quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Maria Manuela Aguiar (para Boletim 3) com FOTOS

MARIA MANUELA AGUIAR DIAS MOREIRA

Nasci em 1942, na casa  da avó materna - uma das chamadas “casas de brasileiros” - no centro de Gondomar. Aí vivi os anos felizes da infância, num ambiente em que o Brasil estava bem presente e mais nas memórias, nas narrativas, na música, na gastronomia do que na traça do edifício.
Aguardei, com impaciência, a entrada na escola, onde me sentia realizada a aprender as letras e os números. Depois de dois anos na escola pública, sete no colégio do Sardão (onde tinha ótimas condições para a prática do desporto, que era a minha paixão maior) e dois no Liceu Rainha Santa Isabel (que significou liberdade, aventura bem sucedida), fiz o curso de Direito na Universidade de Coimbra. Era excelente aluna, estudava por gosto e com entusiasmo, embora sofresse demais em todos os exames, que acabavam por correr a contento. Terminei o liceu com 18 valores, em 1960, e Direito com 17, em 1965.
Voltei à vida de estudante, como bolseira da Fundação Gulbenkian, em Paris, entre 1968 e 1970. O lugar e o tempo certo para me iniciar na Sociologia do Direito, em mais do que um sentido... Conclui o ano de "titularisation" na "École Pratique des Hautes Études", com Alain Touraine, vários certificados na tumultuada Universidade de Vincennes e o "Diplôme Supérieur d' Études et de Recherche en Droit" na conservadora Faculdade de Direito do Instituto Católico. Residi na cidade universitária, (um ano na Casa dos Estudantes Portugueses, outro na Fundação Argentina). Senti-me em vários países simultaneamente, e em todos "*à vontade", fazendo amigos. Parafraseando António Vitorino de Almeida sobre a Áustria e Viena, direi que "Paris é a minha cidade, mas a França não é o meu país". Aquando dessa espécie de  feliz imigração parisiense, já era Assistente do Centro de Estudos do Ministério das Corporações e Segurança Social (1967/1974). Tinha colegas que foram, e são, nomes prestigiados na comunidade académica e na política, (em quadrantes vários) e dois sucessivos diretores de boa memória, que me deram liberdade de expressão e de circulação (com bolsas da OIT, da OCDE, das Nações Unidas, do Instituto Sueco de Informação.). Um era, ideologicamente, homem do regime (Cortez Pinto), o outro um professor progressista, cultíssimo e muito divertido (António da Silva Leal).
Os meus incipientes estudos de sociologia trouxeram-me um inesperado convite de Álvaro Melo e Sousa para ser sua assistente na Universidade Católica. Um segundo convite, não menos surpreendente, de um estimado Professor, Eduardo Correia, levou-me para a Faculdade de Economia de Coimbra, onde tomei posse no dia 24 de abril de 1974 e me preparava, no pós 25 de abril, para dar classes de "feminismo" e "sindicalismo" como assistente de Boaventura Sousa Santos, e um terceiro, pouco depois, para a "minha" Faculdade de Direito. Fui Assistente de Rui Alarcão, futuro Reitor, e de Mota Pinto, futuro Primeiro-ministro. (tendo na transição entre Faculdades, perdido a hipótese de ser pioneira num curso sobre questões de género...). Uma época agitada e auspiciosa, em certos aspetos como a vivida a de Paris, nos dias e meses seguintes a uma revolução... Não tinha partido, era social-democrata "à sueca", como Sá Carneiro e os meus amigos de Coimbra, influentes ideólogos do PPD.  
Em 1976, antecipando saudades sem fim, troquei a Faculdade por uma instituição de inspiração nórdica, completamente nova entre nós, o Serviço do Provedor de Justiça. Fui assessora de dois históricos democratas, o primeiro Provedor, Coronel Costa Braz, e o segundo, o advogado José Magalhães Godinho, exemplo raro de humanismo e de alegria de viver.
Só na década de noventa me reencontrei em salas de aulas, como docente convidada da Universidade Aberta (Mestrado de Relações Interculturais), a convite de Maria Beatriz Rocha –Trindade, nome incontornável no estudo das nossas migrações..
