Título: O papel da mulher emigrante açoriana nos países de destino e a situação das mulheres idosas na diáspora
Os processos migratórios dos Açores conhecem séculos de existência. Se é bem verdade que, na maior parte das situações, tais vagas foram protagonizadas por homens, em situações muito concretas as mulheres partiram com as suas famílias e companheiros (ou aos mesmos se juntaram após um curto período de tempo), contribuindo para uma maior integração, qualidade de vida, desenvolvimento económico das ilhas e aumento das comunidades açorianas no estrangeiro.
Grande parte das mulheres que compuseram os grupos que deram corpo às últimas vagas migratórias para os EUA e Canadá encontram-se presentemente em idade avançada. A situação das mesmas e os desafios que enfrentam nos nossos dias, nos países de acolhimento, serão alvo de problematização na comunicação a apresentar.
CV
Prof. Doutora Maria da Graça Borges Castanho
Directora Regional das Comunidades do Governo dos Açores
Docente na Universidade dos Açores de Metodologia do Ensino do Português na perspectiva de língua materna, língua estrangeira e 2ª língua.
Detentora de um pós-doutoramento feito na Harvard University com uma investigação sobre o ensino do Português em Moçambique. Doutoramento na Universidade do Minho com uma tese sobre o Ensino do Português através do Currículo no 2º Ciclo do Ensino Básico em Portugal. Mestrado na Lesley University, Cambridge, Massachusetts, EUA, com uma dissertação sobre o Ensino do Português nos EUA e Licenciatura em Português - Inglês pela Universidade dos Açores.
Foi a primeira Coordenadora do Plano Nacional de Leitura em Portugal a convite do então ministro da Educação David Justino; foi Conselheira para o Ensino do Português nos EUA e Bermuda, exercendo funções na Embaixada de Portugal em Washington DC, EUA; e Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Ponta Delgada.
Como docente da Universidade já orientou dezenas de teses de mestrado e doutoramento, coordenou grupos de trabalho para a criação de 2º ciclos de estudos em oito áreas diferentes do saber; foi directora do curso de educação básica; responsável por projectos pedagógicos internacionais e investigação nas comunidades e países lusófonos.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Da Califórnia, escreve Edmundo Macedo
A LIZZY, A MINHA AMIGUINHA DE SAN DIEGO
Quem é a Lizzy?
E a Mallery?
Conheci a Lizzy em San Diego, no passado Domingo 11 de Junho, quando por coincidência a selecção das cinco quinas se estreava no Mundial de futebol e acabaria por derrotar a sua congénere de Angola, iniciando assim excelente prestação na Alemanha.
Nesse Domingo inesquecível, com um tempo e sob um céu maravilhosos, havia alegria a rodos entre a Comunidade Portuguesa de San Diego, celebrando-se ali - por sua louvável intenção e inabalável vontade - a Festa da Santíssima Trindade e o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Tudo muito bem planeado, alguma pompa e circunstância, multidão a exsudar felicidade, devoção e cristalino fervor patriótico.
Pensaram os organizadores - e pensaram bem - que indo jogar-se no dia da Festa um importantíssimo desafio de futebol em terra teutónica, opondo a selecção nacional a Angola, o melhor seria instalar no grandioso salão de festas do clube português uma televisão do tamanho mais descomunal que fosse possível encontrar, de forma a assegurar a presença do público e para que "se matassem três coelhos de uma cajadada" -- Festa da Santíssima Trindade, Dia de Portugal e, claro está, um excitante Portugal-Angola em futebol.
E assim foi. Logo pela manhã celebrou-se missa na acolhedora igreja de Santa Inês onde actua um coro que canta A Portuguesa divinalmente, como num sonho, com estridência penetrante e ao mesmo tempo suave, com a melodia impar de tentilhões, esse "cantador-rei", desafiando a invernia do galho mais alto do plátano nu.
É precisamente na igreja de Santa Inês que ao ouvir-se o nosso Hino, a adrenalina começa a correr nas veias tão aceleradamente que parece que o corpo fica como que incandescente, como que a arder, como que em brasa.
Logo após a missa formou-se a procissão, que saíu da igreja e foi até ao átrio da associação, percorrendo-se assim um curto e agradável trajecto em romagem de fé. Depois, às instalações do clube - de fachada sugestiva e de excelente interior, as mesas postas com gosto e tudo a sugerir extremo cuidado - iam chegando os convivas com apetite aguçado para o Portugal-Angola e para as tradicionais e sempre deliciosas sopas.
Foi então que chegou ao clube a minha nova amiguinha de San Diego, a Lizzy. A menina mais linda do mundo. Trazia um vestidinho bonito e simples, verde-marinho, cor dos seus olhos - que irradiam coragem, que difundem luz e esperança, que ensinam o que é bravura.
A Lizzy não vinha só. Acompanhava-a sua irmã Nazaré, mais velha uns anitos, além de algumas amigas. Trazia também, bem chegada a si, a Mallery, que ela segurava por uma trela diferente das trelas comuns e que no mundo dos canídeos ocupa um lugar único pois trata-se de uma cadelinha "golden retriever" especial, que tem olhar meigo e atento e que deitada aos pés da Lizzy parece indicar que está ali cumprindo função de grande responsabilidade, que está ali para olhar pela Lizzy!
E eu fiquei a olhar, emocionado, para a Lizzy, sentada e a dar-a-dar com as pernitas - que é o que fazem sentadas numa cadeira todas as crianças da sua idade.
E fiquei a observar os sinais da Mallery, protegendo a Lizzy incondicionalmente.
Não descansei enquanto não dei um beijinho à minha nova amiguinha de San Diego. E foi a sua mãe, Teri Simas, esposa do Ron Simas, pai da Lizzy, quem nos proporcionou o encontro. E eu e a Lizzy ficámos desde logo amigos. Amigos por toda a vida. Perguntei-lhe se a Mallery era a sua melhor amiga e a Lizzy, decididamente, disse-me logo que sim.
