segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

RELATÓRIO DAS ATIVIDADES DA AMM -2017/2018
2017 – SETEMBRO / OUTUBRO

I.  “PORTUGAL BRASIL - A DESCOBERTA CONTÍNUA”
A segunda edição do evento “ Portugal-Brasil a descoberta contínua”, em parceria com a Cooperativa Árvore e Hotel Porto Cruz teve lugar no auditório do Espaço Porto Cruz, em Vila Nova de Gaia, com o alto patrocínio do Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas .
 Uma vez mais a AMM quis celebrar a data da chegada dos Portugueses ao Brasil  e das relações que ligam estes dois povos com tanta história em comum.  Uma iniciativa que pretende sublinhar as relações fraternas entre Portugal e Brasil e, ao mesmo tempo,  repensar a importância na expansão do mundo da lusofonia no século XXI.

1.1 - INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PINTURA 
CONFERÊNCIAS
8 de setembro - Vila Nova de Gaia
 A sessão de inauguração, em setembro de 2017,  constou de uma conferência  pelo  Professor Dr. Salvato Trigo, Reitor da Universidade Fernando Pessoa, com o tema "Da descoberta da mátria aos equívocos da pátria: ou de como se reinventa a história das relações luso-brasileiras". A historiadora Dra. Maria do Carmo Serén, apresentou o tema "Dois brasileiros no Porto - Encontros e Desencontros de José Bonifácio de Andrada e Silva e D.Pedro I".  
Foi também dada enfase à arte com a inauguração da exposição de artistas portugueses  e brasileiros na sala de exposições do Porto Cruz, exposição comissariada por Constância Nery.
Vinte e seis obras, de 26 artistas plásticos, portugueses e brasileiros, com representação de temas livres e também temas relacionados com as tradições e costumes de Portugal e de outros povos.

2 - COLÓQUIO DE ENCERRAMENTO 
 A sessão de encerramento aconteceu no dia 14 de Outubro de 2017 tendo um programa diversificado do qual se destaca, as comunicações de: 
  - JOAQUIM MATOS PINHEIRO, Presidente do Elos Club do Porto, com  a comunicação “D. PEDRO IV E AS SUAS QUATRO COROAS.” 
  - DANYEL GUERRA, com o tema " LUSOS ILUSTRE NO CINEMA BRASILEIRO–A OUTRA CARMEN E O PORTUGUÊS DA CINEMODA"  
  - ARCELINA SANTIAGO apresentou algumas notas sobre  "MARIA ARCHER, UMA PORTUGUESA DO BRASIL” seguido de dramatização, segundo um guião da sua autoria, por  duas alunas MARIANA PATELA e CÍNTIA SOFIA RIBAS SILVA  “ Entrevista imaginária a Maria Archer”. 
- MARIA  MANUELA AGUIAR fez a intervenção final onde homenageou  RUTH ESCOBAR, portuguesa do Porto, que no Brasil foi uma grande atriz de teatro, a primeira mulher eleita deputada à Assembleia do Estado de São Paulo e a primeira representante do Brasil nas Nações Unidas, para o acompanhamento da Convenção contra todas as formas de discriminação da Mulher.
A sessão  foi moderada pelo Prof Doutor FRANCISCO SILVA, diretor da Cooperativa Árvore 

3- DEBATE SOBRE "JORNALISMO PARA A PAZ"  e  APRESENTAÇÃO DE LIVROS DA "JORNALISTA PARA A PAZ" ADELAIDE VILELA 
Fundação PRO DIGNITATE, Lisboa, 16 de outubro
  A AMM tem, ao longo de quase 25 anos de percurso, lançado, ciclicamente, o debate sobre a imagem e sobre o papel das mulheres, e em especial, das migrantes nos "media" portugueses, sem esquecer os das comunidades. Neste retomar do tema, foi a problemática da paz que esteve no centro das preocupações, como fora um dos últimos programas de ação da Fundação PRO DIGNITATE, em que muito se envolveu a Drª Maria Barroso, agora continuado pelo Dr. António Pacheco, que, ali, o apresentou para o debate, que ocupou a jornada..
A presença, em Lisboa, da jornalista Adelaide Vilela, há muitos anos radicada em Montreal, foi uma oportunidade para partilhar a sua experiência como mulher imigrada, envolvida na luta pela paz entre gente de todas as origens, nacionalidade, culturas, religiões.
 Adelaide Vilela foi retornada de África, em 1975, antes de partir para o Canadá, onde estudou jornalismo e trabalhou na imprensa escrita, rádio e televisão, não só a nível da comunidade, como em programas da RTPI, na realização e interpretação de filmes. A sua vida tem decorrido em quatro continentes, da África à Europa, da América do norte à América do sul, para onde viaja com frequência e onde a sua obra literária tem sido reconhecida e premiada.
Aderiu, pois, naturalmente, ao projeto de um jornalismo ao serviço da paz, no qual também a AMM manifestou interesse em colaborar
No debate participaram ativamente associados da AMM, incluindo a  representante no Canadá, Profª Doutora Manuela Marujo

4 - CONGRESSO INTERNACIONAL - Migrações e Relações Interculturais na Contemporaneidade
Lisboa, 27  e 28 de outubro, Fundação Gulbenkian

Organizado pelo CEMRI/UAB e FCT, o Congresso foi presidido na Sessão de Abertura pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Prof Augusto Santos Silva e a Conferência de Abertura esteve a cargo do  Prof João Relvão Caetano (CEMRI/UAB)
Os trabalhos decorreram em sete mesas redondas e foram encerrados com uma Conferência da Profª Natália Ramos (CEMRI/UAB).
Maria Manuela Aguiar representou a AMM na II Mesa Redonda - Mulheres, Migrações e Diásporas, tendo apresentado um resumo escrito e feito uma comunicação oral sobre "As Mulheres na história das Comunidades Portuguesas e das políticas públicas para a emigração" 
RESUMO  
As migrações portuguesas começam como uma aventura masculina, onde o sexo feminino só excepcionalmente tem lugar. As primeiras políticas públicas neste domínio são de limitação ou condicionamento dos fluxos migratórios masculinos, quase sempre considerados excessivos, e de proibição da saída de mulheres, em regra, vista como contrária aos interesses do País. Ao longo dos tempos, centenas de milhares de homens e também um número crescente de mulheres, que querem juntar-se aos maridos ou aos pais, ou mesmo partir com eles, vão ultrapassar todos os obstáculos para alcançarem o "novo mundo". É com a chegada das mulheres e a reunificação das famílias que nascem as comunidades de cultura portuguesa, mas o seu papel, ainda que  matricial, é escassamente visível e reconhecido e a sua participação obedece à divisão tradicional de trabalho entre os sexos, no associativismo, como no núcleo familiar. Os movimentos feministas descuram a emigração e são raras e extraordinárias as organizações femininas de entreajuda até meados do século XX - caso do movimento mutualista feminino da Califórnia.   Após a revolução de 1974, a Constituição de 1976 vem proclamar a igualdade entre Mulheres e Homens e estabelecer a inteira liberdade de emigrar. As políticas públicas, que, até início da década de 70, se restringem à proteção dos emigrantes na viagem de ida e os abandonam nas terras de destino, evoluem para a defesa dos direitos dos cidadãos e  tomada de medidas de apoio social e cultural, e para o reconhecimento do papel do movimento associativo, Todavia, só uma década depois, no quadro de funcionamento do Conselho das Comunidades Portuguesas  - quase 100% masculino - se dá o primeiro passo para a prossecução de políticas com a componente de género, com a convocatória do "1º Encontro Mundial de Mulheres no Associativismo e no Jornalismo".(em junho de 1985). Mais de trinta anos decorridos sobre esse histórico Encontro Mundial, qual o balanço da ação da sociedade civil e do Estado no campo da igualdade de género nas comunidades do exterior? "
Na exposição oral, Manuela Aguiar procurou responder à pergunta,  traçando o percurso das políticas de género, desde o 1º Encontro Mundial de Mulheres das Comunidades do estrangeiro, em oitenta, até aos "Encontros para a Cidadania! (2005-2009). aos congressos mundiais do século XXI , assim como os modos de colaboração entre Estado e sociedade civil, neste domínio, com referência ao papel desempenhado pela AMM. 
   No auditório da Gulbenkian, representado diversas instituições, estiveram outros membros da AMM - Maria Beatriz Rocha Trindade (CEMRI/UAB),  Manuela Marujo (U Toronto) , Ana Paula Beja Horta (CEMRI/UAB), António Pacheco (Fundação PRO DIGNITATE) 

5 -  LANÇAMENTO DOS LIVROS "ROSTOS DA EMIGRAÇÃO"/ "VISAGES DE L'ÉMIGRATION"  de TENREIRA MARTINS
Luxemburgo, 29 de outubro

A convite do Instituto Camões, Maria Manuela Aguiar, que escreveu o prefácio da publicação, nas duas línguas, deslocou-se ao Luxemburgo e fez, juntamente com o Padre Melícias Lopes a sua apresentação.
O Autor foi, durante muitos anos, Assistente Social e Chefe dos Serviços Sociais, em Bruxelas, e o livro é obra de ficção moldada na realidade. Os rostos são os dos portugueses de uma geração de imigrantes na Europa, que teve dificuldades de adaptação, e, na maioria dos casos, as superaram. Porém, nem todos o conseguiram, ao menos, em certas fases de um processo continuado. E é destes que trata, num português de grande qualidade literária, Tenreira Martins. Retratos realistas e, de algum modo, como disse Maria Manuela Aguiar, também um auto-retrato do Autor, numa missão a que se dedicou por inteiro. E, por isso, cada um dos contos, nos leva para dentro do Gabinete dos Serviços Sociais de Bruxelas, igual a outros que existiam, junto a muitos consulados e nos dá a dimensão do papel que desempenharam.
Em tempos de recomeço de êxodo migratório, este livro leva-nos a questionar a ausência atual de formas de apoio, que deram corpo às primeiras políticas  públicas de emigração, surgidas nas vésperas da revolução de 1974 e, depois, continuadas e desenvolvidas.  Um dos múltiplos motivos de interesse que nos oferece é, assim,  o de motivar o debate sobre o passado próximo e o presente das migrações portuguesas.. 

