MARIA EDUARDA AGUIAR DA FONSECA
Fui migrante desde criança dentro do país, antes de o ser, por alguns anos, noutros
países e continentes. Nasci em 1945, em Paços de Ferreira. Vivi no Ato Minho, em
Trás-os Montes, na Beira Baixa, no Alentejo, em Lisboa, Londres, Luanda, Genebra e
Paris. Fiz a escola primária na Freixeda (Mirandela) e Sortelha. Depois, estudei nas
cidades do Porto (distrito de origem da família) e em Setúbal. O meu pai era engenheiro
de minas e aonde o levava a profissão lá íamos nós, descobrindo as bonitas terras do
"Portugal profundo".
A minha primeira experiência do estrangeiro foi em Inglaterra. Durante cerca de um ano
trabalhei como "au pair" em casa de um casal de judeus muito simpáticos. A principal
tarefa era tomar conta do filho, um menino de um, dois anos. A intenção era praticar o
inglês. Melhorei bastante, mas o meu ponto forte nunca será falar outras línguas.
O primeiro emprego foi na Caixa Nacional de Doenças Profissionais, desde 1963.
Pouco depois, o meu pai foi para Angola, para as minas de ferro de Mombaça, perto de
Malange. Era um apaixonado por África, e as suas narrativas convenceram-me a fazer-
lhe uma visita prolongada. Acabei por ficar em Luanda três anos, com um bom emprego
na Mobil. Sentia-me bem, tanto na cidade, como no interior. Passava muitos fins de
semana na mina. Era uma zona de guerrilha, mas nunca nos aconteceu nada, O meu pai
dava-se bem com os trabalhadores. Havia armas para defesa, mas estavam sempre
guardadas, exceto quando serviam para irem todos juntos à caça.
Voltei a Lisboa e à "Caixa", onde passei a ser secretária do presidente Dr António Leão.
Em maio de 1974, o meu pai estava sozinho em Luanda - deixara Mombaça e chefiava
o departamento de trânsito da Câmara -, e eu decidi ir fazer-lhe companhia. Fui para lá
num avião que poucos civis transportava, porque o grande movimento era em sentido
contrário. Dessa segunda vez, fui hospedeira de terra de uma companhia de aviação. No
início de 1975, o pai e eu viemos para Lisboa com a intenção de passar férias. Ele
deixou o carro e o apartamento entregues à empregada, e trouxe apenas uma pequena
mala. Mas já não tivemos condições para regressar. Mais uma vez me aceitaram na
"Caixa" como "filha pródiga".
Em meados de 1983, fui destacada para o gabinete da Secretária de Estado da
Emigração. O destacamento convinha ao gabinete, era a única forma de conseguir
colaboração a custo zero. Foi um trabalho diferente, menos burocrático, tendo dado
apoio, sobretudo, no sector cultural. Estive, por exemplo, na organização de exposições
itinerantes e das coletâneas de diapositivos ("Quadrantes de Portugal), e também na
recolha de dados sobre as associações de todo o mundo, que formavam o Conselho das
Comunidades (tarefa que não foi nada fácil). Até desenhei medalhas comemorativas.
Lembro-me de ter feito apenas uma viagem como única acompanhante da Secretária de
Estado das Comunidades, a Manuela Aguiar. Eu devia tratar dos programas, dos
contactos locais, do check-in nos aviões e hotéis, etc., mas, como ela é muito
impaciente, adiantava-se e despachava tudo. Depois, em Lisboa, queixou-se de que ela é
que fizera de minha secretária. Não voltei a ser escolhida para missões dessa natureza.
Em 1987, com licença sem vencimento da Caixa Nacional de Doenças Profissionais,
pelo prazo máximo de três anos, fui para o consulado de Genebra, como chanceler, e
depois, a convite do Dr Carlos Correia, para Paris, mas optei por voltar ao cargo de
origem, antes do termo do prazo limite dado pela "Caixa". Anos mais tarde, concorri
para a Caixa Nacional de Pensões. Aí tive contacto com processos de pensões de
emigrantes da Venezuela, verdadeiramente dramáticos, que queria, mas não podia
resolver.
Quando atingi a idade da reforma, comecei uma nova vida. Sempre gostei de fotografia,
desenho, pintura, cinema. Em tempos tinha frequentado um curso da ARCO, em Lisboa.
