terça-feira, 8 de abril de 2014

OLGA ARCHER MOREIRA Singularidades de Maria Archer





Singularidades de Maria Archer



Senhora Presidente da Assembleia Geral da Mulher Migrante, Dra. Manuela Aguiar,

Senhora Presidente da Direcção da Mulher Migrante, Dra. Rita Gomes,

Senhora Profa. Doutora Maria Benedicta Monteiro,

Senhora Dra. Maria Barroso,

Senhor Professor Doutor Fernando Pádua

Senhoras e Senhores,
No tique-taque incessante das horas e dos minutos da vida relembremos Maria Archer.

Maria nasce no final do século XIX, em Lisboa.

Várias são as mudanças de país e de continente que experimenta ao longo da sua vida, desde a infância à idade anciã.

Maria é uma criança persistente e uma mulher arrojada. As letras fazem parte do seu imaginário de criança e da sua vida de mulher. A crítica sente-a no sangue. Maria Archer foi escritora, jornalista, conferencista, tradutora.

Em 1913, com apenas 14 anos, publica o seu primeiro artigo no jornal "O Ocidental" em Moçambique.
Em 1917, na Guiné, dá voz e alma à tertúlia Lides Literárias. A chama literária ilumina-lhe a alma e em 1918 publica, ainda na Guiné, o seu poema "Desejo Mórbido" e é reconhecida, ainda hoje, como a "poeta do exotismo". 







Casa em 1921 com Alberto Teixeira Passos. Vive com o marido e o afilhado em Ibo – Moçambique durante 5 anos. Regressam a Portugal e vivem alguns meses em Faro e outros em Vila Real de Trás-os-Montes. Na sociedade farense Maria destaca-se pela sua beleza e elegância.

Estreia-se nas letras pátrias nos semanários "O Algarvio" e o "Correio do Sul", ambos de Faro.

Em 1932 encontra-se divorciada e ruma a Angola. De novo África a acolhe e a deslumbra.

Após o divórcio Maria estreia-se na literatura, vive, empenhada e militantemente, do seu trabalho de escrita para jornais e revistas, dos direitos de autor dos livros que publica e que, amiúde, tanta polémica provocam pela incomodidade ao pensamento dominante.

Em 1935 publica o seu primeiro livro "Três Mulheres" em parceria com António Pinto Quartim, em Luanda e, já, em Lisboa, também em 1935 o seu livro "África Selvagem" vê a luz do dia. É reconhecida pelos críticos literários da época como "a revelação da literatura portuguesa de 1935, com uma obra de linguagem rica, de uma perfeita plasticidade e de um colorido brilhante como só grandes escritores sabem utilizar".

Ao longo da sua vida publica em Luanda, em Portugal e no Brasil, mais de três dezenas de livros entre 1935 e 1963. A sua colaboração em jornais e revistas em Portugal e no Brasil ascende às centenas.
Os seus livros são fruto da ousadia e da coragem que a caracterizam. Estão frequentemente ligados a problemas sociais e às questões da condição feminina. Como recompensa, sofreu o isolamento e a discriminação da sociedade da época. 











A leitura das suas obras convida ao fascínio da descoberta. Os seus livros sobre África são pontes para a reflexão mágica, para a beleza. A densidade da escrita enleia-nos tal floresta tropical.

Escreve novelas, romances, livros de viagens que divulgam a diversidade antropológica de África e que Gilberto Freyre tanto elogia no prefácio do livro "Herança Lusíada." Um verdadeiro estudo sociológico.

Também na literatura para crianças Maria Archer se aventura e está presente. Publica semanalmente, entre 1935 e 1937, contos infantis no jornal infantil "O Papagaio". E, em 1938, conquista o prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, com o livro "Viagem à Roda de África.

Para as crianças Maria escreve contos de encantar sobre África. Aos sobrinhos conta contos de encantar repletos de expressividade, de côr e de sons africanos. Era um deleite ouvi-la.

E, apesar de ter ganho em 1938 o prémio mencionado, ainda nesse ano e em 1947 vive a desventura de ver alguns dos seus livros apreendidos. ("Ida e Volta de uma Caixa de Cigarros" e "Casa sem Pão")

Em 1943 colabora com a revista Luso-Francesa «Afinidades», que era editada em Faro e em Lisboa, era seu director o Dr. Francisco Fernandes Lopes.

Em 1944, aquando da visita de Clarice Lispector a Portugal, estas duas escritoras encontram-se e convivem como se pode ler nos apontamentos de Lispector.

«Lisboa, 4 de agosto de 1944, sexta-feira - Ontem jantei em Cacilhas com Ribeiro Couto e Maria Archer (…) Mudei-me para o parque Palácio. Li todo o romance de Maria Archer - "Ela é apenas mulher"».

Em Lisboa Maria Archer convive com uma plêiade de escritores.
Filia-se em 1945 no Movimento de Unidade Democrática (MUD). 






Em 1949 Maria Archer apoia o candidato presidencial General Norton de Matos e participa em sessões como nos conta o "Jornal de Notícias" de 02de Fevereiro de 1949: "Em seguida a escritora Sr.ª D. Maria Archer falou sobre o direito de voto à mulher portuguesa e dirigindo-se às presentes disse: se desejai remodelar, reconstruir e trabalhar para um mundo melhor votai em Norton de Matos."

Em 1952, é credenciada como jornalista por Jaime Carvalhão Duarte, director do Jornal "República", para, nessa qualidade, poder assistir ao julgamento de Henrique Galvão. A compilação das notas deste julgamento em livro é considerada, pela PIDE, incómoda e inoportuna, esta polícia invade-lhe a casa e apreende-lhe o manuscrito, mas, sábia e precavidamente, Maria Archer enviara uma cópia para o Brasil.

Em 1955, fruto da rebeldia do seu comportamento político, abandona o País. Parte com a esperança de ver, um dia, o seu sonho realizado. Portugal um país livre, um país de igualdade entre homens e mulheres.
Maria Archer antecipa o futuro quando publica no Brasil, em 1959, "Os Últimos Dias do Fascismo Português", livro que relata o julgamento do capitão Henrique Galvão.



No Brasil a sua intervenção política visa uma resistência ao regime salazarista que se traduz na publicação de artigos nalguns jornais como "O Estado de São Paulo", "Semana Portuguesa", "Portugal Democrático" e na participação em conferências e palestras.
No processo da PIDE deparamo-nos com uma informação datada de 1957 que refere que Maria Archer era, nessa altura, directora do jornal "Portugal Democrático" e onde se lê: "jornal que visa unicamente atacar o governo de Portugal onde é dada guarida a todas as pessoas dispostas a isso."








Maria Archer reitera no Brasil a sua posição de opositora ao regime vigente em Portugal. E, confirmando esta atitude, em 21 de Maio de 1958, o jornal "República" dá a conhecer que Maria subscreve um telegrama enviado ao General Humberto Delgado "pela sua acção decisiva no despertar da consciência nacional" aquando da candidatura do General a Presidente da República em 1958.

Maria Archer integra o Comité dos Intelectuais e Artistas Portugueses Pró-Liberdade da Imprensa que divulga um folheto designado "Intelectuais portugueses livres denunciam o terror Salazarista", segundo conta o jornal "Última Hora" do Rio de Janeiro de 28 de Março de 1959 e, em Abril do mesmo ano, integra a Comissão de Recepção da visita ao Brasil do General Humberto Delgado.

