sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Relatório 2017/2018 INICIATIVAS da Mulher Migrante - Associação de Estudo Cooperação e Solidariedade 2017 – SETEMBRO / OUTUBRO I. “PORTUGAL BRASIL - A DESCOBERTA CONTÍNUA” A segunda edição do evento “ Portugal-Brasil a descoberta contínua”, em parceria com a Cooperativa Árvore e Hotel Porto Cruz, teve lugar no auditório do Espaço Porto Cruz, em Vila Nova de Gaia, com o alto patrocínio do Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Uma vez mais a AMM quis celebrar a data da chegada dos Portugueses ao Brasil e das relações que ligam estes dois povos com tanta história em comum. Uma iniciativa que pretende sublinhar as relações fraternas entre Portugal e Brasil e, ao mesmo tempo, repensar a importância na expansão do mundo da lusofonia no século XXI. SESSÃO DE ABERTURA 8 de setembro - Vila Nova de Gaia . INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PINTURA . CONFERÊNCIAS A sessão de inauguração, em oito de setembro de 2017, constou de uma conferência pelo Professor Dr. Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa, com o tema "Da descoberta da mátria aos equívocos da pátria: ou de como se reinventa a história das relações luso-brasileiras". A historiadora Dra. Maria do Carmo Serén, apresentou o tema "Dois brasileiros no Porto - Encontros e Desencontros de José Bonifácio de Andrada e Silva e D.Pedro I". Foi também dada enfase à arte com a inauguração da exposição de artistas portugueses e brasileiros na sala de exposições do Porto Cruz, exposição comissariada por Constância Nery. Vinte e seis obras, de vinte e seis artistas plásticos, portugueses e brasileiros, com representação de temas livres e também temas relacionados com as tradições e costumes de Portugal e de outros povos. 2. COLÓQUIO DE ENCERRAMENTO A sessão de encerramento aconteceu no dia 14 de Outubro de 2017 tendo um programa diversificado do qual se destaca, as comunicações de: - JOAQUIM MATOS PINHEIRO, Presidente do Elos Club do Porto, com a comunicação “D. PEDRO IV E AS SUAS QUATRO COROAS.” - DANYEL GUERRA, com o tema " LUSOS ILUSTRE NO CINEMA BRASILEIRO–A OUTRA CARMEN E O PORTUGUÊS DA CINEMODA" - ARCELINA SANTIAGO com a apresentação de algumas notas sobre "MARIA ARCHER, UMA PORTUGUESA DO BRASIL” seguido de dramatização, segundo um guião da sua autoria, por duas alunas MARIANA PATELA e CÍNTIA SOFIA RIBAS SILVA “ Entrevista imaginária a Maria Archer”. - MARIA MANUELA AGUIAR fez a intervenção final onde homenageou RUTH ESCOBAR, portuguesa do Porto, que no Brasil foi uma grande atriz de teatro, a primeira mulher eleita deputada à Assembleia do Estado de São Paulo e a primeira representante do Brasil nas Nações Unidas, para o acompanhamento da Convenção contra todas as formas de discriminação da Mulher. A sessão foi moderada pelo Prof Doutor FRANCISCO SILVA, diretor da Cooperativa Árvore 3. DEBATE SOBRE "JORNALISMO PARA A PAZ" e APRESENTAÇÃO DE LIVROS DA "JORNALISTA PARA A PAZ" ADELAIDE VILELA Fundação PRO DIGNITATE Lisboa, 16 de outubro A AMM tem, ao longo de quase 25 anos de percurso, lançado, ciclicamente, o debate sobre a imagem e sobre o papel das mulheres, e em especial, das migrantes nos "media" portugueses, sem esquecer os das comunidades. Neste retomar do tema, foi a problemática da paz que esteve no centro das preocupações, como fora um dos últimos programas de ação da Fundação PRO DIGNITATE, em que muito se envolveu a Drª Maria Barroso, agora continuado pelo Dr. António Pacheco, que, ali, o apresentou para o debate, que ocupou a jornada.. A presença, em Lisboa, da jornalista Adelaide Vilela, há muitos anos radicada em Montreal, foi uma oportunidade para partilhar a sua experiência como mulher imigrada, envolvida na luta pela paz entre gente de todas as origens, nacionalidade, culturas, religiões. Adelaide Vilela foi retornada de África, em 1975, antes de partir para o Canadá, onde estudou jornalismo e trabalhou na imprensa escrita, rádio e televisão, não só a nível da comunidade, como em programas da RTPI, na realização e interpretação de filmes. A sua vida tem decorrido em quatro continentes, da