ATA Aos seis dias do mês de agosto de dois mil e dezoito, pelas dezoito horas realizou-se a 26º reunião da Assembleia Geral Ordinária da Mulher Migrante – Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade, nas instalações do Jornal "Mundo Português", sito na Rua Elias Garcia, nº 52 – 7º andar, em Lisboa, de acordo com convocatória, que cumpria os trâmites dos Estatutos da Associação. Da agenda de trabalhos constavam os seguinte pontos:----------------------------------------------------------------------------------------------------- 1 - Apreciar e aprovar o Plano de Atividades e Contas da Direção, relativo ao ano 2017, bem como o respetivo parecer do Conselho Fiscal;----------------------------------------------- 2 - Discutir e aprovar o Planos de Atividades e o Orçamento para 2018;-------------------- 3 - Eleger os Órgãos Sociais, bem como a Secretária-Geral;------------------------------ 4 - Deliberar sobre a admissão de novos associados e associadas e de associadas ou associados honorários ou apoiantes; --------------------------------------- 5 - Repensar as condições de funcionamento do Conselho de Representantes e de outras formas de reorganização interna;---------------------------------------- 6 - Outros assuntos.--------------------------------------------------------------------- Em anexo, se encontra a lista de presenças, num total de dezoito assinaturas.-------------------- Na impossibilidade de estarem presentes nesta reunião, enviaram procuração para delegação de competências as/os seguintes associadas/os: Maria Violante Martins, Manuela Marujo, Artur Ernesto Madureira, Maria do Céu Campos, Virgínia Estorninho, Maria João Ávila, Constância Nery, Isabel Aguiar, Maria Luciana Barros Lopes, Maria Teresa Barros Aguiar Pereira, Maria Isabel Gonçalves Araújo Pereira, Elvira Brandão, Fátima Pontes, Maria de Lurdes Almeida, Custódia Domingues, Maria Madalena Aguiar Pereira, Maria Manuela Barros Aguiar Pereira, Graça Guedes, Flávio Borda d’Água (na Drª Manuela Aguiar): Luísa Prior, Filomena Fonseca e Nelma Patela (na Drª Arcelina Santiago).----------------------------------------------------------------------------------------- A Presidente da Assembleia Geral, Maria Manuela Aguiar abriu a sessão, manifestando o maior pesar pela partida da Presidente da Direção da AMM, Dra Rita Gomes, pondo em relevo o seu intenso e importante trabalho em prol da Associação, desenvolvido ao longo de 25 anos, no que foi acompanhada por todos os presentes. Todos manifestaram igual pesar pelo desaparecimento do Dr Carlos Morais, sócio fundador da AMM e diretor do jornal "O Mundo Português". Passou-se, seguidamente, ao primeiro ponto da agenda de trabalhos. Foi apreciado o Relatório de Atividades de 2017, que havia sido previamente enviado aos associados/as constantes da "mailing list" e publicado na blogue "Mulher Migrante em Congresso". O Relatório foi aprovado por unanimidade, depois de integrar, nomeadamente, os contributos de associadas que participaram em reuniões de vários Organismos, em representação da AMM.-------------------------------------------------------------------- Também o Relatório de Contas relativo ao ano 2017, apresentado pela Direção, bem como o respetivo parecer, emitido pelo Conselho Fiscal, que consta em anexo a esta ata, foi submetido a votação e aprovado por unanimidade.----------------------------------- Sobre a situação financeira da AMM, a tesoureira, Filipa Menezes, deu informações detalhadas, que apontam no sentido da perfeita sustentabilidade da Associação, com os seus meios próprios. São pouco avultadas as despesas de funcionamento (arrendamento, luz e água da sede, custos de correspondência, etc). As numerosas ações realizadas pela AMM dentro do país e no estrangeiro não tiveram quaisquer custos, pois os respetivos encargos foram suportados pelas entidades parceiras ou pelas associadas/os que as organizaram ou nelas participaram. Não foram recebidos quaisquer subsídios de departamentos públicos.---------------------------------- A boa saúde financeira futura da AMM exigirá a continuidade desta capacidade de contenção de custos e de realização de iniciativas nos moldes que vem sendo adotados. No que respeita a correspondência, ficou decidido um maior recurso aos endereços eletrónicos, que permitirá poupanças adicionais e uma mais rápida circulação da informação.------------------------------------------------------------------------------------------ No tocante ao segundo ponto, foram apresentadas e largamente debatidas propostas de atividades para o 2º semestre de 2018 e para o ano de 2019, em que se comemora o 25º aniversário da fundação da AMM. Sem prejuízo de outras ações e estudos, que poderão vir a ser desenvolvidos, foram referidos e aprovados os seguintes: .Publicação de um "Boletim" periódico, para intercâmbio de informação entre associadas/os, a nível nacional e internacional, a que será dada publicidade no blogue e no "site" da Associação. O primeiro número, que se espera poder distribuir em inícios de Outubro, será inteiramente composto por depoimentos escritos sobre a Drª Rita Gomes. -------------------------------------------------------------------------------- . Colóquio sobre políticas da emigração na segunda metade do século XX e no século XXI, em homenagem à Drª Rita Gomes, que foi testemunha e intérprete dessas políticas, como funcionária e, depois, dirigente dos serviços da emigração - trabalho que continuou, após a aposentação, como voluntária, na nossa Associação (data prevista abril de 2019);--------------------------------------------------------------------------------------- . Projeto Ateliês da Memória – Monção, em parceria com Escolas, Universidade Sénior, Centro de Formação Vale do Minho e Câmara Municipal de Monção (início - setembro 2018);------------------------------------------------------------------------------------------ . Publicação digital do colóquio “Portugal / Brasil a descoberta continua a partir de Monção”, realizado em abril 2018. Parceria da AMM com o Centro de Formação do Vale do Minho, Câmara Municipal de Monção;--------------------------------------------------------- . Projeto “Mulheres empresárias”, em parceria com o Observatório dos Luso descendentes e outras associações (1º semestre de 2019);-------------------------------------- . Colóquio sobre "Emigração para França, a partir da década de 60" – em Monção, parceria com a Câmara Municipal, Agrupamento de Escolas de Monção, Universidade Sénior, EPRAMI, Universidade do Minho, Centro de Formação (março / abril 2019);------------------------------------------------------------------------------------------------ . Colóquio sobre a situação da comunidade luso - venezuelana em Espinho, parceria da AMM com as Associações e Agrupamento de Escolas de Espinho (objetivo: conhecer a realidade dos jovens retornados da Venezuela e sua integração na comunidade escolar);------------------------------------------------------------------------------------------------------ . Colóquio /Exposição de Artes plásticas sobre a temática “ Emigração e Cidadania”, integrada na 3.