quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

AMMP ARGENTINA- Atividades 2018




IMPORTÂNCIA DE DAR A CONHECER AS ATIVIDADES REALIZADAS PELA ASSOCIAÇÃO MULHER MIGRANTE PORTUGUESA DA ARGENTINA

Quem ignora o trabalho que se leva a cabo, não o valoriza e, por isso, não colabora, e sem colaboração a Associação Mulher Migrante Portuguesa não poderia funcionar.
A finalidade da nossa Associação é, em primeiro lugar, dar apoio a pessoas ou famílias de compatriotas que estejam atravessando um momento difícil da sua vida, seja por problemas de saúde, carência económica ou saudades da Pátria, daí a vontade de promover e fomentar a nossa língua, costumes e cultura.
Necessitamos de fundos destinados à cobertura económica de atividades, sem fins lucrativos, para o que organizamos festejos de diversa índole, sempre relacionados com o que acontece no país em que vivemos e no país em que nascemos.
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Actividades do Ano 2018

Começámos o ano com uma reunião em que analisámos e organizámos o plano de trabalho para ajuda aos necessitados. De acordo com o lugar do beneficiado, presta o apoio a senhora  da Comissão Diretiva que resida mais próximo.
 Também tratámos dos preparativos para o 8 de março, a Celebração do "Dia Internacional da Mulher", que é o primeiro evento do ano.
Durante 2018, ajudámos 16 (dezasseis)  famílias, segundo as necessidades de cada uma, fosse com alimentos, medicamentos, acompanhamento no internamento hospitalar, fosse facilitando trâmites e difundindo as noticias recebidas do Consulado e da Embaixada de Portugal.
No " Dia Internacional da Mulher", estivemos na "Casa del Teatro" da cidade de Buenos Aires, prestámos homenagem a Regina Pacini de Alvear, cantora lírica portuguesa, que foi a primeira “Primera Dama de Argentina” (já que nunca se havia ostentado esse título) e fundadora da "Casa del Teatro" (lar para atores y atrizes, que no final de suas vidas, não tenham para onde ir). Ali fomos recebidas pela sua diretora e por um grupo de atores residentes, descerrámos uma placa da  AMMP em honra de Regina Pacini e doámos 12 (doze) conjuntos de lençóis, para os pensionistas da Casa Lar. Encerramos o evento com um vinho de honra e doçaria para as autoridades e convidados presentes.
Uma segunda celebração foi en 10/3 na Casa de Portugal Virgem de Fátima de Villa Elisa, onde oferecemos um Chá, com lanche, para associados, amigos e outros convidados. Contámos com a presença do novo Embaixador de Portugal, Dr.João Ribeiro de Almeida, sendo este, para ele, o primeiro contacto com a comunidade portuguesa. Distinguimos a Sra. María Octavia Cavaco Coelho, como Mulher do Ano, entregando- lhe, para o efeito, una plaqueta. Dissertaram a escritora Ana María Cabrera, fazendo  referência ao livro “Regina e Marcelo, um Dueto de Amor”, (Regina Pacini, portuguesa e Marcelo Torcuato de Alvear, Presidente Argentino (1922/1928)), e a Dra.Iajunk, gerontóloga, que deu ensinamentos na sua palestra, falando sobre os cuidados a ter com os idosos. O grupo Folclórico "Raízes de Portugal", encantou-nos com as  suas danças e foi contagiante a alegria dos seus bailados  e canções. As alunas do Projeto ASAS, exibiram os seus trabalhos de bordados de Arraiolos, dando uma nota muito colorida às festividades. Esta parte da cerimónia foi filmada pela RTP para o programa "Noticias do meu País".
Reunimos uma vez por mês e. em cada reunião, demos conta do curso das nossas ações de apoio, prestámos contas à tesoureira e ela entregou  o recibo a cada membro de Comissão Diretiva. Assim, cada mês compramos os alimentos de quem necessita e cobrimos os custos correspondentes das farmácias, tal como dos pedidos de assessoria com  trâmites e processos que não tenham podido ser resolvidos pelos consulados, e que nós tratamos.  Uma das nossas companheiras da Comissão Diretiva, este ano, teve por missão  acompanhar um senhor a quem prestávamos auxílio, na sua hospitalização. Lamentavelmente, depois da intervenção cirúrgica, ele faleceu.
Durante o ano 2018, estivemos presentes em todos os aniversários das Instituições Portuguesas e assistimos aos festejos da Comunidade, porque somos parte dela e ela de nós -  devemos manter a colaboração para a desenvolver, de contrário não existiríamos.