Mas eu não saberia contar a história da Lizzy com o rigor com que deve ser contada, pelo que insisto que seja a Amanda a fazê-lo. A Amanda é também uma amiga minha. Mora em San Diego e tal como a Lizzy é uma jovem Luso-Americana de muito valor. Muito interessada pela nossa Língua e Cultura vai a Portugal aperfeiçoar o seu já excelente Português sempre que pode. A Amanda é filha do casal Idalmiro e Filomena da Rosa, que por seu lado participam frequentemente na vida da Comunidade, ajudando-a a fortalecer.
Voltando à Lizzy - e antes de dar a palavra à Amanda - direi apenas que medalhas e condecorações deveriam não só distinguir quem as tem recebido como também todas as "Lizzy" do mundo.
Pela coragem que revelam perante a temível enfermidade.
Pela dignidade que exibem no seu confronto diário contra a deslealdade da própria vida.
Pela sua infinita beleza, que nenhum mal destruirá.
Nenhum mal destruirá a minha amiguinha Lizzy, pequenina heroína Luso-Americana de San Diego!
Edmundo Macedo
Junho de 2006
Perfeita Companheira
Por: Amanda Marie da Rosa
(Texto traduzido do Inglês pelo Professor Eduardo Mayone Dias)
Todos rezamos pedindo um milagre em tempos de necessidade e para uma menina portuguesa de nove anos este milagre chegou-lhe na forma de uma carinhosa cachorrinha. Em questão de duas semanas criou-se uma emocionante história que transformou a vida e a jornada de Lizzy Simas e da sua cachorrinha Mallery.
Lizzy Simas, filha de Teri e Ron Simas e rainha por uma semana em 2005 sofre de uma doença conhecida como Epilepsia Temporal Lobular que lhe tem causado imprevisíveis ataques e provocado dificuldade em regular a temperatura do seu corpo. Lizzy também sobreviveu a um derrame cerebral. Tem de igual modo uma doença óssea degenerativa chamada Perthex, que levou a numerosas intervenções cirúrgicas na anca esquerda, o que lhe torna difícil caminhar longas distâncias.
Com o auxílio e o apoio de Petco e de Milk Bone, fabricantes de artigos para animais de estimação, Lizzy e sua mãe, Teri, conseguiram a oportunidade de se deslocar a Alpharetta, no Estado americano da Geórgia, onde Lizzy frequentou por duas semanas sessões num centro que treina cães destinados a auxiliarem inválidos. Por meio desta oganização, denominada Canine Assistants, Lizzy adaptou-se a viver com uma cadelinha que iria ser a sua auxiliar! Neste Centro Lizzy pôde lidar e treinar-se com vários cães até encontrar o que fosse mais compatível com ela.
Ao cabo das duas semanas na Geórgia, ao determinarem-se as três melhores opções de experimentados peritos, Lizzy ajustou-se a uma linda cadelinha de raça "golden retriever" que dava pelo nome de Mallery. Mallery é fisicamente o mais pequeno dos animais de Canine Assistants, um dos seus nove irmãos e irmãs sendo treinados neste centro.
Lizzy e Mallery parecem ser o par ideal! Ambas exultaram de alegria quando o ajuste foi anunciado. Trabalhando com Lizzy, Mallery aprendeu ordens como "Vai buscar a mamã" e "Despacha-te", o que torna um pouco mais rápidas as idas de Mallery ao quarto de banho.
Mallery tem de andar sempre com Lizzy e estar sempre ao seu lado. Acompanha Lizzy no autocarro da escola, nas consultas com o médico e na igreja. Enquanto estiveram na Geórgia passaram umas noites juntas e andaram mesmo no carrossel. Apesar da tendência da Mallery a sentir tonturas, tudo correu bem.
Esta união resultou no mais positivo câmbio na vida de Lizzy.
The Perfect Companion
By Amanda Marie da Rosa
We all pray for miracles in times of need and for one Portuguese nine year-old, this miracle came to her in the form of a friendly pooch. In a matter of two weeks, a life-changing journey and heart-warming story was created with that of Lizzy Simas and her dog, Mallery.
Lizzy Simas, daughter of Teri and Ron Simas, and also a 2005 weekly queen, suffers from what is known as Temporal Lobe Epilepsy with which she has experienced unexpected seizures, has difficulty regulating her own body temperature, and has survived a stroke. She also has a degenerative bone disease called Perthes Disease with which she has had multiple surgeries on her left hip, making it very difficult for Lizzy to walk long distances.
With the support and sponsorship of pet supply manufacturers Petco and Milk-Bone, Lizzy and her mom Teri had the opportunity to travel to Alpharetta, Georgia where she attended a camp for two weeks of service dog training. Through this organization called Canine Assistants, Lizzy was to be matched with one dog that was going to become her very own service dog! At this camp, Lizzy was able to meet, greet, and train with different dogs to see which one she was most compatible with.
At the end of their two-week stay in Georgia, along with Lizzy's top three choices and with expert observations, Lizzy was matched with a beautiful golden retriever named Mallery. Mallery is physically the smallest of the dogs at Canine Assistants, and is one of her nine brothers and sisters that train there at the camp. Lizzy and Mallery seem to be the perfect match! They both beamed with contentment as the match was announced. In working with Lizzy, Mallery has learned commands such as "go get mom" and "better hurry" which was learned to make Mallery's trips to nature's calling a bit swifter.
Mallery must go everywhere with Lizzy and be with her at all times. She accompanies Lizzy on the school bus, on visits to the doctor and to church. While in Georgia, they spent a few nights together and even got to ride on the merry-go-round. Despite Mallery's tendency for motion sickness, all went well. The union has proved to be one that will most positively change Lizzy's life.
LIZZY e MALLERY
E a Mallery?
Conheci a Lizzy em San Diego, no passado Domingo 11 de Junho, quando por coincidência a selecção das cinco quinas se estreava no Mundial de futebol e acabaria por derrotar a sua congénere de Angola, iniciando assim excelente prestação na Alemanha.