ª Bienal de Gaia (2019);----------------------------------------- . " Jornalismo para a paz" – participação no desenvolvimento do projeto liderado pelo jornalista António Pacheco, em que a AMM começou a colaborar em 2008, nos EUA, no contexto de uma parceria com a Fundação "Pro Dignitate"; ----------------------------------- . Participação na Conferência de homenagem a Ana Hatherly, organizada pela Universidade de Berkeley e pela " Luso-American Educational Foundation", em que a AMM é convidada a abordar o tema " mulheres emigrantes e o seu papel no mundo das Artes e das Letras" (organização da nossa Associada Profª Doutora Deolinda Adão); . Colaboração na publicação bilingue do livro "Califórnia, madrasta dos meus filhos". Sendo a AMM detentora dos direitos de autor da versão portuguesa, pode optar por manter esse direito numa nova parceria, que não implicará encargos adicionais. Esta foi a modalidade para a qual se apontou , consensualmente. A alternativa seria a venda dos direitos de autor.------------------------------------------------------------------------------------- .Publicação "225 histórias de vida", edição comemorativa dos 225 anos do Consulado de NY - parceria Consulado.Geral de NY/ Ong's Luso-americanas/AMM. Conforme consta do "Relatório de Atividades", este projeto não beneficiou do subsídio solicitado à DGACCP, por alegada falta de envio dos anexos (Relatório de Atividades de 2016 e outros elemento, que haviam sido entregues, em mão, na DGACCP, de acordo com as instruções da Presidente da Direção, à semelhança de procedimentos adotados em anos anteriores). Espera-se que, com ou sem subsídio governamental, o livro, que é prefaciado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, possa ser editado em 2018 ou inícios de 2019.--------------------------------------------------------------------------------------- Foi apresentada pela Presidente da Assembleia Geral a hipótese de a AMM utilizar, neste seu projeto partilhado, uma verba de cerca de 1500 euros, há vários anos disponível para uma publicação, ainda não realizada, sugestão que mereceu acolhimento.---------------- Para além desta eventual contribuição, não se prevê qualquer gasto orçamental, apenas a satisfação das despesas correntes, ficando tudo o mais dependente de contributos voluntários de associadas/os ou de parcerias.------------------------------------------------------- No terceiro ponto: " Eleição dos Órgãos Sociais, bem como a Secretária-Geral" , a que obrigou a partida da Drª Rita Gomes, a vontade já anteriormente manifestada pelo Dr Artur Madureira de deixar este órgão social, e a dificuldade de participação nas funções diretivas por parte das associadas residentes no estrangeiro.--------------------------------------------- A lista apresentada para a Direção e para a Assembleia geral foi aprovada por unanimidade. A indisponibilidade da Presidente do Conselho Fiscal, comunicada através da carta, (que está em anexo), no decurso da reunião da Assembleia geral, levou à sua substituição, assim como à da Associada Ana Paula Barros, (devido, como informou a Assembleia, à sua saída do país, por razões profissionais), e à de Cláudia Ferreira, Brasil, (por ser desconhecida a sua morada atual, segundo informação da Presidente do Conselho Fiscal cessante). ------------------------- A nova composição do Conselho Fiscal, foi, igualmente, votada por unanimidade, assim como a Secretária Geral.------------------------------------------------------------------------- Não houve alteração do Conselho de Representantes.--------------------------------- A regra da escolha para os órgãos sociais de associadas/os residentes dentro do país, por motivos de operacionalidade, levou à apresentação de uma proposta para dar, em outros moldes, continuidade ao fundamental propósito de garantir a cooperação transnacional, no que respeita às grandes decisões e destinos da AMM. Para tal, foi criada uma nova instância, com o nome de "Conselho Estratégico". A designação, consensualmente aceite, foi sugerida pela Profª Doutora Maria Beatriz Rocha Trindade, momentos antes da reunião da Assembleia, a que não pode estar presente, por impedimento superveniente.-------------------------------------------------------------------- Para o " Conselho Estratégico" estão convidados os membros da Direção cessante, que não prosseguem em funções por dificuldade de comparecer a reuniões de trabalho em Lisboa - o Associado Dr Artur Madureira, e as Associadas Maria João Ávila (EUA), Lurdes Abraços (Brasil), Profª Doutora Isabelle Oliveira, assim como a Profª Doutora Deolinda Adão (EUA), a Drª Ana Paula Barros (Macau, futuramente) e o Dr Victor Gil (Portugal) . A composição do "Conselho" está em aberto, cabendo à Direção, nos termos do nº 2 do art.15, aprovar outras e outros associados, que o queiram integrar. Ficou, assim, aprovada, por unanimidade, a constituição dos Órgãos Sociais da AMM: ASSEMBLEIA GERAL Presidente - Maria Manuela Aguiar Vice Presidente - Maria Beatriz Rocha-Trindade Vice Presidente - Carlos Álvares de Carvalho Secretária - Natália Correia Secretária - Ana Paula Almeida DIREÇÃO Presidente - Maria Arcelina Santiago Vice Presidente - Ana Paula Beja Horta Vice Presidente - Berta Guedes Tesoureira - Filipa Menezes Secretária - Virgínia Estorninho Vogal - Luísa Prior Vogal - Nelma Patela CONSELHO FISCAL Presidente – Ester Sousa e Sá Vogal - Cristina Viveiro Rodrigues Vogal – Teresa Menezes Suplente – Sarolta Laszlo Suplente - Flávio Borda d'Água SECRETÁRIA GERAL Graça Sousa Guedes Assim, em relação à composição anterior do Conselho Fiscal, verificou-se a saída dos seguintes membros: a Presidente, Isabel Lopes da Silva, que foi substituída por Ester Sousa e Sá, a Vogal Ana Paula Barros, substituída por Tereza Menezes e a Suplente Cláudia Ferreira, substituída por Sarolta Lazlo.------------------------------------------------- Mantém-se a Vogal Cristina Viveiro Rodrigues e o Suplente Flávio Borda d' Água. Foi ainda decidido que podem movimentar as contas desta Associação três membros da Direção,