África à Europa, da América do norte à América do sul, para onde viaja com frequência e onde a sua obra literária tem sido reconhecida e premiada. Aderiu, pois, naturalmente, ao projeto de um jornalismo ao serviço da paz, no qual também a AMM manifestou interesse em colaborar No debate participaram ativamente associados da AMM, incluindo a representante no Canadá, Profª Doutora Manuela Marujo 4. CONGRESSO INTERNACIONAL - Migrações e Relações Interculturais na Contemporaneidade Lisboa, 27 e 28 de outubro, Fundação Gulbenkian Organizado pelo CEMRI/UAB e FCT, o Congresso foi presidido na Sessão de Abertura pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Prof Augusto Santos Silva e a Conferência de Abertura esteve a cargo do Prof João Relvão Caetano (CEMRI/UAB Os trabalhos decorreram em sete mesas redondas e foram encerrados com uma Conferência da Profª Natália Ramos (CEMRI/UAB). Maria Manuela Aguiar representou a AMM na II Mesa Redonda - Mulheres, Migrações e Diásporas, tendo apresentado um resumo escrito e feito uma comunicação oral sobre "As Mulheres na história das Comunidades Portuguesas e das políticas públicas para a emigração" MARIA MANUELA AGUIAR (Ex. Secretária de Estado da Emigração e das Comunidades Portuguesas; Associação Mulher Migrante) Resumo As migrações portuguesas começam como uma aventura masculina, onde o sexo feminino só excecionalmente tem lugar. As primeiras políticas públicas neste domínio são de limitação ou condicionamento dos fluxos migratórios masculinos, quase sempre considerados excessivos, e de proibição da saída de mulheres, em regra, vista como contrária aos interesses do País. Ao longo dos tempos, centenas de milhares de homens e também um número crescente de mulheres, que querem juntar-se aos maridos ou aos pais, ou mesmo partir com eles, vão ultrapassar todos os obstáculos para alcançarem o "novo mundo". É com a chegada das mulheres e a reunificação das famílias que nascem as comunidades de cultura portuguesa, mas o seu papel, ainda que matricial, é escassamente visível e reconhecido e a sua participação obedece à divisão tradicional de trabalho entre os sexos, no associativismo, como no núcleo familiar. Os movimentos feministas descuram a emigração e são raras e extraordinárias as organizações femininas de entreajuda até meados do século XX - caso do movimento mutualista feminino da Califórnia. Após a revolução de 1974, a Constituição de 1976 vem proclamar a igualdade entre Mulheres e Homens e estabelecer a inteira liberdade de emigrar. As políticas públicas, que, até início da década de 70, se restringem à proteção dos emigrantes na viagem de ida e os abandonam nas terras de destino, evoluem para a defesa dos direitos dos cidadãos e tomada de medidas de apoio social e cultural, e para o reconhecimento do papel do movimento associativo, Todavia, só uma década depois, no quadro de funcionamento do Conselho das Comunidades Portuguesas - quase 100% masculino - se dá o primeiro passo para a prossecução de políticas com a componente de género, com a convocatória do "1º Encontro Mundial de Mulheres no Associativismo e no Jornalismo".(em junho de 1985). Mais de trinta anos decorridos sobre esse histórico Encontro Mundial, qual o balanço da ação da sociedade civil e do Estado no campo da igualdade de género nas comunidades do exterior? Eis o que nos propomos abordar. -No Congresso, representado diversas instituições, estiveram outros membros da AMM - Maria Beatriz Rocha Trindade (CEMRI/UAB), Manuela Marujo (U Toronto) , Ana Paula Beja Horta (CEMRI/UAB), António Pacheco (Fundação PRO DIGNITATE) 5. LANÇAMENTO DOS LIVROS "ROSTOS DA EMIGRAÇÃO"/ "VISAGES DE L' ÉMIGRATION" de TENREIRA MARTINS Luxemburgo, 29 de outubro A convite do Instituto Camões, Maria Manuela Aguiar, que escreveu o prefácio da publicação, nas duas línguas, deslocou-se ao Luxemburgo e fez, juntamente com o Padre Melícias Lopes a sua apresentação. O Autor foi, durante muitos anos, Assistente Social e Chefe dos Serviços Sociais, em Bruxelas, e o livro é obra de ficção moldada na realidade. Os rostos são os dos portugueses de uma geração