A experiência nas três universidades foi esplêndida e ajudou-me a  rejuvenescer e a interagir com audiências estimulantes e numerosas. Uma aprendizagem sem a qual não teria conseguido fazer caminho no terreno mais agreste da política -  coisa que, devo acrescentar, não estava nos meus planos. Desde sempre gostei de discutir questões políticas no círculo da família e dos amigos, e era uma feminista declarada nas tertúlias de café. Talvez, por isso o Doutor Mota Pinto me lançou, em 1978, o desafio de passar à ação, colocando-me perante um dilema: ou aceitava o cargo de Secretária de Estado do Trabalho ou seria responsável pelo défice feminino do seu governo (de independentes). Aceitei. Era "serviço público", por alguns meses apenas, com eleições partidárias já no horizonte.
Em agosto de 1979, reocupei o meu gabinete na Provedoria, tendo deixado pronto para publicação, na Praça de Londres, o diploma que criava a Comissão para a Igualdade no Trabalho e Emprego (CITE) - inspirada no "Ombudsman para a Igualdade" da Suécia. Contudo, não resisti a uma nova e surpreendente chamada para o governo de Sá Carneiro, na pasta da emigração. Fui e fiquei em quatro governos e no parlamento durante mais de duas décadas, ligada às questões da emigração, da igualdade de género, dos Direitos Humanos.
Entre 1987 e 1991, com quatro sucessivas eleições para Vice-Presidente da Assembleia da República, tornei-me a primeira mulher a presidir a sessões plenárias ou a delegações parlamentares (começando por uma visita oficial ao Japão). Em 1991, fui eleita para a Delegação Portuguesa à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa (APCE) e à União da Europa Ocidental (AUEO), nas quais seria, durante cerca de 14 anos, membro, presidente de diversas subcomissões, presidente da Comissão das Migrações, Refugiados e Demografia, Vice-presidente da UEO, e da bancada parlamentar do Grupo Liberal e Reformista, e, nos três últimos anos, Presidente da Delegação Portuguesa, Um trabalho gratificante, em assembleias onde se pensa o futuro e até é permitida a utopia, sem nenhum dos constrangimentos dos parlamentos nacionais. Quando o PSD trocou o Grupo Liberal pelo PPE era frequente os colegas desse grupo votarem contra os meus relatórios e vice-versa.
Saí, quando quis, da Assembleia da República, em 2005. De 2005 a 2011 fui  Vereadora na Câmara de Espinho. Desde então e até hoje, continuei o meu trabalho cívico, nos mesmos domínios de intervenção, sem abrandar o ritmo. Este percurso de vida, que, no início, não fora escolha minha, acabou sendo, talvez, uma boa escolha. Foi feito de movimento, de incontáveis "viagens de descoberta" pelo do mundo das comunidades da emigração, de encontros, diálogo e amizades em tantos países e continentes, mais do que em Portugal.  E de convívio inesquecível, com os grandes protagonistas da história da Cultura e da Democracia, na minha geração, os que já mencionei e outros Homens (o General Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Freitas do Amaral, o Marechal Spínola, o Capitão Sarmento Pimentel...), e Mulheres como Maria Barroso, Natália Correia, Agustina Bessa Luís, Amália, Ruth Escobar, Lurdes Pintasilgo. ...
 E ainda me restou algum tempo livre para coisas de que tanto gosto, como futebol, cinema, praia, música, um bom livro, os meus cães e gatos (muitos!).
Livros, publiquei alguns sobre emigração (o último dos quais, em 2005, com o  título "Comunidades Portuguesas, os Direitos e os Afetos", quando os afetos ainda não eram virtude na ação ou no discurso políticos), e coordenei a publicação de revistas e atas de congressos, nomeadamente da AMM.
As condecorações vêm, em regra, no último capítulo, dos CV's. Muitas são as que recebi em função de cargos oficiais, mas aqui referirei só as que me foram atribuídas de forma mais personalizada, como a Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique pelo Presidente Sampaio, a Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul (Brasil), a Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco (Brasil), a Ordem da Estrela Polar (Suécia) no grau de Grande Oficial, o título de "Cidadão do Rio de Janeiro", a Ordem Tiradentes, a Medalha de Mérito Cívico da Câmara de Gaia (classe ouro), o "Dragão de ouro" do FCP, a Medalha de Honra da Câmara de Espinho. E. nos meus tempos de juventude, uma primeira distinção do Rotary Club do Porto, o Prémio Nacional (pelo Liceu Rainha Santa) e o Prémio Beleza dos Santos, (de Direito Criminal, Universidade de Coimbra)



