma sequência de coincidências de coisas felizes… e a PROBE cresceu porque realmente houve imensas coincidências felizes … dedicação, muito trabalho e persistência” “Sinto muito orgulho na minha equipa que lidero, mas também em ter e representar uma empresa Minhota já reconhecida a nível nacional” 5. Susana Miguel Afonso Mendes Moura Natural de Monção • Licenciada em Engenharia Agrícola, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro • Mestre em Biologia do Desenvolvimento e Reprodução Vegetal, pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Situação profissional Subdiretora da Escola Superior Agrária – Instituto Politécnico de Viana do Castelo PROGRAMA Campos de intervenção no feminino Parceria: EPRAMI ( escola profissional ) , Associação Estudo, Cooperação e Solidariedade -Mulher Migrante e Câmara Monção 9.30 recepção 10 h Igualdade de género : a liderança no feminino João Paulo Viriato - Manuela Aguiar Moderadora : Arcelina Santiago (15 minutos para cada palestrante , seguido de debate 25 minutos, conclusão 5 ) 11h Cofre break 11.15h Gestão de topo no feminino - Mulheres na Política 1. Aurora Viães - Vila Nova de Cerveira 2. Elisabete Maria Lourenço de Araújo Domingues - vereadora cultura e …Valença , 3. Maria José Nóvoas Pinheiro Gonçalves Codesso - vereadora de Melgaço 4. Conceição Soares – Veradora Monção Mais palestrantes da politica à gestão 5 Dra Rosalina Maria Barbosa Martins 6. Dra. Rosália Esteves 7. Dra Susana do IPVC escola agrária de Ponte de Lima Moderadora: Dra Leonor Fonseca 10 minutos para cada - 1hora e 30 m 15 minutos para debate Conclusão, síntese : 10 minutos Almoco 13h 14.30 Maria Archer Entrevista imaginária - Pedro Cerqueira e Beatriz Lopes Maria Archer a escritora e o Exílio Manuela Aguiar e Arcelina Santiago P1ª painel Igualdade de género : a liderança no feminino João Paulo Viriato - Manuela Aguiar Moderadora : Arcelina Santiago João Vieito . investigador, professor … 1993 - Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas - Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa (I.S.C.T.E.), 2000 - M.B.A em Gestão de Operações Comerciais - Universidade Católica 2001 - Mestrado em Finanças - Universidade Católica Portuguesa - . Tese institulada "Complex Financial Contracts as Solution to Agency Problems: Analysis of Risk Sharing Rules and Agency Costs of Executive Stock Options”, sob orientação do Prof. Doutor T.S.HO, da Universidade de Lancaster (Reino Unido) e Stern School - New York University (Estados Unidos da América). 2008 – Doutoramento em Ciências Empresariais - especialização em Finanças, pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto Tese intitulada “Essays in Executive Compensation”, sob a orientação do Prof. Catedrático Elísio Brandão e do Prof. Doutor António Cerqueira. 2014 -Pós-Doutoramento - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil, cujo tema foi “Atividade Cerebral do Investidor Financeiro: Uma Análise do Género”, sob a orientação do Prof. Doutor Eduardo Massad. Manuela Aguiar Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra.Pós graduação pelo Instituto Católico de Paris. Assistente da Faculdade de Direito de Coimbra e da Universidade Católica de Lisboa. Docente na Universidade Aberta (mestrado de Relações Interculturais).Assistente do Centro de Estudos do Ministério das Corporações. Assessora do Provedor de Justiça. Secretária de Estado do Trabalho, e também da Emigração, Deputada na AR, Primeira mulher Vice-Presidente da AR, Presidente da Comissão da Condição Feminina na AR. Representante de Portugal na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, (onde presidiu à Comissão de Migrantes e Refugiados e à Sub-comissão da Igualdade, e onde chefiou a Delegação Portuguesa). Vereadora da Cultura da Câmara de Espinho. Leonor Fonseca – Licenciada em Direito

sábado, 6 de maio de 2017

DAR VOZ Á DIÁSPORA PORTUGUESA - COLÒQUIO 24 de MAIO

DAR VOZ À DIÁSPORA PORTUGUESA PERSPETIVA DIACRÓNICA DOS MECANISMOS DE DIÁLOGO Sociedade de Geografia de Lisboa Sala Adriano Moreira – 4º andar 10h30 – ACOLHIMENTO E INSCRIÇÃO 11h00 - SESSÃO DE ABERTURA Presidente da SGL Grupo Migrações – SGL Mulher Migrante: Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade/ AEMM 11h30 – CONFERÊNCIAS OS PRIMEIROS CONGRESSOS DAS COMUNIDADES DE CULTURA PORTUGUESA Prof. Doutor Adriano Moreira UM OLHAR RETROSPETIVO PROJETADO SOBRE O FUTURO Deputado José Cesário Moderadora: Dra. Mafalda Durão Ferreira 13h00 – Almoço 14h30 –OCONSELHO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS (CCP): INATITUCIONALIZAÇÃO DO DIÁLOGO COM O MOVIMENTO ASSOCIATIVO Dra. Manuela Aguiar Moderador: Dr. Vítor Gil 15h15 – O EMIGRANTE/ MUNDO PORTUGUÊS – RAZÕES DE UM PROJETO SINGULAR Padre Vítor Melícias Lopes e Dr. Carlos Morais Moderadora: Prof.ª Doutora Maria da Graça Ribeiro de Sousa Guedes 16h00 – Pausa para café 16h15 – A IGREJA FACE À MOBILIDADE - SOLIDARIEDADE E AÇÃO SOCIAL Dom Januário Torgal e Dra. Eugénia Quaresma Moderadora: Prof.ª Doutora. Maria da Conceição Pereira Ramos 17h00 – COMUNIDADES PORTUGUESAS EM ESPAÇO TRANSNACIONAL - NOVAS FORMAS DE DIÁLOGO EXPRESSÃO RECÍPROCA DE RELACIONAMENTOS Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade OS DESCENDENTES – "GERAÇÃO EUROPA" Mestre Emmanuelle Afonso CHAMPIGNY À BEIRA DO TEJO Prof. Doutor José Alexandre Cardoso Marques Moderadora: Prof.ª Doutora Ana Paula Beja Horta 19h00 – ENCERRAMENTO