2017 -  NOVEMBRO 
6 - XXIX ENCONTRO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS E DE LUSO- DESCENDENTES DO CONE SUL
Em Homenagem ao ENG.ª JOSÉ LELLO
e  XV SEMINÁRIO CULTURAL "DIÁSPORA E ASSOCIATIVISMO:PATRIMÓNIO, CULTURA E HERANÇA"
Colónia de Sacramento, Uruguai, 4 e 5 de novembro, 
A entidade organizadora foi a Casa de Portugal de Montevideo, que tem, pela primeira vez, a presidência de uma mulher, a jovem Viviana Valente, e cinco mulheres entre os sete membros  da Diretoria. O Comendador Luís Panasco Caetano, representante da AMM no Uruguai, antigo Conselheiro do CCP , desempenhou, igualmente, um papel central na preparação e concretização de um evento que teve o esperado sucesso, com centenas de participantes e um grande apoio das Autoridades do Uruguai (Intendente de Colónia) e de Portugal (Secretário de Estado das Comunidades e Embaixador de Montevideo)
  Além do atual Secretário de Estado  José Luís Carneiro,  dois antigos Secretários de Estado da mesma pasta, José Cesário e Maria Manuela Aguiar,  estiveram presentes na homenagem a José Lello, amigo e colega, cujo trabalho, empenho, simpatia e proximidade, as comunidades não esquecem. 
No Seminário Cultural, a 4 de novembro, Maria Manuela Aguiar participou na qualidade de fundadora e dirigente da AMM, apresentando uma comunicação sobre a "Internacionalização do movimento associativo português", começando por dar uma visão comparativa da situação dos outros grandes países de emigração europeus desde início de novecentos, em que o caso de Portugal (ausência de relacionamento internacional entre comunidades) é uma  exceção à regra, Entre as principais tentativas de combater este fenómeno, destacou :
 - a primeira fica a dever-se à Sociedade de Geografia (presidida pelo Prof Adriano Moreira), com a organização dos Congressos das Comunidades de Cultura Portuguesa, em 1964 e 1967, e a criação da União das Comunidades de Cultura portuguesa, que teve vida efémera por oposição do regime político, a partir de 1968. 
 - a segunda tentativa parte do Estado, não da sociedade civil, embora pretenda  mobilizá-la, para que organize autonomamente um movimento mundial. O Governo lança o Conselho das Comunidades Portuguesas, órgão consultivo, eleito pelo universo associativo, que se esperava pudesse dar impulso à federalização dos movimentos associativos dos cinco continentes, para além de cumprir outros objetivos, como representação e audição da "Diáspora".
Ao CCP associativo (1980/88), sucedeu o atual (desde 1996), eleito por sufrágio universal (logo, mais um "conselho de emigrantes" do que de comunidades), mantendo essencialmente o seu perfil consultivo. Não resultou, de facto, o impulso à internacionalização do associativismo, que continua  poderoso a nível de cada região ou país, mas desarticulado, a nível global.
Manuela Aguiar salientou, entre os raros exemplos de internacionalização, as "Academias de Bacalhau" (com algumas semelhanças e muitas diferenças com o movimento Rotário) e a AMM, que procura reunir mulheres e homens de todo o mundo pela causa da Igualdade. São, porém, formas novas de um fenómeno antigo,  sem a base patrimonial em que cresceu o associativismo tradicional. A seu nível, o melhor exemplo de diálogo internacional é constituído  pelo original paradigma dos "Encontros do Cone Sul", que reúnem, portugueses do Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Do seu início como tertúlia e torneio de "sueca" (que perdeu o exclusivo mas se mantém como componente importante), evoluiu para uma vertente cultural - a exibição de grupos folclóricos de todas as comunidades envolvidas e os "Seminários", que atraem grandes nomes da vida cultural e política. A terminar, Manuela Aguiar deixou a pergunta; como  promover a generalização deste exemplo original?
Durante o convívio que o Encontro permitiu, o Secretário de Estado Mestre José Luís Carneiro manifestou interesse em novas colaborações com a AMM, muito em especial. a preparação de um congresso mundial de mulheres da Diáspora portuguesa, no ano seguinte. 

7 - BUENOS AIRES
  Encontro de Manuela Aguiar com a escritora Ana Maria Cabrera. Falada a possibilidade de organizar colóquios sobre o tema da violência doméstica, no contexto da imigração, com base no lançamento e leitura de um dos seus livros mais recentes "Rituales peligrosos"., que a Autora situa entre Buenos Aires e Los Angeles, mas que pode ser considerada como uma mensagem universal contra a violência.

2017 -DEZEMBRO 
8- PARTICIPAÇÃO NO CONGRESSO MUNDIAL DOS EMPRESÁRIOS PORTUGUESES
Viana do Castelo, 16 de dezembro
Neste Congresso, organizado pela SECP,  havia um número significativo de mulheres, que se aproximava dos 30%, pelo que por sugestão da AMM. aceite pelo Senhor Secretário de Estado, foi, durante a sessão de trabalhos do dia 16, apresentada a ideia da realização de um forum mundial de mulheres portuguesas, para concertação de estratégias para a igualdade, em vários domínios - o empresarial, o cultural, o político, o do associativismo e voluntariado.
O facto de a ideia ter surgido no final do ano tornou-se um obstáculo à procura de meios de suporte da iniciativa, que na sua dimensão global, teve de ser adiada para 2019, sem prejuízo, de procurar, em paralelo com o Congresso Mundial de Empresários,  promover, em dezembro de 2018, um primeiro Encontro sobre empreendedorismo feminino.
Manuela Aguiar  não deixou de recordar que Viana do Castelo fora a cidade que, em 1985, acolhera o 1º Encontro de Mulheres Portuguesas no Associativismo e no Jornalismo, que marcou o início das políticas públicas para a igualdade na emigração - ao tempo, uma iniciativa pioneira, a nível europeu e universal. recordou, também, que a AMM nasceu para concretizar o mais importante projeto saído desse Encontro: a criação de uma associação internacional de mulheres portuguesas.  

2018 - JANEIRO 
 9 - COLÓQUIO   A MEMÓRIA COMO HERANÇA
Mineola, Câmara Municipal 
O colóquio foi uma organização do Consulado - Geral de Portugal de Nova York, em parceria com a "Mulher Migrante -  Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade" e com as Escolas Comunitárias da área consular, e realizou-se em instalações do município de Mineola.
De manhã, o debate centrou-se no ensino de português, com intervenções dos professores de diferentes escolas e outros membros da comunidade escolar. De tarde, foi a presença portuguesa na América, em diversos campos, que esteve no centro do debate, muito participado.
 A jornada terminou com um jantar de confraternização no Centro Português de Mineola, em que centenas de portugueses prestaram homenagem à Cônsul- Geral, a que se associou a "Mulher Migrante",  representada por Manuela Aguiar, que se deslocou expressamente de Portugal, e por Maria João Ávila, Coordenadora da "Mulher Migrante" nos EUA, membro da direção da AMM e antiga deputada da emigração.
Por trás do sucesso do colóquio, esteve a experiência, criatividade, a energia da Cônsul-Geral, emotivamente saudada no jantar da comunidade, que reuniu centenas de portugueses, entre eles os mais destacados políticos luso-americanos, e dirigentes associativos, grande número de mulheres envolvidas na vida cívica e política, como Maria João Ávila. 
Todos enalteceram o seu trabalho em NY, nos últimos três anos. Fica uma frase, que sintetiza o "leit-motiv"  dos diversos discursos: "nunca mais teremos ninguém como ela!".
Manuela Aguiar citou Mariano Gago e Onésimo de Almeida, que no prefácio ("a quatro mãos") de uma publicação de Manuela Bairos escreveram que "era preciso cloná-la no MNE". Em 225 anos de existência do consulado de Nova York, Manuela Bairos foi a primeira mulher a exercer o cargo. 
Programa do Colóquio:  
10.00 – 11.30 ENCONTRO COM PROFESSORES DAS ESCOLAS COMUNITÁRIAS
Moderador: Dr José Carlos Adão
1. Coordenador-Adjunto de Ensino - Dr José Carlos Adão 
“A língua portuguesa como língua de herança” 
As escolas comunitárias como suporte da herança portuguesa e da identidade luso-americana
2. Consul-Geral Drª Manuela Bairos
Projecto escolar: entrevista dos alunos aos avós sobre as suas histórias de emigração
3. Período de interação com professores e diretores das Escolas comunitárias
4. Presidente da AG da "Mulher Migrante"  Drª Manuela Aguiar
O papel dos professores e dos alunos, das famílias na defesa do património da língua de herança e da cultura portuguesa
11.45-1300 Debate
13.00 – 14.00  (almoço)
IDENTIDADE LUSO-AMERICANA COMO HERANÇA PORTUGUESA 
14.30 – 15.00 
Apresentação da convidada Manuela Aguiar de honra e do programa da tarde pela Cônsul-Geral
Um projeto para o diálogo do movimento associativo português no mundo
15.00 – 15.45
Identidade de origem portuguesa
Moderador: Paulo Pereira
Josh Mendes (jewish)
Diane Macedo
Manny Frade
16.00 – 16.45
Participação cívica e associativismo
Moderador: Agostinho Saraiva
Felisbela Ferreira
Anália Beato/Amélia Gonçalves
Bruno Machado
17.00 – 17.45
Afirmação profissional
Moderadora: Paula Mendes
Amelita Moreira
Srª Martins
Tony Castro
Luis Tormenta
18.00 – 18.45
Participação política
Moderadora: Maria João Ávila
Rosa Rebimbas
Paulo Pereira
Maria Araujo Khan
Jack Martins
Janice Duarte
19.00  Jantar no Mineola Portuguese Center