a Presidente, Arcelina Santiago, cc
a Tesoureira Filipa Menezes cc
e a vogal Luisa Prior cc
, bastando a assinatura de duas delas para movimentação de contas bancárias da Associação.-------------------------------------------------------------------- No tocante ao ponto 4 da agenda, focou-se a necessidade de tomar algumas medidas para promover a admissão de novos associados que possam contribuir com o seu saber académico, profissional, com a experiência de vida e de voluntariado, nas atividades da AMM. Para facilitar as adesões ou a permanência de associadas/os foram aprovadas as seguintes medidas: diminuição da jóia para um euro, valor simbólico; a regularização de quotas em atraso, com o pagamento imediato da quota para o ano de 2018; o pagamento pelas delegações do estrangeiro de uma quota coletiva. Foram apresentadas pela Drª Arcelina Santiago, membro da Direção cessante e presidente da Direção recém-eleita, propostas de admissão de novos sócios, tendo sido mencionado um breve perfil de cada um deles, a mostrar a mais valia que constituem para a AMM. Adelaide Vilela (Montreal, Canadá, onde se espera que possa constituir uma nova delegação da AMM), Francisco Alves, Lúcio Alberto, Leonor Fonseca, Aida Batista, Maria Eduarda Fonseca, Jorge Azevedo e Sousa, Vítor Gil, João Miguel Aguiar, Emmanuelle Afonso, Rosa Maria Gaioso Guimarães, Miguel Leite, António Pacheco, José Duarte, Júlia Néry, Cíntia Ribas. ------------------------------------------------------------- A Drª Arcelina Santiago anunciou a intenção de proceder a mais contactos, dentro e fora do país, nomeadamente, com jovens, e no âmbito da comunidade académica e do mundo associativo. A menção de breves depoimentos e notas curriculares de cada associado, para divulgação no "Boletim", foi outra sugestão por ela avançada. Sobre a apresentação de sócios honorários foi aceite por unanimidade a sua proposta, relativa a Mariana Patela, que há anos, desde os seus 11 anos (em 2012), tem colaborado com a AMM, representando o papel de figuras femininas de revelo, como Carolina Beatriz Ângelo e Maria Archer, personagem esta que encarnou, repetidas vezes, sempre muito bem, na “Entrevista Imaginária a Maria Archer”, com que a AMM recordou esta grande escritora e feminista da Diáspora. -------------------------------- Sobre o quinto ponto da ordem de trabalhos, foi proposta uma maior ligação entre as várias delegações do estrangeiro, e uma maior autonomia na gestão de meios financeiros, passando a cobrar as quotas das associadas locais, e delas, dispondo livremente e contribuindo para a AMM apenas com uma quota global, conforme o decidido no ponto quarto.------------------------------------------------------------------------ No último ponto da ordem de trabalhos, foi lembrado o Dr Carlos Morais, que a AMM irá homenagear, durante o ciclo de iniciativas do seu 25º aniversário, e prestado tributo à inesquecível Presidente da AMM durante 25 anos, Drª Rita Gomes. A Presidente da Assembleia- Geral propôs que cada Associada e Associado ali desse um primeiro testemunho. Foi um momento único e sentido, em que se destacaram as realizações, as qualidades e características que a tornaram única e admirável, nas suas várias facetas postas em destaque: a amiga, a companheira, a profissional, a conhecedora da emigração, a cidadã, a presidente, a grande Mulher.------------------------------------------------------- Nada mais havendo a tratar, foi encerrada a reunião da qual foi lavrada esta ata, que vai ser assinada pela Presidente da Assembleia Geral e pela Secretária. A Presidente: _____________________________________________________ Maria Manuela Aguiar A Secretária : _____________________________________________________ Ana Paula de Almeida
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
NOVOS ASSOCIADOS MARIA EDUARDA AGUIAR DA FONSECA
MARIA EDUARDA AGUIAR DA FONSECA
Fui migrante desde criança dentro do país, antes de o ser, por alguns anos, noutros países e continentes. Nasci em 1945, em Paços de Ferreira, vivi no Ato Minho, em Trás-os Montes, na Beira Baixa, no Alentejo, em Lisboa, Londres, Luanda, Genebra e Paris. Fiz a escola primária na Freixeda (Mirandela) e no Sortelha. Depois, estudei nas cidades do Porto (distrito de origem da família) e em Setúbal. O meu pai era engenheiro de minas e onde o levava a profissão lá íamos nós, descobrindo as bonitas terras do "Portugal profundo".
A minha primeira experiência do estrangeiro foi em Inglaterra, Durante cerca de um ano trabalhei como "au pair" em casa de um casal de judeus muito simpáticos A principal tarefa era tomar conta do filho, um menino de um, dois anos. A intenção era praticar o inglês - melhorei bastante, mas o meu ponto forte nunca será falar outras línguas.
O primeiro emprego foi na Caixa Nacional de Doenças Profissionais, desde 1963. Pouco depois, o meu pai foi para Angola, para sd minas de ferro de Mombaça, perto de Malange. Era um apaixonado por África, as suas narrativas convenceram-me a fazer-lhe uma visita prolongada e acabei por ficar em Luanda três anos, com um bom emprego na Mobil. Sentia-me bem, tanto na cidade, como no interior. Passava muitos fins de semana na mina. Era zona de guerrilha, mas nunca nos aconteceu nada, O meu pai dava-se bem com os trabalhadores. Havia armas para defesa, mas estavam sempre guardadas, exceto quando serviam para irem todos juntos à caça. Voltei a Lisboa e à "Caixa", onde passei a ser secretária do presidente Dr António Leão. Em maio de 1974, o meu pai estava sozinho em Luanda, deixara Mombaça e chefiava o departamento de trânsito da Câmara, e eu decidi ir fazer-lhe companhia. Fui para lá num avião que poucos civis transportava - o grande movimento era em sentido contrário...Dessa segunda vez, fui hospedeira de terra de uma companhia de aviação. No início de 1975, o pai e ele viemos para Lisboa, com a intenção de passar férias. Ele trazia apenas uma pequena mala, deixou o carro e o apartamento entregues à empregada. Mas já não tivemos condições para regressar. Mais uma vez me aceitaram na "Caixa" como "filha pródiga"..