Em Março de 1964, em São Paulo, Maria Archer, na qualidade de Presidente da União das Mulheres Portuguesas, profere a intervenção inaugural do encontro de solidariedade das mulheres brasileiras com as mulheres portuguesas presas políticas, conforme relata um artigo do "Portugal Democrático" de Abril de 1964.

Em Maio de 1966 a "Rádio Portugal Livre" noticia que Maria Archer integra um grupo de intelectuais e democratas portugueses, também residentes em São Paulo, que enviaram uma carta à Organização das Nações Unidas onde apresentavam acusações ao Governo Português de atentar contra a dignidade humana referindo expressamente o assassínio do General Humberto Delgado.

Maria Archer dá, ainda, o seu apoio à Frente Patriótica de Libertação Nacional por considerar que este é um movimento agregador com capacidade de dirigir o povo português na luta contra o regime vigente em Portugal. Será que algum dia verá as cores da liberdade?
A saudade vai-se instalando no espírito da escritora e a esperança de um novo dia e de um novo país também. Em Abril de 1970 Maria confidencia-nos: "de quando 









em quando sinto a esperança de se aproximar o dia em que regresso a Portugal…". Aliada à esperança do regresso a esperança de ser deputada da oposição, a esperança de por Portugal e pelos direitos das mulheres pugnar.

Apesar de os ventos não lhe serem de feição e de com 71 anos continuar a trabalhar para sobreviver, o espírito solidário e o idealismo mantêm-se inalteráveis. Nas linhas escritas em 6 de Julho murmura aos familiares o seu reconhecimento: "Agradeço o envio do dinheiro porque o mesmo se destinava à Comissão que trata de assuntos dos portugueses em más condições e destinava-se a pagar um tratamento de emergência ao Henrique Galvão, que contudo não o salvou. Serviu para ajudar a pagar o enterro."

Nova esperança surge na vida de Maria Archer quando em Fevereiro de 1973 um diplomata chinês a convida oficialmente a visitar a China onde "se processa agora a maior experiência sociológica de toda a História." Ao convite Maria responde que aceita mas impõe condições. As despesas terão que ser pagas pela China. Em troca "darei os direitos de autor das 1ªs. edições de livros que escrever". Em Março do mesmo ano o diplomata desloca-se propositadamente a Poços de Caldas para falar com a escritora. Maria vibra com o entusiamo de voltar a escrever mas a sua saúde não recupera e ela não consegue viajar até à China.
Regressa, em 26 de Abril de 1979, a Portugal, doente mas com um dos seus sonhos concretizado: Portugal vive as cores da liberdade. O verde da esperança e o vermelho da conquista e da alegria.
Perante a fragilidade da sua saúde falaram os silêncios. Silêncios que Fernanda de Castro poetizou não para Maria Archer mas adivinham a fragilidade da sua saúde:









"Já não vivo, só penso. E o pensamento

É uma teia confusa, complicada,

Uma renda subtil feita de nada:

De nuvens, de crepúsculos, de vento.

Tudo é silêncio. O arco-íris é cinzento,

E eu cada vez mais vaga, mais alheada.

Percorro o céu e a terra aqui sentada,

Sem uma voz, um olhar um movimento."

Em 1982, na hora da sua partida, de novo o silêncio de um país e de uma sociedade se ergueu no ocaso da sua vida.

"A pátria, não lhe reconheceu, como deveria ter reconhecido, o seu bom combate pela liberdade e pela igualdade da mulher" (Salvato Trigo, 24/11/2011).

Obrigada.

Lisboa, 26 de Março de 2014.
Olga Archer Moreira
(vale.olga@gmail.com)

quinta-feira, 13 de março de 2014

PROGRAMA   PROVISÓRIO

Mesa Redonda: “4 décadas de Migrações em Liberdade
(1974/2014)
Apresentação das Publicações da AEMM

Local: MNE - Palácio das Necessidades – Protocolo do Estado
26 de Março de 2014

  
 
15.00 Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas José Cesário
Intervenção Introdutória 
15. 15 - 16.15 Mesa Redonda   
Rita Gomes (Presidente da AEMM) 
A Emigração Portuguesa nas vésperas da Revolução

Mulheres Revolucionárias na Diáspora: Maria Benedicta Monteiro (ISCTE) sobre Maria Lamas e Olga Archer Moreira sobre Maria Archer

 
Manuela Aguiar  (Presidente da AG - AEMM)
1974 – 1984 - Novas configurações do fenómeno migratório  - os movimentos e as políticas

Deputado Carlos Gonçalves e Deputado Paulo Pisco
1984 1994 –  O significado da opção europeia

Maria Beatriz Rocha Trindade (Universidade Aberta-CEMRI)
1994 – 2004 Confluência de movimentos – emigração/imigração

 Victor Gil (MNE)
2004- 2014 - A  nova emigração


16.15 -17.15 Apresentação das publicações

“Expressões Femininas da Cidadania” e “Entre Portuguesas – Associação Mulher Migrante – 20 Anos”..
Intervenções sintéticas dos Autores das Comunicações, seguidas de debate.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

40 anos de migrações, em liberdade






A  Mulher Migrante - Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade propõe-se levar a cabo uma série de debates, em Portugal e em comunidades portuguesas do estrangeiro, sobre o significado da democratização da vida política no País, sobre a sua projeção nas políticas de emigração e no relacionamento com os cidadãos e as instituições da "Diáspora", ao longo das últimas quatro décadas.
Nesses debates queremos ouvir o que têm a dizer mulheres e homens sobre o quadro geral do fenómeno migratório, assim como sobre a evolução do papel das mulheres nos movimentos de expatriação  e de retorno e no movimento associativo: partindo da História e da Memória de sucessivas gerações para chegar aos dias de hoje.  Consideramos que este é o momento certo para avaliar a dimensão atual do fenómeno, a sua composição, em termos de género, de qualificação, de projetos e situação profissional, assim como da propensão associativa (e das novas formas que vai configurando) e da evolução das relações com as sociedades de origem e de residência.
 Serão  iniciativas em que as questões da igualdade estarão sempre em foco - igualdade entre mulheres e homens, entre mulheres que saíram ou não das fronteiras do país, entre emigrantes e não emigrantes, do ponto de vista do estatuto jurídico  e da situação de facto. Espera-se que seja, também, uma plataforma para o relançamento dos projetos que a AEMM vem incentivando - a recolha de histórias de vida, as  Academias Seniores , a história do associativismo, quer do mais tradicional. quer do que vai assumindo novos modelos, promovendo formas de cooperação e de diálogo de género e de geração.  
Há muitas perguntas a fazer e muitas respostas que se podem dar em conjunto.

