sábado, 15 de dezembro de 2018

ADELAIDE VILELA boletim

De Alma Lusitana



Sou Adelaide Antónia Ramos Vilela. A aldeia que me deu luz - é um presépio que sobe a Serra do Açor - é S. Jorge da Beira, a terra mãe das Minas da Panasqueira. Tive ainda outro berço, que me fala ao coração, rodeado de contos e de lendas, e que traz ao rosário da palavra o nome de Julião, é a cidade da Covilhã ou Sília Hermínia, como outrora se chamava.
Da cidade das lãs fui para Angola, era ainda uma criança. Passei então uma parte da minha juventude nas minas do manganês de Angola e em Salazar. Regressei a Portugal em 1975. Em 1978 eu e o meu marido, o Manuel Vilela, de Agarez, Vila Real, partimos na maior das aventuras e só paramos em terras quebequenses. Montreal acolheu-nos com amor, ofereceu-nos a nacionalidade canadiana e aqui nasceu a nossa filha, a nossa única princesa, nos inícios dos anos oitenta. 
Nesta Terra de oportunidades, como mulher migrante, deitei contas à vida, depois de ter trabalhado 14 anos no Hospital Royal Victória, licenciei-me em Comunicação e técnicas de animação cultural e de empresas, pela Universidade de Montreal.
Volto agora ao passado para lembrar que comecei a escrever poesia, em terras de Angola com apenas 14 anos. De certo modo, embarquei numa viagem de sonho e de aventura, num caminho chamado oceano encantado, um dia trilhado pelos nossos navegantes. Faço muitas viagens em prol da língua e da cultura portuguesas, com malas de livros na mão, com a bandeira portuguesa às costas, de Mundo em Mundo. Assim sendo, nestas viagens poéticas proponho-me enaltecer e homenagear, nas migrações, os pioneiros de Portugal continental e das ilhas adjacentes, e todos quantos falam ou cultivam a língua e a cultura lusíada. Cabe-me porém enaltecer, de modo especial, os nossos primeiros pais que, como os navegantes, abriram caminhos forjaram destinos que hoje nos são tão úteis e fáceis de desbravar, por estes caminhos da emigração. Graças a esses bravos imigrantes sinto que nestas terras da diáspora a minha identidade é e será sempre preservada com cunho de dignidade e de respeito.
Poesia:
Falar de poesia, mesmo nos momentos mais frágeis da minha existência, foi e será sempre uma prioridade. Ainda que corra o risco de ser mais uma poetisa esquecida pela sociedade. Os livros que escrevo são singelos mas genuínos, são! Mas a poesia dá não apenas sentido à minha vida, obriga-me a viver como alma peregrina mundo além. Não pretendo escrever um livro de História, mas escrevo histórias, pois para tal nasce força e grande inspiração, porque sim, porque quero e desejo.  A cada vez que escrevo sinto que dou resposta ao meu coração: faz todo o sentido escrever na língua de Camões, longe da Pátria, nestas terras distantes do nosso berço natal, quando pretendemos expor ao mundo e, em particular, ao Canadá, o grande projeto nacional dos portugueses que é a expansão marítima. Portugal não vive naquele cantinho que nós conhecemos ao lado da Espanha, Portugal pulsa no peito da cada emigrante que vive fora do seu berço natal, Portugal pulsa a cada dia no meu coração e assim me faz viver e pensar que sou MM portuguesa, até que os meus olhos se fechem para sempre.   
Assim vivo repartindo a minha atividade por sectores tão diversos como: relações humanas e artísticas, conferências, publicidade, jornalismo e fotografia. No jornalismo, colaborei com os jornais: A Voz de Portugal, O Emigrante, o Lusopresse (Montreal), O Milénio, O Voice (Toronto), A Voz de Trás-os-Montes (Portugal) e outros jornais, onde tenho publicado inúmeras crónicas de índole cultural e artística. Colaborei, durante alguns anos, com a RDPI, no programa “Novo Mundo”, com a rubrica Casa Portuguesa, onde dava a conhecer luso-canadianos residentes em Montreal e de várias cidades vizinhas.    