2018 - MARÇO 

10 -  LANÇAMENTO DE DOIS LIVROS DE ADELAIDE VIVELA
 MONTREAL,  CENTRO COMUNITÀRIO DO ESPÍRITO SANTO DE ANJOU,  24 de março 
 Adelaide Vilela organizou, na noite de sábado, 24,   uma grande festa popular e tertúlia literária  portuguesa por ocasião do lançamento, no Canadá, dos seus últimos livros "Magma de Afetos" e "Olhos nas Letras", que já havia divulgado em várias cidades de Portugal. O evento realizou-se no Centro Comunitário de Anjou, com recital de poesia, música e intervenções do Cônsul Geral de Montreal, de professores e dirigentes associativos, contando com a presença de centenas de portugueses e luso canadianos e uma ampla cobertura dos "media". 
Manuela Aguiar destacou o perfil de intervenção da autora na sua comunidade, onde tem um longo e notável percurso como jornalista e onde se destacou, desde sempre, como defensora do ensino de português para  os jovens luso-canadianos e da língua portuguesa como língua de cultura - preocupações largamente dominantes entre as mulheres portuguesas em todas as comunidades e, como é sabido, um dos objetivos que mais as mobiliza para a participação cívica. 

11 -  COMEMORAÇÃO do DIA INTERNACIONAL DA MULHER 
CONFERÊNCIA  "A MULHER COMO FACTOR DE PODER E HOMENAGEM A MARIA BARROSO”
Montreal, 25 de março
 Pela 18ª vez o jornal LUSOPRESSE organizou,  no centro de Montreal, e de convívio dos portugueses, (no salão do restaurante Estrela do Mar),  o Dia da Mulher. É, desde há quase duas décadas, uma iniciativa, tanto quanto se sabe, inédita no mundo da Diáspora lusa. Em cada ano, uma nova vertente ou domínio de intervenção feminina e escolhida como tema de debate, que sempre tem contado com personalidades de relevo, portuguesas ou canadianas. Este ano, o ângulo escolhido foi o do papel das mulheres no domínio profissional e político. Foram conferencistas três jovens, duas empresárias, Sandra e Cláudia Ferreira e uma política, Anabela Monteiro, e, da anterior geração,  a antiga Secretária de Estado e Vice-presidente da Assembleia da República Maria Manuela Aguiar. 
À conferência seguiu-se a homenagem  a Maria Barroso e à  Prof Odete Cláudio, uma grande figura da comunidade recentemente falecida.
Maria Barroso fora, em 2007, a convidada de honra das comemorações do "Dia da Mulher" - uma jornada inesquecível, que foi recordada numa cidade onde a sua memória está bem viva. A personalidade de Maria Barroso foi apresentada pelo Prof Doutor e todos os presentes se juntaram à homenagem, dado um testemunho pessoal. 
M. Manuela Aguiar destacou o papel de Maria Barroso nos "Encontros para a Igualdade" a  sua longa colaboração com a AMM - 

2018 – ABRIL
12 - PORTUGAL-BRASIL - A DESCOBERTA CONTINUA A PARTIR DE MONÇÃO 
20 de abril
A terceira edição desta iniciativa aconteceu a  20 abril de 2018 na EPRAMI (Escola Profissional do Alto Minho Interior) em Monção.
 A AMM teve como parceiros:  Câmara Municipal de Monção, Casa Museu de Monção da Universidade do Minho, EPRAMI , Universidade Sénior de Monção, Agrupamento de Escolas de Monção, Jornal As Artes entre Letras, jornal A Terra Minhota, Centro de Formação Vale do Minho.
O Colóquio " Portugal/Brasil - a Descoberta contínua, a partir de Monção " pretendeu  celebrar o momento histórico em que Pedro Álvares Cabral avista terra do Brasil, onde é hoje Porto Seguro, a 22 de abril de 1500. Foi essa a data que o Senado Brasileiro aprovou como "Dia da Comunidade Luso Brasileira" - iniciativa que viria a ser ratificada por Portugal. A efeméride é celebrada em todo o Brasil, com grande empenho dos Portugueses, mas passa quase despercebida em Portugal. 
Esta iniciativa teve o Alto Patrocínio do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.
 Investigadores/as, professores, estudantes, decisores políticos, interessados/as nesta temática, foram  desafiados a participar neste colóquio e torná-lo num momento de debate e reflexão em torno da história da emigração, da cidadania e da lusofonia que ganha agora novo incentivo através da decisão legislativa que visa reforçar o estudo da emigração, fazendo-se jus a esta parte importante da história do povo português. Dar-se-á especial ênfase às questões da Igualdade e relevo a mulheres e homens da diáspora lusa com cunho minhoto. 
Da Comissão Científica faziam parte: Graça Guedes, Professora Catedrática Aposentada da Universidade do Porto; José Viriato Capela, Professor Catedrático da Universidade do Minho e Presidente da Casa Museu de Monção da UMInho; Alexandra Esteves, Professora Auxiliar da Universidade Católica, Pólo de Braga 
Do Programa constavam dois painéis: 
O 1º, intitulado DIMENSÕES DO POLIEDRO DA EMIGRAÇÃO abordou os seguintes temas:  A Emigração de Viana do Castelo para o Brasil (1929-1950) a partir dos livros de registo de passaporte- por Rui Miguel Pires, Mestre em Relações Internacionais - Universidade  Lusíada do Porto;   Ateliês da memória -  Monçanenses pelo mundo  por Francisco Alves, Diretor do jornal local A Terra Minhota e  Arcelina Santiago, Mestre em Ciências Sociais Políticas e Jurídicas - Universidade de Aveiro; Trajetória  literária de Maria Ondina Braga por Isabel Cristina Mateus, Professora Auxiliar do Departamento de Estudos Portugueses e Lusófonos do Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) da UMinho;  Maria Archer,  uma portuguesa no Brasil . Entrevista Imaginária a Maria Archer pelos alunos da EPRAMI - Beatriz Lopes e Pedro Cerqueira; História de uma Vida entrevista a  Carlos de Lemos

2018 - JUNHO
13 - ENCONTRO COM ADELAIDE VILELA 
12 de junho, Biblioteca José Marmelo e Silva, Espinho

A AMM em colaboração com a a Universidade Sénior e com o apoio da Câmara Municipal de Espinho, levou a cabo um encontro com a jornalista e escritora Adelaide Vilela, em que esta falou da sua experiência como retornada de África, no período da descolonização, em 1975,  como mulher portuguesa emigrada no Canadá há cerca de quatro décadas e, também, da sua obra literária.
O Dr. Armando Bouçon, Diretor dos Serviços Culturais da Câmara Municipal deu as boas vindas e as Dr.as Glória Rocha, em nome da Universidade e Manuela Aguiar, em representação da AMM, fizeram a introdução aos temas a tratar, Antes da oradora tomar a palavra, foram lidas pelas alunas da Universidade Sénior algumas das poesias de Adelaide Vilela, acompanhadas por música também interpretada por uma aluna da universidade.
Depois do brilhante improviso da oradora, seguiu-se um debate e a jornada terminou com a sua disponibilidade para assinar alguns dos livros . 

14 - HOMENAGEM AO DR DURVAL MARQUES 
VN GAIA, 15 de junho
A" Academia do Bacalhau" do Porto, no seu jantar anual Camoneano prestou homenagem póstuma ao fundador das Academias, Doutor Durval Marques, que, em Joanesburgo, foi o organizador das primeiras comemorações d Dia 10 de junho. O movimento então criado é hoje o maior, a nível internacional, no mundo lusófono. Graça Guedes, sua  amiga dos tempos de juventude e Maria Manuela Aguiar, estiveram presentes na homenagem. Ambas se contam entre as primeiras mulheres que, nos anos 80,  foram membros das Academias de Bacalhau - a Profª Graça Guedes em Durban, a Drª Manuela Aguiar na Academia -mãe de Joanesburgo, onde a pioneira fora Amália Rodrigues.
Manuela Aguiar, que foi a oradora convidada para falar do papel das Mulheres da Diáspora e da AMM, lembrou a colaboração do Dr Durval nos congressos da Associação, em particular, a sua intervenção no Encontro Internacional de 2009, com citações reveladoras do líder que foi na defesa da língua e da cultura portuguesas e da sua ação excecional no campo do solidariedade e da beneficência, que, com ele, marcaram, a vocação das Academias, a par do espírito de amizade e convivialidade. A sua compreensão para as questões da igualdade e fez dele um aliado de sempre da AMM 

15 - PALESTRA sobre "O PAPEL DA MULHER PORTUGUESA NA EMIGRAÇÃO"
Academia de Bacalhau do Porto,  
O "jantar camoneano"  tem sempre um orador convidado e um tema que se enquadre no espírito das comemorações do "Dia de Portugal".  As questões da emigração têm sido frequentemente abordadas (recordamos, por exemplo, uma notável  intervenção de José Lello), e, desta vez, o convite foi feito a Maria Manuela Aguiar, tara as tratar com a inclusão da perspectiva de género, focando, em especial, os objetivos e realizações da AMM. Numa primeira parte, a oradora traçou a linha tradicional das políticas de emigração, que privilegiavam a saída de homens sós, para mais eficaz atração de remessas e, contra a vontade do Estado, o aumento constante das migrações femininas, sobretudo, para reagrupamento familiar e as consequências que trouxe não só para os projetos de emigração e o seu sucesso, mas também para as próprias mulheres, a sua autonomia económica, a sua força como mediadoras  entre culturas, para a integração e para a criação de verdadeiras comunidades culturais.
Numa  segunda parte centrou a atenção na AMM, uma organização de defesa da igualdade e da participação cívica feminina, que reúne mulheres e homens no mesmo objetivo. Um desses homens foi, justamente Durval Marques, lembrado como companheiro de caminhada.