 


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Nos 40 anos do 25 de Abril

A AEMM propõe-se levar a cabo uma série de debates, em Portugal e em comunidades portuguesas do estrangeiro, sobre o significado da democratização da vida política no País, sobre a sua projeção nas políticas de emigração e no relacionamento com os cidadãos e as instituições da "Diáspora", ao longo de quatro décadas.
Nesses debates procurar-se-á ouvir mulheres e homens sobre o quadro geral do fenómeno migratório, assim como sobre a evolução do papel das mulheres nos movimentos de expatriação  e de retorno e no movimento associativo: partindo da História e da Memória de sucessivas gerações para chegar aos dias de hoje, com a avaliação da dimensão atual do fenómeno, da sua componente feminina, das novas formas de associativismo e de vivência das relações com as sociedades de origem e de residência.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014



PROTOCOLO ENTRE BERKELEY – S. JOSÉ E AS ESCOLAS SECUNDÁRIAS DE ESPINHO

ATA

 Aos dezassete dias do mês de janeiro de dois mil e catorze, pelas dezasseis horas, na Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva, em Espinho, definiram-se os pormenores do Projeto promovido pela Mulher Migrante- Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade, aqui representado pela Presidente da Assembleia Geral, Drª Manuela Aguiar e Arcelina Santiago, membro de ligação entre a Associação e  as Instituições de Ensino.

   Foi celebrado  protocolo entre:

  - A Universidade de Berkeley e de S. José, ambas instituições públicas do Estado da Califórnia, aqui representada por Deolinda Adão,  docente responsável pelo Curso de Estudos Portugueses

- e os dois Agrupamentos de Escolas  do concelho de Espinho, a saber:

    . Escola Secundária Dr. Manuel Gomes de Almeida, representada pelo seu Diretor, Dr. José Ilídio Sá e a professora  orientadora do projeto na escola, DRª Carminda Costa.

  . Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira, representada pela sua  vice-diretora, Drª Alexandra Rachão e o professor orientador do projeto na escola, Dr. João Paulo Reis.

 Estiveram presentes alunos dos dois agrupamentos de escolas, envolvidos no projeto.

  Este  projeto tem como objetivos principais  promover:

- o intercâmbio cultural  (  linguístico e literário)  entre os Estados Unidos e Portugal;

- a troca de experiências entre alunos e professores dos dois países;

- a  divulgação e valorização do património cultural português;

- o convívio entre estudantes americanos  do curso de Verão e alunos das escolas secundárias, através de workshops a realizar em Espinho;


 -  a utilização das novas tecnologias de comunicação e informação;

 -  a divulgação do potencial turístico do concelho de Espinho.


 Ambas as Instituições promoverão o desenrolar de trabalhos que visam a seleção de textos de autores portugueses que serão trabalhados pelos alunos, supervisionados pelos professores e em 8 de julho

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Filomena Fonseca Poemas


OS VELHOS DA MINHA RUA       

 Abandonado nas máquinas e ferramentas
secou de vez o suor deixado
na fábrica fechada.
Pés cansados e gastos
já não sabem correr.
Calejadas as mãos trémulas
seguram tristes bengalas.
Mirrados no corpo e nas reformas
olham o céu
e esperam o tempo.

À porta de casa
sentados
abraçam o cair da noite e
sozinhos
jantam saudades.
Os velhos da minha rua.

 

DESVALORIZAÇÃO
Nas aldeias
às vezes sem dormir
as mulheres esfregam o soalho
limpam a casa
pensam o gado
cosem a roupa
lavam os filhos
e cozinham exaustas...
Às vezes
os homens
esquecem-se delas
outras vezes
vingam-se
de cansadas querelas.

 
POEMA DE AMOR PARA O MUNDO
Queria escrever para o mundo um poema de amor.
Saio em busca das palavras.
Sei do amor de Camões pelas musas inspiradoras.
Do amor eterno de Romeu e Julieta. Do amor de Pessoa por Ophélia e
do amor à arte num tempo infindo de Manoel de Oliveira.
E sei do amor no sorriso de um velho abraçado. Na lágrima da mãe ao ver o filho pela primeira vez. 
O amor tem olhos frontais e limpos. É uma junção de gestos e afetos.
Um embalar da vida. Um matar de saudades.
O amor dá, ri, brinca, chora e anima. Veste o corpo com a pele do outro.
Abre os braços ao vento sem olhar o tempo.
E deixa rasto positivo de tudo e de nada. 
Alexandre O`Neill disse que “Amor não há feito. É coisa mental”.
Há quem escreva só poemas de amor p´ra viver sempre com o amor
nos poemas. E já tudo foi dito sobre o amor.
Pode-se fazer amor sem amar.
Pode-se amar sem fazer amor.
Mas o amor salva tudo. Nem carece das palavras...

Quisera escrever para o mundo um poema de amor
se o mundo soubesse o seu real valor.
Mas, o mundo não sabe…
…O mundo não sabe!…

 ABANDONO

Despidas as árvores
arrefecem ainda mais
o inverno implacável.

 Tristes desprotegidas
sofrem assaltos mutiladores
e velam-se umas às outras
tentam segurar os membros ameaçados
gemem
no interior de seus velhos troncos.
Curiosas até às raízes suspiram:
Para onde fugiram as sombras?
Como se agasalham agora os pássaros?
Onde se esconderá o amor?

 FILOMENA FONSECA

domingo, 19 de janeiro de 2014

MM duas décadas de congressismo

A Associação "MULHER MIGRANTE"
 Duas Décadas de "Congressismo"

A Associação vai buscar as suas origens ao primeiro grande congresso de mulheres da emigração (Viana do Castelo - 1985) e a uma proposta aí avançada de institucionalizar o diálogo e a cooperação entre Portuguesas do mundo inteiro. Esta ligação a um passado anterior ao seu próprio ato de constituição, assim como o reconhecimento de que, em termos globais, a luta pelos direitos da Mulher, entre nós, desde o movimento feminista de início de novecentos, se fez, especialmente. através do que chamamos "congressismo", levou a AEMM a utilizar , em primeira linha, esta forma de mobilização das mulheres migrantes para a igualdade.
Na publicação comemorativa do 20º ano da "MM"  fazemos um sintético relato das suas  principais iniciativas  neste domínio.

 1985 
 O 1º Encontro Mundial de Mulheres Migrantes

A realização do primeiro Encontro foi proposta por duas portuguesas, que, em Outubro de 1984, estavam presentes na Reunião Regional do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), em Danbury, Connecticut : Natália Dutra (dirigente associativa e mulher do Conselheiro Ramiro Dutra), e a Conselheira da CCP Maria Alice Ribeiro, que formulou a recomendação, consensualmente aprovada. A Secretária de Estado da Emigração  Maria Manuela Aguiar deu-lhe imediato seguimento e o Encontro Mundial teve lugar em Junho do ano seguinte.
Uma das conclusões desse Encontro histórico apontava para a criação de uma Associação, formada pelas participantes e aberta a outras mulheres que, no país e no estrangeiro, quisessem aderir, irmanadas no objetivo de dar voz à metade feminina das comunidades. Uma outra reclamava a organização de um novo Congresso  para tratar de questões atuais como as do papel da mulheres emigrantes no associativismo, no voluntariado, na defesa da língua, no incentivo à maior intervenção dos jovens, no regresso ao País...
Porém, nos anos seguintes, apenas se regista uma reunião em Toronto (1986), não tendo, após a queda do Governo em 1987, sido implementado o projeto de convocar, com regularidade, uma Conferência para a participação da mulher, na órbita do CCP.