Dediquei-me, sobretudo, à pintura em acrílico. Além de exposições individuais,
participei em várias coletivas, incluindo as duas primeiras Bienais de Mulheres d' Artes,
em Espinho.
1. Como vejo as possíveis aplicações concretas das minhas linhas de
investigação e/ou planos de ação no domínio das migrações da Diáspora,
com enfoque especial no feminino.
Embora não estivesse inscrita como membro da AMM colaborei em duas exposições
organizadas durante os congressos mundiais de 2011 (no Forum da Maia) e de 2013
(nos claustros da "Fundação Pro Dignitate") e segui as várias intervenções desses
congressos. Conheço quase todos os dirigentes da AMM e muitos dos seus associados,
de quem sou amiga e admiradora. A Drª Rita Gomes foi sempre encantadora comigo,
tanto enquanto trabalhei na emigração como depois. Lembro-me de uma vez a ter
convidado para uma exposição minha em Oeiras. Ela foi até lá dar-me um abraço, de
táxi, que esperou bastante tempo para a trazer de volta a Lisboa.
2. Como vê as possíveis aplicações concretas das suas linhas de
investigação e/ou planos de ação no domínio das migrações e da
Diáspora, com enfoque especial no feminino.
Apesar de as minhas passagens por África e por alguns países da Europa não terem sido
muito longas, deixaram-me saudades (de Angola, sobretudo), muita simpatia por gente
de outras culturas e vontade de lutar por uma maior aceitação mútua,
Aderir à AMM e participar mais ativamente nas suas iniciativas será uma oportunidade
de me manter a par dos progressos ou da falta deles, neste campo, e uma forma de ser
solidária com causas que valem a pena e com pessoas que trabalham em torno de uma
genuína vontade de ajudar os outros.
segunda-feira, 18 de novembro de 2019
MARIA DE LURDES ALMEIDA
MARIA DE LOURDES DE ALMEIDA
A professora Maria de Lourdes de Almeida, mais conhecida na nossa Comunidade
como Milú, nasce em Pardilhó, Distrito de Aveiro, no ano de 1953, e emigrou pela
primeira vez para a Venezuela no ano de 1958. Permaneceu neste país um ano, após o
qual voltou para Portugal para fazer os estudos da primária na escola pública, e
seguidamente dois anos do secundário no Externato Dr. Egas Moniz, em Estarreja. Em
1965, volta à companhia dos pais que continuavam a residir em Caracas, na Venezuela.
Continua aqui os seus estudos secundários, primeiro no Colégio Santa Luísa de
Marillac, e depois no San Vicente de Paul. Desde essa altura permanece neste país, e
leva a cultura e tradição destes dois países na alma sem distinção. A cultura e tradição
de Portugal, a mãe que a trouxe ao mundo, e a cultura e tradição da Venezuela, a mãe
que a criou.
A nível educativo, dedicou-se ao ensino durante 30 anos. Licenciou-se em Professora
de Línguas, na Universidade Metropolitana de Caracas, no ano de 1977 e, anos mais
tarde, fez um Mestrado em Educação e Planificação Educativa, na Universidade Rafael
Urdaneta.
Recebeu a Ordem Juan Manuel Cajigal das mãos do Exmo. Presidente da República da
Venezuela, em 1987. No mesmo ano, foi premiada com a Ordem de Mérito, ao serviço
do exército venezuelano.
No ano de 1992, foi reconhecida com o distintivo Simón Rodríguez e o botão da Escola
de Idiomas do Exército.
No ano de 1999, foi premiada com a Ordem de Mérito ao trabalho em 3a classe ???.
Em 2003, é premiada pelo governo português em reconhecimento pelo trabalho
desenvolvido na divulgação da cultura e tradições de Portugal.
Em 2005, a Guarda Nacional da Venezuela impõe-lhe a Ordem de Mérito ao trabalho na
sua classe única.???
Em 2010, é premiada com a Ordem Luís Vaz de Camões pela Associação de Luso-
descendentes da Venezuela, por se destacar na área de Educação na Venezuela e
divulgação da Língua e Cultura Portuguesas.
Em Maio de 2013, participa na Assembleia Legislativa do Município Baruta, na
Sessão Solene em honra da Virgem Maria, nas celebrações de Nossa Senhora do
Rosário de Fátima com a palestra: Os três segredos de Fátima, mito ou realidade.
Em 2013, é condecorada com a ordem “Maestro Exemplar Francisco Palácios” pela
Alcaldia do Municipio Carrizal.
