sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ISABEL DESMET síntese da comunicação

Encontro Internacional – Mulheres Migrantes – Lisboa – 24 e 25 de Outubro de 2013
Expressões Femininas da Cidadania
Painel: Letras
Título da intervenção: Língua, Cultura e Identidade Portuguesa no Ensino Superior em França:
Factos e Expectativas
Isabel Desmet
Universidade de Paris 8
Língua é veículo de cultura. Língua e cultura são veículos de identidade linguística e cultural. A
Língua e a cultura manifestam-se em todos os tipos de textos e de discursos – escritos e orais
– coloquiais, literários, económicos, políticos e jurídicos, mas também científicos, técnicos e
tecnológicos – do mais especializado ao mais banalizado.
É sabido que uma língua evolui ao ritmo dos avanços técnicos, tecnológicos e científicos da
comunidade linguística que dela se serve (integrando anualmente uma média de 2000 a 4000
neologismos – de forma, de conteúdo e empréstimos), e a língua portuguesa, na sua versão
europeia, disso não é exceção.
Por processos variados de divulgação e banalização, os neologismos científicos, tecnológicos e
técnicos integram rapidamente a expressão linguística do cidadão comum, nomeadamente nas
zonas urbanas, alterando pois progressivamente a “feição” da língua e a própria identidade
cultural de um país, expressando e veiculando uma imagem de cientificidade e modernidade,
fugindo simultaneamente a uma imagem de tradicionalidade e de ruralidade.
Hoje em dia, após décadas de movimentos migratórios de Portugal para França e de flutuações
diversas nas imagens recíprocas entre estes dois países, quais são as necessidades atuais dos
discentes do ensino superior em França lusodescendentes, que frequentam os departamentos
de estudos dos países de língua portuguesa? Que imagem têm eles da língua, da cultura e
da identidade portuguesa? Como podem acompanhar as evoluções na língua e na expressão
linguística da cultura portuguesa, incluindo nesta a cultura científica, técnica, tecnológica,
artística e, evidentemente, literária? Quais são as suas expectativas? São estas as questões que
nesta intervenção pretendemos equacionar e, tanto quanto possível, dar-lhes respostas.

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