Nesse Domingo inesquecível, com um tempo e sob um céu maravilhosos, havia alegria a rodos entre a Comunidade Portuguesa de San Diego, celebrando-se ali - por sua louvável intenção e inabalável vontade - a Festa da Santíssima Trindade e o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Tudo muito bem planeado, alguma pompa e circunstância, multidão a exsudar felicidade, devoção e cristalino fervor patriótico.
Pensaram os organizadores - e pensaram bem - que indo jogar-se no dia da Festa um importantíssimo desafio de futebol em terra teutónica, opondo a selecção nacional a Angola, o melhor seria instalar no grandioso salão de festas do clube português uma televisão do tamanho mais descomunal que fosse possível encontrar, de forma a assegurar a presença do público e para que "se matassem três coelhos de uma cajadada" -- Festa da Santíssima Trindade, Dia de Portugal e, claro está, um excitante Portugal-Angola em futebol.
E assim foi. Logo pela manhã celebrou-se missa na acolhedora igreja de Santa Inês onde actua um coro que canta A Portuguesa divinalmente, como num sonho, com estridência penetrante e ao mesmo tempo suave, com a melodia impar de tentilhões, esse "cantador-rei", desafiando a invernia do galho mais alto do plátano nu.
É precisamente na igreja de Santa Inês que ao ouvir-se o nosso Hino, a adrenalina começa a correr nas veias tão aceleradamente que parece que o corpo fica como que incandescente, como que a arder, como que em brasa.
Logo após a missa formou-se a procissão, que saíu da igreja e foi até ao átrio da associação, percorrendo-se assim um curto e agradável trajecto em romagem de fé. Depois, às instalações do clube - de fachada sugestiva e de excelente interior, as mesas postas com gosto e tudo a sugerir extremo cuidado - iam chegando os convivas com apetite aguçado para o Portugal-Angola e para as tradicionais e sempre deliciosas sopas.
Foi então que chegou ao clube a minha nova amiguinha de San Diego, a Lizzy. A menina mais linda do mundo. Trazia um vestidinho bonito e simples, verde-marinho, cor dos seus olhos - que irradiam coragem, que difundem luz e esperança, que ensinam o que é bravura.
A Lizzy não vinha só. Acompanhava-a sua irmã Nazaré, mais velha uns anitos, além de algumas amigas. Trazia também, bem chegada a si, a Mallery, que ela segurava por uma trela diferente das trelas comuns e que no mundo dos canídeos ocupa um lugar único pois trata-se de uma cadelinha "golden retriever" especial, que tem olhar meigo e atento e que deitada aos pés da Lizzy parece indicar que está ali cumprindo função de grande responsabilidade, que está ali para olhar pela Lizzy!
E eu fiquei a olhar, emocionado, para a Lizzy, sentada e a dar-a-dar com as pernitas - que é o que fazem sentadas numa cadeira todas as crianças da sua idade.
E fiquei a observar os sinais da Mallery, protegendo a Lizzy incondicionalmente.
Não descansei enquanto não dei um beijinho à minha nova amiguinha de San Diego. E foi a sua mãe, Teri Simas, esposa do Ron Simas, pai da Lizzy, quem nos proporcionou o encontro. E eu e a Lizzy ficámos desde logo amigos. Amigos por toda a vida. Perguntei-lhe se a Mallery era a sua melhor amiga e a Lizzy, decididamente, disse-me logo que sim.
Mas eu não saberia contar a história da Lizzy com o rigor com que deve ser contada, pelo que insisto que seja a Amanda a fazê-lo. A Amanda é também uma amiga minha. Mora em San Diego e tal como a Lizzy é uma jovem Luso-Americana de muito valor. Muito interessada pela nossa Língua e Cultura vai a Portugal aperfeiçoar o seu já excelente Português sempre que pode. A Amanda é filha do casal Idalmiro e Filomena da Rosa, que por seu lado participam frequentemente na vida da Comunidade, ajudando-a a fortalecer.
Voltando à Lizzy - e antes de dar a palavra à Amanda - direi apenas que medalhas e condecorações deveriam não só distinguir quem as tem recebido como também todas as "Lizzy" do mundo.
Pela coragem que revelam perante a temível enfermidade.
Pela dignidade que exibem no seu confronto diário contra a deslealdade da própria vida.
Pela sua infinita beleza, que nenhum mal destruirá.
Nenhum mal destruirá a minha amiguinha Lizzy, pequenina heroína Luso-Americana de San Diego!
Edmundo Macedo
Junho de 2006
Perfeita Companheira
Por: Amanda Marie da Rosa
(Texto traduzido do Inglês pelo Professor Eduardo Mayone Dias)
Todos rezamos pedindo um milagre em tempos de necessidade e para uma menina portuguesa de nove anos este milagre chegou-lhe na forma de uma carinhosa cachorrinha. Em questão de duas semanas criou-se uma emocionante história que transformou a vida e a jornada de Lizzy Simas e da sua cachorrinha Mallery.
Lizzy Simas, filha de Teri e Ron Simas e rainha por uma semana em 2005 sofre de uma doença conhecida como Epilepsia Temporal Lobular que lhe tem causado imprevisíveis ataques e provocado dificuldade em regular a temperatura do seu corpo. Lizzy também sobreviveu a um derrame cerebral. Tem de igual modo uma doença óssea degenerativa chamada Perthex, que levou a numerosas intervenções cirúrgicas na anca esquerda, o que lhe torna difícil caminhar longas distâncias.
Com o auxílio e o apoio de Petco e de Milk Bone, fabricantes de artigos para animais de estimação, Lizzy e sua mãe, Teri, conseguiram a oportunidade de se deslocar a Alpharetta, no Estado americano da Geórgia, onde Lizzy frequentou por duas semanas sessões num centro que treina cães destinados a auxiliarem inválidos. Por meio desta oganização, denominada Canine Assistants, Lizzy adaptou-se a viver com uma cadelinha que iria ser a sua auxiliar! Neste Centro Lizzy pôde lidar e treinar-se com vários cães até encontrar o que fosse mais compatível com ela.