Com mais quatro colegas, realizei uma curta-metragem, intitulada: Mensonges. A história é de minha autoria. Participei, como figurante, no filme “The Last Hope” do colombiano, Harold Martinez Jordan.
Fui ainda convidada a participar, em vários programas de Televisão e de Rádio, em Montreal, Toronto, Portugal continental e Ilhas dos Açores. A título de exemplo, citam-se os Programas: Jornal das Comunidades, Aqui Portugal, Praça da Alegria, Portugal no Coração e Agora Nós. No Canadá, a nível nacional e internacional, organizei e animei alguns Programas de Televisão.  
Muitas das minhas atividades e participações destacam-se também em diversos países da América Latina. A título de exemplo: No 5º Encontro Internacional Literário, no Uruguai, em Montevideu, organizado pela aBrace, fui reconhecida como, “Poeta da Luz”, Participei nas Jornadas Literárias organizadas pela Universidade de Morelos, no México, expus imagens de Portugal e de diversos países do Mundo. Participei no Festival Mundial de Poesia, organizado pela Revista Olandina, Peru, e pela Casa do Poeta Peruano. Destas atividades destacam-se ainda as edições de um Cd de poesia, e uma antologia intitulados: “Los Ángeles también cantan”. Duas medalhas de ouro fazem parte do meu portfólio, vieram agarradinhas ao meu peito, ganhas na América Latina, no Peru. Portugal, jamais me reconheceu, mas pouco importa.
Na Universidade de Morelos no México foi organizada uma exposição de fotografia intitulada IMAGENS DE ALMA LUSITANA, as fotografias são de minha autoria. A convite da Edilidade da Câmara, da Covilhã foram expostas mais de 100 fotografias, imagens de Portugal e de vários Países do Mundo no ano de 2012, com IMAGENS DE ALMA LUSITANA.
No campo musical tenho contribuído para o êxito de vários artistas. Os jovens cantam sobretudo em língua portuguesa, alguns deles aprenderam a falar português (comigo) e são hoje excelentes artistas, bons profissionais  Muitos deles cantam letras do meu reportório em português, próprio e a gosto de cada um deles.  
Bibliografia: Os Meus Versos Meninos, Versos do meu Jardim; Versos e Universos; Portugal à Janela; Cantares de Adelaide; Palabras del Corazón, Laços e abraços, Horizontes de Saudade; Olhos Nas letras; Magma de Afetos e mais duas dezenas de antologias são os livros que preenchem as minhas bibliotecas. Oito livros foram editados em Montreal, um exemplar editado nos Açores, em S. Miguel, outro em Lisboa, e muitas das Antologias na América Latina, sendo duas delas de Montreal. 
Na Universidade del Callao, Lima, Peru, no Festival Internacional de Poesia, Leoncio Bueno, Fui acolhida como (VISITANTE DISTINGUDA COMO TESTUNHO DA MINHA VISITA VISITA À HISTÓRIA DA CUDADE DE CALLAO).
E para maior riqueza de Portugal, no Mundo, ofertei uma Bandeira das cinco quinas, que tinha em meu poder há mais de  40 anos, a uma professora luso venezuelana, que nunca tinha conhecido o seu país de origem, mas que ensinava português aos meninos, que quisessem aprender, na associação que frequentava.
Para concluir e através deste mar imenso que é a Associação da MM tentarei levar o nome de Portugal mar além viajando nas asas da arte e da cultura, rumo a novas e promissoras aventuras poéticas. A Terra necessita de carinho e de sossego, vale muito a pena escrever as três letrinhas que compõem a palavra PAZ