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

COLÓQUIO PORTUGAL BRASIL 2018 - ACESSO Á PUBLICAÇÃO

 Podem proceder à consulta digital dos conteúdos do  Colóquio  - Portugal/  Brasil, a descoberta continua a partir de Monção -  acedendo como visitantes  à Plataforma Moodle do CENTRO DE FORMAÇÃO VALE DO MINHO

domingo, 6 de janeiro de 2019

PROJETO DESPORTO, GÉNERO E CIDADANIA - questionário

QUESTIONÁRIO DE ATIVIDADE FÍSICA

 Este questionário pretende conhecer os teus hábitos relativos à atividade física.
 LÊ com atenção e responde colocando um X na quadrícula correspondente
 IDADE: _______
SEXO: MASCULINO FEMININO 
1. Fazes atividades desportivas fora da escola (num clube, no núcleo de desporto escolar ou noutro sitio)? Se sim, que modalidade(s)?____________________________________________________________________________ Nunca Menos de uma vez por semana Pelo menos uma vez por semana Quase todos os dias    
 2. Participas em atividade física de lazer ou recreação (sem integrar nenhum clube)? Nunca Menos de uma vez por semana Pelo menos uma vez por semana Quase todos os dias    
 3. Para além das atividades letivas (nas aulas) quantas vezes praticas atividade física ou desporto, pelo menos 20 minutos? Se sim, que modalidade(s)?___________________________________________________________________ Nunca Menos de uma vez por mês Entre uma vez por mês e uma vez por semana 2 ou 3 vezes por semana 4 ou mais vezes por semana     
4. Fora do tempo escolar quanto tempo dedicas à prática de atividades físicas e desportivas ao ponto de ficares ofegante (a respirares depressa ou com dificuldade) ou transpirado/a? Nunca Entre meia hora e 1 hora 2 a 3 horas 4 a 6 horas 7 horas ou mais     
5. Participas em competições desportivas? Se sim, de que modalidade(s)?___________________________________ Nunca participei Não, mas já participei Sim, no núcleo desporto de escolar Sim, em um clube    

AGRADECEMOS A COLABORAÇÃO

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Manuela Aguiar HOMENAGEM A NATÁLIA


HOMENAGEM A NATÁLIA CORREIA



A AMM tem. ao longo dos seus 25 anos de percurso, organizado um significativo número de colóquios e debates centrados no exemplo de  vida de mulheres portuguesas do século XX e XXI, que são ainda hoje inspiradoras do combate sem fim pela igualdade de género, na perspetiva, que é a nossa, do feminismo como "humanismo integral". (expressão tantas vezes citada por Ana de Castro Osório).
 Para além da própria Ana de Castro Osório, ou de Carolina Beatriz Ângelo, outras grandes figuras deste movimento, (que, nos seus objetivos fundamentais queremos continuar), como Maria Lamas, Maris Archer, Maria de Jesus Barroso, Ruth Escobar, têm estado no centro de iniciativas da AMM.
No ano em que passam 25 anos sobre a morte de NATÁLIA CORREIA  - ano que se encerra a 16 de março - pretende esta Associação homenageá-la como símbolo de uma luta singular, persistente e ousada pela Liberdade e pela Igualdade, com as armas da Cultura e da da inteligência, nos domínio das Letras e da Política.
A partir de um esplêndido retrato da pintora Do Carmo Vieira, que connosco colabora  neste projeto, pensamos, para além dessa, em outras formas de retratar Natália - a Poeta, a Escritora, a Mulher que interveio na Sociedade e na Política do seu tempo, antes e depois de 1974.
Propomos, assim, a organização, no mês de fevereiro, ou início de março, de um ciclo de colóquios, com o óleo de Da Carmo Vieira em fundo, e testemunhos de amigos  e intervenções de especialistas na obra de Natália.
Primeiras iniciativas - Biblioteca José Marmelo e Silva, Espinho e Casa dos Açores  do Porto. Em Espinho, a conferência será proferida por José Emílio Nelson
Igual proposta será apresentada na Assembleia da República, onde Natália é uma das raras Mulheres com Direito a um estátua, solicitando a participação de Deputadas e Deputados, de amigos e de académicos, conhecedores da sua obra literária