de imigrantes na Europa, que teve dificuldades de adaptação, e, na maioria dos casos, as superaram. Porém, nem todos o conseguiram, ao menos, em certas fases de um processo continuado. E é destes que trata, num português de grande qualidade literária, Tenreira Martins. Retratos realistas e, de algum modo, como disse Maria Manuela Aguiar, também um auto-retrato do Autor, numa missão a que se dedicou por inteiro. E, por isso, cada um dos contos, nos leva para dentro do Gabinete dos Serviços Sociais de Bruxelas, igual a outros que existiam, junto a muitos consulados e nos dá a dimensão do papel que desempenharam. Em tempos de recomeço de êxodo migratório, este livro leva-nos a questionar a ausência atual de formas de apoio, que deram corpo às primeiras políticas públicas de emigração, surgidas nas vésperas da revolução de 1974 e, depois, continuadas e desenvolvidas. Um dos múltiplos motivos de interesse que nos oferece é, assim, o de motivar o debate sobre o passado próximo e o presente das migrações portuguesas.. NOVEMBRO 6. XXIX ENCONTRO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS E DE LUSO- DESCENDENTES DO CONE SUL Em Homenagem ao ENG.ª JOSÉ LELLO e XV SEMINÁRIO CULTURAL "DIÁSPORA E ASSOCIATIVISMO:PATRIMÓNIO, CULTURA E HERANÇA! Colónia de Sacramento, Uruguai, 4 e 5 de novembro, A entidade organizadora foi a Casa de Portugal de Montevideo, que tem, pela primeira vez, a presidência de uma mulher, a jovem Viviana Valente, e cinco mulheres entre os sete membros da Diretoria. O Comendador Luís Panasco Caetano, representante da AMM no Uruguai, antigo Conselheiro do CCP, desempenhou, igualmente, um papel central na preparação e concretização de um evento que teve o esperado sucesso, com centenas de participantes e um grande apoio das Autoridades do Uruguai (Intendente de Colónia) e de Portugal (Secretário de Estado e Embaixador de Montevideo) Além do atual Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas José Luís Carneiro, dois antigos Secretários de Estado da mesma pasta, José Cesário e Maria Manuela Aguiar, estiveram presentes na homenagem a José Lello, amigo e colega, cujo trabalho, empenho, simpatia e proximidade, as comunidades não esquecem. No Seminário Cultural, a 4 de novembro, Maria manuela Aguiar participou na qualidade de fundadora e dirigente da AMM, apresentando uma comunicação sobre a "Internacionalização do movimento associativo português", começando por dar uma visão comparativa da situação dos outros grandes países de emigração europeus desde início de novecentos, em que o caso de Portugal (ausência de relacionamento internacional entre comunidades) é uma exceção à regra, analisando as tentativas de combater este fenómeno: - primeiramente, a organização pela Sociedade de Geografia (presidida pelo Prof Adriano Moreira) dos Congressos das Comunidades de Cultura Portuguesa, em 1964 e 1967, e a criação da União das Comunidades de Cultura portuguesa, que teve vida efémera por oposição do regime político, a partir de 1968. - a segunda tentativa parte do Estado, não da sociedade civil, embora pretenda mobilizá-la, para que organize autonomamente um movimento mundial. O Governo cria e põe em funcionamento o Conselho das Comunidades Portuguesas, órgão consultivo, eleito pelo universo associativo, que se esperava pudesse dar impulso à federalização dos movimentos associativos de todos os continentes, para além de cumprir os outros objetivos de representação e audição da "Diáspora". Ao CCP associativo (1980/88), sucedeu o atual (desde 19996), eleito por sufrágio universal (logo, mais um "conselho de emigrantes" do que de comunidades), mantendo essencialmente o seu perfil consultivo, sem lograr o impulso da internacionalização do associativismo, tão fraco a este nível, quanto é poderoso a nível de cada região ou país. Manuela Aguiar salientou como exemplos de internacionalização, no caso português, as "Academias de Bacalhau" (com semelhanças e diferenças com o movimento rotário, por exemplo) e a AMM, que procura reunir mulheres e homens de todos os continentes pela causa da Igualdade. São, porém, formas novas de um fenómeno