Em Abril de 2018, concorremos à Festa da Eleição da Rainha das Comunidades Portuguesas, no Clube Português da Cidade de Saliqueló (a, aproximadamente, 530 Km da Cidade de Buenos.Aires) e participámos no Aniversário do C.P de Ciudad Tesei (Gran Buenos.Aires.), em  maio no aniversário do Centro Recreativo Lusitano de Escobar, em junho em todos os eventos relacionados com a Semana de Portugal, por altura do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, organizado pela Embaixada de Portugal, Governo da Cidade de Buenos.Aires. e Conselho das Comunidades Portuguesas, nomeadamente: o  Festival Artístico no Centro Cultural Kirchner, o V Festival de Fados, com a participação de Helder Moutinho, Pedro Contreras, Cátia Guerreiro e Terezinha Landeiro,  a recepção oferecida pelo Exmo. Sr. Embaixador de Portugal, e o almoço, a 10/6/18, na Associação Portuguesa de Ciudad Tesei. Assim, todos os meses assistimos a um Aniversário. 
Na Festa de Entrega de Medalhas de Mérito, organizada pelo Conselho das Comunidades, a 1 de julho,, na sede do Clube Recreativo Português de González Catán,  entregámos a nossa medalha de mérito à Senhora Norma Sainz, por ser uma grande colaboradora da nossa Associação.
Em setembro, participámos no evento “Buenos Aires Celebra Portugal”, Festa programada pelo Governo da Cidade Autónoma de Buenos Aires (CABA), para a qual o governo encerra ao trânsito um espaço da Avenida De Mayo, en pleno centro de la cidade, cedendo-o  para instalar pavilhões do País “Portugal”. As  Instituições apresentam nos seus "stands"  produtos regionais para venda. A esta apresentação comparece muita gente, que admira os nossos desfiles de trajes típicos de cada região, bailes, música, danças etc.. E assim  se dá a conhecer o nosso país e se promove o turismo. A AMMP esteve presente com um stand onde oferecíamos roupas -  xailes, mantas, panos e toalhas com desenhos portugueses, bordados - assim como café e doces típicos, tudo doado pelas nossas companheiras, que se deslocam  a Portugal e trazem os produtos com esta finalidade,
Para além de conseguirmos verbas avultadas, esta ação, dá-nos a possibilidade de atrair novos sócios.
No dia da Mãe, que na Argentina se festeja no mês de outubro, não fizemos festa, mas, em vez disso, organizámos, nos meses anteriores um sorteio, com primeiro e segundo prémio, - um Televisor Led e uma cafeteira elétrica, respectivamente -  que se realizou no sábado anterior ao dia da Mãe. As senhoras premiadas ficaram felizes com o seu presente.
A 14 de outubro,  o “Clube Português” de CABA festejou o  seu Centenário (100 anos de vida), a  AMMP aderiu e participou na grande Festa. Assistiram também o Exmo. Sr. Secretário de Estado Dr. José Luis Carneiro, o Exmo. Embaixador Dr. João Ribeiro de Almeida, com  todos os Diplomatas da Embaixada de Portugal, e, junto a eles,  estiveram as Autoridades Governamentais da Cidade Autónoma de Buenos Aires.
As nossas companheiras Maria Fernanda Dias Silva e Maria Violante Martins, continuam a dar as aulas de Arraiolos e bordados, que constituem uma terapia de acompanhamento das senhoras que se sentem sós, e, assim, ocupam o tempo nas aulas, terminam os trabalhos em suas casas, e, depois podem  expô-los nos eventos da AMMP.
No dia 18 de novembro, realizámos a Festa- Aniversário dos 20 anos da nossa Associação, numa casa amiga, o "Centro Pátria Portuguesa", cuja presidente Sra. Florinda da Silva Costa é companheira da Comissão Diretiva e nossa sócia fundadora. Tivemos mais de cem personas, uma receção de luxo . uma decoração do salão brilhante, o orgulho de sermos  acompanhadas pelo  Ex.mo Sr.Embaixador Dr. João Ribeiro de Almeida, juntamente com todos os membros da Embaixada de Portugal. Na sua alocução o Senhor Embaixador deixou.nos uma mensagem de reconhecimento e muitos elogios,  e convocou-nos para prestarmos novas formas de ajuda a compatriotas, já que estão a chegar à Argentina cidadãos Portugueses vindos da Venezuela.
 A todas as Autoridades, como recordação, entregámos um prato de cerâmica branco com o "logo" da nossa  Associação. Animou, desinteressadamente, o programa artístico  a cantora Norma Sainz, que interpretou, numa parte, Fados, e, noutra, Tangos, e o par“Francisca y Rodrigo”, que dançou o tango.
Francisca é uma jovem bailarina portuguesa, que há muito pouco tempo fixou residência na Argentina.
 Recebemos donativos de várias empresas, clubes e famílias, cuja adesão agradecemos pelo significado que teve para nós.
A 6 de dezembro, fechámos o ano com a Assembleia Geral Ordinária. Meia hora depois da Assembleia, fizemos a última reunião de 2018