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Ata da AG de 6 de agosto

ATA
 Aos seis dias do mês de agosto de dois mil e dezoito, pelas dezoito horas realizou-se a 26º reunião da Assembleia Geral Ordinária da Mulher Migrante – Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade, nas instalações do Jornal "Mundo Português", sito na Rua Elias Garcia, nº 52 – 7º andar, em Lisboa, de acordo com  convocatória, que cumpria os trâmites dos Estatutos da Associação. Da agenda de trabalhos constavam os seguinte pontos:-----------------------------------------------------------------------------------------------------
1 - Apreciar e aprovar o Plano de Atividades e Contas da Direção, relativo ao ano 2017, bem como o respetivo parecer do Conselho Fiscal;-----------------------------------------------
2 - Discutir e aprovar o Planos de Atividades e o Orçamento para 2018;--------------------
3 - Eleger os Órgãos Sociais, bem como a Secretária-Geral;------------------------------
4 - Deliberar sobre a admissão de novos associados e associadas e de associadas ou associados honorários ou apoiantes; ---------------------------------------
5 - Repensar as condições de funcionamento do Conselho de Representantes e de outras formas de reorganização interna;----------------------------------------
6 - Outros assuntos.---------------------------------------------------------------------
Em anexo, consta a lista de presenças, num total de dezoito assinaturas.--------------------
 Na impossibilidade de estarem presentes nesta reunião, enviaram procuração para delegação de competências as/os seguintes associadas/os: Maria Violante Martins, Manuela Marujo, Artur Ernesto Madureira, Maria do Céu Campos, Virgínia Estorninho, Maria João Ávila, Constância Nery, Isabel Aguiar, Maria Luciana Barros Lopes, Maria Teresa Barros Aguiar Pereira, Maria Isabel Gonçalves Araújo Pereira,  Elvira Brandão, Fátima Pontes, Maria de Lurdes Almeida, Custódia Domingues, Maria Madalena Aguiar Pereira, Maria Manuela Barros Aguiar Pereira, Graça Guedes, Flávio Borda d’Água (na Drª Manuela Aguiar): Luísa Prior, Filomena Fonseca e Nelma Patela (na Drª Arcelina Santiago).-----------------------------------------------------------------------------------------
A Presidente da Assembleia Geral, Maria Manuela Aguiar abriu a sessão, manifestando o maior pesar pela partida da Presidente da Direção da AMM,  Dra Rita Gomes, pondo em relevo o seu intenso e importante  trabalho em prol da Associação, desenvolvido ao longo de 25 anos, no que foi acompanhada por todos os presentes.----------------
Todos  manifestaram igual pesar pelo desaparecimento do Dr Carlos Morais, sócio fundador da AMM e diretor do jornal "O Mundo Português".------------------------------
Passou-se, seguidamente, ao primeiro ponto da agenda de trabalhos. Foi  apreciado o Relatório de Atividades de 2017,  que havia sido previamente enviado aos associados/as constantes da "mailing list" e publicado na blogue "Mulher Migrante em Congresso". O Relatório foi aprovado por unanimidade, depois de integrar, nomeadamente, os contributos de associadas que participaram em reuniões de vários Organismos, em representação da AMM.--------------------------------------------------------------------
Também o Relatório de Contas relativo ao ano 2017, apresentado pela Direção, bem como o respetivo parecer, emitido pelo Conselho Fiscal, que consta em anexo a esta ata, foi submetido a votação e aprovado por unanimidade.-----------------------------------
 Sobre a situação financeira da AMM a tesoureira, Filipa Menezes, deu informações detalhadas, que apontam no sentido da perfeita sustentabilidade da Associação, com os seus meios próprios.  São pouco avultadas as despesas de funcionamento  (arrendamento, luz e água da sede, custos de correspondência, etc). As numerosas ações realizadas pela AMM dentro do país e no estrangeiro não tiveram quaisquer custos, pois os respetivos encargos foram suportados pelas entidades parceiras ou pelas associadas/os que as organizaram ou nelas participaram. Não foram recebidos quaisquer subsídios de departamentos públicos.----------------------------------
A boa saúde financeira futura da AMM exigirá a continuidade desta capacidade de contenção de custos e de realização de iniciativas nos moldes que vem sendo adotados.
No que respeita a correspondência, ficou decidido um maior recurso aos  endereços eletrónicos, que permitirá poupanças adicionais e uma mais rápida circulação da informação.------------------------------------------------------------------------------------------
No tocante ao segundo ponto, foram apresentadas e largamente debatidas propostas de atividades para o 2º semestre de 2018 e para o ano de 2019, em que se comemora o 25º aniversário da fundação da AMM.  Sem prejuízo de outras ações e estudos, que poderão vir a ser desenvolvidos, foram referidos e  aprovados os seguintes:
 .Publicação de um "Boletim" periódico, para intercâmbio de informação entre associadas/os, a nível nacional e internacional, a que será dada publicidade no blogue e no "site" da Associação. O primeiro número, que se espera poder distribuir em inícios de Outubro, será inteiramente composto por depoimentos escritos sobre a Drª Rita Gomes.  --------------------------------------------------------------------------------------------------
. Colóquio sobre políticas da emigração na segunda metade do século XX e no século XXI, em homenagem à Drª Rita Gomes, que foi testemunha e intérprete dessas políticas, como funcionária e, depois, dirigente dos serviços da emigração - trabalho que continuou, após a aposentação,  como voluntária, na nossa Associação  (data prevista abril de 2019);--------------------------------------------------------------------------------------------