16 - LANÇAMENTO DO LIVROS DE ADELAIDE VILELA - MONÇÃO
No dia 22 de junho, na Biblioteca Municipal de Monção
Sessão de apresentação dos livros de Adelaide Vilela - "Olhos nas Letras" e "Magma de Afetos" 
  Iniciativa  proposta pela Associação Mulher Migrante à  Câmara Municipal de Monção e  com colaboração e presença de muitos alunos da Universidade Sénior. A sessão de apresentação  contou com a presença da senhora vereadora da educação, Dra Natália Rocha. ´
Arcelina Santiago, em nome da Associação Mulher Migrante, fez uma intervenção sobre a vida e obra da autora, jornalista e escritora. Destacou o  papel de mulher da diáspora a viver a já mais de 40 anos no Canadá, com uma riquíssima  experiência de vida, dando ênfase ao seu papel enquanto divulgadora da lusofonia, carregada de sentimento de portugalidade.  Enfoque especial à divulgadora da cultura portuguesa que  contempla os leitores  com um tratado de emoções, vivências entre a ficção e a realidade. Realçou também o seu papel enquanto cidadã aberta ao humanismo e intervenção em ações de voluntariado cultural bem como o seu papel enquanto defensora  de  causas, dos direitos humanos, dos emigrantes e das mulheres. Em suma,  a defensora de uma vida inspiradora,  orientada por um forte sentimento positivo e por  valores de justiça, paz,  amor e fé  encantou a audiência. 
Na  sessão foram  declamados dois belos poemas da autora,  intitulados "Que ela brilhe" e "Amor Lusitano que, simbolicamente, marcam duas das suas múltiplas  facetas: a defensora dos direitos das mulheres e a divulgadora da  Lusofonia.

17 - CONTRIBUTOS DAS ASSOCIADAS DO ESTRANGEIRO
VENEZUELA
A diáspora de Venezuela é um fenómeno em pleno século XXI
Nestes últimos vinte anos, temos ido apalpando uma economia totalmente destruída ou estragada pela política em Venezuela, já analisada por minha pessoa e com declarações dadas à imprensa da Ilha de Madeira no  ano 2016, de que  a cada dia  é mais evidente, como  a capacidade produtiva interna tem diminuído, as ofertas de trabalho, os empregos caem quase num 80%. Como professora  que sou  de uma das universidades maior e importante do país, Universidade de Carabobo, localizada na cidade de Valencia, Estado
Carabobo; é deprimente já que hoje observamos a um professor universitário, sem qualidade de vida, pela hiperinflación existente, onde comprar alimentos, medicinas, transporte é quase impossível de cumprir. Portanto diz-se: toda uma vida estudando e trabalhando, para poder adquirir um nível de vida estável, e cobrir suas necessidades básicas, neste momento é quase impossível. 
Desde minha niñez, adolescência e de adulto, vivemos sempre num meio agradável, quase sem problemas; onde o trabalho de meus pais emigrantes da Ilha de Madeira pelos anos 50, 60,  foi realmente aceitável, onde o emigrante português era aceite e respeitado; portanto meus pais deram-nos uma grande qualidade de vida e de estudos para superar-nos e que apreciássemos esses sonhos de emigrantes, que eles tinham feito realidade neste formoso país. 
A cada dia que vai passando, é preocupante ver que tem saído do país, 1,6 milhões de pessoas, o qual seria um aproximado de 5,5% de 29 milhões (segundo Tomas Páez), a maioria representa uma força total de talentos, que vai a diferentes partes do mundo; e quero recordar que Venezuela foi magnifica porta de entrada, de milhares de europeus durante o século XX.
O processo de sustento desta democracia em Venezuela, faz necessário recuperar a credibilidade na palavra e na confiança social, há que sobreponerse à demagogia e aos muitos discursos populistas, com falacias e manipulações, que hoje em dia conceptualizamos em ignorância e detractores da sociedade; portanto isto faz que as pessoas entrem no mundo das folhas de rotas para outros países. 
É de modo que estamos como em Modo de Pausa, em torno deste debacle económico e político que a cada dia nos submergem, na pior verdade amarga e difícil dos últimos anos em Venezuela.
Creio em seguir sonhando e lutando por este formoso país, que um dia aceito a uns imigrantes portugueses, em especial a meus pais que fizeram seus sonhos realidade; de modo que permitam-me seguir esse sonho deles, do crer num país e de que muito cedo sairemos deste pesadelo socialista-comunista.
Sendo mulher sempre lutadora, de nossa comunidade portuguesa, Conselheira das Comunidades Portuguesas, e Vice-Presidente  da Mulher Migrante em Venezuela, quero seguir sendo essa voz susceptível e intensa ante o mundo, e pedindo a viva voz e a Deus a maior sabedoria para nossa diáspora portuguesa;  de tratá-los com a mesma bondade e confiança que pode ter povo nenhum e em especial o entendimento do povo português. 
Seguir lutando e meditando desde meu ponto de vista profissional, em que não há que parar, há muitos sonhos, reptos e compromissos; mas não deixar-nos decepcionar, porque minha alma esta acordada, por esses sonhos de migrantes portugueses, que eu vivi e o apalpe dia a dia, na transformação e na pronta recuperação da democracia que que já vivi. 
Doutora Pd. María Fátima De Pontes Loreto.
Conselheira das Comunidades Portuguesas em Venezuela
Presidente do Conselho das Comunidades Portuguesas Em Venezuela.
MMVE- Mulher Migrante Venezuela
Como nasce a Associação Mulher Migrante Venezuela?
No ano 2011 tive a honra de ser convidada a participar no Congresso Mundial da Mulher Migrante realizado na cidade da Maia. Foi aí, que ao ver o dinamismo desta organização e a sugestão da Dra. Maria Manuela Aguiar, levei esta inquietude para a Venezuela. Numa reunião com várias mulheres profissionais falei-lhes desta iniciativa e para minha surpresa foi acolhida com muito entusiasmo. É assim que começámos com os preparativos para no ano 2012 realizar o primeiro congresso da mulher migrante Venezuela e no dia 25 de Novembro desse ano ficou formalmente organizada a diretiva dessa Associação, a qual me honra presidir até à data.
As nossas atividades
Como  a Venezuela é um país enorme, e temos a nossa comunidade espalhada por todo ele, começámos com a tarefa  de dar a conhecer a nossa Associação. Realizámos vários encontros regionais e criámos nas entidades que visitámos comissões regionais da mulher migrante com os seus respetivos estatutos de funcionamento. Através destas comissões começou-se com a abertura de cursos de português, pois a nossa língua estava esquecida no interior do país, apoio social à nossa comunidade carenciada e conversatórios sobre diversos temas: inserção da mulher luso-venezuelana no mundo profissional, igualdade de género, violência contra a mulher, etc. As diferentes comissões  aceitam as sugestões dos temas a tratar da comunidade local e prévia aprovação da Mulher Migrante Nacional, realizam-se então os conversatórios e oficinas com especialistas.
A nossa Associação teve uma aceitação enorme e um entusiasmo que ainda hoje é motivo de orgulho, apesar de todas as dificuldades que estamos a atravessar nos últimos anos.
Dificuldades
Devido à situação política e socioeconómica que está a atravessar a Venezuela é cada vez mais difícil o acercamento às nossas comunidades. Estamos a ficar isolados pois os voos domésticos são cada vez menos e devido às grandes distâncias torna-se difícil a nossa deslocação. 
As entidades do interior donde se leciona o português requerem da nossa presença três vezes por ano e isto está a ser impossível. Durante o período letivo temos que ir acompanhadas do coordenador do ensino, o Dr. Rainer de Sousa, para fazer formação docente aos nossos leitores e acompanhar e resolver dificuldades que se tenham apresentado assim como também avaliar o desempenho dos nossos leitores através de inquéritos que passamos aos alunos.
Os alunos requerem duma certificação válida através do Instituto Camões para adolescentes e  do CAPLE, certificação da Universidade de Lisboa para os adultos. Lamentavelmente os custos estão a serem muito elevados devido à enorme desvaliação da moeda e os alunos não têm poder adquisitivo para efetuar este pagamento tão elevado, pelo que optam por obter somente o certificado de reconhecimento que entrega a Mulher Migrante, mas que não é reconhecido perante o Ministério de Educação.
A nossa presença nestas localidades longínquas tem diminuído devido à falta de transporte aéreo. Muitas vezes temos que ir via terrestre a estas localidades e são recorridos de oito, dez e até doze horas para podermos visitar estas comunidades.  Não utilizamos o transporte público devido à insegurança, pois estes meios de transporte estão constantemente a serem assaltados no percorrido. As estradas estão num estado deplorável e portanto as nossas viaturas sofrem com estas deslocações. Estamos sujeitos a avarias e não se conseguem as peças para arranjarmos depois a viatura avariada. Por estes motivos  cada vez torna-se mais difícil aceder a estas localidades e portanto as nossas atividades têm sofrido uma baixa significativa. No entanto parar é morrer, por isso continuamos na luta.
Outro problema é que alguns dos nossos leitores estão a retornar definitivamente a Portugal e neste momento são muito poucos para a grande demanda do ensino que temos nessas localidades. Estas são umas poucas dificuldades, temos muitas outras como a não existência de papel para fornecer material complementário aos nossos alunos, os custos cada vez mais elevados para mantermos estes cursos, etc, etc. Seria muito longo de relatar neste momento, pois todos os dias temos uma nova e diferente contrariedade, mas vemos o lado positivo. Estamos sempre em movimento e portanto sempre ativas.
A nossa diretiva na atualidade está conformada pelas seguintes pessoas:
Presidente: Maria de Lourdes De Almeida (Caracas)
Vice-presidente: Fátima De Pontes (Estado Carabobo)
Secretária: Fátima Teixeira ( Estado Miranda)
Guida Amaral: Tesoureira (Estado Miranda)