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Maria Manuela Aguiar (para Boletim 3) com FOTOS

MARIA MANUELA AGUIAR DIAS MOREIRA

Nasci em 1942, na casa  da avó materna - uma das chamadas “casas de brasileiros” - no centro de Gondomar. Aí vivi os anos felizes da infância, num ambiente em que o Brasil estava bem presente e mais nas memórias, nas narrativas, na música, na gastronomia do que na traça do edifício.
Aguardei, com impaciência, a entrada na escola, onde me sentia realizada a aprender as letras e os números. Depois de dois anos na escola pública, sete no colégio do Sardão (onde tinha ótimas condições para a prática do desporto, que era a minha paixão maior) e dois no Liceu Rainha Santa Isabel (que significou liberdade, aventura bem sucedida), fiz o curso de Direito na Universidade de Coimbra. Era excelente aluna, estudava por gosto e com entusiasmo, embora sofresse demais em todos os exames, que acabavam por correr a contento. Terminei o liceu com 18 valores, em 1960, e Direito com 17, em 1965.
Voltei à vida de estudante, como bolseira da Fundação Gulbenkian, em Paris, entre 1968 e 1970. O lugar e o tempo certo para me iniciar na Sociologia do Direito, em mais do que um sentido... Conclui o ano de "titularisation" na "École Pratique des Hautes Études", com Alain Touraine, vários certificados na tumultuada Universidade de Vincennes e o "Diplôme Supérieur d' Études et de Recherche en Droit" na conservadora Faculdade de Direito do Instituto Católico. Residi na cidade universitária, (um ano na Casa dos Estudantes Portugueses, outro na Fundação Argentina). Senti-me em vários países simultaneamente, e em todos "*à vontade", fazendo amigos. Parafraseando António Vitorino de Almeida sobre a Áustria e Viena, direi que "Paris é a minha cidade, mas a França não é o meu país". Aquando dessa espécie de  feliz imigração parisiense, já era Assistente do Centro de Estudos do Ministério das Corporações e Segurança Social (1967/1974). Tinha colegas que foram, e são, nomes prestigiados na comunidade académica e na política, (em quadrantes vários) e dois sucessivos diretores de boa memória, que me deram liberdade de expressão e de circulação (com bolsas da OIT, da OCDE, das Nações Unidas, do Instituto Sueco de Informação.). Um era, ideologicamente, homem do regime (Cortez Pinto), o outro um professor progressista, cultíssimo e muito divertido (António da Silva Leal).
Os meus incipientes estudos de sociologia trouxeram-me um inesperado convite de Álvaro Melo e Sousa para ser sua assistente na Universidade Católica. Um segundo convite, não menos surpreendente, de um estimado Professor, Eduardo Correia, levou-me para a Faculdade de Economia de Coimbra, onde tomei posse no dia 24 de abril de 1974 e me preparava, no pós 25 de abril, para dar classes de "feminismo" e "sindicalismo" como assistente de Boaventura Sousa Santos, e um terceiro, pouco depois, para a "minha" Faculdade de Direito. Fui Assistente de Rui Alarcão, futuro Reitor, e de Mota Pinto, futuro Primeiro-ministro. (tendo na transição entre Faculdades, perdido a hipótese de ser pioneira num curso sobre questões de género...). Uma época agitada e auspiciosa, em certos aspetos como a vivida a de Paris, nos dias e meses seguintes a uma revolução... Não tinha partido, era social-democrata "à sueca", como Sá Carneiro e os meus amigos de Coimbra, influentes ideólogos do PPD.  
Em 1976, antecipando saudades sem fim, troquei a Faculdade por uma instituição de inspiração nórdica, completamente nova entre nós, o Serviço do Provedor de Justiça. Fui assessora de dois históricos democratas, o primeiro Provedor, Coronel Costa Braz, e o segundo, o advogado José Magalhães Godinho, exemplo raro de humanismo e de alegria de viver.
Só na década de noventa me reencontrei em salas de aulas, como docente convidada da Universidade Aberta (Mestrado de Relações Interculturais), a convite de Maria Beatriz Rocha –Trindade, nome incontornável no estudo das nossas migrações..