. Projeto Ateliês da Memória – Monção,  em parceria com Escolas, Universidade Sénior, Centro de Formação Vale do Minho e Câmara Municipal de Monção (início - setembro 2018);----------------------------------------------------------------------------------------------------
. Publicação digital do colóquio “Portugal / Brasil a descoberta continua a partir de Monção”, realizado em abril 2018. Parceria da AMM com o Centro de Formação do Vale do Minho, Câmara Municipal de Monção;---------------------------------------------------------
. Projeto “Mulheres empresárias”,  em parceria com o Observatório dos Luso descendentes e outras associações (1º semestre de 2019);--------------------------------------
. Colóquio sobre  "Emigração para França a partir da década de 60" – em Monção,  parceria com a Câmara Municipal, Agrupamento de Escolas de Monção, Universidade Sénior, EPRAMI, Universidade do Minho, Centro de Formação (março / abril 2019);------------------------------------------------------------------------------------------------
. Colóquio sobre a situação da comunidade luso -  venezuelana em Espinho, parceria da AMM com as Associações e Agrupamento de Escolas de Espinho (objetivo: conhecer a realidade dos jovens retornados da Venezuela e sua integração na comunidade escolar);------------------------------------------------------------------------------------------------------
.  Colóquio /Exposição de Artes plásticas sobre a temática “ Emigração e Cidadania”, integrada na 3.ª Bienal de Gaia (2019);-----------------------------------------
.  " Jornalismo para a paz" – participação no desenvolvimento do projeto liderado pelo jornalista António Pacheco, em que a AMM  começou a colaborar em 2008, nos EUA, no contexto de uma parceria com a Fundação "Pro Dignitate"; -----------------------------------
. Participação na Conferência de homenagem a Ana Hatherly,  organizada pela Universidade de Berkeley e pela " Luso-American Educational Foundation",  em que a AMM é  convidada a abordar o tema " mulheres emigrantes  e o seu papel no mundo das Artes e das Letras"  (organização da nossa Associada Profª Doutora  Deolinda Adão);
. Colaboração na publicação bilingue do livro "Califórnia, madrasta dos meus filhos". Sendo a AMM detentora dos direitos de autor da versão portuguesa, pode optar por manter esse direito numa nova parceria, que não implicará  encargos adicionais. Esta foi a modalidade para a qual se apontou , consensualmente. A alternativa seria a venda dos direitos de autor.-------------------------------------------------------------------------------------
.Publicação "225 histórias de vida", edição comemorativa dos 225 anos do Consulado de NY - parceria Consulado.Geral de NY/ Ong's Luso-americanas/AMM.----------------------
Conforme consta do "Relatório de Atividades", este projeto não beneficiou do subsídio solicitado à DGACCP, por alegada falta de envio dos anexos (Relatório de Atividades de 2016 e outros elemento, que haviam sido entregues, em mão, na DGACCP, de acordo com as instruções da Presidente da Direção, à semelhança de procedimentos adotados em anos anteriores). Espera-se que, com  ou sem subsídio governamental, o livro, que é prefaciado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, possa ser editado em 2018 ou inícios de 2019.---------------------------------------------------------------------------------------
Foi apresentada pela presidente da AG a hipótese de a AMM utilizar, neste seu projeto partilhado, uma verba de cerca de 1500 euros, há vários anos disponível para uma publicação, ainda não realizada, sugestão que mereceu acolhimento.----------------
 Para além desta eventual contribuição, não se prevê qualquer gasto orçamental, apenas a satisfação das despesas correntes, ficando tudo o mais dependente de contributos voluntários de associadas/os ou de parcerias.-------------------------------------------------------
No terceiro ponto: " Eleição dos Órgãos Sociais, bem como a Secretária-Geral" , a que obrigou a partida da Drª Rita Gomes, a vontade já anteriormente manifestada pelo Dr Artur Madureira de deixar este órgão social, e a dificuldade de participação nas funções diretivas das associadas residentes no estrangeiro.---------------------------------------------
 A lista apresentada pela Direção foi aprovada por unanimidade, o mesmo acontecendo com a Assembleia Geral. A indisponibilidade da Presidente do Conselho Fiscal, comunicada à AG através da carta, (que está em anexo), no decurso da reunião da Assembleia Geral,  levou à sua substituição, assim como a da Associada Ana Paula Barros (devida, como informou a Assembleia, à sua saída para breve do país, por razões profissionais)) e à de Cláudia Ferreira, Brasil, (por ser desconhecida a sua morada atual, segundo informação da Presidente do Conselho Fiscal cessante).  -------------------------
A nova composição do Conselho Fiscal, foi, igualmente, votada por unanimidade, assim como a Secretária Geral.-------------------------------------------------------------------------
 Não houve alteração do Conselho de Representantes.---------------------------------
A regra da escolha para os órgãos sociais de associadas/os residentes dentro do país, por motivos de operacionalidade, levou à apresentação de uma proposta para dar, em outros moldes,  continuidade ao fundamental propósito de garantir a cooperação transnacional, no que respeita às grandes decisões e aos destinos da AMM. Para tal, foi criada uma nova instância, com o nome de "Conselho Estratégico". A designação, consensualmente aceite, foi sugerida pela Doutora Maria Beatriz Rocha Trindade, momentos antes da reunião da Assembleia, a que não pode estar presente, por impedimento superveniente.--------------------------------------------------------------------