Ao cabo das duas semanas na Geórgia, ao determinarem-se as três melhores opções de experimentados peritos, Lizzy ajustou-se a uma linda cadelinha de raça "golden retriever" que dava pelo nome de Mallery. Mallery é fisicamente o mais pequeno dos animais de Canine Assistants, um dos seus nove irmãos e irmãs sendo treinados neste centro.
Lizzy e Mallery parecem ser o par ideal! Ambas exultaram de alegria quando o ajuste foi anunciado. Trabalhando com Lizzy, Mallery aprendeu ordens como "Vai buscar a mamã" e "Despacha-te", o que torna um pouco mais rápidas as idas de Mallery ao quarto de banho.
Mallery tem de andar sempre com Lizzy e estar sempre ao seu lado. Acompanha Lizzy no autocarro da escola, nas consultas com o médico e na igreja. Enquanto estiveram na Geórgia passaram umas noites juntas e andaram mesmo no carrossel. Apesar da tendência da Mallery a sentir tonturas, tudo correu bem.
Esta união resultou no mais positivo câmbio na vida de Lizzy.
The Perfect Companion
By Amanda Marie da Rosa
We all pray for miracles in times of need and for one Portuguese nine year-old, this miracle came to her in the form of a friendly pooch. In a matter of two weeks, a life-changing journey and heart-warming story was created with that of Lizzy Simas and her dog, Mallery.
Lizzy Simas, daughter of Teri and Ron Simas, and also a 2005 weekly queen, suffers from what is known as Temporal Lobe Epilepsy with which she has experienced unexpected seizures, has difficulty regulating her own body temperature, and has survived a stroke. She also has a degenerative bone disease called Perthes Disease with which she has had multiple surgeries on her left hip, making it very difficult for Lizzy to walk long distances.
With the support and sponsorship of pet supply manufacturers Petco and Milk-Bone, Lizzy and her mom Teri had the opportunity to travel to Alpharetta, Georgia where she attended a camp for two weeks of service dog training. Through this organization called Canine Assistants, Lizzy was to be matched with one dog that was going to become her very own service dog! At this camp, Lizzy was able to meet, greet, and train with different dogs to see which one she was most compatible with.
At the end of their two-week stay in Georgia, along with Lizzy's top three choices and with expert observations, Lizzy was matched with a beautiful golden retriever named Mallery. Mallery is physically the smallest of the dogs at Canine Assistants, and is one of her nine brothers and sisters that train there at the camp. Lizzy and Mallery seem to be the perfect match! They both beamed with contentment as the match was announced. In working with Lizzy, Mallery has learned commands such as "go get mom" and "better hurry" which was learned to make Mallery's trips to nature's calling a bit swifter.
Mallery must go everywhere with Lizzy and be with her at all times. She accompanies Lizzy on the school bus, on visits to the doctor and to church. While in Georgia, they spent a few nights together and even got to ride on the merry-go-round. Despite Mallery's tendency for motion sickness, all went well. The union has proved to be one that will most positively change Lizzy's life.
LIZZY e MALLERY
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
DE EDMUNDO MACEDO SOBRE MARY GIGLITTO
Good evening,
My unforgettable friend Mary Rosa Giglitto built an outstanding pyramid consisting of laborious activity, amazing imagination, indomitable courage, sense of humility and unmatched class.
I do not expect the value of Mary's contribution to society to dissipate like smoke into the clouds, but to live among us and future generations as a precious example of what people can do when people are guided by a clear conscience, by tolerance and fairness.
In her quest for greatness, Mary succeeded.
Plain and simple, "Our Mary" was bigger than life!
Thank you.
Edmundo Macedo
(At Cabrillo Festival Banquet, SES San Diego - Saturday, October 1, 2011)
My unforgettable friend Mary Rosa Giglitto built an outstanding pyramid consisting of laborious activity, amazing imagination, indomitable courage, sense of humility and unmatched class.
I do not expect the value of Mary's contribution to society to dissipate like smoke into the clouds, but to live among us and future generations as a precious example of what people can do when people are guided by a clear conscience, by tolerance and fairness.
In her quest for greatness, Mary succeeded.
Plain and simple, "Our Mary" was bigger than life!
Thank you.
Edmundo Macedo
(At Cabrillo Festival Banquet, SES San Diego - Saturday, October 1, 2011)
sábado, 10 de setembro de 2011
33 - EDMUNDO MACEDO Sobre a Mulher Migrante .
A MULHER MIGRANTE
Tal como a própria História - nascente abundante e infindável de ensinamentos -, a Mulher Migrante - considerado o seu ânimo indomável, as suas inesgotáveis potencialidades e as vitórias que já alcançou - representa uma doutrina, um preceito, uma lição.
Dado o estímulo que exsuda da sua peregrinação e atentas as encruzilhadas e agressividade dos caminhos que percorreu, uma análise simplista à trajectória da Mulher Migrante Portuguesa - especialmente aquela a que chamarei activa - teria forçosamente de caracterizá-la hoje como infatigável empreendedora, arrojada conquistadora, um claríssimo exemplo de que poderão extrair-se ilações e até proveito, pois nela - como potencial emigrante - nada é acidental nem extemporâneo.
É do conhecimento geral que o fenómeno migratório português nos Estados Unidos se revelou de carácter masculino na fase histórica inicial.
Mais tarde, conseguida a indispensável habitabilidade, a mulher e os filhos vêm juntar-se ao chefe da família, daí resultando um “encasulamento”, uma fortalecida e fortíssima “cápsula”, pois oferece a todos outra tranquilidade, aos filhos a escola e a tutela paternal e em particular à mulher a opção de manter-se como dona do lar e mãe, ou de projectar-se no mercado de trabalho e assim garantir um segundo ordenado e em consequência maior segurança.
Neste quadro familiar sobressai, obviamente, o triunfalismo da mulher - que como 'o outro bicho-da-seda' veio dar o retoque final ao “casulo”, fechando-o hermeticamente e assegurando-lhe assim a necessária protecção.