A experiência nas três universidades foi esplêndida e ajudou-me a  rejuvenescer e a interagir com audiências estimulantes e numerosas. Uma aprendizagem sem a qual não teria conseguido fazer caminho no terreno mais agreste da política -  coisa que, devo acrescentar, não estava nos meus planos. Desde sempre gostei de discutir questões políticas no círculo da família e dos amigos, e era uma feminista declarada nas tertúlias de café. Talvez, por isso o Doutor Mota Pinto me lançou, em 1978, o desafio de passar à ação, colocando-me perante um dilema: ou aceitava o cargo de Secretária de Estado do Trabalho ou seria responsável pelo défice feminino do seu governo (de independentes). Aceitei. Era "serviço público", por alguns meses apenas, com eleições partidárias já no horizonte.
Em agosto de 1979, reocupei o meu gabinete na Provedoria, tendo deixado pronto para publicação, na Praça de Londres, o diploma que criava a Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego (CITE) - inspirada no "Ombudsman para a Igualdade" da Suécia. Contudo, não resisti a uma nova e surpreendente chamada para o governo de Sá Carneiro, na pasta da emigração. Fui e fiquei em quatro governos e no parlamento durante mais de duas décadas, ligada às questões da emigração, da igualdade de género, dos Direitos Humanos.
Entre 1987 e 1991, com quatro sucessivas eleições para Vice-Presidente da Assembleia da República, tornei-me a primeira mulher a presidir a sessões plenárias ou a delegações parlamentares (começando por uma visita oficial ao Japão). Em 1991, fui eleita para a Delegação Portuguesa à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) e à União da Europa Ocidental (AUEO), nas quais seria, durante cerca de 14 anos, membro, presidente de diversas subcomissões, presidente da Comissão das Migrações, Refugiados e Demografia, Vice-presidente da UEO, e da bancada parlamentar do Grupo Liberal e Reformista, e, nos três últimos anos, Presidente da Delegação Portuguesa, Um trabalho gratificante, em assembleias onde se pensa o futuro e até é permitida a utopia, sem nenhum dos constrangimentos dos parlamentos nacionais. Quando o PSD trocou o Grupo Liberal pelo PPE era frequente os colegas desse grupo votarem contra os meus relatórios e vice-versa.
Saí, quando quis, da Assembleia da República, em 2005. De 2005 a 2011 fui  Vereadora na Câmara de Espinho. Desde então e até hoje, continuei o meu trabalho cívico, nos mesmos domínios de intervenção, sem abrandar o ritmo. Este percurso de vida, que, no início, não fora escolha minha, acabou sendo, talvez, uma boa escolha. Foi feito de movimento, de incontáveis "viagens de descoberta" pelo do mundo das comunidades da emigração, de encontros, diálogo e amizades em tantos países e continentes, mais do que em Portugal.  E de convívio inesquecível, com os grandes protagonistas da história da Cultura e da Democracia, na minha geração, os que já mencionei e outros Homens (o General Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Freitas do Amaral, o Marechal Spínola, o Capitão Sarmento Pimentel...), e Mulheres como Maria Barroso, Natália Correia, Agustina Bessa Luís, Amália, Ruth Escobar, Lurdes Pintasilgo. ...
 E ainda me restou algum tempo livre para coisas de que tanto gosto, como futebol, cinema, praia, música, um bom livro, os meus cães e gatos (muitos!).
Livros, publiquei alguns sobre emigração (o último dos quais, em 2005, com o  título "Comunidades Portuguesas, os Direitos e os Afetos", quando os afetos ainda não eram virtude na ação ou no discurso políticos), e coordenei a publicação de revistas e atas de congressos, nomeadamente da AMM.
As condecorações vêm, em regra, no último capítulo, dos CV's. Muitas são as que recebi em função de cargos oficiais, mas aqui referirei só as que me foram atribuídas de forma mais personalizada, como a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique pelo Presidente Sampaio, a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul (Brasil), a Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco (Brasil), a Ordem da Estrela Polar (Suécia) no grau de Grande Oficial, o título de "Cidadão do Rio de Janeiro", a Ordem Tiradentes, a Medalha de Mérito Cívico da Câmara de Gaia (classe ouro), o "Dragão de ouro" do FCP, a Medalha de Honra da Câmara de Espinho. E. nos meus tempos de juventude, uma primeira distinção do Rotary Club do Porto, o Prémio Nacional (pelo Liceu Rainha Santa) e o Prémio Beleza dos Santos, (de Direito Criminal, Universidade de Coimbra)