antigo, sem a base patrimonial em que cresceu o associativismo tradicional, com enorme pujança, país a país. Dentro deste movimento, o melhor exemplo de diálogo internacional é constituído pelo original paradigma dos "Encontros do Cone Sul", que reúnem, portugueses do Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Do seu início como tertúlia e torneio de "sueca" (que perdeu o exclusivo mas se mantém), evoluiu para a sua vertente cultural, com a exibição de grupos folclóricos de todas as comunidades envolvidas e com os "Seminários", que atraem grandes nomes da vida cultural e política . A terminar, Manuela Aguiar deixou a pergunta; como promover a generalização deste paradigma?. Durante o convívio que o Encontro permitiu, o Secretário de Estado Mestre José Luís Carneiro manifestou interesse em novas colaborações com a AMM, muito em especial para a preparação de um grande congresso mundial de mulheres da Diáspora portuguesa, no ano seguinte. DEZEMBRO 7. PARTICIPAÇÃO NO CONGRESSO MUNDIAL DOS EMPRESÁRIOS PORTUGUESES Viana do Castelo, 16 de dezembro No Congresso, organizado pela SECP, havia um número significativo de mulheres, que se aproximava dos 30%, pelo que por sugestão da AMM. aceite pelo Senhor Secretário de Estado foi, durante a sessão de trabalhos do dia 16 apresentada a ideia da realização de um grande fórum de mulheres portuguesas, para um ponto de situação e para concertação de estratégias para a igualdade, em vários domínios, como o empresarial, o cultural, o político, o associativismo, o voluntariado. O facto de a ideia ter surgido no final do ano tornou-se um obstáculo à procura de meios de suporte da iniciativa, que na sua dimensão global, teve de ser adiada para 2019. Porém, sem prejuízo, de procurar, em paralelo com o Congresso Mundial de Empresários, promover, em dezembro de 2018, um primeiro Encontro sobre empreendedorismo feminino. Maria Manuela Aguiar esteve na referida sessão de 16 de dezembro, tendo apresentado às congressistas, conjuntamente com o Senhor Secretário de Estado, as grandes linhas do projeto. E aproveitando para recordar que Viana do Castelo fora a cidade que, em 1985, acolhera o 1º Encontro de Mulheres Portuguesas no Associativismo e no Jornalismo, que marca o início das políticas públicas para a igualdade na emigração e que, por sinal, foi uma iniciativa pioneira, a nível europeu (e universal!). De salientar que a AMM nasceu para concretizar o mais importante projeto saído desse Encontro: a criação de uma associação internacional de mulheres portuguesas. 2018 - JANEIRO 8. COLÓQUIO em NOVA YORK - A MEMÓRIA COMO HERANÇA 20 de janeiro Mineola, Câmara Municipal O colóquio foi uma organização do Consulado - Geral de Portugal, em parceria com a "Mulher Migrante, Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade" e as Escolas Comunitárias da área consular de Nova York, e realizou-se em instalações do município de Mineola. De manhã, o debate centrou-se no ensino de português, reunindo professores de diferentes escolas e outros membros da comunidade escolar. De tarde, foi a presença portuguesa na América, em diversos domínios, que esteve no centro das intervenções e do diálogo, que envolveu numerosos participantes. A jornada terminou com um jantar de confraternização no Centro Português de Mineola em que centenas de portugueses prestaram homenagem à Cônsul- Geral, e em que a"Mulher Migrante" esteve representada por Manuela Aguiar, que se deslocou expressamente de Portugal, e por Maria João Ávila, Coordenadora da "Mulher Migrante" nos EUA, e membro da direção da AMM e antiga deputada da emigração. Por trás do sucesso do colóquio, esteve a experiência, criatividade, a energia da Cônsul-Geral, emotivamente homenageada no jantar da comunidade, que reuniu centenas de portugueses, entre eles os mais destacados políticos luso-americanos, e dirigentes associativos, mulheres envolvidas na intervenção cívica e política, como Maria João Ávila. Todos enalteceram o seu trabalho em NY, nos últimos três anos. Fica uma frase, que sintetiza o "leit-motiv" dos diversos discursos: "nunca mais teremos ninguém como