Para o "Conselho Estratégico" estão convidados os membros da Direção cessante, que não prosseguem em funções por dificuldade de comparecer a reuniões de trabalho em Lisboa  -  o Associado Dr Artur Madureira, e as Associadas Maria João Ávila (EUA),  Lurdes Abraços (Brasil), Doutora Isabelle Oliveira, assim como a Doutora Deolinda Adão (EUA),  a Drª Ana Paula Barros (Macau, futuramente) e o Dr Victor Gil (Portugal) . A composição do "Conselho" está em aberto, cabendo à Direção, nos termos do nº2 do art.15, aprovar outras e outros associados, que o queiram integrar.
Ficou, assim, aprovada,  por unanimidade, a constituição dos  Órgãos Sociais da AMM:
 ASSEMBLEIA GERAL
Presidente -   Maria Manuela Aguiar
Vice Presidente -  Maria Beatriz Rocha-Trindade
Vice  Presidente -  Carlos Álvares de Carvalho
Secretária  - Natália Correia
Secretária   - Ana Paula Almeida
 DIREÇÃO
Presidente -  Maria Arcelina Santiago
Vice Presidente  - Ana Paula Beja Horta
Vice Presidente -  Berta Guedes
Tesoureira - Filipa Menezes
Secretária  - Virgínia Estorninho
Vogal  - Luísa Prior
Vogal -  Nelma Patela
 CONSELHO FISCAL
Presidente – Ester Sousa e Sá
Vogal -  Cristina Viveiro Rodrigues
Vogal – Teresa Menezes
Suplente – Sarolta Laszlo
Suplente - Flávio Borda d'Água
 SECRETÁRIA GERAL :   Graça Sousa Guedes
 Assim, em relação à composição anterior do Conselho Fiscal, verificou-se a saída dos seguintes membros: a Presidente, Isabel Lopes da Silva, que foi substituída por Ester Sousa e Sá. A Vogal Ana Paula Barros, substituída por Tereza Menezes e a Suplente Cláudia Ferreira, substituída por Sarolta Lazlo.------------------------------------------------
Mantém-se a Vogal Cristina Viveiro Rodrigues e  o Suplente Flávio Borda d' Água.
Foi ainda decidido que podem movimentar as contas desta Associação três membros da Direção bastando a assinatura de duas delas para movimentação de contas bancárias da Associação: a Presidente, Maria Arcelina Chamtip Clementino de Santiago,  portadora do Cartão de Cidadão número 04947539 8 ZZ5 e com o NIF 159185432;  a Tesoureira, Filipa Andrade Gomes de Azevedo Menezes, portadora do Cartão de cidadão número   09807838   e com o NIF  223211354;  a vogal, Luísa Prior Guedes Sousa e Silva, portadora do Cartão de Cidadão  Número  02942308  2 ZX4, e com o NIF 119669978. 
No tocante ao ponto 4 da agenda, focou-se a necessidade de tomar algumas medidas para  promover a admissão de  novos associados  que possam contribuir com o seu saber académico, profissional, com a experiência  de vida e de voluntariado, nas atividades da AMM.  Para facilitar as adesões ou a permanência de associadas/os foram aprovadas as seguintes medidas: diminuição da jóia para um euro, valor simbólico; a regularização de quotas em atraso, com o pagamento imediato da quota para o ano de 2018; o pagamento pelas delegações do estrangeiro de uma quota coletiva.---------
Foram apresentadas pela Drª Arcelina Santiago, membro da Direção cessante e presidente da Direção recém-eleita,  propostas de admissão de novos sócios, tendo sido mencionado um breve perfil de cada um deles, a mostrar a mais valia que constituem para a AMM.  Adelaide Vilela (Montreal, Canadá, onde se espera que possa constituir uma nova delegação da AMM), Francisco Alves, Lúcio Alberto, Leonor Fonseca, Aida Batista, Maria Eduarda Fonseca, Jorge Azevedo e Sousa, Vítor Gil, João Miguel Aguiar, Emmanuelle Afonso, Rosa Maria Gaioso Guimarães, Miguel Leite, António Pacheco, José Duarte, Júlia Néry, Cíntia Ribas. -------------------------------------------------------------------------
A Drª Arcelina Santiago anunciou a intenção de proceder a mais contactos, dentro e fora do país, nomeadamente, com jovens, e no âmbito da comunidade académica e do mundo associativo.  A menção de breves depoimentos e notas curriculares de cada associado, para divulgação no "Boletim", foi outra sugestão por ela avançada. 
Sobre a apresentação de sócios honorários foi aceite por unanimidade a sua proposta, relativa a Mariana Patela, que há anos, desde os seus os 11 anos (em 2012), tem colaborado com a AMM, representando o papel de figuras femininas de revelo, como Carolina Beatriz Ângelo e Maria Archer, personagem esta que encarnou, repetidas vezes, sempre muito bem, in  na “Entrevista Imaginária a Maria Archer”, com que a AMM recordou esta grande escritora e feminista  da Diáspora. --------------------------------
Sobre o quinto ponto da ordem de trabalhos, foi proposta uma maior ligação entre as várias delegações do estrangeiro, e uma maior autonomia na gestão de meios financeiros, passando a cobrar as quotas das associadas locais, e delas, dispondo livremente e contribuindo para a AMM apenas com uma quota global, conforme o decidido no ponto quarto.------------------------------------------------------------------------  
No último ponto da ordem de trabalhos, foi lembrado o Dr Carlos Morais, que a AMM irá homenagear, durante o ciclo de iniciativas do seu 25º aniversário e prestado tributo à inesquecível Presidente da AMM  durante 25 anos, Drª Rita Gomes. A Presidente  da Assembleia- Geral propôs que cada Associada e Associado, ali, desse um primeiro testemunho. Foi um momento único e sentido, em que foram destacadas as qualidades e características que a tornaram única e admirável, nas suas várias facetas postas em destaque: a amiga, a companheira,  a profissional, a conhecedora da emigração, a  cidadã,  a presidente, a grande Mulher.-------------------------------------------------------
 Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião da qual foi lavrada esta ata, que vai ser assinada pela Presidente da Assembleia Geral e pela  Secretária.
 A Presidente: _____________________________________________________
                                 Maria Manuela Aguiar
A Secretária : _____________________________________________________