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

COLÓQUIO PORTUGAL BRASIL 2018 - ACESSO Á PUBLICAÇÃO

 Podem proceder à consulta digital dos conteúdos do  Colóquio  - Portugal/  Brasil, a descoberta continua a partir de Monção -  acedendo como visitantes  à Plataforma Moodle do CENTRO DE FORMAÇÃO VALE DO MINHO

domingo, 6 de janeiro de 2019

PROJETO DESPORTO, GÉNERO E CIDADANIA - questionário

QUESTIONÁRIO DE ATIVIDADE FÍSICA

 Este questionário pretende conhecer os teus hábitos relativos à atividade física.
 LÊ com atenção e responde colocando um X na quadrícula correspondente
 IDADE: _______
SEXO: MASCULINO FEMININO 
1. Fazes atividades desportivas fora da escola (num clube, no núcleo de desporto escolar ou noutro sitio)? Se sim, que modalidade(s)?____________________________________________________________________________ Nunca Menos de uma vez por semana Pelo menos uma vez por semana Quase todos os dias    
 2. Participas em atividade física de lazer ou recreação (sem integrar nenhum clube)? Nunca Menos de uma vez por semana Pelo menos uma vez por semana Quase todos os dias    
 3. Para além das atividades letivas (nas aulas) quantas vezes praticas atividade física ou desporto, pelo menos 20 minutos? Se sim, que modalidade(s)?___________________________________________________________________ Nunca Menos de uma vez por mês Entre uma vez por mês e uma vez por semana 2 ou 3 vezes por semana 4 ou mais vezes por semana     
4. Fora do tempo escolar quanto tempo dedicas à prática de atividades físicas e desportivas ao ponto de ficares ofegante (a respirares depressa ou com dificuldade) ou transpirado/a? Nunca Entre meia hora e 1 hora 2 a 3 horas 4 a 6 horas 7 horas ou mais     
5. Participas em competições desportivas? Se sim, de que modalidade(s)?___________________________________ Nunca participei Não, mas já participei Sim, no núcleo desporto de escolar Sim, em um clube    

AGRADECEMOS A COLABORAÇÃO

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Manuela Aguiar HOMENAGEM A NATÁLIA