ela!". Manuela Aguiar citou Mariano Gago e Onésimo de Almeida, que no prefácio ("a quatro mãos") de uma publicação de Manuela Bairos escreveram que "era preciso cloná-la no MNE". Em 225 anos de existência do consulado de Nova York, Manuela Bairos foi a primeira mulher a exercer o cargo. Programa do Colóquio: 10.00 – 11.30 ENCONTRO COM PROFESSORES DAS ESCOLAS COMUNITÁRIAS Moderador: Dr José Carlos Adão 1. Coordenador-Adjunto de Ensino - Dr José Carlos Adão “A língua portuguesa como língua de herança” As escolas comunitárias como suporte da herança portuguesa e da identidade luso-americana 2. Consul-Geral Drª Manuela Bairos Projecto escolar: entrevista dos alunos aos avós sobre as suas histórias de emigração 3. Período de interação com professores e diretores das Escolas comunitárias 4. Presidente da AG da "Mulher Migrante" Drª Manuela Aguiar O papel dos professores e dos alunos, das famílias na defesa do património da língua de herança e da cultura portuguesa 11.45-1300 Debate 13.00 – 14.00 (almoço) IDENTIDADE LUSO-AMERICANA COMO HERANÇA PORTUGUESA 14.30 – 15.00 Apresentação da convidada Manuela Aguiar de honra e do programa da tarde pela Cônsul-Geral Um projeto para o diálogo do movimento associativo português no mundo 15.00 – 15.45 Identidade de origem portuguesa Moderador: Paulo Pereira Josh Mendes (jewish) Diane Macedo Manny Frade 16.00 – 16.45 Participação cívica e associativismo Moderador: Agostinho Saraiva Felisbela Ferreira Anália Beato/Amélia Gonçalves Bruno Machado 17.00 – 17.45 Afirmação profissional Moderadora: Paula Mendes Amelita Moreira Srª Martins Tony Castro Luís Tormenta 18.00 – 18.45 Participação política Moderadora: Maria João Ávila Rosa Rebimbas Paulo Pereira Maria Araujo Khan Jack Martins Janice Duarte 19.00 Jantar no Mineola Portuguese Center 9 - MONTREAL (a desenvolver) 28 de março Comemoração do Dia Internacional da Mulher, organizado pelo jornal LUSO PRESSE, e homenagem a MARIA BARROSO Programa 8 - 27 de março Lançamento dos livros de Adelaide Vilela "Magma de Afetos e "Olhos nas Letras" (poesia) Manuela Aguiar, que prefaciou o do livro de poesia, destacou o perfil de intervenção da autora na sua comunidade, que tem um notabilíssimo curriculum como jornalista e como defensora da língua e do ensino de português - preocupações largamente dominantes entre as mulheres portuguesas ABRIL 10 . Portugal / Brasil - a descoberta continua, a partir de Monção A terceira edição desta iniciativa aconteceu a 20 abril de 2018 na EPRAMI (Escola Profissional do Alto Minho Interior) em Monção. A AMM teve como parceiros: Câmara Municipal de Monção, Casa Museu de Monção da Universidade do Minho, EPRAMI , Universidade Sénior de Monção, Agrupamento de Escolas de Monção, Jornal As Artes entre Letras, jornal A Terra Minhota, Centro de Formação Vale do Minho. O Colóquio "Portugal/Brasil - a Descoberta contínua, a partir de Monção " pretendeu celebrar o momento histórico em que Pedro Álvares Cabral avista terra do Brasil, onde é hoje Porto Seguro, a 22 de abril de 1500. Foi essa a data que o Senado Brasileiro aprovou como "Dia da Comunidade Luso Brasileira" - iniciativa que viria a ser ratificada por Portugal. A efeméride é celebrada em todo o Brasil, com grande empenho dos Portugueses, mas passa quase despercebida em Portugal. Esta iniciativa teve o Alto Patrocínio do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. Investigadores/as, professores, estudantes, decisores políticos, interessados/as nesta temática, foram desafiados a participar neste colóquio e torná-lo num momento de debate e reflexão em torno da história da emigração, da cidadania e da lusofonia que ganha agora novo incentivo através da decisão legislativa que visa reforçar o estudo da emigração, fazendo-se jus a esta parte importante da história do povo português. Dar-se-á especial ênfase às questões da Igualdade e relevo a mulheres e homens da diáspora lusa com cunho minhoto. Da Comissão Científica faziam parte: Graça Guedes, Professora Catedrática Aposentada da Universidade do Porto; José Viriato Capela, Professor Catedrático da Universidade do Minho e Presidente da Casa