BRASIL -  RECIFE

A Drª Berta Guedes, representante da AMM no Recife, tem dedicado especial atenção à ajuda de novos emigrantes  emigrantes portugueses no Brasil e brasileiros em Portugal, no domínio da segurança social. A sua mais recente iniciativa foi a de divulgação do acordo bilateral nesta matéria, cujo desconhecimento implica perda de garantias concretas para os migrantes e suas famílias, no que respeita a dados como os de contagem de tempo de descontos, pensões por incapacidade e velhice, períodos de carência, assistência médica e outros benefícios.
Numa altura em que os fluxos migratórios inverteram a sua tendência tradicional, com uma maioria de brasileiros a saírem para Portugal, a Drª Berta dirigiu-se a eles, numa entrevista dada à Rádio CBN - Recife, dando informação detalhada sobre esses aspetos, nomeadamente
sobre o organismo de ligação competente no Brasil, que é, no que respeita ao aos acordos bilaterais com Portugal e Cabo Verde, o INSS (Instituto Nacional de segurança Social) - S Paulo.
Para os novos imigrantes portugueses no Brasil, a Dr.ª Berta Guedes fez a apresentação deste Acordo Bilateral no Gabinete Português de Leitura de Recife, disponibilizando-se, igualmente, a organizar um horário de atendimento em que pode responder a casos concretos.
NOTA FINAL 
A AMM, desenvolveu, assim, ao longo deste período de um ano, ações dentro do país, de norte a sul (Gaia, Monção, Lisboa e Espinho) e no estrangeiro (Luxemburgo, Sacramento, Uruguai, Buenos Aires, Argentina, NY, EUA e Montreal, Canadá), sem quaisquer custos para a AMM e sem que fossem recebidos quaisquer subsídios do Estado.
As iniciativas concretizadas fora do país, todas através da Presidente da AG da MM, Maria Manuela Aguiar, foram por ela custeadas (caso das viagens à Argentina e Canadá) ou apoiadas por parcerias. 
Manifestamos o nosso reconhecimento a todas os nossos colaboradores em parcerias que permitiram levar a cabo tantas iniciativas sem onerar a AMM, nomeadamente:
 - A Cooperativa Árvore e o Hotel Porto Cruz (exposição e colóquios integrados nas comemorações das relações Portugal-Brasil)
 - Instituto Camões (lançamento e debate sobre a problemática do livro "Rostos da Emigração" / "Visages de l'Émigration"
 -  ONG's da área consular de NY (colóquio "A memória como herança)
 - Jornal Luso presse, Montreal (Comemoração do Dia da Mulher - homenagem a Maria Barroso)  
 - Jornal "O Mundo Português", em cuja sede, desde há vários anos, se têm realizado as assembleias da AMM 
 -  Câmara Municipal de Monção, EPRAMI, Universidade Sénior de Monção, Agrupamento de Escolas de Monção, Jornal "As Artes entre as Letras", jornal "A Terra Minhota", Centro de Formação Vale do Minho (comemoração do Dia da Comunidade Luso-Brasileira)
 - Universidade Sénior de Espinho (palesta e lançamento dos livros da escritora e jornalista Adelaide Vilela, do Canadá)
 - Academia do Bacalhau do Porto (palestra sobre "O papel da Mulher Portuguesa na Emigração")
 - Câmara Municipal, Universidade Sénior de Monção - apresentação de livros da escritora emigrante Adelaide Vilela)
  Pela Direção da Mulher Migrante - Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade 