HOMENAGEM A NATÁLIA CORREIA



A AMM tem. ao longo dos seus 25 anos de percurso, organizado um significativo número de colóquios e debates centrados no exemplo de  vida de mulheres portuguesas do século XX e XXI, que são ainda hoje inspiradoras do combate sem fim pela igualdade de género, na perspetiva, que é a nossa, do feminismo como "humanismo integral". (expressão tantas vezes citada por Ana de Castro Osório).
 Para além da própria Ana de Castro Osório, ou de Carolina Beatriz Ângelo, outras grandes figuras deste movimento, (que, nos seus objetivos fundamentais queremos continuar), como Maria Lamas, Maris Archer, Maria de Jesus Barroso, Ruth Escobar, têm estado no centro de iniciativas da AMM.
No ano em que passam 25 anos sobre a morte de NATÁLIA CORREIA  - ano que se encerra a 16 de março - pretende esta Associação homenageá-la como símbolo de uma luta singular, persistente e ousada pela Liberdade e pela Igualdade, com as armas da Cultura e da da inteligência, nos domínio das Letras e da Política.
A partir de um esplêndido retrato da pintora Do Carmo Vieira, que connosco colabora  neste projeto, pensamos, para além dessa, em outras formas de retratar Natália - a Poeta, a Escritora, a Mulher que interveio na Sociedade e na Política do seu tempo, antes e depois de 1974.
Propomos, assim, a organização, no mês de fevereiro, ou início de março, de um ciclo de colóquios, com o óleo de Da Carmo Vieira em fundo, e testemunhos de amigos  e intervenções de especialistas na obra de Natália.
Primeiras iniciativas - Biblioteca José Marmelo e Silva, Espinho e Casa dos Açores  do Porto. Em Espinho, a conferência será proferida por José Emílio Nelson
Igual proposta será apresentada na Assembleia da República, onde Natália é uma das raras Mulheres com Direito a um estátua, solicitando a participação de Deputadas e Deputados, de amigos e de académicos, conhecedores da sua obra literária

GRAÇA GUEDES DESPORTO GÉNERO E CIDADANIA



DESPORTO, GÉNERO e CIDADANIA -AS PRÁTICAS DESPORTIVAS DAS PORTUGUESAS EM PORTUGAL E NA NOSSA DIÁSPORA


Estudo comparativo entre a região Porto, USA, Canadá, Brasil e França

PROJETO

INTRODUÇÃO

O comportamento social da mulher e o desenvolvimento dos mecanismos responsáveis pelo seu ajustamento, ocorre em função da cultura, que parece funcionar como elemento determinante do seu bem–estar.


A auto-estima e o auto-conceito da mulher ocidental, reflete o efeito de uma forte influência social, agindo como fonte de possíveis desajustamentos ou de conflitos interpessoais, com repercussões na sua imagem corporal e na sua saúde mental.


As diferenças de género, bem impressas nas estruturas sociais e mentais (Bordieu,1996), potenciam-se ainda hoje no âmbito da Atividade Física e do Desporto.


Num diálogo intercultural, as mulheres e as jovens da diáspora portuguesa têm utilizado ATIVIDADES FÍSICAS em forma de DANÇA, que é dinamizada nas Associações portuguesas espalhadas pelo mundo.


O associativismo na diáspora portuguesa constituiu uma forma de conjugar indivíduos com interesses ou gostos análogos, que tem favorecido a implementação de objetivos comuns: convivência social, prossecução de práticas culturais, recreativas e desportivas, para além da defesa de interesses nos centros de saúde, do trabalho, das condições de vida, da política (Guedes, 1995).


As Associações portuguesas espalhadas pelo mundo, podem efetivamente ser consideradas como um processo globalizante de interpretações sociais e um meio privilegiado para o estabelecimento de um diálogo intercultural, que se alicerça no fortalecimento dos seus próprios valores culturais.