Museu de Monção da UMInho; Alexandra Esteves, Professora Auxiliar da Universidade Católica, Pólo de Braga Do Programa constavam dois painéis: O 1º, intitulado DIMENSÕES DO POLIEDRO DA EMIGRAÇÃO abordou os seguintes temas: A Emigração de Viana do Castelo para o Brasil (1929-1950) a partir dos livros de registo de passaporte- por Rui Miguel Pires, Mestre em Relações Internacionais - Universidade Lusíada do Porto; Ateliês da memória - Monçanenses pelo mundo por Francisco Alves, Diretor do jornal local A Terra Minhota e Arcelina Santiago, Mestre em Ciências Sociais Políticas e Jurídicas - Universidade de Aveiro; Trajetória literária de Maria Ondina Braga por Isabel Cristina Mateus, Professora Auxiliar do Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos do Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) da UMinho; Maria Archer, uma portuguesa no Brasil . Entrevista Imaginária a Maria Archer pelos alunos da EPRAMI - Beatriz Lopes e Pedro Cerqueira; História de uma Vida - entrevista a Carlos de Lemos, Cônsul Honorário de Portugal em Melbourne por alunos das escolas de Monção. A moderação esteve a cargo de Nassalete Miranda, Diretora do Jornal As Artes Entre as Letras No 2º painel, intitulado EMIGRAÇÃO E CIDADANIA, foram apresentadas as seguintes comunicações: Os “brasileiros” no norte de Portugal no século XIX: marcas de uma presença e histórias de vida “ por Alexandra Esteves, Professora Auxiliar da Universidade Católica, Pólo de Braga; Capitão general João Pereira Caldas. De Monção para o Grão Pará – Um “migrante” ao serviço do Rei por Ernesto Português, Investigador/Colaborador do Centro de História da Universidade de Lisboa; "Monçanenses no Brasil" por José António Barreto Nunes, Juiz Conselheiro e colaborador do jornal A Terra Minhota; Cidadania Luso- Brasileira: Tratado de Igualdade Portugal- Brasil a "questão da reciprocidade" - homenagem a Ruth Escobar por Manuela Aguiar, ex-Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas Emigração, Presidente da Assembleia Geral da Mulher Migrante - Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade. A moderação esteve a cargo de Graça Guedes, Professora Catedrática Aposentada da Universidade do Porto. A Sessão de Encerramento teve a presença do Senhor Secretário das Comunidades Portuguesas, Mestre José Luís Carneiro 11. Lançamento do Projeto “ Ateliês da Memória retomando uma iniciativa que a Associação Mulher Migrante encetou há já vários anos com edição de um livro no histórias de vida, no Brasil e Argentina. A AMM apresentou este o projeto à comunidade educativa, a saber: Agrupamento de Escolas de Monção, EPRAMI (Escola Profissional do Alto Minho Interior), Universidade Sénior e à população em geral, através de um aliado - o Jornal local denominado A Terra Minhota dirigido por Francisco Alves. Houve recetividade e será um projeto que já deu alguns frutos na recolha de biografias, uma delas apresentada por uma aluna da Universidade Sénior na altura do colóquio. 12. Publicação de vários artigos, por Manuela Aguiar e Arcelina Santiago em diversos órgãos de comunicação social sobre o colóquio “Portugal / Brasil - a descoberta continua, a partir de Monção “ pondo em destaque os intervenientes e teor das suas comunicações em sinopses, como forma de motivar a população em geral - nas edições quinzenais do Jornal a Terra Minhota e no Jornal Artes Entre as Letras onde também constou um artigo elaborado pelo Presidente da Câmara de Monção. 13. Apresentação da jornalista e escritora de Adelaide Vilela, mulher da diáspora e de duas das suas obras "Olhos nas Letras" e "Magma de Afetos " por Manuela Aguiar e Arcelina Santiago - Espinho no dia 11 de junho na Biblioteca José Marmelo e Silva e - Monção a 22 de junho na Biblioteca Municipal de Monção Adelaide Ramos Vilela, natural da Covilhã, vive em Montreal desde 1978. É licenciada em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Montreal. Escreve poesia desde os 14 anos. É escritora e jornalista e participante em vários programas de Televisão no Canadá e noutras partes do mundo. Na América Latina, ficou conhecida como "Poeta de la