GRAÇA GUEDES DESPORTO GÉNERO E CIDADANIA



DESPORTO, GÉNERO e CIDADANIA -AS PRÁTICAS DESPORTIVAS DAS PORTUGUESAS EM PORTUGAL E NA NOSSA DIÁSPORA


Estudo comparativo entre a região Porto, USA, Canadá, Brasil e França

PROJETO

INTRODUÇÃO

O comportamento social da mulher e o desenvolvimento dos mecanismos responsáveis pelo seu ajustamento, ocorre em função da cultura, que parece funcionar como elemento determinante do seu bem–estar.


A auto-estima e o auto-conceito da mulher ocidental, reflete o efeito de uma forte influência social, agindo como fonte de possíveis desajustamentos ou de conflitos interpessoais, com repercussões na sua imagem corporal e na sua saúde mental.


As diferenças de género, bem impressas nas estruturas sociais e mentais (Bordieu,1996), potenciam-se ainda hoje no âmbito da Atividade Física e do Desporto.


Num diálogo intercultural, as mulheres e as jovens da diáspora portuguesa têm utilizado ATIVIDADES FÍSICAS em forma de DANÇA, que é dinamizada nas Associações portuguesas espalhadas pelo mundo.


O associativismo na diáspora portuguesa constituiu uma forma de conjugar indivíduos com interesses ou gostos análogos, que tem favorecido a implementação de objetivos comuns: convivência social, prossecução de práticas culturais, recreativas e desportivas, para além da defesa de interesses nos centros de saúde, do trabalho, das condições de vida, da política (Guedes, 1995).


As Associações portuguesas espalhadas pelo mundo, podem efetivamente ser consideradas como um processo globalizante de interpretações sociais e um meio privilegiado para o estabelecimento de um diálogo intercultural, que se alicerça no fortalecimento dos seus próprios valores culturais.


O elevado número de associações que abrange todos os continentes, reflete a espontânea necessidade em manter e cultivar a sua própria identidade, de forma a criar mecanismos próprios para defesa dos seus interesses, bem como para manifestar uma presença ativa no país de acolhimento. Nestes espaços de convívio que os portugueses criaram em todo o mundo e que se destinam à sua sobrevivência cultural, são desenvolvidos diferentes tipos de atividades. Pode haver algumas diferenças, dependentes das suas motivações, mas em quase todas elas há Desporto e há Folclore.


No Desporto, a participação feminina não será significativa, não porque tenham sido levantados dados relativos a este tipo de envolvência, mas por conhecimento pessoal obtido nas visitas às Associações. Há certamente muitas jovens que praticam desportos e ao mais elevado nível, como também de outras atividades culturais. Estarão provavelmente distantes da comunidade portuguesa e não utilizam as suas performances para atraírem e motivarem os mais novos para as práticas que dominam. Mas estas jovens podem ser agentes excelentes para as dinamizarem nas Associações portuguesas.


Consequentemente, estes espaços ficariam enriquecidos com a presença constante das novas gerações e de novas atividades, que arrastariam os amigos e potencializariam cada vez mais estes magníficos espaços portugueses espalhados pelo mundo.


Importa conhecer quantas, em que desporto, aonde.