1993 - Constituição da AEMM
 A "Mulher Migrante  Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade" nasceu em 1993, para corporizar as mais importantes propostas do " Encontro de Viana". As suas fundadoras, com exceção da luso-brasileira Fernanda Ramos (a grande impulsionadora do processo nesta fase) tinham estado no Encontro , como organizadores, como participantes do estrangeiro, como conferencistas e queriam dar uma segunda vida às esperanças que o animaram.
Esse pequeno núcleo fundador teve de elaborara os Estatutos,  tarefa entregue à jurista Maria do Céu Cunha Rego, que  já havia  sido figura preponderante na preparação do congresso de Viana.
A formalização legal aconteceu em 8 de outubro desse ano, no 16º Cartório Notarial de Lisboa.. Assinaram a escritura notarial 22 associadas/os. São consideradas fundadoras/ fundadores 82. (a "MM" conta com mulheres e homens unidos pelos mesmos valores humanistas.
Os Estatutos foram publicados no Diário da República, III Série nº 255 de 30 de Outubro
A sua primeira sede foi no nº 77/79 da Rua de São Marçal, a convite  da Associada Teresa Costa Macedo.  A partir de 1994, a MM celebrou um protocolo com um centro de apoio jovens e a idosos (CAGIL) e passou a partilhar as suas instalações da Rua do Lumiar, 57. Desde 2003, funciona em sede própria, arrendada à Câmara de Lisboa, na Rua Maria Pia, Lote 4, Loja .
A Associação foi admitida no "Conselho Consultivo da Comissão para a Igualdade e os Direitos das Mulheres" em Novembro de 1993 e da "Comissão" recebeu o maior apoio ao longo da primeira década de atividades -  centrada, sobretudos no País, ainda quando as temáticas se relacionavam com a Diáspora. Desde 2005, é com a SECP que a "MM" coopera mais estreitamente, aumentando o seu envolvimento com as instituições das comunidades em todo o mundo.

1994
BARCELOS
A primeira iniciativa pública resultou de uma colaboração com a Associação Comercial e Industrial de Barcelos e foi inaugurada pelo SECP Dr. Luís Sousa de Macedo.
Tema: "Regresso e Reinserção - a intervenção e a participação  da Mulher nesta fase do ciclo migratório"
Era ainda um tempo de regressos significativos ao país, embora já em fase de declínio, e a finalidade principal consistia em avaliar esse movimento, ao longo da última década, em particular no que respeita às mulheres. Com uma sala cheia e um alto nível de participações, o primeiro passo estava dado.

1995
ESPINHO
"Encontro Mundial De Mulheres Migrantes - Gerações em diálogo"
 (18/21 de Março)

 Vieram a Espinho cerca de 400 pessoas de todos os continentes, entre elas, algumas das "pioneiras" de Viana. Era o caso de Graça Guedes, então Vice-Presidente da  "Mulher Migrante", a quem a Direcção incumbiu da preparação local do Encontro.
A abertura foi presidida pela Secretária de Estado da Juventude, Maria do Céu Ramos e a sessão de encerramento pela Primeira -Dama Drª Maria de Jesus Barroso.
Entre numerosas colaborações, salientam-se as do Governo da República, das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira, da Fundação Gulbenkian, da FLAD, da Câmara Municipal de Espinho, de Universidades - e dos "media", nacionais e das comunidades do estrangeiro. A componente dos jovens, de ambos os sexos foi particularmente significativa.
A "MM" estabeleceu, a partir daqui, a sua rede de contactos, firmou-se como interlocutora de muitas organizações da sociedade civil, da administração pública e do Governo do País, 
Publicações: as actas do Encontro e a revista  "As ideias e os Factos assinalados" (coordenação de Eduardo Saraiva)

1996
LISBOA
Colóquio "A Mulher Migrante - Igualdade e Solidariedade. Que Direitos? Que Estratégias?"
Abertura pela Presidente da Comissão para a Igualdade Joana de Barros. Entre outras, intervenções do Bispo de Setúbal, do Deputado Carlos Luís, de Maria Manuela Aguiar e de Rita Gomes
 Foram publicadas as actas do colóquio.

1998
LISBOA
Conferência, seguida de mesa redonda sobre "A Mulher Imigrante e sua família. O caso Português" .
Parceria com a Comissão da Igualdade.

LISBOA
Conferência sobre "As Mulheres Portuguesas perante os projectos de Emigração e de (Re)inserção  Social".
Conferencista a Profª Doutora Engrácia Leandro (Universidade do Minho).
Publicação com o mesmo título da conferência

BUENOS AIRES
Encontro da Drª Maria Manuela Aguiar e do Conselheiro do CCP Luís Panasco Caetano com um grupo de mulheres portuguesas em Villa Elisa, Argentina, do qual resultou, a constituição da Associação Mulher Migrante Portuguesa neste país.

2000
LISBOA
Mesa Redonda sobre "Políticas de Emigração e Comunidades Portuguesas nos últimos 25 anos:1974/1999"
Uma primeira reunião de antigos Secretários de Estado da Emigração e das Comunidades Portuguesas, para a qual todos foram convidados. Presentes: Rui Machete, Manuela Aguiar, José Vitorino, Correia de Jesus. Moderador Pedro Cid.

2001
Ao longo do ano, o enfoque foi dado aos problemas da nova imigração, em parceria  com Câmaras Municipais, e a  Região Autónoma da Madeira .

 OEIRAS 
 Seminário sobre "Mulheres Migrantes em Portugal - Expectativas e Experiências de vida. A perspetiva das Entidades Locais".
Intervenção de dirigentes da "MM". Testemunhos de jovens imigrantes africanos e europeus

POMBAL
Encontro de Mulheres Migrantes, para comemoração do "Dia Internacional da Mulher". Intervenções do Presidente da Câmara, da Deputada Maria de Belém, das dirigentes da "MM" Maria Manuela Aguiar e Rita Gomes, e de mulheres imigrantes da Europa de Leste, seguidas d debate, num. Auditório  completamente cheio

PORTO DE MÓS
Encontro com Imigrantes, organizado pela Deputada Ana Narciso, com a presença do Presidente da Câmara e de Maria Manuela Aguiar. Testemunhos de muitos imigrantes europeus de Leste e de empresários, que realçaram a mais valia que para eles representava a nova grande vaga de imigração e denunciaram os obstáculos burocráticos que dificultavam a sua legalização.

FUNCHAL
Seminário organizado pelo Diretor das Comunidades Madeirenses Gonçalo Nuno Perestrelo Santos. Intervenção de  Maria Manuela Aguiar e de muitos imigrantes da Europa de Leste

2002
LISBOA
Colóquio sobre "Problemas Sociais da Nova Imigração". com duas mesas redondas
1- O direito à reunificação Familiar e à Livre Circulação
2 - Igualdade na Sociedade Portuguesa para a Mulher Imigrante
Na sessão de abertura, discurso do Embaixador de Cabo Verde, na de encerramento intervenção da Secretária de Estado para a Igualdade Maria do Céu Cunha Rego.
Publicação com o mesmo título do colóquio, coordenada por Maria Manuela Aguiar 

2003
LISBOA
Seminário "Mulheres Migrantes - Duas Faces de uma realidade"
Uma iniciativa da CIDM, presidida pela Drª Maria Amélia Paiva. A "MM" foi convidada a integrar o grupo de trabalho encarregado da organização, indicando a Presidente Rita Gomes.
Intervenções de Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes e da Presidente da Associação Mulher Migrante Argentina, Maria Violante Martins. 