Participou em 15 congressos latinoamericanos, sobre o ensino do inglês como segunda
língua, fez um curso de Português Avançado e Cultura Portuguesa, na Universidade de
Lisboa, estudou tradução e interpretação na Academia Berlitz de Caracas
A professora Maria Lourdes de Almeida exerceu as funções de Primeira Dama da
Associação Desportiva Luso-Venezuelana, depois Centro Luso de Caracas, e hoje
Centro Marítimo da Venezuela, durante seis anos. Foi uma integrante e mais tarde
Diretora do Grupo Folclórico do Centro Marítimo da Venezuela, fundadora e diretora do
Grupo Folclórico "Dos Patrias", fundadora e diretora do grupo folclórico infantil do
Centro Marítimo da Venezuela e do grupo folclórico infantil "Dos Patrias". Fundadora
e diretora do grupo musical "Melodias de Sempre", foi membro do grupo de fados
"Caravela da Saudade" com o qual gravou um CD que levou por nome “Paixão
Fadista”.
Em todas os agrupamentos folclóricos fez sempre questão de representar as duas
culturas: Portuguesa e Venezuelana.
Foi organizadora do Festival de Folclore Madeirense, no ano 2001. Participou num
seminário de folclore madeirense, em 1985, e u no Congresso de folclore português
realizado em Caracas, em 2009. Fez vários trabalhos de investigação de folclore
português, permanecendo em constante diálogo com a Federação do Folclore Português
em Arcozelo.
No ano de 2011, participa no Congresso Mundial da Mulher Migrante realizado na
Maia, Portugal. Ficou-lhe aqui o bichinho desta Associação e leva esta inquietude para
a Venezuela. Reúne um grupo de mulheres profissionais e, todas entusiasmadas,
avançam com a ideia de realizar o Primeiro Congresso da Mulher Migrante na
Venezuela. Esse Congresso, realizado a 25 de Novembro de 2012 contou com a
presença da Dra. Rita Gomes, Presidenta da Associação Mulher Migrante Mundial e a
Dra. Maria Manuela Aguiar, Antiga Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas
e Presidente da Assembleia da Mulher Migrante Mundial. Foi neste dia que ficou
constituída legalmente a Associação Mulher Migrante da Venezuela. Eleitos os corpos
diretivos, Maria de Lourdes de Almeida passa a ocupar a Presidência desta nova
Associação na Venezuela, cargo em que se mantém desde essa data.
Foi eleita Conselheira da Comunidade Portuguesa, pela primeira vez no ano de 2008, e
fez parte da Comissão de Educação, Língua e Cultura Portuguesas. Em 2016, volta a
ser reeleita Conselheira da Comunidade Portuguesa na Venezuela, e passa a integrar o
Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, no Plenário realizado em Lisboa.
A professora Maria de Lourdes de Almeida, mais conhecida na nossa Comunidade
como Milú, nasce em Pardilhó, Distrito de Aveiro, no ano de 1953, e emigrou pela
primeira vez para a Venezuela no ano de 1958. Permaneceu neste país um ano, após o
qual voltou para Portugal para fazer os estudos da primária na escola pública, e
seguidamente dois anos do secundário no Externato Dr. Egas Moniz, em Estarreja. Em
1965, volta à companhia dos pais que continuavam a residir em Caracas, na Venezuela.
Continua aqui os seus estudos secundários, primeiro no Colégio Santa Luísa de
Marillac, e depois no San Vicente de Paul. Desde essa altura permanece neste país, e
leva a cultura e tradição destes dois países na alma sem distinção. A cultura e tradição
de Portugal, a mãe que a trouxe ao mundo, e a cultura e tradição da Venezuela, a mãe
que a criou.
A nível educativo, dedicou-se ao ensino durante 30 anos. Licenciou-se em Professora
de Línguas, na Universidade Metropolitana de Caracas, no ano de 1977 e, anos mais
tarde, fez um Mestrado em Educação e Planificação Educativa, na Universidade Rafael
Urdaneta.
Recebeu a Ordem Juan Manuel Cajigal das mãos do Exmo. Presidente da República da
Venezuela, em 1987. No mesmo ano, foi premiada com a Ordem de Mérito, ao serviço
do exército venezuelano.
No ano de 1992, foi reconhecida com o distintivo Simón Rodríguez e o botão da Escola
de Idiomas do Exército.