Em meados de 1983, fui destacada para o gabinete da Secretária de Estado da Emigração. O destacamento, convinha ao gabinete, era a única forma de conseguir colaboração a custo zero. Foi um trabalho diferente, menos burocrático, interessante - dei apoio, sobretudo, no sector cultural. Estive, por exemplo, na organização de exposições itinerantes e das coletâneas de diapositivos ("Quadrantes de Portugal), etambém na recolha de dados sobre as associações de todo o mundo, que formavam o Conselho das Comunidades (tarefa que não foi nada fácil). E até desenhei medalhas comemorativas. Lembro-me de ter feito uma só viagem como (única) acompanhante da Secretária de Estado, a Manuela Aguiar. Eu devia tratar dos programas, dos contactos locais, do check-in nos aviões e hotéis, etc, mas, como ela é muito impaciente, adiantava-se e despachava tudo. Depois, em Lisboa, queixou-se de que ela é que fizera de minha secretária... Não voltei a ser escolhida para missões dessa natureza.
Em 1987, com licença sem vencimento da Caixa Nacional de Doenças Profissionais, pelo prazo máximo de três anos, fui para o consulado de Genebra, como chanceler, e, depois, a convite do Dr Carlos Correia, para Paris, mas optei por voltar ao cargo de origem, antes do termo do prazo limite dado pela "Caixa". Anos mais tarde, concorri para a Caixa Nacional de Pensões. Aí tive contacto com processos de pensões de emigrantes da Venezuela, verdadeiramente dramáticos, que, ao meu nível, queria mas não podia resolver.
Quando atingi a idade da reforma, comecei uma nova vida. Sempre gostei de fotografia, desenho, pintura, cinema. Em tempos tinha frequentado um curso da ARCO, em Lisboa. Dediquei-me, sobretudo, à pintura em acrílico, Além de exposições individuais, participei em várias coletivas, incluindo as duas primeiras Bienais de Mulheres d' Artes, em Espinho.
2 - Embora não estivesse inscrita como membro da AMM colaborei em duas exposições organizadas durante os congressos mundiais de 2011 (no Forum da Maia) e de 2013 (nos claustros da "Fundação Pro Dignitate") e segui as várias intervenções desses congressos. Conheço quase todos os dirigentes da AMM e muitos dos seus associados, de quem sou amiga e admiradora, A Drª Rita Gomes foi sempre encantadora comigo, tanto enquanto trabalhei na emigração como depois. Lembro-me de que ,uma vez, a convidei para uma minha exposição de pintura em Oeiras e ela foi até lá dar-me um abraço, num táxi, que esperou bastante tempo para a trazer de volta a Lisboa.
3 - Gosto da forma como a AMM procura chamar a atenção para as desigualdades e injustiças de sociedades, que no século XXI, ainda estão pouco consciente da perda que significa a desvalorização das capacidades das mulheres, e muito fechadas no que respeita às dificuldades de adaptação e de competição na carreira dos imigrantes e refugiados.
Embora as minhas passagens por África e por alguns países da Europa não tenham sido muito longas, deixaram-me saudades (de Angola, sobretudo), muita simpatia por gente de outras culturas e deram-me a vontade de lutar pela maior aceitação mútua,
Aderir à AMM e participar mais ativamente nas suas iniciativas será uma oportunidade de me manter a par dos progressos ou da falta deles, neste campo, e uma forma de ser solidária com causas que valem a pena e com pessoas que trabalham por genuína vontade de ajudar os outros
domingo, 30 de setembro de 2018
VICTOR GIL sobre a DRª RITA GOMES
EM HOMENAGEM À
DR.a MARIA RITA ANDRADE GOMES
A aproximação de outubro traz-me desde
há longos anos a lembrança do aniversário da nossa estimada e comum amiga Dr.ª
Rita Gomes e, bem assim, o cuidado de acompanhar mais de perto o compasso do
tempo de modo a que não lhe faltasse nesse dia com uma palavra de saudação alusiva
à data e os votos da sua repetição por muitos mais anos. Neste ano, como o
renascer das fontes com as primeiras águas do outono, a lembrança voltou mas a
minha habitual saudação, feita umas vezes em direto, outras vezes por telefone,
carta ou outro meio de contacto, ser-lhe-á dirigida desta vez, seguro da
fidelidade que mantive até aqui à nossa amizade, através deste meu depoimento, no
quadro da homenagem que a família e a Associação Mulher Migrante (AMM)
decidiram em boa hora prestar-lhe, lançando um convite a todos os amigos e
amigas da Dr.ª Rita para a recordarem por mensagem na data em que ela, se
estivesse ainda entre nós, cumpriria um ano mais de vida.
Por motivo algum, faltaria ao pedido da
família, com a qual mantenho cordiais relações de amizade, bem como ao empenho
e ao esforço da Associação Mulher Migrante e dos seus órgãos sociais, em
especial da Assembleia Geral, de que é presidente a Dr.ª Maria Manuela Aguiar,
para não deixar cair no esquecimento a memória da sua importante e notável ação no campo das
questões da emigração e das comunidades portuguesas, incluindo a valorização da
presença e do papel da mulher nessas áreas, como de resto o fez já com outras
conhecidas personalidades do mundo das comunidades portuguesas.
Temo apenas, e estou disso consciente,
que o meu depoimento venha a não corresponder por falta de tempo, limitações
pessoais e de outra ordem, ao que gostaria de escrever, lembrando a este
respeito que a Dr.ª Rita me pediu um dia para preparar um texto sobre ela e vir
depois a apresentá-lo num ato que estaria a ser preparado em sua homenagem. O
ato não se realizou, por razões que continuo a desconhecer, e eu, no meu
íntimo, de que guardei até hoje segredo, saboreei o gosto de não a ter dececionado,
o mesmo gosto que desejaria agora voltar a saborear.
Entre os múltiplos aspectos da
personalidade e da ação da Dr.ª Rita, há três que, neste curto e simbólico
testemunho, me parece merecerem particular destaque.