                                 Ana Paula de Almeida

sábado, 1 de dezembro de 2018

AIDA BAPTISTA narrativa

MIGRAÇÃO EM SEIS ANDAMENTOS


Uma paisagem desenha no meu rosto
as rugas da infância.
Lídia Martinez


Vivi nove meses no aconchego do ventre de minha mãe, até que, sob a influência da lua - diziam os antigos – chegou o dia em que, num grito de alforria, emigrei para o seio da família que me esperava no cais de uma gestação bem sucedida, situado na zona do Douro Vinhateiro.
Primeiro o pai - a quem as fráguas estreitas e íngremes do rio limitavam a grandeza do sonho - depois a mãe, acompanhada das duas filhas (eu e minha irmã), decidiram cruzar o mar para, numa praia mais a sul do Equador, fixarem a âncora da minha identidade e de todos os irmãos que se seguiram.
Foi aí, na costeira cidade de Benguela, que cresci, me fiz mulher e mãe de dois filhos (uma menina e um rapaz), alheia à forma como a sociedade estava organizada. Estudei no colégio das Doroteias, cujo regime de internato permitia que as filhas dos fazendeiros e comerciantes ricos da província, lá vivessem. Durante todos os anos da minha escolaridade, tive colegas mestiças, mas, nem uma preta! Nas escolas oficiais, já se viam algumas, mas só depois de eclodir a guerra, em 1961, as turmas começaram a ganhar um colorido humano.
Confesso que nunca partilhei do slogan criado por Fernando Pessoa: “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Nunca estranhei nada, e desde sempre entranhei que o regime era mesmo assim! Numa família remediada, a grande preocupação de meu pai era trabalhar para alimentar e educar a prole que aumentava de ano para ano. Eu, desde muito cedo cuidadora de irmãos, tentava desempenhar esta atividade juntamente com a outra, a de estudante, nunca tendo perdido ano algum.
Sem mala de cartão, mas um filho em cada mão, em 1975, vi-me no aeroporto de Luanda a fazer parte de uma ponte aérea, de regresso ao país onde nascera, mas não vivera. O País que eu estudara cruzava o mapa do Minho a Timor, e fui apanhada de surpresa, sem nada entender do direito à autodeterminação. Já estávamos em guerra, para onde tinham ido soldados em força, mas ficava tudo tão longe que nunca dela me dei conta.
 De início, sem trabalho e sem salário, valeu-me o teto da casa do pai dos meus filhos, no interior de um Portugal muito provinciano, que ainda criticava as mulheres que fumavam e olhava de soslaio para as que usavam calças e se apresentavam com corpos mais descobertos.
Para sobreviver nos primeiros tempos, troquei cautelas premiadas, de pouco valor, cujo prémio tanto podia ser levantado em Angola como na Metrópole. Felizmente, e porque já havia iniciado a minha carreira docente lá, acabei por ser colocada cá. A partir daí, se há muito havia deixado de olhar para trás, passei a traçar metas num horizonte voltado para o futuro.
Sozinha, a cuidar dos filhos, a trabalhar e a estudar em simultâneo, segui a estrofe da pedra filosofal e deixei que o sonho comandasse a vida. Pensava na condição das mulheres? Não! A minha enchia-me de tal modo que não havia espaços onde coubessem as outras. Era emigrante pela terceira vez, mas o nome que me deram foi de “retornada”. Não sofri com o epíteto, porque a tudo retornei: à luta pela sobrevivência, pelo sucesso académico na Universidade de Coimbra, onde me inscrevera na Licenciatura em História - e tardiamente despertei para movimentos e causas -, pelo estágio pedagógico de dois anos, que tive de fazer para me vincular à escola, pela casa que decidira começar a construir, pelo esforço de acompanhar os estudos dos filhos, pela entrega à pós-graduação em Estudos Europeus na mesma universidade, e a enorme vontade de ter mais mundo do que o das fronteiras que o destino me reservara.
Para o conseguir, fiz o Curso de Leitora de Português e, no ano em  que perdi minha mãe, cumpri a primeira missão em Helsínquia, cidade onde pude chorar o luto que não tivera tempo de fazer em Portugal. Fiquei oito anos, tendo-me, entretanto matriculado no Mestrado em Literatura e Cultura Portuguesa, na Universidade Nova de Lisboa, beneficiando do estatuto de trabalhadora estudante.
O segundo posto foi na Universidade de Toronto, Canadá. Mergulhei de chapa na nossa diáspora, e senti na pele o impacto das histórias de vida que, por muito bem sucedidas que fossem, haviam sido erguidas a partir dos caboucos de muita miséria e fome. Só então tive consciência do que verdadeiramente era ser e/imigrante porque, como diz Natália Correia, “a gente só nasce quando somos nós que temos as dores”. Nasci, então, para as questões ligadas à integração, adaptação, dificuldades linguísticas, confrontos culturais, relação de pertença, indefinição identitária, saudade sem sinónimos, mas gente lá dentro.
Foi esta experiência e manifesto interesse pelos assuntos citados, que me levaram a participar em Semanas Culturais, Congressos, Conferências, Simpósios, Debates (dentro e fora do país).
No dia da morte da Amália, vi nas ruas do “Little Portugal” a portugalidade a romper de todos os que homenagavam a diva, com cartazes nas montras e fado por todo o lado. Qualquer coisa bateu muito forte dentro de mim! Cheguei a casa e escrevi a minha primeira crónica para “O Milénio”, um jornal comunitário que acabara de nascer.
E continuei até hoje, mesmo depois de ter ainda cumprido uma missão em Benguela, onde dirigi o Centro de Língua Portuguesa, e dei aulas no Pólo da Universidade Agostinho Neto.
Hoje, aposentada e a residir em Portgal, as questões que referi continuam a ser fonte de preocupação e reflexão, mas serviram também de matéria-prima às obras que já publiquei, como autora, co-autora e organizadora:
Passaporte Inconformado, Edições MinervaCoimbra, 2004; Chão da Renúncia, Edições MinervaCoimbra, 2008; Entre Margens de Afectos (c/   Gabriela Silva), Liga Portuguesa Contra o Cancro, Ponta Delgada, 2009; Passos de Nossos Avós (c/ Manuela Marujo), Ponta Delgada, Publiçor, 2010, Abraço de Mar entre Ilhas e Continentes (c/ Gabriela Silva), Publiçor, 2011; A Voz dos Avós. Migração, Memória e Património Cultural (org. Natália Ramos, Manuela Marujo, Aida Baptista), Ed. Pro Dignitate, Julho 2012; Frank Alvarez, O Caminho de Um Português, 2016 Ed. Frank Alvarez.
E sempre que a oportunidade surge, e o meu calendário o permite, lá estou eu a dizer presente a todas as iniciativas ligadas às questões da diáspora, entre elas as provenientes da Associação Mulher Migrante.