2004
Ciclo de encontros e colóquios no 10º aniversário do início da atividades da "MM"

OLIVEIRA DE AZEMÉIS
Colóquio "Mulheres Migrantes das Diversas Gerações -Questões de Hoje/Que perspetivas? 
Realizado em parceria  com o Diretor da Revista Portugal e  do jornal "A voz de Azeméis" Comendador Aníbal de Araújo. Intervenções  do SECP Dr José Cesário, de investigadores, professores universitários, dirigentes da Administração pública e de associações de Imigrantes

CANADÁ/ EUA
Encontros com Mulheres Portuguesas em Toronto, London, Ontário, Montreal e (Newark), com a participação de Maria Manuela Aguiar
No Ontário, organização coube ao Conselheiro do CCP Manuel Leal, nos EUA à Presidente da Delegação da "MM". Manuela Chaplin.

BUENOS AIRES
Homenagem da "MM" da Argentina à "MM" de Portugal, por ocasião do 10º aniversário, com a presença de cerca de 100 pessoas, muitos dirigentes associativos, individualidades argentinas e portuguesas e da AEMM, Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes e Isabel Aguiar

LISBOA
Colóquio "Mulheres Migrantes das diversas Gerações - Conhecer/Participar  -  nas Sociedades de Origem e de Acolhimento
Um colóquio que se estendeu por dois dias (26 e 27 de Novembro) e reuniu dezenas de participantes de Portugal e do estrangeiro (EUA, Canadá, Argentina e França), dirigentes de associações de imigrantes, Altos funcionários. Intervenções do SECP Dr. Carlos Gonçalves e da Dr.ª Maria Barroso.
Patrocínios da SECP e da FLAD.

2005
Uma década após o Encontro Mundial de Espinho, a "MM" iniciou uma nova fase da sua vida, marcada por um contacto mais direto com o mundo associativo das comunidades de estrangeiro, propiciado por uma parceria com a SECP, visando a execução sistemática de um programa de ação para a igualdade de género na Diáspora. Com o patrocínio do Secretário de Estado António Braga, em colaboração com as Embaixadas de Portugal e com instituições locais e outras ONG's nacionais, a "MM" levou a bom termo, nas Américas, na Europa e na África, entre 2005 e 2009, os "Encontros para a Cidadania - igualdade entre Mulheres e Homens". O objetivo prioritário era avaliar e promover, caso a caso, a participação cívica e política das mulheres migrantes. A Presidente de Honra dos Encontros, Maria Barroso, o SECP António Braga ou o Secretário de Estado da Presidência Jorge Lacão e as dirigentes da "MM"  foram interlocutores em cada um desses Encontros pioneiros.

 BUENOS AIRES
O 1º Encontro para a Cidadania foi organizado pela Associação Mulher Migrante Portuguesa da Argentina, na Biblioteca Nacional,  anfiteatro Jorge Luis Borges -  em 11 e 12 de novembro).
 O SECP Dr. António Braga abriu e encerrou, na Biblioteca Nacional, anfiteatro Jorge Luís Borges, os trabalhos, com os quais principiava um longo roteiro de diálogo. Organização da "Associação MM" da Argentina e da Embaixada de Portugal, Com a presença da viúva de JL Borges, Maria Kodama. Os "media" nacionais  deslocaram equipas de rádio, televisão, imprensa escrita. Dois dias de intensos debates.  Depois, ainda tempo para participar nas comemorações de aniversário da "MM" da Argentina

2006
 RIO DE JANEIRO 
Dinamização da Delegação da "MM" no Brasil, presidida pela jornalista Claudia  Cavaco, com a participação de Manuela Aguiar e Rita Gomes. A reunião com novas associadas teve lugar no Liceu Literário Português, 
Dona Benvinda Maria, Diretora do jornal "Portugal em Foco" organizou convívios com  Portuguesas nas Casas Regionais, a fim de divulgar os objetivos da "MM", e fez o lançamento de uma coletânea de histórias de vida "Mulheres Emigrantes Portuguesas", recolhidas por Carlos Anastácio (colaboração num dos mais ambiciosos projetos  da "MM")..

 PARIS
No dia Internacional da Mulher, a Federação das Associações Portuguesas de França, dirigida por José Machado, promoveu um primeiro colóquio com mulheres presidentes de Associações e homenageou-as num jantar -debate sobre a temática da intervenção feminina. Pela "MM"  participou no colóquio e no debate Maria Manuela Aguiar. Pela Federação coordenou a iniciativa o Secretário-Geral Adé Caldeira.

ESTOCOLMO
2º Encontro para a Cidadania Europa
Organizado pela PIKO (Federação de Mulheres Lusófonas). em colaboração com a Embaixada de Portugal, reuniu portugueses de diversos países e individualidades suecas. A ex Ministra e Comissária Europeia Anita Gradin, co-presidiu aos trabalhos com o Secretário de Estado Jorge Lacão

Junho - Dia de Portugal no Canadá e EUA
A "MM" propôs às comissões organizadoras do Dia Nacional em Newark e Montreal a inclusão do tema da Mulher, sua presença e reconhecimento do seu papel nas comunidades no programa de comemorações

MONTREAL
Foram interlocutores o Cônsul.- Geral Dr. Carlos Oliveira e o Coneselheiro do CCP Francisco Salvador. A preparação do Colóquio foi entregue aos jovens do " Carrefour Lusophone" e  da Associação de Estudantes Lusófonos da UCAM ("Université du Québec à Montreal"), onde decorreu a sessão..
Pela MM  intervieram Manuela Aguiar,  Rita Gomes,  Graça Guedes e Maria Beatriz Rocha Trindade

NEWARK
A Fundação Bernardino Coutinho levou a cabo, durante 30 anos, a que era considerada a maior festa popular do mundo português.
Manuela Chaplin, presidente do Núcleo da "MM - EUA" e Maria Coutinho, dirigente da Fundação e do Núcleo da "MM" foram as organizadoras do seminário sobre  "Presença das. Mulheres nas Comunidades Portuguesas da América do Norte", juntando participantes dos EUA e do Canadá.
A "MM" participou com um carro alegórico na grande parada do 10 de Junho
O Seminário foi subsidiado pela FLAD e por entidades locais..
2007
PARIS
A "MM"  participou, novamente, no Dia Internacional da Mulher, organizado pela APAF -  jantar - debate na Associação Cultural Franco- Portuguesa de Alfortville, e uma Conferência - debate na Casa do Brasil  (Cidade Universitária) sobre:
A Mulher no Movimento Associativo e sobre a nova Lei da Paridade em Portugal.
 Manuela Aguiar e Rita Gomes intervieram nos debates.

TORONTO
3º Encontro para a Cidadania - Conferência sobre a participação Cívica e Política. Igualdade de oportunidades entre Homens e Mulheres nas Comunidades Portuguesas"
Organização da Cônsul-Geral de Portugal, Dr.ª Maria Amélia Paiva, coadjuvada por uma comissão formada por representantes associativas ("Working Women Community Center", Abrigo, ACT/Viver, Women+¨55, St Stefen's House, PIN, Immigration Women Health Center).
 Maria Barroso,  Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes e Maria Beatriz Rocha Trindade foram oradoras. Presidiu ao Encontro o Secretário de Estado Jorge Lacão.  Intervieram  o Embaixador Dr João Pedro da Silveira, o Dr Álamo de Oliveira, (Região Autónoma dos Açores), mulheres políticas canadianas e luso-canadianas, jornalistas, técnicos e trabalhadores sociais, investigadores, ativistas dos direitos humanos, dirigentes associativos.
Numa cidade onde são muitos e de qualidade os órgãos de comunicação social em língua portuguesa, a cobertura mediática foi excecional.