Começo pelo que respeita à sua carreira
profissional, por ter sido no quadro da sua vida profissional que a quase
generalidade dos seus amigos e amigas a
conheceu e com ela manteve relações de trabalho e de amizade. O nosso primeiro
contacto data de 23 de janeiro de 1973, dia em que, na companhia do nosso
saudoso e querido amigo Dr. Carlos Correia, tomei posse no Secretarido Nacional
da Emigração como técnico superior de segunda classe, em cerimónia presidida
pelo Secretário Nacional da Emigração, Dr. Américo Saragga Leal, também ele de
saudosa memória. Previamente à tomada de posse, apenas tinha falado no
organismo com a Srª.D. Elvira, secretária do Dr. Manuel Francisco Farinha,
chefe de divisão do Gabinete de Estudos e de Relações Públicas, meu futuro
chefe, com o qual tive uma entrevista e acertei os pormenores da minha próxima
entrada no serviço. Para além do chefe de divisão, licenciado em Direito, o
Gabinete contava já com o Dr. Vasco Rodrigues da Silva, licenciado em Direito
pela Faculdade de Direito de Lisboa e com a Dr.a Rita Gomes, licenciada em
Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Foi este
o núcleo inicial do Gabinete de Estudos que veio pouco depois a ser reforçado com
a chegada dos Drs. Adelino Bento Coelho, Jorge Gouvêa Homem e Henrique Pietra
Torres. Limito-me nesta referência a antigos colegas do tempo do Secretariado
que foi igualmente o tempo do início do nosso relacionamento com a Dr.ª Rita. Outros
colegas, que recordo aqui também, sem citar porém os seus nomes, chegariam mais
tarde tanto para a então designada Direção de Serviços de Informação Especializada
e Acordos de Emigração, como para outras direções de serviços. De todos os
colegas, a Dr.ª Rita era a que tinha mais idade e mais experiência
profissional. Antes mesmo do nascimento de alguns de nós, a Dr.ª Rita tinha já ingressado
na Função Pública, em 20 de março de 1948, na Junta da Emigração, com a
categoria de 3.º oficial, depois promovida a 2.º oficial, a 8 de abril de 1953,
e com concurso feito para 1.º oficial em 6 de março de 1958, vaga para que foi nomeado
um outro candidato do sexo masculino, por em igualdade de classificação “a
prestação de serviço militar era de atender como primeira preferência, sendo
essa preferência invocável também contra candidatos do sexo feminino”. No
seguimento dessa decisão, corroborada por um parecer da Procuradoria Geral da
República, veio em 1963 a ser requisitada para o Fundo de Abastecimento do
Ministério da Economia com a finalidade de prestar serviço no Gabinete do
ministro da Economia de então, Professor Doutor Luís Teixeira Pinto, seu
professor no ISCEF, que a convidara para chefiar os serviços da secretaria do
seu Gabinete, funções que desempenhou de 31/5/1963 até 19/3/1965. A partir
dessa data, passou a trabalhar como técnica do Gabinete de Estudos Económicos
da Junta Nacional da Cortiça, promovida a adjunta do diretor em novembro de
1970, período em que esteve igualmente associada à atividade da “Confédération
Européenne du Liège”. Em 1 de março de 1972, após a extinção da Junta de
Emigração, voltou aos serviços de emigração, ao então recém criado Secretariado
Nacional da Emigração, para exercer funções, como já referi, no Gabinete de
Estudos e Relações Públicas. Manteve-se nos serviços de emigração até 23 de março
de 1992, data da sua aposentação, primeiro como técnica, de 1/3/1972 a 7/07/1977,
e, depois, como dirigente, tendo com esse estatuto exercido as funções de
diretora de serviços de Informação Especializada e Acordos de Emigração na
Direção-Geral de Emigração e, após a extinção desta em 20/08/1980, no Instituto
de Apoio à Emigração e às Comunidades Portuguesas (IAECP) da Secretaria de
Estado de Emigração (7/7/1977 até 17/3/1982); de vice-presidente do IAECP da
Secretaria de Estado da Emigração e das Comunidades Portuguesas, nos pertíodos de
17/3/1982 a 30/6/1983 e depois de 1/2/1985 a 8/8/1989; e de presidente do mesmo Instituto desde essa
última data até 23 de março de 1992. No âmbito das várias funções descritas,
manteve ligações com múltiplos organismos e organizações a nível nacional, tais
como o Grupo de Estudos sobre Convenções Internacionais de Segurança Social e a
Comissão Permanente de Peritos do Conselho das Comunidades Portuguesas; a nível
bilateral, intervindo em negociações de acordos e convenções relativos a
questões migratórias, em comissões técnicas e de acompanhamento de projetos; e
a nível multilateral, participando nas atividades de organizações
internacionais ligadas às migrações, nomeadamente a OCDE, o CIME, atual OIM, e o
Conselho da Europa, deixando aqui uma menção à sua participação na organização
da 3.ª Conferência de Ministros da Europa Responsáveis pelas Questões de
Migração que, em colaboração com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas,
se realizou no Porto, no Palácio da Bolsa, de 13 a 15 de maio de 1987. Este foi
em grandes linhas o percurso profissional da Dr.ª Rita, um percurso a todos os
títulos notável, em cuja caracterização sobressaiem ao aspetos seguintes:
- A sua longa duração, exatamente quarenta
e quatro anos, na sua larga maioria perfeitos nos serviços de emigração;
- O desempenho ao longo de todos esses
anos de funções de elevada exigência técnica e da mais alta responsabilidade,
em especial a presidência do IAECP, cargo equiparado a diretor-geral do Ministério
dos Negócios Estrangeiros;
- A intensidade e a abrangência do
trabalho desenvolvido, em contextos de grande complexidade institucional e
política quer a nível nacional, quer a nível internacional;
- O escrutínio a que funcionalmente
esteve submetida, sob a supervisão tutelar da hierarquia do Ministério dos
Negócios Estrangeiros, incluindo o próprio ministro e a (o) secretária (o) de
Estado das Comunidades Portuguesas, e a sucessiva renovação da confiança dos
seus superiores no seu trabalho.