Maria Aida Costa Batista
Novembro de 2018

segunda-feira, 26 de novembro de 2018



GUILHERME VENANCIO SANTANA


Nasci em 1963, no Rio de Janeiro, onde vivi até aos 7 anos, altura em que mudamos para Brasília (Pais e irmãos) e onde vivi até ao meu casamento em 2011. É a partir desta data que passei a viver no Recife.
Fiz o ensino primário no Rio de Janeiro e em Brasília todos os restantes momentos formativos e profissionais.
Sou Bacharel em Administração (1990) pela União Pioneira de Integração Social – Brasília e em Direito (2010), pelo Centro Universitário Euroamericano  (UNIEURO) – Brasília.
Complementando a minha formação universitária (Formação Complementar), possuo o MBA em Gestão de Pessoas Baseada em Competências (2004) realizado na Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal  (UNIDF) e a Licenciatura em Administração na Universidade de Brasília (Brasília). Também em Gestão em Projeto Social (1997), realizado pela Casa Civil/Presidência da Republica do Brasil, na ENAP.
Desde os primeiros dias de Novembro (2018) estou a viver em Espinho com o minha esposa (Berta Fernanda de Souza Guedes Santana), para a realização dos nossos estudos de doutoramento. Eu, em  E Planeamento, no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e de Território, na Universidade de Aveiro. Ela em Psicologia, na Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação, na Universidade do Porto.
A minha atividade profissional teve início em 1982, no Ministério da Defesa. Secretaria da Aeronáutica, Praça Militar em Brasília, até 1994.
Desde 1994 e até à presente data (agora autorizado a realizar em Portugal os estudos de doutoramento na Universidade de Aveiro ) sou servidor público, concursado, do Instituto do Seguro Social (INSS), com o cargo de Administrador  , destacando diferentes desempenhos: Administração Central do INSS. Assessoria de Planejamento Estratégico em Brasília (1994/2000); Diretoria de Orçamento, Finanças e Logística (DIROFL) da Administração Central do INSS. Chefe da Seção de Logística ( Brasília – 2000/2011).
Desde 2011, com a minha mudança para o Recife (casamento),  integro a Superintendência Nordeste do INSS, na Divisão de Orçamento, Finanças e Logística (DIVOFL) do INSS (Chefe de Divisão).
Para além da minha atividade profissional no INSS, tenho desenvolvido ações sociais diversificadas:
Desde 1979 - Comunidade Eclesial de Base do Negro – Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB).
Desde 1993 - Comité de Entidades no Combate a Fome e pela Vida – COEP (Projeto Betinho. Parceria com Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, Estatais e Empresas Privadas). Voluntário Social Federal - Brasília.
Desde 1990 - Voluntário /Empreendedor  Social – Projeto Cooperativo de Produção Rural – ASPROFIC – Brasília.
Desde 1990 - Voluntário Social  – Igreja Católica e Entidades Religiosas
Desde 1990 - Voluntário /Empreendedor  Social – Projeto Cooperativo de Habitação Popular – ASSING e ASPROL – Brasília.
Desde 1993 – Comité de Entidades no Combate a Fome e pela Vida – COEP (Projeto Betinho. Parceria com Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, Estatais e Empresas Privadas). Voluntário Social Federal - Brasília.
Desde 2000 - Multiplicador em Projeto Social  – Projeto: Capacitar o Terceiro Setor – Brasília.
Desde 2014 tenho colaborado com o  Gabinete Português de Leitura do Recife, coordenando a realização  de eventos, exposição, exibição de filmes e captação de recursos para projetos.