Arcelina Santiago

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Ata da AG de 6 de agosto

ATA
 Aos seis dias do mês de agosto de dois mil e dezoito, pelas dezoito horas realizou-se a 26º reunião da Assembleia Geral Ordinária da Mulher Migrante – Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade, nas instalações do Jornal "Mundo Português", sito na Rua Elias Garcia, nº 52 – 7º andar, em Lisboa, de acordo com  convocatória, que cumpria os trâmites dos Estatutos da Associação. Da agenda de trabalhos constavam os seguinte pontos:-----------------------------------------------------------------------------------------------------
1 - Apreciar e aprovar o Plano de Atividades e Contas da Direção, relativo ao ano 2017, bem como o respetivo parecer do Conselho Fiscal;-----------------------------------------------
2 - Discutir e aprovar o Planos de Atividades e o Orçamento para 2018;--------------------
3 - Eleger os Órgãos Sociais, bem como a Secretária-Geral;------------------------------
4 - Deliberar sobre a admissão de novos associados e associadas e de associadas ou associados honorários ou apoiantes; ---------------------------------------
5 - Repensar as condições de funcionamento do Conselho de Representantes e de outras formas de reorganização interna;----------------------------------------
6 - Outros assuntos.---------------------------------------------------------------------
Em anexo, consta a lista de presenças, num total de dezoito assinaturas.--------------------
 Na impossibilidade de estarem presentes nesta reunião, enviaram procuração para delegação de competências as/os seguintes associadas/os: Maria Violante Martins, Manuela Marujo, Artur Ernesto Madureira, Maria do Céu Campos, Virgínia Estorninho, Maria João Ávila, Constância Nery, Isabel Aguiar, Maria Luciana Barros Lopes, Maria Teresa Barros Aguiar Pereira, Maria Isabel Gonçalves Araújo Pereira,  Elvira Brandão, Fátima Pontes, Maria de Lurdes Almeida, Custódia Domingues, Maria Madalena Aguiar Pereira, Maria Manuela Barros Aguiar Pereira, Graça Guedes, Flávio Borda d’Água (na Drª Manuela Aguiar): Luísa Prior, Filomena Fonseca e Nelma Patela (na Drª Arcelina Santiago).-----------------------------------------------------------------------------------------
A Presidente da Assembleia Geral, Maria Manuela Aguiar abriu a sessão, manifestando o maior pesar pela partida da Presidente da Direção da AMM,  Dra Rita Gomes, pondo em relevo o seu intenso e importante  trabalho em prol da Associação, desenvolvido ao longo de 25 anos, no que foi acompanhada por todos os presentes.----------------
Todos  manifestaram igual pesar pelo desaparecimento do Dr Carlos Morais, sócio fundador da AMM e diretor do jornal "O Mundo Português".------------------------------
Passou-se, seguidamente, ao primeiro ponto da agenda de trabalhos. Foi  apreciado o Relatório de Atividades de 2017,  que havia sido previamente enviado aos associados/as constantes da "mailing list" e publicado na blogue "Mulher Migrante em Congresso". O Relatório foi aprovado por unanimidade, depois de integrar, nomeadamente, os contributos de associadas que participaram em reuniões de vários Organismos, em representação da AMM.--------------------------------------------------------------------
Também o Relatório de Contas relativo ao ano 2017, apresentado pela Direção, bem como o respetivo parecer, emitido pelo Conselho Fiscal, que consta em anexo a esta ata, foi submetido a votação e aprovado por unanimidade.-----------------------------------
 Sobre a situação financeira da AMM a tesoureira, Filipa Menezes, deu informações detalhadas, que apontam no sentido da perfeita sustentabilidade da Associação, com os seus meios próprios.  São pouco avultadas as despesas de funcionamento  (arrendamento, luz e água da sede, custos de correspondência, etc). As numerosas ações realizadas pela AMM dentro do país e no estrangeiro não tiveram quaisquer custos, pois os respetivos encargos foram suportados pelas entidades parceiras ou pelas associadas/os que as organizaram ou nelas participaram. Não foram recebidos quaisquer subsídios de departamentos públicos.----------------------------------
A boa saúde financeira futura da AMM exigirá a continuidade desta capacidade de contenção de custos e de realização de iniciativas nos moldes que vem sendo adotados.
No que respeita a correspondência, ficou decidido um maior recurso aos  endereços eletrónicos, que permitirá poupanças adicionais e uma mais rápida circulação da informação.------------------------------------------------------------------------------------------
No tocante ao segundo ponto, foram apresentadas e largamente debatidas propostas de atividades para o 2º semestre de 2018 e para o ano de 2019, em que se comemora o 25º aniversário da fundação da AMM.  Sem prejuízo de outras ações e estudos, que poderão vir a ser desenvolvidos, foram referidos e  aprovados os seguintes:
 .Publicação de um "Boletim" periódico, para intercâmbio de informação entre associadas/os, a nível nacional e internacional, a que será dada publicidade no blogue e no "site" da Associação. O primeiro número, que se espera poder distribuir em inícios de Outubro, será inteiramente composto por depoimentos escritos sobre a Drª Rita Gomes.  --------------------------------------------------------------------------------------------------
. Colóquio sobre políticas da emigração na segunda metade do século XX e no século XXI, em homenagem à Drª Rita Gomes, que foi testemunha e intérprete dessas políticas, como funcionária e, depois, dirigente dos serviços da emigração - trabalho que continuou, após a aposentação,  como voluntária, na nossa Associação  (data prevista abril de 2019);--------------------------------------------------------------------------------------------
. Projeto Ateliês da Memória – Monção,  em parceria com Escolas, Universidade Sénior, Centro de Formação Vale do Minho e Câmara Municipal de Monção (início - setembro 2018);----------------------------------------------------------------------------------------------------
. Publicação digital do colóquio “Portugal / Brasil a descoberta continua a partir de Monção”, realizado em abril 2018. Parceria da AMM com o Centro de Formação do Vale do Minho, Câmara Municipal de Monção;---------------------------------------------------------
. Projeto “Mulheres empresárias”,  em parceria com o Observatório dos Luso descendentes e outras associações (1º semestre de 2019);--------------------------------------
. Colóquio sobre  "Emigração para França a partir da década de 60" – em Monção,  parceria com a Câmara Municipal, Agrupamento de Escolas de Monção, Universidade Sénior, EPRAMI, Universidade do Minho, Centro de Formação (março / abril 2019);------------------------------------------------------------------------------------------------
. Colóquio sobre a situação da comunidade luso -  venezuelana em Espinho, parceria da AMM com as Associações e Agrupamento de Escolas de Espinho (objetivo: conhecer a realidade dos jovens retornados da Venezuela e sua integração na comunidade escolar);------------------------------------------------------------------------------------------------------
.  Colóquio /Exposição de Artes plásticas sobre a temática “ Emigração e Cidadania”, integrada na 3.ª Bienal de Gaia (2019);-----------------------------------------
.  " Jornalismo para a paz" – participação no desenvolvimento do projeto liderado pelo jornalista António Pacheco, em que a AMM  começou a colaborar em 2008, nos EUA, no contexto de uma parceria com a Fundação "Pro Dignitate"; -----------------------------------
. Participação na Conferência de homenagem a Ana Hatherly,  organizada pela Universidade de Berkeley e pela " Luso-American Educational Foundation",  em que a AMM é  convidada a abordar o tema " mulheres emigrantes  e o seu papel no mundo das Artes e das Letras"  (organização da nossa Associada Profª Doutora  Deolinda Adão);
. Colaboração na publicação bilingue do livro "Califórnia, madrasta dos meus filhos". Sendo a AMM detentora dos direitos de autor da versão portuguesa, pode optar por manter esse direito numa nova parceria, que não implicará  encargos adicionais. Esta foi a modalidade para a qual se apontou , consensualmente. A alternativa seria a venda dos direitos de autor.-------------------------------------------------------------------------------------
.Publicação "225 histórias de vida", edição comemorativa dos 225 anos do Consulado de NY - parceria Consulado.Geral de NY/ Ong's Luso-americanas/AMM.----------------------
Conforme consta do "Relatório de Atividades", este projeto não beneficiou do subsídio solicitado à DGACCP, por alegada falta de envio dos anexos (Relatório de Atividades de 2016 e outros elemento, que haviam sido entregues, em mão, na DGACCP, de acordo com as instruções da Presidente da Direção, à semelhança de procedimentos adotados em anos anteriores). Espera-se que, com  ou sem subsídio governamental, o livro, que é prefaciado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, possa ser editado em 2018 ou inícios de 2019.---------------------------------------------------------------------------------------
Foi apresentada pela presidente da AG a hipótese de a AMM utilizar, neste seu projeto partilhado, uma verba de cerca de 1500 euros, há vários anos disponível para uma publicação, ainda não realizada, sugestão que mereceu acolhimento.----------------
 Para além desta eventual contribuição, não se prevê qualquer gasto orçamental, apenas a satisfação das despesas correntes, ficando tudo o mais dependente de contributos voluntários de associadas/os ou de parcerias.-------------------------------------------------------
No terceiro ponto: " Eleição dos Órgãos Sociais, bem como a Secretária-Geral" , a que obrigou a partida da Drª Rita Gomes, a vontade já anteriormente manifestada pelo Dr Artur Madureira de deixar este órgão social, e a dificuldade de participação nas funções diretivas das associadas residentes no estrangeiro.---------------------------------------------
 A lista apresentada pela Direção foi aprovada por unanimidade, o mesmo acontecendo com a Assembleia Geral. A indisponibilidade da Presidente do Conselho Fiscal, comunicada à AG através da carta, (que está em anexo), no decurso da reunião da Assembleia Geral,  levou à sua substituição, assim como a da Associada Ana Paula Barros (devida, como informou a Assembleia, à sua saída para breve do país, por razões profissionais)) e à de Cláudia Ferreira, Brasil, (por ser desconhecida a sua morada atual, segundo informação da Presidente do Conselho Fiscal cessante).  -------------------------
A nova composição do Conselho Fiscal, foi, igualmente, votada por unanimidade, assim como a Secretária Geral.-------------------------------------------------------------------------
 Não houve alteração do Conselho de Representantes.---------------------------------
A regra da escolha para os órgãos sociais de associadas/os residentes dentro do país, por motivos de operacionalidade, levou à apresentação de uma proposta para dar, em outros moldes,  continuidade ao fundamental propósito de garantir a cooperação transnacional, no que respeita às grandes decisões e aos destinos da AMM. Para tal, foi criada uma nova instância, com o nome de "Conselho Estratégico". A designação, consensualmente aceite, foi sugerida pela Doutora Maria Beatriz Rocha Trindade, momentos antes da reunião da Assembleia, a que não pode estar presente, por impedimento superveniente.--------------------------------------------------------------------
Para o "Conselho Estratégico" estão convidados os membros da Direção cessante, que não prosseguem em funções por dificuldade de comparecer a reuniões de trabalho em Lisboa  -  o Associado Dr Artur Madureira, e as Associadas Maria João Ávila (EUA),  Lurdes Abraços (Brasil), Doutora Isabelle Oliveira, assim como a Doutora Deolinda Adão (EUA),  a Drª Ana Paula Barros (Macau, futuramente) e o Dr Victor Gil (Portugal) . A composição do "Conselho" está em aberto, cabendo à Direção, nos termos do nº2 do art.15, aprovar outras e outros associados, que o queiram integrar.
Ficou, assim, aprovada,  por unanimidade, a constituição dos  Órgãos Sociais da AMM:
 ASSEMBLEIA GERAL
Presidente -   Maria Manuela Aguiar
Vice Presidente -  Maria Beatriz Rocha-Trindade
Vice  Presidente -  Carlos Álvares de Carvalho
Secretária  - Natália Correia
Secretária   - Ana Paula Almeida
 DIREÇÃO
Presidente -  Maria Arcelina Santiago
Vice Presidente  - Ana Paula Beja Horta
Vice Presidente -  Berta Guedes
Tesoureira - Filipa Menezes
Secretária  - Virgínia Estorninho
Vogal  - Luísa Prior
Vogal -  Nelma Patela
 CONSELHO FISCAL
Presidente – Ester Sousa e Sá
Vogal -  Cristina Viveiro Rodrigues
Vogal – Teresa Menezes
Suplente – Sarolta Laszlo
Suplente - Flávio Borda d'Água
 SECRETÁRIA GERAL :   Graça Sousa Guedes
 Assim, em relação à composição anterior do Conselho Fiscal, verificou-se a saída dos seguintes membros: a Presidente, Isabel Lopes da Silva, que foi substituída por Ester Sousa e Sá. A Vogal Ana Paula Barros, substituída por Tereza Menezes e a Suplente Cláudia Ferreira, substituída por Sarolta Lazlo.------------------------------------------------
Mantém-se a Vogal Cristina Viveiro Rodrigues e  o Suplente Flávio Borda d' Água.
Foi ainda decidido que podem movimentar as contas desta Associação três membros da Direção bastando a assinatura de duas delas para movimentação de contas bancárias da Associação: a Presidente, Maria Arcelina Chamtip Clementino de Santiago,  portadora do Cartão de Cidadão número 04947539 8 ZZ5 e com o NIF 159185432;  a Tesoureira, Filipa Andrade Gomes de Azevedo Menezes, portadora do Cartão de cidadão número   09807838   e com o NIF  223211354;  a vogal, Luísa Prior Guedes Sousa e Silva, portadora do Cartão de Cidadão  Número  02942308  2 ZX4, e com o NIF 119669978. 
No tocante ao ponto 4 da agenda, focou-se a necessidade de tomar algumas medidas para  promover a admissão de  novos associados  que possam contribuir com o seu saber académico, profissional, com a experiência  de vida e de voluntariado, nas atividades da AMM.  Para facilitar as adesões ou a permanência de associadas/os foram aprovadas as seguintes medidas: diminuição da jóia para um euro, valor simbólico; a regularização de quotas em atraso, com o pagamento imediato da quota para o ano de 2018; o pagamento pelas delegações do estrangeiro de uma quota coletiva.---------
Foram apresentadas pela Drª Arcelina Santiago, membro da Direção cessante e presidente da Direção recém-eleita,  propostas de admissão de novos sócios, tendo sido mencionado um breve perfil de cada um deles, a mostrar a mais valia que constituem para a AMM.  Adelaide Vilela (Montreal, Canadá, onde se espera que possa constituir uma nova delegação da AMM), Francisco Alves, Lúcio Alberto, Leonor Fonseca, Aida Batista, Maria Eduarda Fonseca, Jorge Azevedo e Sousa, Vítor Gil, João Miguel Aguiar, Emmanuelle Afonso, Rosa Maria Gaioso Guimarães, Miguel Leite, António Pacheco, José Duarte, Júlia Néry, Cíntia Ribas. -------------------------------------------------------------------------
A Drª Arcelina Santiago anunciou a intenção de proceder a mais contactos, dentro e fora do país, nomeadamente, com jovens, e no âmbito da comunidade académica e do mundo associativo.  A menção de breves depoimentos e notas curriculares de cada associado, para divulgação no "Boletim", foi outra sugestão por ela avançada. 
Sobre a apresentação de sócios honorários foi aceite por unanimidade a sua proposta, relativa a Mariana Patela, que há anos, desde os seus os 11 anos (em 2012), tem colaborado com a AMM, representando o papel de figuras femininas de revelo, como Carolina Beatriz Ângelo e Maria Archer, personagem esta que encarnou, repetidas vezes, sempre muito bem, in  na “Entrevista Imaginária a Maria Archer”, com que a AMM recordou esta grande escritora e feminista  da Diáspora. --------------------------------
Sobre o quinto ponto da ordem de trabalhos, foi proposta uma maior ligação entre as várias delegações do estrangeiro, e uma maior autonomia na gestão de meios financeiros, passando a cobrar as quotas das associadas locais, e delas, dispondo livremente e contribuindo para a AMM apenas com uma quota global, conforme o decidido no ponto quarto.------------------------------------------------------------------------  
No último ponto da ordem de trabalhos, foi lembrado o Dr Carlos Morais, que a AMM irá homenagear, durante o ciclo de iniciativas do seu 25º aniversário e prestado tributo à inesquecível Presidente da AMM  durante 25 anos, Drª Rita Gomes. A Presidente  da Assembleia- Geral propôs que cada Associada e Associado, ali, desse um primeiro testemunho. Foi um momento único e sentido, em que foram destacadas as qualidades e características que a tornaram única e admirável, nas suas várias facetas postas em destaque: a amiga, a companheira,  a profissional, a conhecedora da emigração, a  cidadã,  a presidente, a grande Mulher.-------------------------------------------------------
 Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião da qual foi lavrada esta ata, que vai ser assinada pela Presidente da Assembleia Geral e pela  Secretária.
 A Presidente: _____________________________________________________
                                 Maria Manuela Aguiar
A Secretária : _____________________________________________________