Num registo mais pessoal, a imagem que
guardo da Dr.ª Rita, dos perto de vinte anos que trabalhámos na mesma área de
serviço público, é a de uma colega que no exercício das suas funções sempre
agiu no respeito pelos princípios exigidos aos agentes da Administração Pública;
a de uma colega que sempre pôs os seus conhecimentos, talentos e capacidades ao
serviço do Estado e do interesse público; a de uma colega próxima dos utentes e
do público em geral, profundamente convicta da utilidade do seu trabalho e por
isso sempre disposta a abraçar todas as causas em que reconhecesse interesse
para a promoção e desenvolvimento dos emigrantes, das suas famílias e das
respetivas comunidades, mesmo quando as circunstâncias não eram as mais
favoráveis; a de uma colega imbuída de um profundo humanismo, solidária e
companheira nos bons e maus momentos, conhecedora da vida e das voltas que a
vida dá. Exemplos? Não me faltariam…
Neste seguimento, outro ponto a
destacar, o segundo, tem precisamente a ver com a sua dimensão humana, projetada
a nível tanto pessoal, como familiar, que tão importante foi para a aproximação
e a ligação entre a Dr.ª Rita e os colegas e colaboradores mais próximos e para
a coesão conseguida no âmbito do trabalho da direção de serviços que passou a
dirigir e, mais tarde, à frente dos destinos do IAECP, marcante não só no
âmbito interno, mas também no quadro da nossa atividade no âmbito externo, em
especial junto do MNE. A Dr.ª Rita teve sempre o cuidado de fomentar um bom
ambiente de trabalho e de estimular a amizade, o respeito e a estima entre
todos os colegas tanto no trabalho, como fora dele, contando com a abertura,
compreensão e ajuda do marido, o arquiteto Sérgio Gomes. Quantas vezes os dois nos
receberam em sua casa e pudemos disfrutar da sua simpatia, amabilidade e
convívio, ajudando-nos a fazer novas descobertas, a começar pelas afinidades
existentes entre nós! Num artigo publicado sob o título Os Amigos, sem poder referir a fonte e a respetiva data, José
Tolentino Mendonça, hoje arcebispo e arquivista responsável pelo arquivo
secreto do Vaticano, comentava que “o que aproxima os amigos, o que os liga
entre si é a descoberta de uma afinidade interior, puramente gratuita, mas
suficientemente forte para fazer persistir no tempo o afeto, a cumplicidade, a
relação e o cuidado”, acrescentando que “…Se quisermos explicar que afinidade é
essa nem sabemos.” Momentos tive também de alguma tensão com a Dr.ª Rita,
talvez devido à grande afinidade que nos aproximava. Por ocasião da nossa
promoção conjunta a técnico superior principal, lembro-me de me ter dito que a
situação que lhe causava algum incómodo, invocando como causa a diferença de
idade entre ela e os restantes colegas promovidos, nos quais estava também
incluído. Agastado com o comentário, por me parecer injusto, pedi-lhe apenas
para não esquecer que era a nós, os seus jovens colegas, que devia a promoção,
pois fora graças à nossa ação no pós 25 de Abril que o nosso organismo não
passara por graves convulsões internas e fora assim possível aprovar a revisão
do respetivo diploma orgânico e, no interesse de todos, do correspondente quadro
de pessoal. Em consequência dessa e doutras conversas, muito possivelmente, a
Dr.ª Rita teve sempre colegas mais novos como colaboradores mais próximos e
tive agora a grande satisfação de descobrir que na dedicatória do CV que
apresentou ao concurso para assessor principal do quadro de pessoal do IAECP,
em 1989, reservou parte da sua dedicatória “…aos Colegas e Colaboradores que
sempre me ajudaram”. A Dr.ª Rita foi a funcionária exemplar com que mantive estreitas
relações de trabalho durante perto de metade da sua vida ativa, cerca de vinte
anos, como foi também a colega amiga, a que me ligaram laços profundos de
afinidade durante quarenta e cinco anos das nossas vidas.
Termino, fazendo menção, em terceiro e
último lugar, ao tempo que dedicou à Associação Mulher Migrante - desde outubro
de 1993 até à sua morte - de que foi sócia fundadora, sempre como voluntária. O
seu exemplo na área do voluntariado é um legado deixado a Mulher Migrante-Associação
de Estudo, Cooperação e Solidariedade, muito inspirador por certo para a sua
ação no futuro.
OBRIGADO DR.ª RITA.
Lisboa, 28 de setembro de 2018
sexta-feira, 28 de setembro de 2018
NOVOS ASSOCIADOS: ANTÓNIO PACHECO
1
-António Leite Cruz de Matos Pacheco, natural de Moçambique .
-António Leite Cruz de Matos Pacheco, natural de Moçambique .
Lourenço Marques, ano de 1946. Na zona da Polana, nasci perto do ainda hoje célebre Hotel Polana
Felizmente hoje mantenho a dupla nacionalidade: moçambicana e portuguesa.
Licenciatura em Direito pela Clássica de Lisboa.
-EM 1976 tive a felicidade de ter sido chamado pelas novas autoridades moçambicanas para o cargo de diretor adjunto do recém criado Centro de Estudos Africanos da Universidade Eduardo Mondlane. Sob a orientação dos professores Aquino de Bragança e Ruth First -ambos assassinados, em diferentes datas pelo regime sul africano do apartheid-organizamos com uma equipa pluridisciplinar uma investigação sobre os trabalhadores moçambicanos nas minas da Africa do Sul. Este trabalho viria a ser publicado em 1977, em Moçambique, Reino Unido e USA, com o nome de "Mineiro Moçambicano".
Nunca mais pude deixar Africa.
-Nos anos 80, fui convidado para trabalhar na Radio Renascença, Lisboa, como especialista em assuntos africanos.
- Em 1989, quando a guerra civil moçambicana tomou proporções terríveis ,pedi licença à Radio e fui trabalhar como voluntario na fronteira entre Ressano Garcia (Moçambique) e o bantustao sul africano do Kangwane. Este trabalho de apoio aos refugiados era orientado pelo "bureau de refugiados da Conferencia Episcopal da Africa do Sul". Trabalhei sobretudo na formação de professores de língua portuguesa.
-Em 1989/90 tive a honra de conhecer e iniciar a minha Amizade com MARIA DE JESUS BARROSO SOARES que me levou para a «ProDignitate» e MANUELA AGUIAR que me trouxe até a «Mulher Migrante» .
Nos anos 90 a Renascença enviou-me para a Guiné para fazer a cobertura do conflito no terreno, entre dois chefes militares. Apareceu-me ai pela primeira vez um conflito pessoal: Correspondente de guerra, como pomposamente gostavam de ser chamados os meus colegas? ou fator de construção da paz?.
E lembrei-me do ditado moçambicano: «na savana quando dois elefantes se batem quem fica a perder é o capim(relva) envolvente.
E lembrei-me do ditado moçambicano: «na savana quando dois elefantes se batem quem fica a perder é o capim(relva) envolvente.