A mulher migrante activa portuguesa nos EUA chegou sozinha, veio à aventura, entrou com enorme entusiasmo. São em número prodigioso os caminhos por ela calcorreados. Um dos mais notáveis e que talvez melhor figure como exemplo da sua determinação levam-na no princípio a encontrar trabalho humilde, a educar-se e a atingir posições de destaque no ambiente americano, inclusivamente trabalhos compensadores na burocracia, no ensino primário, secundário e até universitário.
Por outro lado, a mulher migrante a que chamarei passiva - de certo modo já anteriormente referida - chegou acompanhada do marido e nas situações mais comuns limitou-se em boa parte a formar um lar e uma família. Mostrou-se mais doméstica e conservadora do que o marido, impondo rígida conduta às filhas. Arreigada aos padrões e costumes tradicionais, raramente revelou interesse em familiarizar-se com a cultura estrangeira circundante. A sua importância no governo e estabilização da casa não poderá pôr-se em dúvida.
Num quadro urdido com atenção ao pormenor haveria de constar que de um modo geral as mulheres portuguesas nos Estados Unidos só esporadicamente se interessam por actividades cívicas ou políticas, enquanto a nível comunitário é visível o seu crescente interesse pela gestão das sociedades fraternais, quer portuguesas, quer luso-americanas. Trata-se de uma apetência que ganha e solidifica raízes e que a nível das sociedades fraternais coloca também a mulher a par do homem em situações de pura gerência e administração.
Por outro lado, em zonas mais prósperas das grandes metrópoles como, por exemplo, a imensa Los Angeles, houveram casais que se fixaram no trabalho doméstico auferindo apreciáveis condições de vida: salário, a importantíssima protecção à saúde, tecto e alimentos.
A este respeito - por parecer-me vir a propósito - cito o caso de um filho de um casal português ao serviço doméstico de senhora abastada - a mulher, a cozinheira-governanta, o marido, o motorista-mordomo - que usufruíu a sua formatura em Direito nos EUA a expensas da generosa patroa dos pais. Aqui, a mulher "cozinheira-governanta" volta a assumir posição da maior importância e do maior relevo.
Numa síntese ao percurso e aos motivos que levaram a mulher a emigrar seria imperioso considerar, entre outros, os tópicos e seguintes considerações:
RAZÕES PARA EMIGRAR
Indubitavelmente, a determinante é o sonho da melhoria económica. A emigrante portuguesa - em grande número chegada aos Estados Unidos de pequenos agregados populacionais dos Açores, Madeira e Norte de Portugal Continental - provém com frequência de ambientes de modesta auto-suficiência e o incentivo para sair é em muitos casos o seu denodo e noutros casos o exemplo do sucesso conseguido por familiares e conterrâneos.
PRIMEIRAS IMPRESSÕES NO PAÍS DE ACOLHIMENTO
Em regra predomina certa estranheza - senão mesmo rejeição - pelo novo estilo de vida, que por outro lado vai abrandando devido à inevitável crescente integração. Mais tarde, se a integração se realizar - que é facto frequente -, surge a preferência pelo estilo de vida do país de acolhimento, não sendo raro o gosto "empolado", ou a absoluta preferência pelo modelo local em prejuízo do antigo "modus vivendi" - que então é dado como antiquado e finalmente posto de parte.
Tratando-se exclusivamente dos Estados Unidos, subsiste à chegada uma admiração excessiva, quase até “assombro” perante o mundo tecnológico maravilhoso que subitamente "desabrochou", que emergiu como que no meio de um sonho, que surgiu repentinamente como uma miragem.
DIFICULDADES NA ADAPTAÇÃO
O mais intenso escolho e o que requer maior entusiasmo, afinco e trabalho é o domínio do novo idioma, que em muitos casos acaba por concretizar-se em prazo e de forma muito aceitáveis.
Fortemente traumática é a transição da lida doméstica ou do sector agrícola para o fabril, ou ainda quando tal transição se efectuou de um meio rural para um ambiente urbano, pois saltou-se do vazio e despovoado para um mundo ultra-competitivo, compacto, dimensionalmente gigantesco, muitas vezes atemorizante.
O NOVO TRABALHO
Nos casos de escolaridade mais avançada trazida de Portugal ou adquirida nos Estados Unidos, tornou-se comum o acesso ao sector comercial, burocrático ou educativo. Mantém-se, porém, mais frequente a entrada no sector industrial, especialmente têxtil, na Costa Leste, ou conserveiro na Califórnia.
FICAR OU REGRESSAR
Não é raro o desejo inicial de um regresso após alguns anos e a acumulação de certa riqueza. Tal desejo, porém, esgota-se após razoável aculturação.
São conhecidos casos de retorno ao país de acolhimento ante a constatação de um país natal fundamentalmente diferente do da época da partida: "Voltei e ao chegar à rua onde vivi, pareceu-me mais estreita, dando-me a ideia de que tudo havia encolhido!”
De um modo geral, a fixação definitiva no país de acolhimento tem sido norma.
A ambição de “descobrir” a América e particularmente a de “conquistar” Hollywood tem fomentado algumas situações de resultados felizes - que conheci de perto -, que têm fertilizado a esperança e ajudado a contrabalançar o pesadelo do revés emigratório.
Não duvido, porém, de que na fibra e no âmago da Mulher Migrante Portuguesa existe uma simbiose de metais tão preciosos como a valia e a audácia.
Que desde logo a recomendam para que concretize com êxito o gigantesco acto de emigrar.
Los Angeles, 1 de Setembro de 2011
Edmundo Macedo
Tal como a própria História - nascente abundante e infindável de ensinamentos -, a Mulher Migrante - considerado o seu ânimo indomável, as suas inesgotáveis potencialidades e as vitórias que já alcançou - representa uma doutrina, um preceito, uma lição.