ALMANCIL
Vª Convenção Cívica das comunidades Portuguesas, FAPF
Uma continuação da colaboração entre a Federação e a MM, pondo as questões de género no centro do debate.
Os trabalhos foram abertos pelo SECP Dr. António Braga. Pela "MM" intervieram Manuela Aguiar, Rita Gomes e Maria Beatriz Rocha Trindade.

LISBOA
Seminário sobre "Discriminações...ainda por ser Mulher?"
Iniciativa integrada no ano Europeu para a "Igualdade de oportunidades para todos", organizada em parceria por seis ONG's de mulheres, uma delas a "MM", representada por Rita Gomes e Isabelle Oliveira (CNRS) .
Presentes o Secretário de Estado Jorge Lacão e a Deputada Maria de Belém.

2008
JOANESBURGO
4º Encontro para a Cidadania
  "Vertentes de mobilidade, numa perspetiva de diálogo intercultural"
Organização da "Liga da Mulher Portuguesa", com apoio da Embaixada de Portugal, do Consulado-Geral de Joanesburgo, do Governo Regional da Madeira e do Conselheiro do CCP Silvério Silva.
Iniciaram os trabalhos, a Dr.ª Maria Barroso e o Embaixador Paulo Barbosa, apelando à maior abertura das associações ao dirigismo feminino.
Em diversos painéis, intervieram muitos dirigentes associativas, maioritariamente mulheres, políticos luso-sul africanos, jornalistas,  professores de Português, jovens.  A "MM" esteve representada por Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes, Graça Guedes e Maria Beatriz Rocha Trindade. Entre as propostas avançadas, é de referir a da criação de Universidades Séniores na diáspora, pela sequência que teria em futuros programas da "MM" 
 Encerrou o Encontro o SECP Dr. António Braga,  anunciando a próxima realização de um Encontro mundial  de Mulheres Migrantes.

SANTA MARIA DA FEIRA
Convenção Mundial das Comunidades Portuguesas
Na iniciativa da Associação dos Portugueses do Estrangeiro (APE), presidida pelo Conselheiro do CCP João Morais,  co-participaram as dirigentes da "MM" Manuela Aguiar, Rita Gomes e Beatriz Rocha Trindade.
O SECP Dr. António Braga encerrou os trabalhos.

ELIZABETH - NEW JERSEY
Seminário de Formação para Jornalistas Lusófonos
Uma iniciativa do Dr António Pacheco ( Fundação Pro Dignitate), apoiada por Monsenhor João Antão nos salões da Igreja de Nossa Senhora de Fátima de Elizabeth.
 Maria Barroso e Maria Manuela Aguiar  introduziram no seminário a vertente da igualdade de género

BERKELEY, CALIFÓRNIA
5º Encontro para a Cidadania
"O papel da Mulher no futuro do associativismo feminino na Califórnia"
Organização da Profª Deolinda Adão (Universidade de Berkeley) e do Consulado- Geral de São Francisco, em parceria com a Fundação Pro dignitate e com a "MM"
Temas: o exemplo do associativismo feminino da Califórnia; dinâmicas intergeracionais e de género; a  imagem da mulher imigrante nos media e a formação para a igualdade. (temática que seria retomada em vários seminários no ano seguinte).
Intervenções de Maria Barroso,  Deolinda Adão, António Pacheco, Embaixador Costa Arsénio e do Secretário de Estado António Braga.

2009
Os Seminários sobre  "Mulheres Migrantes -  os multimédia, enquanto espaços de ação e representação" realizaram-se no Canadá e nos EUA

DARTMOUTH
(Universidade de Dartmouth - Massachussets)
Organização local da Cônsul-Geral Dr.ª Fernanda Coelho e do Centro de Estudos Portugueses. Parceria com a "MM" e a Fundação Pro Dignitate.
Introdução ao debate por Maria Manuela Aguiar e António Pacheco. Intervenções dos Professores Glória de Sá, Franck Sousa e Gina Reis, de líderes associativos, conselheiros do CCP, jornalistas, estudantes. Encerramento pela Cônsul -Geral, grande dinamizadora desta ação. Presentes a reitora da Universidade e professores do departamento de Estudos sobre a Mulher.

ESPINHO
Encontro "Cidadãs da Diáspora"
O principal objetivo foi fazer o balanço dos Encontros para a Cidadania, com a participação de representantes de todos eles. Foi, assim, o "Encontro dos Encontros" e um retorno a Espinho, 14 anos depois do 1º Encontro Mundial, de novo com o apoio do Presidente da Câmara José Mota.
Abriu os trabalhos a Presidente de Honra  Maria Barroso., O diálogo reuniu
 muitas as personalidades ligadas à investigação das migrações, aos serviços responsáveis pelas políticas de emigração em Lisboa e nas regiões autónomas ex-emigrantes, professores, estudantes, membros de Ong's. As intervenções, que foram recolhidas em duas publicação, uma o mesmo título do Encontro  outra, "Mulher Migrante em Congresso". com testemunhos postados no blogue da "MM.   

MONTREAL
 Dia Internacional da Mulher
Organização do Jornal Luso Presse, com o apoio do Cônsul-Geral Dr.Carlos Oliveira e da "MM" , presente através de Maria Manuela Aguiar,
Intervenção de representantes de ONG's, do CCP, jornalistas, autarcas, estudantes e professores das universidades - uma enorme audiência, com muitas mulheres a fazerem a história(mais ou menos esquecida...) das mulheres portuguesas no Québec.

LISBOA
Encontro de Enceramento das Comemorações dos 15 anos da "MM"
  • "Mulher Migrante - Perspetivas Sociais e Culturais
  • Conferência "Nós e os outros, em terreno das Migrações" por Maria Beatriz Rocha Trindade
  • Mesas redondas sobre a temática das mais recentes publicações da "MM: "Problemas Sociais da Nova Imigração" e "Cidadãs da Diáspora", (publicações organizadas por Maria Manuela Aguiar)
Regista-se a presença de muitas das personalidades com as quais a MM sempre tem podido contar. como a Drª Maria Barroso, a Presidente da CITE, o Diretor da OCPM Frei Salles Diniz, o Governador Civil de Aveiro José Mota, o Dr Carlos Luíz, o Conselheiro do CCP João Morais, o Comendador Aníbal de Almeida e o SECPAntónio Braga, que encerrou este ciclo comemorativo..

2010
NEWARK
2º Seminário sobre "Mulheres Migrantes - Multimédia, enquanto Espaços de Ação e de Representação
Organizado pela Cônsul-Geral Maria Amélia Paiva na Rutgers University, com professores e alunos de Português da Universidade e membros das comunidades de Newark e Elizabeth, nomeadamente associadas do núcleo da MM nos EUA, jornalistas, entre eles Humberta Araújo de Toronto.
Pela "MM" estiveram presentes Manuela Aguiar e Maria Beatriz Rocha Trindade.