Desde há 12 anos, e trabalhando primeiro na Fundação Pro Dignidade e agora convosco que a duvida vai continuando... e deu origem ao projeto «jornalismo para a paz», com trabalho feito (um manual de jornalismo) e ações de treino levadas a cabo na Guiné-Bissau, Cabo Verde e comunidades de língua portuguesa na Costa Leste dos USA (apoio da Rhode Island College)
2-O modo de ver e de trabalhar juntando as 2 componentes: investigação e prática. Chama-se Lusofonia e consiste em trazer para jornalistas e animadores de rádios comunitárias e rádios de proximidade o conceito de rádio ao serviço das comunidades de língua portuguesa.
domingo, 23 de setembro de 2018
ISABEL AGUIAR sobre a AMM
1 - " Foi com a realização de algumas deslocações às comunidades de emigrantes (na altura como membro do Conselho Fiscal da MM) pelo mundo, que percebi a importância do associativismo, em especial no âmbito da Comunidades Portuguesas.
As associações são um núcleo fundamental da sociedade, que permitem a promoção da cidadania, do patriotismo e que conduzem ao desenvolvimento e crescimento pessoal e coletivo.
As associações colocam em aberto e a público os problemas vividos pelos indivíduos na sua vida privada e dessa forma, em conjunto, conseguem dar solução a um sem fim de problemas que os emigrantes enfrentam quando se encontram deslocados.
Foi a este processo enriquecedor de deliberação comunitária e de consciência social que assisti nas minhas visitas às comunidades portuguesas.
Apesar de nos locais visitados existirem imensas associações locais de Portugueses, é fundamental que haja no país de origem uma instituição que funcione como retaguarda e traço de união das comunidades, daí achar fundamental e imprescindível o papel da Mulher Migrante no Mundo das Migrações.”
2 - Recordo, também, a minha primeira participação na AMM. A convite da Doutora Graça Guedes, integrei o secretariado do "Encontro Mundial de Mulheres Migrantes", que se realizou em 1995, na cidade de Espinho. Era então uma jovem recém licenciada em de Direito, que fazia o estágio para a advocacia, O encontro tinha por título "Diálogo de Gerações" e havia um significativo número de representantes das segundas gerações, raparigas e rapazes da minha idade, e, naturalmente, personalidades da emigração feminina de todos os continentes. Ao todo, mais de 300 pessoas! Creio que foi, até à data, o maior evento do género levado a cabo dentro do país e prolongou-se por quase uma semana. Os temas foram introduzidos por alguns dos mais reputados especialistas nacionais no campo das migrações. Os debates foram intensos. Encerrou a Drª Maria Barroso, que era então a "Primeira Dama" - um discurso inspirador, brilhantíssimo! Ficou connosco para o jantar de despedida, que foi uma grande festa, um convívio de amizade, muito à portuguesa - até me convenceram a cantar o fado.
Aprendi muito, acho que todos aprenderam! E o impacto na cidade e no país, e suponho, também na emigração foi enorme, projetado pelos meios de comunicação social
.Constituiu, assim, um momento especial em que se ouviu a voz das mulheres da emigração e da juventude, em que a AMM, criada há pouco mais de um ano, se afirmou com a sua vocação internacional.
Espero poder colaborar no futuro em iniciativas semelhantes.
(CONTRIBUTO PARA O BOLETIM Nº 1)
2 - Recordo, também, a minha primeira participação na AMM. A convite da Doutora Graça Guedes, integrei o secretariado do "Encontro Mundial de Mulheres Migrantes", que se realizou em 1995, na cidade de Espinho. Era então uma jovem recém licenciada em de Direito, que fazia o estágio para a advocacia, O encontro tinha por título "Diálogo de Gerações" e havia um significativo número de representantes das segundas gerações, raparigas e rapazes da minha idade, e, naturalmente, personalidades da emigração feminina de todos os continentes. Ao todo, mais de 300 pessoas! Creio que foi, até à data, o maior evento do género levado a cabo dentro do país e prolongou-se por quase uma semana. Os temas foram introduzidos por alguns dos mais reputados especialistas nacionais no campo das migrações. Os debates foram intensos. Encerrou a Drª Maria Barroso, que era então a "Primeira Dama" - um discurso inspirador, brilhantíssimo! Ficou connosco para o jantar de despedida, que foi uma grande festa, um convívio de amizade, muito à portuguesa - até me convenceram a cantar o fado.
Aprendi muito, acho que todos aprenderam! E o impacto na cidade e no país, e suponho, também na emigração foi enorme, projetado pelos meios de comunicação social
.Constituiu, assim, um momento especial em que se ouviu a voz das mulheres da emigração e da juventude, em que a AMM, criada há pouco mais de um ano, se afirmou com a sua vocação internacional.
Espero poder colaborar no futuro em iniciativas semelhantes.
(CONTRIBUTO PARA O BOLETIM Nº 1)
sábado, 15 de setembro de 2018
CV NOVOS ASSOCIADOS JOÃO MIGUEL AGUIAR
Curriculum Vitae
João Miguel Barros Aguiar Pereira
Áreas de interesse: Processos Sociais; Sociologia da Comunicação; Ciência Política; Metodologias de Investigação; Investigação em Media Digitais; Processos de Exclusão/Inclusão Digital; Uso Cívico e Político dos Media Digitais; e-Government; e-Society; Literacia Digital; Estatística; Análise de dados qualitativos e quantitativos, Indicadores Compostos.
Formação académica e Profissional
Data (s): 2012 até 2018
Concluiu o Programa Doutoral em Media Digitais da Universidade do Porto e da Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com a Universidade do Texas em Austin.
O processo de investigação desenvolvido no âmbito do doutoramento em media digitais centrou-se na análise estatística dos micro-dados em torno das clivagens digitais e da participação cívica e politica on-line na União Europeia, nomeadamente ao nível do acesso, da usabilidade e da experiência de utilização dos media digitais (dados disponibilizados pelo Eurostat no âmbito do Eurostat's Community survey on ICT usage in Households and by Individuals).
Tese (dissertação) título: Clivagens Digitais e a Participação Cívica e Política: Que tipo de cidadania para o século XXI? (Aprovado por unanimidade – Muito bom)
Data (s): 2013
Em 2013 foi concedida uma bolsa de doutoramento (BD) através do Programa UT - Austin | Portugal (Media Digitais), apoiada pela FCT - Fundação para Ciência e Tecnologia (SFRH/BD/52327/2013).