Dado o estímulo que exsuda da sua peregrinação e atentas as encruzilhadas e agressividade dos caminhos que percorreu, uma análise simplista à trajectória da Mulher Migrante Portuguesa - especialmente aquela a que chamarei activa - teria forçosamente de caracterizá-la hoje como infatigável empreendedora, arrojada conquistadora, um claríssimo exemplo de que poderão extrair-se ilações e até proveito, pois nela - como potencial emigrante - nada é acidental nem extemporâneo.
É do conhecimento geral que o fenómeno migratório português nos Estados Unidos se revelou de carácter masculino na fase histórica inicial.
Mais tarde, conseguida a indispensável habitabilidade, a mulher e os filhos vêm juntar-se ao chefe da família, daí resultando um “encasulamento”, uma fortalecida e fortíssima “cápsula”, pois oferece a todos outra tranquilidade, aos filhos a escola e a tutela paternal e em particular à mulher a opção de manter-se como dona do lar e mãe, ou de projectar-se no mercado de trabalho e assim garantir um segundo ordenado e em consequência maior segurança.
Neste quadro familiar sobressai, obviamente, o triunfalismo da mulher - que como 'o outro bicho-da-seda' veio dar o retoque final ao “casulo”, fechando-o hermeticamente e assegurando-lhe assim a necessária protecção.
A mulher migrante activa portuguesa nos EUA chegou sozinha, veio à aventura, entrou com enorme entusiasmo. São em número prodigioso os caminhos por ela calcorreados. Um dos mais notáveis e que talvez melhor figure como exemplo da sua determinação levam-na no princípio a encontrar trabalho humilde, a educar-se e a atingir posições de destaque no ambiente americano, inclusivamente trabalhos compensadores na burocracia, no ensino primário, secundário e até universitário.
Por outro lado, a mulher migrante a que chamarei passiva - de certo modo já anteriormente referida - chegou acompanhada do marido e nas situações mais comuns limitou-se em boa parte a formar um lar e uma família. Mostrou-se mais doméstica e conservadora do que o marido, impondo rígida conduta às filhas. Arreigada aos padrões e costumes tradicionais, raramente revelou interesse em familiarizar-se com a cultura estrangeira circundante. A sua importância no governo e estabilização da casa não poderá pôr-se em dúvida.
Num quadro urdido com atenção ao pormenor haveria de constar que de um modo geral as mulheres portuguesas nos Estados Unidos só esporadicamente se interessam por actividades cívicas ou políticas, enquanto a nível comunitário é visível o seu crescente interesse pela gestão das sociedades fraternais, quer portuguesas, quer luso-americanas. Trata-se de uma apetência que ganha e solidifica raízes e que a nível das sociedades fraternais coloca também a mulher a par do homem em situações de pura gerência e administração.
Por outro lado, em zonas mais prósperas das grandes metrópoles como, por exemplo, a imensa Los Angeles, houveram casais que se fixaram no trabalho doméstico auferindo apreciáveis condições de vida: salário, a importantíssima protecção à saúde, tecto e alimentos.
A este respeito - por parecer-me vir a propósito - cito o caso de um filho de um casal português ao serviço doméstico de senhora abastada - a mulher, a cozinheira-governanta, o marido, o motorista-mordomo - que usufruíu a sua formatura em Direito nos EUA a expensas da generosa patroa dos pais. Aqui, a mulher "cozinheira-governanta" volta a assumir posição da maior importância e do maior relevo.
Numa síntese ao percurso e aos motivos que levaram a mulher a emigrar seria imperioso considerar, entre outros, os tópicos e seguintes considerações:
RAZÕES PARA EMIGRAR
Indubitavelmente, a determinante é o sonho da melhoria económica. A emigrante portuguesa - em grande número chegada aos Estados Unidos de pequenos agregados populacionais dos Açores, Madeira e Norte de Portugal Continental - provém com frequência de ambientes de modesta auto-suficiência e o incentivo para sair é em muitos casos o seu denodo e noutros casos o exemplo do sucesso conseguido por familiares e conterrâneos.
PRIMEIRAS IMPRESSÕES NO PAÍS DE ACOLHIMENTO
Em regra predomina certa estranheza - senão mesmo rejeição - pelo novo estilo de vida, que por outro lado vai abrandando devido à inevitável crescente integração. Mais tarde, se a integração se realizar - que é facto frequente -, surge a preferência pelo estilo de vida do país de acolhimento, não sendo raro o gosto "empolado", ou a absoluta preferência pelo modelo local em prejuízo do antigo "modus vivendi" - que então é dado como antiquado e finalmente posto de parte.
Tratando-se exclusivamente dos Estados Unidos, subsiste à chegada uma admiração excessiva, quase até “assombro” perante o mundo tecnológico maravilhoso que subitamente "desabrochou", que emergiu como que no meio de um sonho, que surgiu repentinamente como uma miragem.
DIFICULDADES NA ADAPTAÇÃO
O mais intenso escolho e o que requer maior entusiasmo, afinco e trabalho é o domínio do novo idioma, que em muitos casos acaba por concretizar-se em prazo e de forma muito aceitáveis.
Fortemente traumática é a transição da lida doméstica ou do sector agrícola para o fabril, ou ainda quando tal transição se efectuou de um meio rural para um ambiente urbano, pois saltou-se do vazio e despovoado para um mundo ultra-competitivo, compacto, dimensionalmente gigantesco, muitas vezes atemorizante.
O NOVO TRABALHO
Nos casos de escolaridade mais avançada trazida de Portugal ou adquirida nos Estados Unidos, tornou-se comum o acesso ao sector comercial, burocrático ou educativo. Mantém-se, porém, mais frequente a entrada no sector industrial, especialmente têxtil, na Costa Leste, ou conserveiro na Califórnia.
FICAR OU REGRESSAR
Não é raro o desejo inicial de um regresso após alguns anos e a acumulação de certa riqueza. Tal desejo, porém, esgota-se após razoável aculturação.