No ano de 1999, foi premiada com a Ordem de Mérito ao trabalho em 3a classe ???.
Em 2003, é premiada pelo governo português em reconhecimento pelo trabalho
desenvolvido na divulgação da cultura e tradições de Portugal.
Em 2005, a Guarda Nacional da Venezuela impõe-lhe a Ordem de Mérito ao trabalho na
sua classe única.???
Em 2010, é premiada com a Ordem Luís Vaz de Camões pela Associação de Luso-
descendentes da Venezuela, por se destacar na área de Educação na Venezuela e
divulgação da Língua e Cultura Portuguesas.
Em Maio de 2013, participa na Assembleia Legislativa do Município Baruta, na
Sessão Solene em honra da Virgem Maria, nas celebrações de Nossa Senhora do
Rosário de Fátima com a palestra: Os três segredos de Fátima, mito ou realidade.
Em 2013, é condecorada com a ordem “Maestro Exemplar Francisco Palácios” pela
Alcaldia do Municipio Carrizal.
Participou em 15 congressos latinoamericanos, sobre o ensino do inglês como segunda
língua, fez um curso de Português Avançado e Cultura Portuguesa, na Universidade de
Lisboa, estudou tradução e interpretação na Academia Berlitz de Caracas
A professora Maria Lourdes de Almeida exerceu as funções de Primeira Dama da
Associação Desportiva Luso-Venezuelana, depois Centro Luso de Caracas, e hoje
Centro Marítimo da Venezuela, durante seis anos. Foi uma integrante e mais tarde
Diretora do Grupo Folclórico do Centro Marítimo da Venezuela, fundadora e diretora do
Grupo Folclórico "Dos Patrias", fundadora e diretora do grupo folclórico infantil do
Centro Marítimo da Venezuela e do grupo folclórico infantil "Dos Patrias". Fundadora
e diretora do grupo musical "Melodias de Sempre", foi membro do grupo de fados
"Caravela da Saudade" com o qual gravou um CD que levou por nome “Paixão
Fadista”.
Em todas os agrupamentos folclóricos fez sempre questão de representar as duas
culturas: Portuguesa e Venezuelana.
Foi organizadora do Festival de Folclore Madeirense, no ano 2001. Participou num
seminário de folclore madeirense, em 1985, e u no Congresso de folclore português
realizado em Caracas, em 2009. Fez vários trabalhos de investigação de folclore
português, permanecendo em constante diálogo com a Federação do Folclore Português
em Arcozelo.
No ano de 2011, participa no Congresso Mundial da Mulher Migrante realizado na
Maia, Portugal. Ficou-lhe aqui o bichinho desta Associação e leva esta inquietude para
a Venezuela. Reúne um grupo de mulheres profissionais e, todas entusiasmadas,
avançam com a ideia de realizar o Primeiro Congresso da Mulher Migrante na
Venezuela. Esse Congresso, realizado a 25 de Novembro de 2012 contou com a
presença da Dra. Rita Gomes, Presidenta da Associação Mulher Migrante Mundial e a
Dra. Maria Manuela Aguiar, Antiga Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas
e Presidente da Assembleia da Mulher Migrante Mundial. Foi neste dia que ficou
constituída legalmente a Associação Mulher Migrante da Venezuela. Eleitos os corpos
diretivos, Maria de Lourdes de Almeida passa a ocupar a Presidência desta nova
Associação na Venezuela, cargo em que se mantém desde essa data.
Foi eleita Conselheira da Comunidade Portuguesa, pela primeira vez no ano de 2008, e
fez parte da Comissão de Educação, Língua e Cultura Portuguesas. Em 2016, volta a
ser reeleita Conselheira da Comunidade Portuguesa na Venezuela, e passa a integrar o
Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas, no Plenário realizado em Lisboa.
MIGUEL LEITE
MIGUEL LEITE
Nasci em Braga em 1970. Aos 5 anos, iniciei os meus estudos musicais de piano com a minha avó paterna Laura Estrela de Lima Castro (1899-1980), discípula do Pianista e Compositor Luiz Costa (1879-1960), pai da Pianista Helena Sá e Costa (1913-2006) e da Violoncelista Madalena Sá e Costa (N. 1915).
Posteriormente, ingressei no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga onde mais tarde concluí o Curso Geral de Formação Musical.