                                 Ana Paula de Almeida

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

ARCELINA SANTIAGO EM TORONTO


Arcelina Santiago <arcelinasantiago@gmail.com> escreveu no dia terça, 6/11/2018 à(s) 13:54:

Queridas amigas 
Volto a reiterar os meus agradecimentos por terem promovido o fantástico Encontro. 
Gostei muito daquele momento e reflecti  muito sobre ele . 
Confesso que ia muito expectante sobre cada uma de vós, por saber que eram pessoas fantásticas , muito dinâmicas e interventoras na sociedade Canadiana  e junto da comunidade  portuguesa . 
Tudo graças ao vosso  desempenho  profissional e reconhecimento social ! 
Conhecia a Ilda e a Manuela e agora fiquei mais rica por ter conhecido mais associadas. Todas  com um potencial  enorme! Trata-se , como  já mencionei, de um Grupo de mulheres  com muitas potencialidades, quer em temos académicos, quer em termos de trabalho no terreno. 

Como  gostei de ouvir o vosso conhecimento sobre  a comunidade portuguesa , as vossas preocupações, as vossas  interessantes propostas, projetos que já iniciaram ou que  desejam encetar.

Amigas, estão  reunidas todas as condições para serem, não meras associadas  da AMM em Portugal, mas  antes,  uma Delegação da AMM em Toronto . Podem constituir-se com autonomia para abraçar os projetos que vierem a decidir ser os mais pertinentes para a comunidade e, como  Delegação, poderão  apresentar-se às  entidades, quer  consular, quer Municipal , em nome da AMM.  Como falamos , deve ser constituída  uma Comissão  onde a coordenadora será a Manuela Marujo tal como concordou já na reta final da reunião( deveríamos ter tido mais  tempo, mas  não foi possível)  . Deverão ser  escolhidos os restantes membros dessa comissão . Tenho  a certeza que mesmo sendo mulheres muito  ocupadas todas as que estiveram presentes poderão fazer parte desse grupo de orientação e coordenação. 
Ventilaram muitas propostas que, depois  de organizadas em projetos, devidamente sustentados e com a indicação do líder de cada um, serão apresentados às entidades  competentes . 

Sobre as atividades  em Toronto, elas   integração o Plano geral da AMM . No final, será  feito um relatório  tal como acontece com as realizadas em Portugal ou noutro país. 
Agora, apresento  a sumula  das interessantes  propostas que debatemos na Reunião: 


- Recolha de informação pertinente sobre a comunidade portuguesa no Canadá ( em particular em Toronto). Estudo  para o qual seria pedido colaboração ao consulado , manifestando a necessidade de recolher dados , constituindo-se um observatório que permita conhecer melhor a comunidade  para melhor se poder atuar ; 

- Projeto  de solidariedade , de apoio às vítimas de violência e discriminação de mulheres da comunidade portuguesa.  A Felicidade já fez este trabalho no terreno e gostaria de o retomar em termos de voluntariado ) - solicitação de apoio à vereadora do apoio social e envolver o Consûl também ; 

- Desenvolver academias seniores ( ASAS) começando pelas estruturas que já existem , pois têm a vantagem de ser estruturas de proximidade e estão interessadas , ( caso  da Casa do Alentejo ou de outras que estão abertas a estas iniciativas e que a AMM pode lançar) ; 

-Promover  os ateliês da memória ( recolha de histórias de vida de emigrantes portugueses desde os primórdios ) , junto das escolas e nas academias seniores ( relatei algumas experiências) 
 - dar relevo a histórias de exemplos de cidadania dentro da comunidade portuguesa ...

- clube de leitura , danças tradicionais , exposições  

- pesquisar  no Portal de apoio  de projetos de âmbito cultural e social ( até dezembro )  exposições itenerantes ( caso da fotos de portuguesas seniores representando o artesanato tipicamente português ) 
Museu do brinquedo  ... 

- Lançamento  de publicações de membros da comunidade portuguesa e incentivo para que seja bilíngue ( Irene , Humberta , Daniela Beça...) .


Estaremos prontas para vos apoiar no que concerne a reiterar junto das entidades da qual somos parceiros para mobilizar esforços e afirmar a qualidade e interesse dos projetos que venham a apresentar . 


Ficarei a guardar as respostas ate dia 15 novembro às  duas questões que  foram  colocadas e para as quais há urgência para podermos tomar conhecimento do contributo de cada uma das / dos associadas/os  na AMM .
Depois até dia 20 novembro  , aguardo a narrativa na primeira pessoa como vos referi . 

Sobre as ideias de futuros  projetos que apresentaram , espero  não ter esquecido nenhum ou ter distorcido algum.  Caso assim seja  indiquem, por favor. 
Sobre outras actividades que  ventilei ainda não há certezas de serem concretizadas . Logo que se saiba ao  certo,  serão seguramente informadas . 


Com amizade 
Arcelina Santiago

sábado, 10 de novembro de 2018

Maria Manuela Aguiar AS SINGULARIDADES DA AMM



As singularidades da Associação MULHER MIGRANTE


1 - A "Mulher Migrante - Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade" (AMM) está aberta a todos os que se dedicam ao estudo do fenómeno migratório e ao combate das desigualdades e discriminações, que atingem, de forma especial, as mulheres migrantes e as minorias étnicas. 
Sua divisa: "Não há estrangeiros numa sociedade que vive os direitos humanos". Objetivo principal: aprofundar o conhecimento de realidades variáveis de comunidade para comunidade da emigração, aproximar essas comunidades entre si, promover as condições para a cidadania plena.em cada uma delas. 
Na lista das suas singularidades destacaremos: o ter nascido voltada para a Diáspora feminina, dentro do país; o não ser uma associação feminina, mas mista; o reconhecer, antes de uma história própria, a influência inspiradora de uma "pré-história". De facto, a ideia de constituir uma organização internacional de mulheres antecedera em quase uma década a fundação da AMM, Surgira em 1985, durante o "1º Encontro de Mulheres Portuguesas no Associativismo e no Jornalismo", promovido pela Secretaria de Estado da Emigração, na cidade de Viana. Esse congresso de mulheres migrantes, absolutamente pioneiro em termos europeus, e, tanto quanto se sabe, universais, dava cumprimento a uma recomendação do Conselho das Comunidades Portuguesas subscrita pela jornalista Maria Alice Ribeiro, do Canadá, uma das primeiras mulheres a nele ter assento. O "Conselho",  órgão de consulta do governo, formado por representantes do movimento associativo e dos "media" das comunidades, espelhava, então, fielmente a marginalização feminina em cada associação - membro. Era exclusivamente masculino, com a exceção de duas jornalistas, de Toronto e de Paris!    . 
 O Encontro de 1985, reunindo cidadãs envolvidas no associativismo e no jornalismo, constituiu, na verdade, uma espécie de "Conselho das Comunidades no feminino". Foi um acontecimento memorável por ter ultrapassado, em qualidade de reflexão e debate, as expetativas mais positivas, e, também, por ter consubstanciado o nascimento das políticas de género para a emigração. Políticas que só viriam a ser desenvolvidas, sistematicamente, duas décadas depois.