São conhecidos casos de retorno ao país de acolhimento ante a constatação de um país natal fundamentalmente diferente do da época da partida: "Voltei e ao chegar à rua onde vivi, pareceu-me mais estreita, dando-me a ideia de que tudo havia encolhido!”
De um modo geral, a fixação definitiva no país de acolhimento tem sido norma.
A ambição de “descobrir” a América e particularmente a de “conquistar” Hollywood tem fomentado algumas situações de resultados felizes - que conheci de perto -, que têm fertilizado a esperança e ajudado a contrabalançar o pesadelo do revés emigratório.
Não duvido, porém, de que na fibra e no âmago da Mulher Migrante Portuguesa existe uma simbiose de metais tão preciosos como a valia e a audácia.
Que desde logo a recomendam para que concretize com êxito o gigantesco acto de emigrar.
Los Angeles, 1 de Setembro de 2011
Edmundo Macedo
O Encontro Mundial de Mulheres na Diáspora Os temas e as datas
24 de Novembro
21.00 Recepção às participantes no Fórum da Maia e inauguração das exposições:
Colectiva de pintoras e escultoras - Feminino Plural
Rostos da República
21.30 Tertúlia "As Mulheres e a "res publica"
25 e 26 de de Novembro - sessões de trabalho
TEMAS
HISTÓRIA
1 História das Migrações no Feminino
Constantes da emigração portuguesa - família, trabalho, cultura, intervenção cívica
Olhar, prospectivamente, o passado das migrações no feminino
História do Movimento Associativo feminino
Movimento Associativo - via de acesso das Mulheres nas estruturas e elites do "poder"
O papel de congressos na definição de políticas com a componente de género
MEMÓRIA
Testemunhos
Projecto "Ateliés da memória"
Memória de grandes feministas - Maria Lamas, Maria Archer
DEVIR
Novas migrações no feminino
A mulher nos processos de integração e regresso
Relação Transnacional As mulheres nas comunidades de cultura portuguesa
Campos de afirmação das mulheres - jornalismo, arte e letras, desporto, empreendedorismo
A mulher, o Estado e as leis
O tempo e os modos de viver a cidadania
21.00 Recepção às participantes no Fórum da Maia e inauguração das exposições:
Colectiva de pintoras e escultoras - Feminino Plural
Rostos da República
21.30 Tertúlia "As Mulheres e a "res publica"
25 e 26 de de Novembro - sessões de trabalho
TEMAS
HISTÓRIA
1 História das Migrações no Feminino
Constantes da emigração portuguesa - família, trabalho, cultura, intervenção cívica
Olhar, prospectivamente, o passado das migrações no feminino
História do Movimento Associativo feminino
Movimento Associativo - via de acesso das Mulheres nas estruturas e elites do "poder"
O papel de congressos na definição de políticas com a componente de género
MEMÓRIA
Testemunhos
Projecto "Ateliés da memória"
Memória de grandes feministas - Maria Lamas, Maria Archer
DEVIR
Novas migrações no feminino
A mulher nos processos de integração e regresso
Relação Transnacional As mulheres nas comunidades de cultura portuguesa
Campos de afirmação das mulheres - jornalismo, arte e letras, desporto, empreendedorismo
A mulher, o Estado e as leis
O tempo e os modos de viver a cidadania
sábado, 3 de setembro de 2011
CONGRESSO MUNDIAL DE MULHERES NA DIÁSPORA
HISTÓRIA, MEMÒRIA, DEVIR
MAIA, 25 e 26 de Novembro de 2011
A Associação "MULHER MIGRANTE" volta a organizar um Encontro mundial para debater os problemas que se colocam às mulheres portuguesas no novo contexto migratório do século XXI, e para promover uma maior participação feminina, cívica e política.
Esta iniciativa conta com o incentivo e o apoio da SECP, e constituirá, certamente, um decisivo avanço na afirmação de políticas de emigração com acento nas questões fundamentais da cidadania.
Fazer justiça às mulheres, dar-lhes iguais oportunidades de terem voz e influência na vida das comunidades, significa mais cidadania para elas, mais força para as comunidades, e a certeza da expansão da língua e da cultura para o País.
A paridade está há muito conseguida na proporção mulheres/homens na emigração portuguesa. Todavia, não se reflecte ainda no movimento associativo, nos centros de decisão das instituições, na vida pública, na política.
A Assembleia da República na Resolução nº 32/2010 reconhece a necessidade de promover um amplo programa que conduza à plena participação das mulheres na vida das comunidades. Ao Governo incumbe, em primeira linha, a missão de a promover (um dever que, aliás, lhe é expressamente imposto pela Constituição), mas, como na economia da Resolução se realça, melhor atingirá os seus fins se recorrer a parcerias com as organizações da própria sociedade civil.
A "Mulher Migrante", em ligação com outras associações existentes dentro e fora das nossas fronteiras, quer precisamente servir os objectivos daquela Resolução, que são também os seus, colaborando com o Governo do País, como sempre tem procurado fazer.
Os "Encontros para a Cidadania -2005-2009" vieram provar a validade destas formas de cooperação. E as intervenientes dos "Encontros, nos vários continentes do mundo, recomendaram que não se deixasse esmorecer a vontade de manter canais de comunicação e um trabalho continuado, para que se não perca o que está feito ...
E apontavam para a realização de um Congresso Mundial, que pudesse dar uma visão de conjunto da situação das Portuguesas da Diáspora, que é fundamental para saber como agir futuramente, com que meios humanos e materiais, com que solidariedades, mórmente entre as próprias mulheres da Diáspora.
Não foi possível convocar o Congresso Mundial em 2009.
Dois anos depois, a sua organização está em marcha! Aqui fica um primeiro convite à participação de todos os que querem envolver-se nesta causa cívica.
Uma palavra para o Secretário de Estado, Dr José Cesário, para lhe agradecer a forma como acolheu, desde a primeira hora, a nossa proposta.
Estamos em perfeita sintonia - como seria de esperar, pois foi ele, na Assembleia da República, o principal impulsionador da histórica Resolução nº32/2010, à qual a proposta pretende dar execução.