Frequentei os Cursos de Ciências Musicais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e o de Relações Internacionais – Culturais e Políticas na Universidade do Minho, em Braga, e dediquei-me ao ensino tendo trabalhado em diversas Escolas do 2º Ciclo do Ensino Básico (onde leccionei a disciplina de Educação Musical) e em Escolas do Ensino Especializado, tendo orientado Classes de Formação Musical e Classes de Conjunto Instrumentais.
Entre 1988 e 1991 fui aluno particular de Composição do Maestro António Victorino d’ Almeida (em sua casa) e de História da Música, nos memoráveis Cursos que então orientou na Reitoria da Universidade do Porto.
Depois, porque fui compreendendo que o fulcro da minha vocação se baseava no fenómeno da comunicação, empreendi um conjunto de iniciativas culturais com o intuito de partilhar com o maior número de pessoas possível a minha paixão pela fruição da Música e da Cultura.
E assim fundei a Academia de Música José Atalaya em Fafe, que deu origem aos Concertos Comentados, aos Cursos Livres de História da Música “Saber Ouvir”, à Edição de CD e DVD com obras de autores portugueses, ao Ciclo de Concertos “Pianistas Bracarenses”, ao evento “Percursos Musicais”, “Ouvir & Falar” – Ciclo de Conversas com Música, à “Homenagem a Mário Castrim”, no Teatro Municipal de S. Luiz em Lisboa, aos artigos que tenho redigido regularmente no Jornal “As Artes entre as Letras” intitulados “E se falássemos de Música?”, com Ilustrações do Artista Plástico Ricardo Fiúza, aos programas de rádio na Rádio Universitária do Minho e na Antena 2 e, mais recentemente, ao programa de televisão da RTP “O Som e a Forma”.
Actualmente sou Director do Centre Culturel Lusophone de L’ Institut du Monde Lusophone (Paris).
Um dia, em palco, um grande amigo meu – infelizmente já desaparecido – D. Manuel Martins (1927-2017), Bispo Emérito de Setúbal, citando o Escritor Augusto Cury (N. 1958) atribuiu-me o epíteto de “O vendedor de sonhos”. Confesso que gostei e me senti muito honrado.
Com a Associação Mulher Migrante, da qual me orgulho de fazer parte por partilhar do ideário da mesma, colaborei já por diversas vezes, e sempre estarei pronto a colaborar na medida das minhas possibilidades e limitações.
Recordo, muito especialmente, a digressão internacional com a Conferência/Concerto “A Portugalidade” que realizou espetáculos em Esch-sur-Alzette no Luxemburgo e no Conservatoire Jean Baptiste Lully em Puteaux, Paris, França – iniciativa da Associação Mulher Migrante e de S. Exa. o Sr. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas do Governo de Portugal, que assinalou internacionalmente o 75º aniversário do Maestro António Victorino d’ Almeida.
Com a Associação Mulher Migrante, tive também a honra de participar nos “Colóquios da Eurocidade Monção – Salvaterra de Miño” com a Conferência/Concerto “A Música de Expressão Ibérica”, com a participação do Maestro António Victorino d’ Almeida e dos Artistas Plásticos Patrícia Oliveira e Ricardo Campos.
Com a Associação Mulher Migrante, tive também a honra de participar nos “Colóquios da Eurocidade Monção – Salvaterra de Miño” com a Conferência/Concerto “A Música de Expressão Ibérica”, com a participação do Maestro António Victorino d’ Almeida e dos Artistas Plásticos Patrícia Oliveira e Ricardo Campos.
MARIA JOSÉ VIEIRA
MARIA JOSÉ VIEIRA PEREIRA DA SILVA
Nasci em Marco de Canavezes, em 1948. Cresci numa família numerosa, muito unida, onde os valores humanos eram ensinados. Fui uma criança feliz e muito amada.
Em Marco de Canavezes concluí o Ensino Primário. Iniciei o ensino secundário na Régua, mas terminei-o em Espinho, na Escola Industrial e Comercial, onde fiz muitos amigos que ainda hoje mantenho.
Resido em Espinho.
Iniciei funções profissionais como Funcionária Administrativa com a categoria de Escriturária Datilógrafa na Escola Preparatória Sá Couto em Espinho, tendo trabalhado nas Escolas de Arcozelo, Gervide e terminado na Escola Secundária de Esmoriz, após vários concursos de categoria superior, com a categoria de Chefe de Serviços de Administração Escolar.