O elevado número de associações que abrange todos os continentes, reflete a espontânea necessidade em manter e cultivar a sua própria identidade, de forma a criar mecanismos próprios para defesa dos seus interesses, bem como para manifestar uma presença ativa no país de acolhimento. Nestes espaços de convívio que os portugueses criaram em todo o mundo e que se destinam à sua sobrevivência cultural, são desenvolvidos diferentes tipos de atividades. Pode haver algumas diferenças, dependentes das suas motivações, mas em quase todas elas há Desporto e há Folclore.


No Desporto, a participação feminina não será significativa, não porque tenham sido levantados dados relativos a este tipo de envolvência, mas por conhecimento pessoal obtido nas visitas às Associações. Há certamente muitas jovens que praticam desportos e ao mais elevado nível, como também de outras atividades culturais. Estarão provavelmente distantes da comunidade portuguesa e não utilizam as suas performances para atraírem e motivarem os mais novos para as práticas que dominam. Mas estas jovens podem ser agentes excelentes para as dinamizarem nas Associações portuguesas.


Consequentemente, estes espaços ficariam enriquecidos com a presença constante das novas gerações e de novas atividades, que arrastariam os amigos e potencializariam cada vez mais estes magníficos espaços portugueses espalhados pelo mundo.


Importa conhecer quantas, em que desporto, aonde.


Para que os jovens e as jovens de origem portuguesa continuem a desempenhar este papel, é necessário providenciar motivações, também com atividades desportivas adequadas e atrativas, para que frequentem estes espaços portugueses e continuem o papel desempenhado pelos seus pais, com igual dinamismo e vontade de preservar a língua e a cultura portuguesa.

Nestes espaços aonde estão inseridas, ficariam enriquecidos com a presença constante das novas gerações e de novas atividades, que arrastariam os amigos e potencializariam cada vez mais estes magníficos espaços portugueses espalhados pelo mundo em prol do DESPORTO E DA CIDADANIA.

Para tal, importa que as suas Direções consciencializem a importância destes práticas, que irão dar continuidade ao contributo notável que têm dado para a concretização de um processo globalizante de interpretações sociais neste meio privilegiado onde se estabelece um diálogo intercultural, alicerçado no fortalecimento dos seus próprios valores culturais.


Conhecer a realidade portuguesa, em Portugal e no espaço da língua portuguesa, destacando as preferências desportivas em questão de género, será o propósito da nossa investigação que terá o apoio da Prof. Doutora Paula Silva, da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

Trata-se de uma investigação pioneira, que contribuirá para novos conhecimentos acerca do  envolvimento da mulher do mundo português nas práticas desportivas, propiciados por novas investigações que se venham a desenvolver nas universidades envolvendo questões de género, desporto e cidadania.


OBJETIVOS

QUAL SERÁ A REALIDADE NO GRANDE PORTO?

O QUE SE PASSA NA COMUNIDADE PORTUGUESA ESPALHADA PELO MUNDO?

Estes serão os OBJETIVOS do nosso estudo, cujos dados poderão ser comparados cm os das comunidades portuguesas..


RECOLHA DE DADOS

Os dados serão recolhidos no grande Porto (Matosinhos, Maia, Gaia, Vila do Conde e Gondomar) e nas comunidades portuguesas (EUA – Newark e San José; Canadá – Toronto; Brasil – Recife, João Pessoa, Maceio, Rio de Janeiro, Curitiba, Maringá, Rio Grande do Sul; França - Paris), a partir de um questionário (em Anexo), já validado para a população portuguesa (Mota & Escalcas, 2002) contendo questões simples e de fácil resposta, mas reveladoras das informações necessárias: número de praticantes, modalidades desportivas, frequências de prática, localização das práticas.



CONCLUSÃO

DESPORTO, GÉNERO E CIDADANIA, será o título de um Colóquio a realizar para apresentação da investigação desenvolvida e enquadrada por conferencistas que alicerçarão concetualmente a temática desenvolvida.

DESPORTO, GÉNERO E CIDADANIA, será o título de uma publicação a editar pela Associação Mulher Migrante, reunindo todas as intervenções no Colóquio, tal como ao longo de 25 anos tem sido feito com eventos que realizamos e sempre patrocinadas pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.










Maria  da Graça Sousa Guedes