 2 - As congressistas haviam transformado uma oportunidade inesperada num êxito absoluto, mas não conseguiram, nos anos seguintes, lançar a sua ambicionada rede internacional. Em 1993, perante a ausência de políticas públicas para a a igualdade na emigração, assim como de iniciativas das próprias emigrantes, algumas das participantes e das organizadoras do mítico "Encontro de Viana" decidiram instituir a AMM, ONG destinada a colocar na ordem do dia as questões da emigração feminina, o repensar o papel das mulheres na Diáspora. Como começar (ou recomeçar) essa tarefa? Com um grande congresso mundial, evidentemente! E onde? Em Espinho, onde éramos residentes duas das "guardiãs" da memória do" Encontro de Viana", e, nessa veste, fundadoras da associação -  Graça Guedes, antiga Diretora do Centro de Estudos da Secretaria de Estado da Emigração, e eu, ao tempo responsável por esse pelouro governamental . Avançámos com a candidatura da nossa cidade, logo aceite consensualmente. Aqui reunimos cerca de 300 personalidades dos cinco continentes. O Encontro Mundial de Espinho, sob o lema "Diálogo de Gerações", foi , até hoje, o maior de todos quantos houve e conferiu à AMM a credibilidade bastante para se converter em parceira de sucessivos governos, no esforço de promover a paridade de género nos núcleos da emigração. A colaboração mais estreita com sucessivos governos situou-se na que podemos chamar uma "década de ouro" para a defesa ativa da igualdade, de 2005 a 2015. Iniciou-se com os " Encontros para a Cidadania" presididos pela Dr.ª Maria Barroso,  entre 2005 e 2009, nos vários continentes, e prosseguiu com os Encontros Mundiais de 2011 e 2013, realizados em Portugal, e com série de conferências e colóquios em diversos países de emigração, em 2012, 2014 e 2015 - todos organizados pela AMM, em cooperação com a Secretaria de Estado das Comunidades. Cooperação que, de modo menos sistemático, mas com o mesmo espírito, se vem mantendo, ininterruptamente.

 3 -  A AMM, como disse, não seguiu o modelo das associações femininas, que é, na Diáspora, o dominante na prossecução de finalidades semelhantes.  Lá fora, foi sempre mais fácil às mulheres terem visibilidade e influência à frente das suas próprias coletividades do que no associativismo misto, no interior do qual só em anos recentes começaram a aceder a lugares de direção. Onde, diga-se, são ainda uma minoria... 
Todavia, para a AMM, já em 1993, as circunstâncias eram diferentes. A nossa ligação afetiva ou profissional à problemática da emigração fazia-se a partir da investigação universitária, do serviço público, do jornalismo. Formávamos um círculo onde mulheres e homens partilhavam uma visão humanista/feminista das transformações necessárias neste domínio. Como dizia um fundadores, o Comendador Luís Caetano, ainda hoje o representante da AMM no Uruguai: "Não é preciso ser jovem para tentar resolver os problemas dos jovens, Não é preciso ser idoso para compreender e apoiar os mais velhos. Não é preciso ser mulher para lutar pela igualdade de sexo".
 Todas, todos nós queremos, mais do que dois associativismos paralelos, o masculino e o feminino, um só, ainda que para aí chegar possam ser indispensáveis organizações  exclusivamente femininas. A  meta é, todavia, a mesma: uma sociedade mais justa e igualitária, em que cada ser humano se possa realizar inteiramente -  estrangeiros, mulheres, que sem direitos iguais, são como que estrangeiras no seu próprio país... 
Por fim, gostaria de salientar mais uma singularidade: a forte presença de Espinho nas origens da AMM e ao longo de um quarto de século. Na verdade, neste ano de 2018, embora a sede continue em Lisboa, de Espinho são as presidentes de todos os órgão sociais: Direção (Arcelina Santiago), Assembleia Geral (eu mesma) e Conselho Fiscal (Ester Sousa e Sá). Mais a Secretária-geral (Graça Guedes). Num momento difícil, foram as que disseram "sim" à assunção de responsabilidades. De facto, Arcelina Santiago acaba de ser eleita para suceder a Rita Gomes, saudosa amiga, a líder histórica da AMM, ..
 De Espinho, em conjunto com associados do país e de muitas comunidades, procuraremos refletir e agir no espaço imenso das nossas migrações. Na cidade o "Núcleo" cresce -  o mais recente dos inscritos é o Dr. Lúcio Alberto. Somos, assim, também, um exemplo de boas práticas, (coisa sempre difícil...), em matéria de descentralização a norte da capital..

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

ASSOCIAÇÃO MULHER MIGRANTE – UM MODELO DE CIDADANIA

Graça Sousa Guedes
Professora Catedrática Aposentada da Universidade do Porto
Secretária Geral da AECSMM


É normal pensar que POLÍTICA significa governo dos homens, administração das coisas e direção dos Estados.
Mas este conceito é muito mais lato e abrangente.
Pode ser considerado Arte, Ciência, Ideologia, Filosofia, Ética, Metafísica, Teologia, com diferentes níveis, dimensões e aspetos, que se interligam ou dialeticamente se postulam. O problema reside em saber o que é que verdadeiramente se encontra unido.
Porque POLÍTICA releva da intuição criadora, do juízo teórico-prático, da perceção das mediações necessárias entre quem governa e a comunidade que é governada, releva também dos diversos corpos que constituem o universo social e estatal que se relacionam com as aspirações que polarizam a vida dos Homens.
E, assim sendo, POLÍTICA é um FAZER e, sobretudo, um AGIR.
         Esta perspetiva é aliás já muito antiga e inspirada em Aristóteles, que assim define Política: … uma espécie de savoir-faire, de que nem a sensibilidade nem a imaginação podem estar ausentes, embora a prioridade seja atribuída à racionalização tecnológica e à reflexão crítica.
POLÍTICA será um ponto de focagem de um campo larguíssimo de relações entre governantes e governados; entre as Instituições e a vida real; entre as partes e o todo. E, todos nós, somos a parte deste todo!
Embora lhe estejam normalmente associadas questões ideológicas e partidárias, teremos de pensar sobretudo em CIDADANIA, que deverá nortear os nossos comportamentos e os nossos relacionamentos, qualquer que seja a idade, o género, a etnia, a religião; qualquer que seja o contexto onde possamos estar inseridos.

Comecei assim a minha comunicação no II Encontro de Mulheres em Movimento, que aconteceu em Espinho, na Biblioteca Municipal José Marmelo e Silva, organizado pela Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade Mulher Migrante em Outubro de 2012 e intitulada Universidade, Política e Cidadania.
Com base neste minha reflexão, julgo poder afirmar que a nossa Associação pode bem ser definida como um ato de CIDADANIA, expressa nas diversas singularidades que a caraterizam e que tão bem estão agora explicadas neste Jornal pela Drª. Manuela Aguiar, como também de todas quantas nela se têm envolvido.
Não há estrangeiros numa sociedade que vive os direitos humanos é o seu lema, concretizado na multiplicidade de eventos (mundiais, internacionais e nacionais) realizados ao longo de 25 anos em Portugal, na Europa, na América do Norte e do Sul, em África e muitos dos quais estão relatados em publicações que editamos.
A ideia colocada em 1985, no 1º Encontro de Mulheres Portuguesas no Associativismo e Jornalismo, realizado em Viana do Castelo e onde estive presente, transformou-se em sonho... , mas que logo se foi tornando realidade pela mão da então Secretária de Estado da Emigração, Drª. Manuela Aguiar com a realização de diversos eventos; após a sua saída do governo, com a fundação da Associação Mulher Migrante.
Com sede em Lisboa e mais de uma centena de sócias e sócios em Portugal e no estrangeiro,   sempre demos preferência a Espinho para a realização de muitos dos nossos eventos, de entre os quais tenho orgulho em destacar os dois Encontros Mundiais: em 1995 e em 2009. O terceiro Encontro Mundial, em 2011, foi em Lisboa, no Palácio das Necessidades.
Sendo agora espinhenses todas as presidentes dos orgãos sociais, bem como a secretária geral, tudo será mais fácil para utilizarmos Espinho como palco de muitas das nossas organizações.

Haja apoio, porque a vontade permanece

domingo, 21 de outubro de 2018

ESTER SOUSA E SÁ Projetos UNLOVE e UNLOP

REPRESENTAÇÃO DA AMM NOS PROJETOS UNLOVE E UNLOP

Bom dia caríssimas amigas

Em resposta ao convite do MDM (Movimento Democrático de Mulheres), feito à AMM, para apresentação e esclarecimento dos projectos UNLOVE e UNPOP, apresentei-me em sua representação na Universidade de Aveiro por  ter disponibilidade para assistir.

Este Projecto com o apoio do Governo e Universidade de Aveiro, inclui e aproxima várias disciplinas e junta vários intervenientes, e experts em diferentes áreas.
O Projecto consta de uns jogos criados que visam a promoção de uma cultura de igualdade entre rapazes e raparigas e de sensibilização para a não-violência no namoro, com recurso a tecnologias inovadoras de informação e  comunicação.

Inicialmente, este Projecto é para ser posto em práctica à experiência em algumas escolas selecionadas.

Os cumprimentos da Dra. Manuela Antunes da Silva (Direccão Nacional do MDM)


Um abraço

Ester de Sousa e Sá