Mas é sempre de sublinhar a atitude dos políticos que, quando chegam ao Governo, não hesitam em dar execução aos projectos que, na oposição, recomendaram vivamente a outros governos. Eis um paradigma de coerência.
MAIA, 25 e 26 de Novembro de 2011
A Associação "MULHER MIGRANTE" volta a organizar um Encontro mundial para debater os problemas que se colocam às mulheres portuguesas no novo contexto migratório do século XXI, e para promover uma maior participação feminina, cívica e política.
Esta iniciativa conta com o incentivo e o apoio da SECP, e constituirá, certamente, um decisivo avanço na afirmação de políticas de emigração com acento nas questões fundamentais da cidadania.
Fazer justiça às mulheres, dar-lhes iguais oportunidades de terem voz e influência na vida das comunidades, significa mais cidadania para elas, mais força para as comunidades, e a certeza da expansão da língua e da cultura para o País.
A paridade está há muito conseguida na proporção mulheres/homens na emigração portuguesa. Todavia, não se reflecte ainda no movimento associativo, nos centros de decisão das instituições, na vida pública, na política.
A Assembleia da República na Resolução nº 32/2010 reconhece a necessidade de promover um amplo programa que conduza à plena participação das mulheres na vida das comunidades. Ao Governo incumbe, em primeira linha, a missão de a promover (um dever que, aliás, lhe é expressamente imposto pela Constituição), mas, como na economia da Resolução se realça, melhor atingirá os seus fins se recorrer a parcerias com as organizações da própria sociedade civil.
A "Mulher Migrante", em ligação com outras associações existentes dentro e fora das nossas fronteiras, quer precisamente servir os objectivos daquela Resolução, que são também os seus, colaborando com o Governo do País, como sempre tem procurado fazer.
Os "Encontros para a Cidadania -2005-2009" vieram provar a validade destas formas de cooperação. E as intervenientes dos "Encontros, nos vários continentes do mundo, recomendaram que não se deixasse esmorecer a vontade de manter canais de comunicação e um trabalho continuado, para que se não perca o que está feito ...
E apontavam para a realização de um Congresso Mundial, que pudesse dar uma visão de conjunto da situação das Portuguesas da Diáspora, que é fundamental para saber como agir futuramente, com que meios humanos e materiais, com que solidariedades, mórmente entre as próprias mulheres da Diáspora.
Não foi possível convocar o Congresso Mundial em 2009.
Dois anos depois, a sua organização está em marcha! Aqui fica um primeiro convite à participação de todos os que querem envolver-se nesta causa cívica.
Uma palavra para o Secretário de Estado, Dr José Cesário, para lhe agradecer a forma como acolheu, desde a primeira hora, a nossa proposta.
Estamos em perfeita sintonia - como seria de esperar, pois foi ele, na Assembleia da República, o principal impulsionador da histórica Resolução nº32/2010, à qual a proposta pretende dar execução.
Mas é sempre de sublinhar a atitude dos políticos que, quando chegam ao Governo, não hesitam em dar execução aos projectos que, na oposição, recomendaram vivamente a outros governos. Eis um paradigma de coerência.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
MULHERES MIGRANTES- OS MULTIMEDIA ENQUANTO ESPAÇOS DE ACÇÃO E REPRESENTAÇÃO
Os seminários subordinados a esta temática foram delineados pela Associação “Mulher Migrante” e a sua concretização em várias comunidades da América do Norte foi e é apoiada pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.
Uma parceria para colaboração nos seminários foi estabelecida com a Fundação Pro Dignitate e o CEMRI (Universidade Aberta).
O objectivo fundamental é a sensibilização de mulheres e homens migrantes para os estereótipos de género, subvalorização ou distorções e discriminações que afectam a imagem das mulheres nos “media” das comunidades e para as formas de tomada de consciência e de denúncia dessas situações – sempre que os media não acompanhem a evolução da realidade, neste domínio.
Igualmente se visa analisar as formas de intervenção feminina nos “media” e nos “multimedia” – e os seus efeitos na mudança, no ajustamento à realidade e na própria transformação positiva dessa realidade, no sentido da participação cívica das imigrantes na sociedade onde procuram gozar de direitos iguais.
Um enfoque particular nos multimédia, poderá encorajar as mulheres a um papel mais activo, por oferecerem um acesso, à partida, mais igualitário e por terem, também, reflexos nos meios de comunicação tradicionais.
Como preparação da participação de estudantes, membros de associações e jornalistas, sugere-se um exercício prévio de leitura ou audição de programas de comunicação social da comunidades portuguesa ou de outras comunidades estrangeiras, e assim como dos americanos, para um a primeira análise comparativa do seu conteúdo, nesta perspectiva.
Uma parceria para colaboração nos seminários foi estabelecida com a Fundação Pro Dignitate e o CEMRI (Universidade Aberta).
O objectivo fundamental é a sensibilização de mulheres e homens migrantes para os estereótipos de género, subvalorização ou distorções e discriminações que afectam a imagem das mulheres nos “media” das comunidades e para as formas de tomada de consciência e de denúncia dessas situações – sempre que os media não acompanhem a evolução da realidade, neste domínio.
Igualmente se visa analisar as formas de intervenção feminina nos “media” e nos “multimedia” – e os seus efeitos na mudança, no ajustamento à realidade e na própria transformação positiva dessa realidade, no sentido da participação cívica das imigrantes na sociedade onde procuram gozar de direitos iguais.
Um enfoque particular nos multimédia, poderá encorajar as mulheres a um papel mais activo, por oferecerem um acesso, à partida, mais igualitário e por terem, também, reflexos nos meios de comunicação tradicionais.
Como preparação da participação de estudantes, membros de associações e jornalistas, sugere-se um exercício prévio de leitura ou audição de programas de comunicação social da comunidades portuguesa ou de outras comunidades estrangeiras, e assim como dos americanos, para um a primeira análise comparativa do seu conteúdo, nesta perspectiva.
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