 1.  Algumas considerações sobre o seu modo de ver e de trabalhar para os objetivos fundamentais da AMM, fazendo referência à colaboração já dada a iniciativas da AMM e/ou a  novas propostas.  


Conheci a Associação Mulher Migrante e a sua dinâmica através das suas publicações oferecidas pela minha tia (Graça Sousa Guedes) e pela minha mulher, que já havia estado em Buenos Aires no Encontro para a Cidadania, organizado pelo núcleo da Argentina.
Anos mais tarde, ajudei a minha esposa a organizar no Recife, o Encontro EXPRESSÕES FEMININAS DE CIDADANIA – A MULHER PORTUGUESA NO RECIFE, que teve lugar em Novembro de 2013 no Salão Nobre do Gabinete Português de Leitura. Este Encontro deveu-se ao desafio feito pela minha tia e pela Drª Manuela Aguiar, integrando-se  numa série de iniciativas sobre a mesma temática que comemoraram ao longo de 2013 o 20º aniversário da Associação de Estudos Cooperação e Solidariedade " Mulher Migrante". No Recife, este Encontro  ganharia um especial significado por se associar às comemorações do Ano de Portugal no Brasil.
Dirigido à comunidade portuguesa e luso-brasileira, a autoridades brasileiras, a universitários e especialistas de questões de género, este Encontro pretendeu dar visibilidade à contribuição da Mulher Portuguesa na disseminação da Ciência, Literatura, Arte, Cultura, Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social, Desporto, Economia e Empreendedorismo na cidade do Recife e, por extensão, em outras comunidades do País, refletindo a sua projeção social e profissional neste espaço da diáspora portuguesa.
No Brasil, eventos desta natureza ganham especial contorno, não apenas pelos laços históricos que unem os dois Povos, mas também pelo relevante desenvolvimento económico do Brasil no cenário internacional, e pelo papel de crescente importância da mulher portuguesa e brasileira neste espaço da nossa lusofonia, com a identificação dos diversos caminhos que têm e vêm traçando.
Não pretendendo personalizar esta organização, atribuí-a à Associação Folia das Deusas, que havia fundado  com a minha esposa e da qual sou membro da direção. Uma associação sem fins lucrativos, que tem como objetivo promover ações de apoio às mulheres a às lutas pela igualdade de género, de oportunidades e de justiça social.
Em 2016 estive presente nas Comemorações do dia da Comunidade Luso-Brasileira (organização da Associação Mulher Migrante) na Biblioteca Municipal Dr. Marmelo e Silva em Espinho.
Sou sócio da Associação Mulher Migrante a partir de Novembro deste ano.


2. " A AMM propõe-se, desde as origens, ser uma plataforma de encontro de dois mundos - o do estudo e o da ação no terreno das comunidades, da solidariedade e da cooperação com o movimento associativo, em diálogo e debate contínuo."
  Como vê as possíveis aplicações concretas das suas linhas de investigação e/ou planos de ação no domínio das migrações e da Diáspora, com enfoque especial no feminino.


Agora a viver em Portugal para desenvolver os meus estudos de doutoramento em E Planeamento, no  Departamento de Ciências Sociais, Políticas e de Território da Universidade de Aveiro e que iniciei há semanas atrás, estou em condições logísticas para apoiar a Associação Mulher Migrante e também científicas, implícitas a esta formação e que  se possam enquadrar nos objetivos desta associação.

O contexto académico em que passo a estar inserido, facilitará a realização de outras investigações que sejam do interesse da Associação Mulher Migrante.