TORONTO
3º Seminário sobre o mesmo tema.
Integrado na semana cultural da "Casa do Alentejo", e coordenado pela jornalista Humberta Araújo.
Pela "MM" foram palestrantes Maria Manuela Aguiar e Deolinda Adão. No encerramento, realizou-se uma homenagem a  Maria Alice Ribeiro, com a presença de Cônsul-Geral de Portugal e de muitos amigos e admiradores de " Malice".

ESPINHO
Lançamento da publicação "Cidadãs da Diáspora", com intervenções de Rita Gomes e dos Autores das comunicações aí coligidas.
Conferência do Ex-Deputado. Carlos Luíz sobre  "Emigração e Exílio nas vésperas da Revolução de 1910",  a convite de Maria Manuela Aguiar,  vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Espinho.
A jornada, dedicada a questões históricas e atuais da emigração, terminou com uma homenagem póstuma ao Comendador Aníbal Araújo, à qual se associaram o Governador Civil de Aveiro José Mota e a Presidente da Assembleia Geral Graça Guedes, muitos familiares e amigos

2011
AMESTERDÃO
Seminário sobre "Mulheres Migrantes - Vertentes  de Voluntariado"
Organização da Conselheira do CCP Dr.ª Teresa Heimans, que envolveu a Missão Católica Portuguesa, em cujas instalações decorreram os trabalhos. Foram oradoras  Maria Beatriz Rocha Trindade, Teresa Heimans, Maria  Manuela Aguiar, Rita Gomes. .

GENEBRA
2ª Seminário sobre "Mulheres Migrantes - Vertentes de Voluntariado"
No Museu Voltaire juntaram-se muitos portugueses de Genebra, na sua maioria ligados à vida das ONG's e ao jornalismo, sendo de destacar a proporção de gente jovem..
Abriram a sessão o Cônsul-Geral Carlos Oliveira e a Presidente da Associação "Àgora Portugal", Vera Santos, que foram os organizadores e apresentaram comunicações  Manuela Aguiar, Rita Gomes, Maria Beatriz Rocha Trindade (CEMRI -Universidade Aberta) e Isabelle Oliveira (CNRS e Sorbonne 3) 

OLIVEIRA DE AZEMEIS
Encontro sobre "Comunidades Portuguesas. Comunicar e Interagir".
 Homenagem póstuma a Aníbal Araújo, na sua terra, numa parceria da "MM" com a Câmara Municipal .
Foram oradores Frei Salles Diniz (OCPM), Jorge Oliveira e Silva (Presidente da Assembleia Municipal), Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes, o Presidente da Câmara, Hermínio Loureiro, o Deputado Carlos Páscoa, o Secretário de Estado Feliciano Barreiras Duarte

MAIA
O novo SECP Dr. José Cesário chamou a "MM" à colaboração num programa de mobilização das mulheres para a participação igualitária nas suas comunidades, que deveria arrancar através da convocatória de um Encontro Mundial, ainda no ano em curso. O Encontro, que procurou perspetivar a evolução da emigração portuguesa no feminino "(Passado, Presente, Devir")  veio a realizar-se no Forum da Maia em 25 e 26 de Novembro, e foi aberto com a apresentação pelo Dr José Cesário das grandes linhas do trabalho a desenvolver. Na Maia estiveram representantes de muitas comunidades do estrangeiro, antigos emigrantes, os deputados pela Emigração, Carlos Gonçalves, Paulo Pisco, Carlos Páscoa e Maria João Ávila, a Diretora das Comunidades Açorianas Graça Castanho, Conselheiros do CCP,  muitos investigadores e professoras universitários.  .
A "MM" mantinha, assim, uma parceria para a  prossecução das políticas de emigração com a componente de género, que começara nos "Encontros para a Cidadania".

2012
A "MM" continuou a olhar o futuro, sem esquecer o passado,  dedicando algumas das suas iniciativas ao movimento feminista de novecentos, e levando às Escolas o debate sobre as temáticas das migrações, da cidadania, da igualdade de género.

ESPINHO
Celebração do Dia Internacional da Mulher
Colóquio "Ao encontro de Maria Archer. Portuguesa, Cidadã do Mundo"
(realização conjunta da "MM", Câmara Municipal de Espinho e Escola Domingues Capela
Oradoras: Olga Archer Moreira, Dina Botelho e Elizabeth  Battista.(USP-SP)
No final, alunas da Escola representaram uma "Entrevista Imaginária com Maria Archer",(com guião de Arcelina Santiago) que se revelou um meio tão eficaz e emotivo de dar a conhecer a personalidade da Escritora e feminista.

LISBOA
Conferência sobre "Vida e obra de Maria Archer - uma Portuguesa da Diáspora" e Exposição "Rostos Femininos da República".
No salão Nobre do Teatro da Trindade mais de 120 pessoas, muitas  das quais de várias gerações da família Archer, participaram numa jornada memorável, que foi encerrada pelo Prof Fernando de Pádua (sobrinho de Maria Archer) e pelo Preseidente Mário Soares.
As intervenções e as imagens estão dadas à estampa numa publicação com o mesmo título da Conferência, organizada por Olga  Archer Moreira e  Rita Gomes.

ESPINHO
Colóquio "Vida e Obra de Maria Lamas - uma Portuguesa da Diáspora em luta pelas Mulheres do seu País"
No Auditório da Escola Dr Manuel Laranjeira, com uma assistência numerosa de estudantes,  uma  organização da Escola e da "MM", que esteve representada por Maria Manuela Aguiar
Oradoras: Maria Benedicta Monteiro (neta da Escritora, professora do ISCTE) e Maria Manuela Antunes da Silva (dirigente do MDM). Presente a dirigente do National Council of Women de Inglaterra, a recordar  Maria Lamas como última Presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas,.

SÃO JOSÉ, CALIFÓRNIA
Colóquio "As Mulheres como transmissoras de cultura"
(organização de Deolinda Adâo numa parceria da "Luso-American Educational Foundation" e da "MM").  O SECP José Cesário, a Deputada Maria João Ávila a Secretária Regional da Educação dos Açores, Maria Manuela Aguiar e a Nassalete Miranda foram alguns dos intervenientes, juntamente com escritoras, artistas plásticas, professores de português do Estado da Califórnia, estudantes de S José e de Berkeley, dirigentes de instituições da Comunidade,

ELIZABETH, NEW JERSEY
Encontro sobe o projeto "Universidades Séniores"
Organização apoiada pela Cônsul- Geral Maria Amélia Paiva e realizada no salão da Paróquia Portuguesa
 Graça Guedes, introduziu o tema, dando o exemplo da Universidade Sénior de Espinho.. Seguiu-se um debate em que se procurou motivar aquela comunidade para este tipo de associativismo. 

LONDRES
Encontro de Mulheres Lusófonas
Na Embaixada de Londres, reuniu um núcleo  de mulheres portuguesas e angolanas, dinamizado por Luísa Ribeiro, com o objetivo de constituir um movimento de mulheres.
Participaram pela "MM" Graça Guedes e Maria Manuela Aguiar.