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A MODERNIDADE DE MARIA ARCHER - INSPIRAÇÃO PARA AS NOVAS GERAÇÕES

A 8 de março, em Espinho, na Escola Dr Gomes de Almeida, MARIA ARCHER foi figura central de uma jornada comemorativa do Dia Internacional da Mulher. Ganhou jus a essa homenagem pela sua luta incessante pela liberdade e pela igualdade das mulheres, num país que era uma ditadura anacrónica e particularmente misógina, e, também, pelo seu talento como escritora, como jornalista, como observadora e crítica da sociedade do seu tempo. A 3 de maio, em Monção, na Escola Profissional (EPRAMI) será lembrada de novo, num colóquio sobre "Campos de intervenção feminina". Uma vez mais, a encenação da "entrevista imaginária" com a Escritora, um esplêndido texto de Mestre Arcelina Santiago, interpretado por alunas das Escolas, tornará mais viva e mais próxima Maria Archer, personagem fascinante, que obviamente não é, mas poderia ser a heroína de um dos seus romances! A primeira representação da "Entrevista" aconteceu em Espinho, na Biblioteca José Marmelo e Silva, a 8 de março de 2012, com duas alunas do secundário. a Inês, como entrevistadora, e Mariana Patela no papel de Archer. Teriam ambas apenas cerca de 13 anos, mas nem por isso foram menos verosímeis, a ponto de serem saudadas com lágrimas de emoção de muitos dos presentes, entre os quais Olga Archer Moreira, sobrinha neta da grande Senhora. A partir daí foram chamadas a muitas "performances" e não deixaram de aperfeiçoar a representação e de enriquecer, com novas perguntas e respostas, um texto que vai crescendo e dando aos espetadores mais facetas originais de Maria Archer. Mariana e Inês são agora duas jovens universitárias que vivem o seu papel com intensidade. A esse encontro pela força da teatralização, segue-se, com mais facilidade o diálogo sobre uma enorme variedade de leituras de Maria Archer. Em Monção, caberá a estudantes da EPRAMI a responsabilidade de trazer ao palco uma Mulher que esteve sempre à vontade no palco das conferências e dos congressos e no palco da vida!

COLÓQUIO EM MONÇÃO -Auditório José Emílio Moreira - EPRAMI, 3 de maio

CAMPOS DE INTERVENÇÃO NO FEMININO \\ 09: 30 Receção \\ 10: 00 Painel I _Igualdade de Género - A Liderança no Feminino_ Professor Doutor João Paulo Vieito e Dra. Manuela Aguiar Moderadora: Mestre Arcelina Santiago \\ 11: 00 Coffee Break \\ 11:15 Painel II _Gestão de Topo no Feminino_ (mulheres vereadoras em exercício e gestoras) Moderadora: Professora Dra. Graça Guedes \\ 13: 00 Almoço \\ 14: 30 Painel III _ Maria Archer_ Entrevista Imaginária - Maria Archer Pedro Cerqueira Beatriz Lopes Maria Archer - A Escritora e o Exílio Dra. Manuela Aguiar e Dra. Arcelina Santiago \\ 16.30 Encerramento Organização da Escola Profissional do Alto Minho Interior (EPRAMI) e da AEMM - Norte

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Joan MARBECK pela Língua KRISTANG

Dear MariaManuela, Keeping you in the loop re my Kristang interest and Activities with the Singapore-Eurasians, recently. The 40 Singaporeans who came to visit me in Seremban made me feel my work, travel and research in the Kristang Language and Culture done over a period of 20 years and the production of 3 books in the Kristang Language has definitely come to fruition. Thank you for your help, guidance, caring cooperation and love, without which I could not have successfully reached my desired goals. Mutu grandi merseh. Joan

NOTÍCIAS DE MALACA

Subject: 1st Singapore Kristang Language Festival: Poetry Competition Dearest Joan Thank you for hosting such a warm and lively luncheon. We had a wonderful time in Seremban and look forward to seeing you in Singapore! If we have not said it yet we are ecstatic that you have agreed to be part of our panel and a judge for the poetry competition! As we had discussed at the luncheon, I list below a rough timeline we have drawn up for the development of the poetry competition: By 20 Jan, we would have come up with the number of winners we intend to have, the method of scoring poetry and how we intend to present the winning poetry pieces. We are working with an arts group on these details but we welcome any helpful suggestions as well. By 10 Feb, we intend to finalize the publicity for the competition and have our Publicity group put up the submission form for the Poetry Competition on the website. By 1 Mar, submissions are open. Entries would be sent in to judges on a rolling basis. By 31 Mar, submissions close and judging begins in earnest. By 1 Apr, design of the Poetry Competition winners certificates will be completed. By 7 Apr, Judging completed and winners notified. By 10 Apr, we will send poetry competition winners to the arts group to work on performing their pieces at the festival. By 24 Apr, poetry presentation performances should be finalized. 12 May - REHEARSAL Attached is the updated version (V4) of our proposal with more info. If you have any questions and need to connect with me, you can do so via my mobile 65 97235268. I am also on WhatsApp. I look forward to working with you on this historic event! Regards Petrina