Para que os jovens e as jovens de origem portuguesa continuem a desempenhar este papel, é necessário providenciar motivações, também com atividades desportivas adequadas e atrativas, para que frequentem estes espaços portugueses e continuem o papel desempenhado pelos seus pais, com igual dinamismo e vontade de preservar a língua e a cultura portuguesa.

Nestes espaços aonde estão inseridas, ficariam enriquecidos com a presença constante das novas gerações e de novas atividades, que arrastariam os amigos e potencializariam cada vez mais estes magníficos espaços portugueses espalhados pelo mundo em prol do DESPORTO E DA CIDADANIA.

Para tal, importa que as suas Direções consciencializem a importância destes práticas, que irão dar continuidade ao contributo notável que têm dado para a concretização de um processo globalizante de interpretações sociais neste meio privilegiado onde se estabelece um diálogo intercultural, alicerçado no fortalecimento dos seus próprios valores culturais.


Conhecer a realidade portuguesa, em Portugal e no espaço da língua portuguesa, destacando as preferências desportivas em questão de género, será o propósito da nossa investigação que terá o apoio da Prof. Doutora Paula Silva, da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

Trata-se de uma investigação pioneira, que contribuirá para novos conhecimentos acerca do  envolvimento da mulher do mundo português nas práticas desportivas, propiciados por novas investigações que se venham a desenvolver nas universidades envolvendo questões de género, desporto e cidadania.


OBJETIVOS

QUAL SERÁ A REALIDADE NO GRANDE PORTO?

O QUE SE PASSA NA COMUNIDADE PORTUGUESA ESPALHADA PELO MUNDO?

Estes serão os OBJETIVOS do nosso estudo, cujos dados poderão ser comparados cm os das comunidades portuguesas..


RECOLHA DE DADOS

Os dados serão recolhidos no grande Porto (Matosinhos, Maia, Gaia, Vila do Conde e Gondomar) e nas comunidades portuguesas (EUA – Newark e San José; Canadá – Toronto; Brasil – Recife, João Pessoa, Maceio, Rio de Janeiro, Curitiba, Maringá, Rio Grande do Sul; França - Paris), a partir de um questionário (em Anexo), já validado para a população portuguesa (Mota & Escalcas, 2002) contendo questões simples e de fácil resposta, mas reveladoras das informações necessárias: número de praticantes, modalidades desportivas, frequências de prática, localização das práticas.



CONCLUSÃO

DESPORTO, GÉNERO E CIDADANIA, será o título de um Colóquio a realizar para apresentação da investigação desenvolvida e enquadrada por conferencistas que alicerçarão concetualmente a temática desenvolvida.

DESPORTO, GÉNERO E CIDADANIA, será o título de uma publicação a editar pela Associação Mulher Migrante, reunindo todas as intervenções no Colóquio, tal como ao longo de 25 anos tem sido feito com eventos que realizamos e sempre patrocinadas pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.










Maria  da Graça Sousa Guedes

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

ANTÓNIO VICTORINO D' ALMEIDA

António Victorino d’ Almeida
Nasci em Lisboa no dia 21 de Maio de 1940.
Nesse mesmo dia, a Pianista Marie-Antoinette Lévêque de Freitas Branco (mulher do
Maestro Pedro
de Freitas Branco) deu um concerto no Sindicato dos Músicos em Lisboa onde,
entre muitas outras coisas, tocou a obra “L’Isle Joyeuse” do compositor francês
Claude Debussy (1862-1918) – curiosamente ainda hoje uma das minhas peças
musicais favoritas…A imagem pode conter: 1 pessoa
Sou filho do Advogado António Victorino de Almeida  e de
Maria Amélia Goulartt de Medeiros Victorino de Almeida, de origem açoriana