ESPINHO
"Maria Archer, Jornalista, Escritora".
A Feira do Livro de Espinho foi o espaço escolhido para refletir sobre evolução da situação das mulheres em Portugal nos últimos 50 anos, a partir da escrita da mais feminista das romancistas do século passado . Os jovens estudantes ocuparam a mesa de honra, voltaram a representar a "Entrevista imaginária com Maria Archer" (um guião de Mestre Arcelina Santiago) e a ler textos da Escritora, como introdução ao debate, que contou com intervenções de Arcelina Santiago, Manuela Aguiar e Rita Gomes

LUXEMBURGO
  Encontro no Instituto Camões
 Encontro com portugueses do Luxemburgo, organizado pela  Embaixada de Portugal, com a colaboração de um conjunto de associações ldo Grão. Ducado, coordenado por Custódio Portásio. .
A sessão foi aberta pela Embaixadora Rita Ferro, tendo pela  "MM" apresentado comunicações Maria  Manuela Aguiar, Rita Gomes e Nassalete Miranda, com enfoque no projecto ASAS e em outras formas inovadoras de promover a inclusão no associativismo de grupos tradicionalmente marginalizados ( a metade feminina, os mais jovens, os mais velhos).
Seguiu-se o lançamento da publicação sobre o Encontro Mundial de 2011 e a referência às suas principais conclusões.

LUXEMBURGO

Conferência  "Le Mouvement Féministe et Républicain au Portugal" 
Organizada da Confraria dos Financeiros Lusófonos do Luxemburgo. Palestra de Maria Manuela Aguiar, seguida de um debate, em que dialogaram  portugueses e luxemburgueses, mulheres e homens. Uma incursão pela história do país, centrada na luta pela democracia, que exige a afirmação dos direitos das Mulheres. Presente o Cônsul- Geral Dr. Rui Gonçalves Moreira. 

Genebra
Encontro com a Comunidade Portuguesa, na Livraria Camões, no centro da cidade. Organizado pelo Cônsul-Geral Dr. Carlos Oliveira, com apoio da jornalista Cristina Rodrigues e da Livraria  Camões.
Foi apresentada a publicação sobre o Encontro Mundial de 2013 e suscitadas algumas das questões aí abordadas  -  ASAS, recolha de histórias de vida, associativismo feminino na emigração, no passado e no presente. Comunicações de Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes, Nassalete Miranda. Isabelle Oliveira e Leonor Fonseca, No amplo debate, que se seguiu, ficou uma promessa de realização regular de tertúlias sobre as narrativas de vida de emigrantes na Suíça.
Toronto
Rosa dos Ventos: Português nos quatro cantos do mundo"
Colóquio comemorativo do 50º aniversário do Departamento de Português da Universidade de Toronto.
A convite da Profª Doutora Manuela Marujo, Maria Manuela Aguiar apresentou o projeto ASAS, que em Toronto é encabeçado por Manuela Marujo e por Ilda Januário (escrita criativa - histórias de vida). Manuela Bairos falou sobre o papel das Mulheres da Diáspora na divulgação da Língua portuguesa

MONTEVIDEO
XXIV Encontro das Comunidades Portuguesas e Luso-Descendentes do Cone Sul
Organização da Casa de Portugal no Uruguai, presidida pelo Conselheiro do CCP, e associado da "MM", Luís Panasco Caetano.
A "MM", através de Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes, Maria Beatriz Rocha Trindade e Nassalete Miranda, levou ao Cone Sul o debate sobre as questões da Mulher e o seu papel no futuro do associativismo português na emigração -  mais um passo no sentido de colocar estas questões na agenda de grandes eventos das comunidades.
 O SECPJosé Cesário manifestou-se, uma vez mais, como um defensor destas estratégias para a Igualdade - e o mesmo fizeram os deputados da Emigração Maria João Ávila e Carlos Páscoa.

BUENOS AIRES
Encontro no Clube Português de Buenos Aires, organizado pela Associação das Mulheres Migrantes Portuguesas da Argentina. - ocasião para uma intervenção da deputada Maria João Ávila a fazer a comparação entre o associativismo no norte e no sul da América e para relançar o interesse no projeto " ASAS".

FÁTIMA
Encontro dos Promotores Sócio-Culturais das Comunidades Portuguesas.
(organizado pela OCPM)
Pela "MM", a convite da OCPM, Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes e Ana Paula Barros levou o projeto ASAS a uma  audiência, com particular sensibilidade para a abordagem das questões da "terceira Idade". Presente, também, a "MM" da Argentina, com a deslocação da Vice-Presidente Maria Violante Martins. Na sequência desta reunião , Maria Violante lançou a primeira Academia Sénior na América do Sul - em Villa Elisa, .

CARACAS
2º Congresso da Mulher Migrante Luso Venezuelana
Durante o Congresso, em que intervieram, pela "MM", Maria Manuela Aguiar e Rita Gomes, foi constituída a "Associação Mulher Migrante Luso Venezuelana", sob a presidência de Maria de Lurdes Almeida.
Os Cônsules Gerais de Caracas e de Valência e o Padre Alexandre da Paróquia Portuguesa incentivaram o movimento para a igualdade. O associativismo feminino  em Caracas e em toda a Venezuela está numa fase de grande desenvolvimento, tanto na tradicional vertente de beneficência como numa vertente lúdica, com as Academias da Espetada e através das redes sociais. - e gozam de aceitação geral, como se prova pela inclusão de mulheres e homens, e de muitos jovens, no núcleo organizativo do Congresso. 

BRUXELAS
Encontro organizada pela Embaixada de Portugal e pelo Instituto Camões, com a presença dos seus responsáveis. na Livraria Portuguesa. Na agenda, questões de género na emigração,  a criação das ASAS, a avaliação do papel das mulheres no associativismo local, e, em particular, no domínio da cultura.do ensino da língua. Intervenções de Maria Manuela Aguiar, Leonor Fonseca e Nassalete Miranda.
Na mesma ocasião foi inaugurada uma exposição de artistas plásticas portuguesas, apoiada pela AEMM

ZAANDEM - Holanda*
Organização do Instituto Camões
Encontro de caraterísticas semelhantes ao de Bruxelas, com as mesmas intervenientes da "MM". No debate,  o acento foi colocado na história da emigração feminina neste país, ali feita pelas mulheres presentes. A nova vaga de emigração teve também alguns protagonistas, que alertaram para a dificuldade da sua inclusão nas associações tradicionais.. 

MAINZ E WIESBADEN
Organização da Associação "Marias, Corações de Portugal" - uma associação que tem um núcleo diretivo, sem presidência, e que funciona nas redes sociais.
A criação de ASAS foi o maior desafio aí deixado - e Wiesbaden viria a responder prontamente com o início de atividades culturais especialmente voltados para os mais velhos.
Pela "MM" deslocaram-se à Alemanha Maria Manuela Aguiar, Rita Gomes e Graça Guedes.

2013
Antes da abertura das comemorações do 20º aniversário, realizaram-se três sessões de lançamento da  Revista "Entre Portuguesas num mundo sem fronteiras - Homenagem a Maria Lamas.
 
PORTO
No famoso Café Guarani, coube a  Nassalete Miranda a, apresentação da revista e as co-autoras presentes fizeram breves sínteses dos seus trabalhos como introdução ao debate.

 ESPINHO
Na Biblioteca da Escola Secundária Domingos Capela e, posteriormente, no auditório da Escola Dr. Manuel Laranjeira, duas apresentações dirigidas a alunos dessas Escolas e da Escola Dr Manuel Gomes de Almeida. Nova representação da "Entrevista imaginária com Mariia Archer, pelas alunas Mariana Patela e Inês Pais