Fui designada por Despacho da Senhora Diretora Regional do Centro, representante no Conselho Diretivo da Escola Secundária de Esmoriz.
Em 1993, integrei a Comissão Técnica de Apoio ao Conservatório de Música do Porto e, em simultâneo, dei formação profissional aos funcionários administrativos, tendo sido reconhecida por parte do DES, pelo ofício nº 3739 de 31.08.93:
«O trabalho desenvolvido pela Chefe de Serviços da Administração Escolar Maria José Vieira Pereira da Silva no Conservatório de Música do Porto, contribuiu de forma relevante para a regularização dos problemas de organização que afetavam aquela Escola»
Fui ainda Formadora da Direção Geral da Administração Escolar, para ministrar um curso de formação ao Pessoal Administrativo.
CARGOS DESEMPENHADOS NA COMUNIDADE
NA AUTARQUIA DE ESPINHO:
- 1989/1993, Vogal da Assembleia Municipal
- 1994/97, Primeira Secretária da Assembleia Municipal
- 1998 a 2008, funções no Gabinete do Presidente da Câmara de Espinho José
Mota, com as categorias de: Secretária, Adjunta e Chefe de Gabinete
- 2008, Vereadora
EM ASSOCIAÇÔES DE PAIS:
- Vogal da Associação de Pais do Colégio Internato dos Carvalhos
- Secretária da Associação de Pais da Escola Dr. Manuel Laranjeira
LIGA DOS AMIGOS DO HOSPITAL DISTRITAL DE ESPINHO
- Em 1993 integrei a Equipa que dinamizou a formação da Liga dos Amigos do Hospital
de Espinho
- De 1993 até à presente data, Secretária da Liga dos Amigos do Hospital de Espinho
Algumas considerações sobre o meu modo de ver e trabalhar para os objetivos fundamentais da AMM, fazendo referência à colaboração já dada a iniciativas da AMM e/ou novas propostas.
Colaborei na organização do Encontro Mundial de Mulheres Migrantes em Espinho.
Colaborei na Organização do Encontro para a Cidadania Presidida pela Dr.ª Maria Barroso.
Continuo disponível para colaborar.
MANUELA MARUJO
Sou imigrante no Canadá, há 33 anos. Em Portugal, quando me defino como imigrante, os meus conhecidos (e até alguns amigos), olham para o lado e contrariam-me, em voz baixa como que envergonhados “Tu não és bem uma imigrante …”. Não fico admirada por reagirem assim, porque há pouca simpatia pelos que saíram do país, identificados como gente pobre, com baixa escolaridade ou analfabeta.
Em 1985, cheguei ao Canadá com um contrato de trabalho para a Universidade de Toronto. No aeroporto, o funcionário da Imigração levou um tempo exagerado a atender-me, e repetiu três vezes as perguntas, antes de colocar o carimbo no passaporte e me dar a autorização de entrada. Não é comum o país receber imigrantes para dar aulas nas universidades.
Durante os 32 anos em que lecionei, quando me perguntavam a minha ocupação, eu respondia ser professora. Ficavam surpreendidos quando afirmava ensinar na Universidade de Toronto. Tanto em Portugal, como no Canadá, ainda não se associa, com naturalidade, uma portuguesa ao ensino universitário. Esse preconceito precisa de ser combatido, começando por nós, portugueses.
Sou do Baixo Alentejo, de famílias com poucos recursos financeiros, todavia com uma convicção muito firme: a educação dada aos filhos poderia abrir-lhes as portas do mundo. No meu caso, tornou-se uma realidade. Depois de ensinar em África, de fazer formação para professores em países da Europa, escolhi vir para o Canadá lecionar português para estrangeiros. Trazia essa formação de Portugal, adquirida na Faculdade de Letras de Lisboa.
O Canadá parecia-me um país com grande potencialidade não só para ensinar, mas também para aprender. Foi no Ontario Institute for Studies in Education da Universidade de Toronto (OISE/UT) que prossegui os estudos, fazendo mestrado e depois doutoramento em Educação, na área de Estudos Bilingues. Debrucei-me sobre as dificuldades que os pais imigrantes enfrentam para poderem continuar a manter a “língua de afeto” numa sociedade que, contrariando as aparências, não valoriza o multilinguismo.