(Faial), que chegou a iniciar uma curta carreira de cantora lírica,
como aluna do Compositor Francisco de Lacerda (1869-1934).
O meu avô paterno, Achilles D’Almeida, era um óptimo músico
amador, além de autor teatral e encenador de vários espectáculos
de teatro ligeiro. As minhas filhas mais velhas, Maria de Medeiros
e Inês de Medeiros são actrizes e realizadoras cinematográficas
com carreira internacional de êxito firmado, e a minha filha mais nova,
Ana Victorino D’Almeida, é violinista e compositora. Tenho
actualmente sete netos: Pedro, Júlia, Mariana, Oriana, Leonor,
Francisca e Constança.  
Profissionalmente sou, antes de mais, Compositor.
Claro que também sou Pianista e Improvisador.
Escrevo e também me dedico às Artes do Audiovisual como
Autor e Realizador de Filmes e deProgramas de Televisão.
Se não tivesse sido tudo isto, gostaria de ter sido Zoólogo…
Como aliás já tive ocasião de dizer numa
entrevista que dei em tempos à Revista da Associação Mulher Migrante.
Quanto a esta Associação que integrou e integra Grandes Mulheres que
eu muito admiro, é para mim uma honra como homem e como cidadão
integrá-la e, no que me for possível, podem contar comigo
para continuar a defender a igualdade de género, de direitos e
deveres de homens e de mulheres, mas não de sexos…
Como dizia a minha avó, apesar de tudo, subsiste ainda uma
“pequena” diferença… E porque eu sou pela diferença:
- Viva a pequena diferença!


António Victorino d’ Almeida

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Mª BEATRIZ ROCHA-TRINDADE - A AMM e a OLD


Dando seguimento ao vosso pedido aceitei representá-las, com muito prazer.
A reunião que se estendeu das 18h00 às 21h30 e só nos deu ensejo de sair já perto das 22h00 retratou, de forma bem clara, a situação dos descendentes lusos. O local do Encontro era excelente - uma galaeria de Arte situada num prédio restaurado na Avenida da Liberdade.
O conjunto de elementos que a integraram permitiu transformar um encontro que poderia ter sido enfadonho e burocrático num espaço de debate muito interessante.
Em primeiro lugar o olhar retrospetivo sobre os oito anos de vida do Observatório, permitiu ter consciência do excelente  (e inimaginável...) trabalho que têm desenvolvido em diversos campos, em que a componente social e cultural assumem particular destaque.
Todas as iniciativas tomadas, muito em especial pela Emmanuelle Afonso, merecem uma referência especial e a nova organização que vai assumir no OLD dará continuidade ao anteriormente realizado e possibilitará um novo desenvolvimento. Passará a assumir o lugar de coordenadora executiva, no âmbito de uma tentativa de desempenho de trabalho a tempo inteiro, para esta organização.
A diretora eleita - Isabelle Simões Marques (lusodescendente), doutorada, é professora na Universidade Aberta.
Ao ter-me sido pedida uma intervenção em que fosse apresentada a "vida" da AEMM (já 22 anos de ação) permiti-me lembrar pontos fulcrais da sua atividade, em que o  nome da Maria Manuela e o da Maria Rita Gomes foram destacados, pela complementaridade existente. Foi prestada uma homenagem à anterior  Presidente.
Referi também ser recente a minha relação com a Mestre Arcelina Santiago. Porém o espírito de articulação que tem pretendido manter com os associados e a informação permanente que nos faz chegar auguram grandes expectativas para o futuro.
Referi, como pedido pela Arcelina, a vontade existente em reforçar parcerias e uma vez que tinha sido por vós anteriormente transmitida à Emmanuelle, a possibilidade de uma mais forte colaboração através da partilha do local de instalação na Rua Maria Pia, a hipótese foi encarada entusiasticamente. Um caso a ser articulado entre as respectivas Presidentes.
Em minha opinião, haveria a maior vantagem para ambas as partes, que tal pudesse vir a ser concretizado. Torna-se obrigatório estabelecer um documento de colaboração em que sejam tomadas providências de natureza prática, para que "tudo" possa vir a funcionar da melhor forma.
Proponho um encontro de trabalho, a realizar a breve trecho, entre as duas partes.
Aguardo as vossas notícias e renovo os melhores votos de Boas Festas.
Um abraço cordial, 

Maria Beatriz Rocha-Trindade