quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

AS MULHERES QUE IMAGINARAM E ORGANIZARAM O ENCONTRO DE VIANA - Graça Guedes

UM MODELO INOVADOR E INÉDITO - Na génese dos ENCONTROS PARA A IGUALDADE que tiveram início em Viana do Castelo, em 1985, está a ideia de duas grandes mulheres da diáspora portuguesa – Natália Dutra (EUA), esposa do Prof. Doutor Ramiro Dutra, Conselheiro do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP) eleito no sul da Califórnia e Maria Alice Ribeiro, a única conselheira, em representação dos media do Canadá – aquando da 1ª Reunião Regional do CCP na América do Norte realizada em Danbury (Cunnecticut) em Outubro de 1984. A 1ª reunião regional do CCP da América do Norte, presidida pela Secretária de Estado da Emigração, foi organizada pelo Padre Doutor José Alves Cachadinha, presidente do Conselho dos EUA. Uma ideia, que de uma forma informal e num ambiente de tertúlia , foi transmitida à Secretária de Estado da Emigração, Drª Manuela Aguiar e na presença da Presidente do Instituto de Apoio à Emigração e Comunidades Portuguesas (IAECP), Drª Maria Luísa Pinto. Uma ideia excelente, que logo mereceu a melhor atenção e foi formalmente transformada em recomendação do CCP. Uma ideia, concretizada oito meses depois com o Encontro em Viana do Castelo, onde estiveram presentes trinta e cinco dirigentes associativas e jornalistas de diferentes partes do mundo, a convite da Secretaria de Estado da Emigração e selecionadas pelas embaixadas e consulados. A organização do Encontro foi da responsabilidade do IAECP e particularmente da Drª Maria do Céu Cunha Rego, do grupo de trabalho afeto à Diretora dos Serviços de Informação Especializada e Acordos de Emigração, Drª Rita Gomes. A sua reconhecida competência e dinamismo foram garante do êxito deste Encontro. Pontualmente e sobretudo em questões logísticas, teve o apoio da Delegação do Norte do IAECP e do Centro de Estudos da Emigração, então da minha responsabilidade, que tudo fizemos para satisfazer todas as solicitações. Manuela Aguiar, no texto A Génese dos Encontros para a Igualdade, incluído na publicação Mulher Migrante – O Congresso Online, editado em 2009 pela Associação Mulher Migrante (p.p. 7-9), destaca assim este modelo inédito e pioneiro, que intitula de Mulheres na Cadeia da Decisão: Agora que conhecemos o percurso da proposta e sabemos que o Encontro foi mais do que “ um igual a tantos” – que de algum modo, ainda hoje faz caminho e permanece como referência e inspiração de outros que se sucedem – será interessante perguntar até que ponto o facto de estarem, maioritariamente, inesperada e invulgarmente, mulheres na cadeia de decisão, determinou a forma célere e eficaz da sua concretização… O facto é que assim aconteceu em Viana!

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