Sinto-me privilegiada por ter podido lecionar numa universidade, e associado à docência a investigação e o trabalho voluntário comunitário. Por ter crescido num meio pequeno e de famílias simples, ouço com interesse e converso com as pessoas menos instruídas, de forma muito natural. Isso tem-me permitido compreender a complexidade da vida dos imigrantes. O cargo que exerci, de Diretora Associada do Departamento de Espanhol e Português, de 2001 até me aposentar em 2017, deu-me a oportunidade de conhecer bem a comunidade portuguesa. A instituição proporcionou-me os meios necessários para organizar colóquios, congressos, simpósios, exposições, festivais de cinema, convites a escritores e outras personalidades da cultura lusófona, permitindo-me fazer a ponte entre a academia e a comunidade.
A área de estudos sobre imigração sempre me fascinou. Tenho refletido sobre as questões de bilinguismo, de assimilação e/ou falta de integração e problemas entre gerações causados pela inexistência de uma língua comum (em particular entre netos e avós). O tema das mulheres imigrantes nas suas várias vertentes tem sido, ao longo dos anos, outro dos meus campos prediletos de investigação. Organizei, em colaboração com colegas e universidades doutros países, congressos internacionais sobre as temáticas acima mencionadas. Desses encontros, várias publicações surgiram atestando o interesse despertado, ao mesmo tempo que incentivam a novos estudos sobre a temática.
Mantive contacto estreito com Portugal durante estas três décadas, tendo viajado entre os dois continentes todos os anos. O Governo dos Açores, através da Direção Regional das Comunidades, endereçou-me vários convites para conhecer o arquipélago. Do mesmo modo, conheci o arquipélago da Madeira. Lecionei em cursos de verão de “Português para Estrangeiros” em Lisboa e na Universidade dos Açores, e fiz formação para Leitores, no Instituto Camões.
Pese embora o facto de não ter obtido o prémio, fui nomeada duas vezes pela Secretaria de Estado das Comunidades, para a cerimónia final dos Prémios Talento, na área da divulgação da Língua Portuguesa. Pelo governo de Portugal foi-me atribuída a Comenda da Ordem do Infante.
Desde 1 julho de 2017, sou professora associada emérita, da Universidade de Toronto.
- Algumas considerações sobre o seu modo de ver e de trabalhar para os objetivos fundamentais da AMM, fazendo referência à colaboração já dada e iniciativas da AMM e/ou novas propostas.
Através da Doutora Manuela Aguiar, nas suas intervenções em Toronto, tive conhecimento da AMM e simpatizei, desde o início, com a organização. Procurei colaborar deslocando-me a Portugal em algumas ocasiões. Mas foi em Toronto que estive mais envolvida: participei em encontros de associativismo e cidadania realizados nesta cidade, fiz convite à AMM para lançar aqui as Academias Seniores de Artes e Saberes (ASAS Toronto, 2008), para comemorar os 40 anos do 25 de Abril (2014) e para um Simpósio intitulado “Mulheres da Diáspora Portuguesa em Movimento” (2016).
Há muito para fazer e há potencial riquíssimo para se levar projetos a bom termo. Não tenho dúvidas de que uma organização como a AMM pode servir como alicerce para se poder construir em Toronto uma delegação da AMM com iniciativas comuns e outras mais específicas para a nossa realidade. Arcelina Santiago esteve em Toronto, no dia 31 de outubro, num encontro da AMM; testemunhou que há um grupo de associados entusiastas, dispostos a trabalhar para que a Associação de Estudos e Solidariedade Mulher Migrante continue fiel aos seus princípios e objetivos.
SUSANA VIEGAS LOURO
29. SUSANA VIEGAS LOURO
Algarvia de S. Brás de Alportel, com 80 anos feitos a 8 de Novembro 2018 e muitos anos de trabalho em Portugal e no estrangeiro.
Último posto: Secretária sénior /administrativa e de projectos na WHO/OMS, Organização Mundial de Saúde em CPH. Três anos como voluntária nos "Medecins sans Frontières".
Reformada e sempre viva, na Dinamarca, onde resido desde 1973.
Marido: Mogens Pedersen (89).
Pelo Mundo: Suécia, Inglaterra, Brazil e Dinamarca, em trabalho, e muitas outras viagens pelo mundo fora. Viagens frequentes a Itália, Alemanha, França, Roménia, Marrocos, Rússia. Última: China em 1999.
Escritora de vários livros em Inglês e Dinamarquês.
Sócia da Associação de escritores dinamarqueses, Copenhague/DK.
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
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