Luz". Tem repartido a sua atividade por várias áreas: relações humanas e artísticas, publicidade, jornalismo, fotografia e realização de uma curta metragem com guião da sua autoria. Tem recebido inúmeras distinções pela sua escrita, em prosa e verso. É Presidente das Associações literárias pela Paz do mundo do Centro Hispano Mundial de Escritores e da Sociedade Venezuelana de Arte Internacional. "Olhos nas Letras" e "Magma de Afetos " tratam-se de "Narrativas que inspiram, acima de tudo, dinâmicas de amor e paz, contribuindo, desta forma para a narração de um sonho de que um mundo mais justo, mais democrático e mais solidário possa crescer. Entre apontamentos de ficção, viagens e pormenores da sua vida, somos convidados a partilhar com a autora um olhar muito próprio sobre o mundo em que vivemos..." Nelas, o papel do amor é determinante para vencer o ambiente de cinismo que aflora a humanidade. Há nelas um forte apelo à reflexão e ao desejo de continuar a lutar por um mundo melhor...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

ENCONTRO COMEM0RATIVO DOS 30 ANOS DE VIDA ATIVA DA ASSOCIAÇÃO MULHER MIGRANTE Local: Porto - Fundação Engª. António de Almeida Data: 29 de novembro de 2025 A Associação Mulher Migrante (AMM), foi criada em 1993, cuja missão pretendeu responder às recomendações manifestadas nas grandes conclusões o 1º. Encontro de Portuguesas Migrantes no Associativismo e Jornalismo organizado em Viana do Castelo pela Secretaria de Estado da Emigração em 1985: de estudo e investigação que envolve a problemática da mulher portuguesa na nossa diáspora. Em março de 1995, realizamos em Espinho o Encontro Mundial das Mulheres Migrantes – Gerações em Diálogo, concretizando uma das recomendações do Encontro de Viana: a realização de um Congresso de Portuguesas no Mundo e, segundo Manuela Aguiar (2009), … com a finalidade de abordar áreas temáticas, tais como a presença feminina no associativismo, na comunicação social, no trabalho, no ensino da língua, na preservação da cultura, através das segundas gerações, na preparação do regresso a Portugal. Este Encontro, que serviu para dar a conhecer a nossa associação, constituiu um marco incontestado do nosso percurso. Estiveram cerca de 400 participantes, muitas das quais vindas dos cinco continentes e na sua grande maioria dirigentes associativos, professores, investigadores, antigos conselheiros do CCP, jornalistas, políticos, jovens das comunidades e de associações espinhenses. Muitas são associadas da AMM; algumas criaram Delegações da AMM nos países onde vivem, realizando grandes eventos científicos, muitos dos quais em articulação com as Universidades aonde pertencem, contribuindo para o alargamento da missão da AMM na diáspora portuguesa que temos implementado. Decorridos 30 anos de vida ativa da AMM, cujo percurso muito nos honra, este Encontro pretende ser assinalado com a mesma dignidade que tem caraterizado as nossas atividades e homenageará MARIA BARROSO, que foi Presidente da Comissão de Honra dos nossos Encontros e Congressos, com presença ativa e participativa, que se associará às comemorações nacionais dos 100 anos do seu nascimento. PROGRAMA 10 horas – ABERTURA 10,30 - HOMENAGEM A MARIA BARROSO – Maria Manuela Aguiar 11 horas - NOVO DIÁLOGO DE GERAÇÕES – PASSADO, PRESENTE E FUTURO Moderadora: Maria da Conceição Ramos - O Encontro de Viana (1985) – Maria Manuela Aguiar - O Encontro de Espinho (1995) – Graça Guedes - Os Encontros para a Cidadania (2005) e os Encontros Mundiais (2011 e 2013) – Maria Manuela Aguiar 13,00 horas - Almoço 14,30 horas - A COLEÇÃO DA AMM MULHERES ENTRE MUNDOS Moderadora: Ivone Ferreira . Histórias da minha Vida – Graça Guedes . Aonde Causas e Acasos me Levaram – Maria Manuela Aguiar . Docas de Passagem por Tantos Lugares – Maria Eduarda Fonseca . Minha Mãe Assim Era Ela - Maria Manuela Aguiar . Ester, Retalhos de Uma Vida – Ester de Sousa e Sá 16,00 horas - MULHERES PORTUGUESAS NO DIRIGISMO ASSOCIATIVO DA NOSSA DIÁSPORA – Graça Guedes 16,30 horas - Lançamento da MEDALHA COMEMORATIVA DOS 30 ANOS DA AMM - Maria Antónia Jardim 17 horas - Beberete