Em 2013 frequentou e concluiu o curso de formação de formadores “Mendeley – Uma forma diferente de gerir referências bibliográficas”, organizado pela FPCEUP/ESTSPIPP, realizado em 26 de outubro de 2013 na faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Membro da Comissão Organizadora do “1st Meeting on Digital Media Research Methods (DiMe 2013)”, em 24 de maio na FEUP (http://utaustinportugal.org/news/dime_2013), com a função de coordenação.
Data (s): 2010 a 2012
Mestrado em Ciências da Comunicação - Major em Comunicação Política - Investigação e Dissertação, com a nota final de dezassete valores (em 20), correspondente ao grau A na escala de classificação europeia, na Faculdade de Letras, Faculdade de Belas Artes, Faculdade de Economia e Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto.
Tese (dissertação) título: O Facebook e a Comunicação Política: dos Usos e Gratificações à Análise de Redes. (18 valores, em 20)
Membro da Comissão Organizadora do “1st Meeting on Digital Media Research Methods (DiMe 2013)”, em 24 de maio na FEUP (http://utaustinportugal.org/news/dime_2013), com a função de coordenação.
Data (s): 2010 a 2012
Mestrado em Ciências da Comunicação - Major em Comunicação Política - Investigação e Dissertação, com a nota final de dezassete valores (em 20), correspondente ao grau A na escala de classificação europeia, na Faculdade de Letras, Faculdade de Belas Artes, Faculdade de Economia e Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto.
Tese (dissertação) título: O Facebook e a Comunicação Política: dos Usos e Gratificações à Análise de Redes. (18 valores, em 20)
Data (s): 2007 a 2010
Licenciatura em Sociologia com a nota final de catorze valores (em 20), correspondente ao grau B na escala de classificação europeia, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Experiência profissional e projetos de investigação:
Data: 2018 até à data
Função ou cargo ocupado: Investigador bolseiro
Principais atividades e responsabilidades: Desenvolve trabalho relacionado com os objetivos do projeto de investigação; organização e participação em conferências, seminários e reuniões de projetos; pesquisa bibliográfica; Processamento e análise estatística dos dados produzidos durante o projeto.
Nome e endereço: HARMED - Socio-economic and health determinants of elder abuse’ (PTDC/IVC-SOC/6782/2014), em curso no Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).
Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. FLUP I&D| Polo PINC - Rua dos Bragas, 223 - 4050-123 Porto, Portugal.
Data: 2014 até 2018
Função ou cargo ocupado: Investigador (PhD Candidate)
Principais atividades e responsabilidades: Desenvolveu trabalho relacionado com os objetivos do projeto de investigação; organização e participação em conferências, seminários e reuniões de projetos; pesquisa bibliográfica; Processamento e análise estatística dos dados produzidos durante o projeto.
Nome e endereço: The Center for Research in Communication, Information and Digital Culture (CIC.Digital); Universidade Nova de Lisboa, Av. de Berna, 26-C. 1069-061 Lisboa – Portugal;
International Collaboratory for Emerging Technologies, CoLab | Praça Coronel Pacheco, 8, 4050-453 Porto;
CETAC.MEDIA - Research Centre for Communication Technologies and Sciences | Universidade do Porto | Praça Coronel Pacheco, 8, 4050-453 Porto
Experiência profissional e projetos de investigação:
Data: 2018 até à data
Função ou cargo ocupado: Investigador bolseiro
Principais atividades e responsabilidades: Desenvolve trabalho relacionado com os objetivos do projeto de investigação; organização e participação em conferências, seminários e reuniões de projetos; pesquisa bibliográfica; Processamento e análise estatística dos dados produzidos durante o projeto.
Nome e endereço: HARMED - Socio-economic and health determinants of elder abuse’ (PTDC/IVC-SOC/6782/2014), em curso no Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).
Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. FLUP I&D| Polo PINC - Rua dos Bragas, 223 - 4050-123 Porto, Portugal.
Data: 2014 até 2018
Função ou cargo ocupado: Investigador (PhD Candidate)
Principais atividades e responsabilidades: Desenvolveu trabalho relacionado com os objetivos do projeto de investigação; organização e participação em conferências, seminários e reuniões de projetos; pesquisa bibliográfica; Processamento e análise estatística dos dados produzidos durante o projeto.
Nome e endereço: The Center for Research in Communication, Information and Digital Culture (CIC.Digital); Universidade Nova de Lisboa, Av. de Berna, 26-C. 1069-061 Lisboa – Portugal;
International Collaboratory for Emerging Technologies, CoLab | Praça Coronel Pacheco, 8, 4050-453 Porto;
CETAC.MEDIA - Research Centre for Communication Technologies and Sciences | Universidade do Porto | Praça Coronel Pacheco, 8, 4050-453 Porto
Data: 2014
Função ou cargo ocupado: sociólogo e investigador
Principais atividades e responsabilidades: participação no processo de acreditação da Universidade do Porto para o reconhecimento pelo Eurostat como entidade de investigação (Formulário de candidatura para entidades de investigação, Outubro de 2014)
Data: 2013
Função ou cargo ocupado: Sociólogo, Investigador em Media Digitais
Atividades e responsabilidades principais: Desenvolveu a investigação necessária para os propósitos do projeto; Organização e participação em reuniões de projetos; Pesquisa bibliográfica; Processamento e análise de dados produzidos durante o projeto; Responsável por entrevistas e inquéritos; Colaborou em conferências e relatórios
Nome e morada do projecto de investigação: 2012 - Relational Quality, Digital Immersion and Social Welfare – em parceria com a Universidade de Sevilha. Rede Ibérica de Observatórios Municipais para a Inclusão e Literacia Digital | Praça Coronel Pacheco, 8, 4050-453 Porto
A Rede de Observatórios Municipais de Literacia e de Inclusão Digital (ObLID) é um projeto nascido da parceria entre o CETAC.media (Universidade do Porto), a Universidade Aberta (Unidade de Missão para os Centros de Aprendizagem Local) e os Municípios de Resende e Amarante.
A rede ObLID é dedicada à análise da realidade tecnológica e educacional, bem como na promoção das competências e da inclusão digital, ao nível municipal. (www.contemcom.org).
Investigadores principais: José Azevedo (CETAC.media/Universidade do Porto) e Luísa Aires (Universidade Aberta)
Data(s): de 2012 a 2014
Função ou cargo ocupado: Sociólogo e Jornalista de Ciência
Responsável pela produção de conteúdos multimédia para o projeto de divulgação científica Ciência 2.0
Atividades e principais responsabilidades: Planeamento e organização de conteúdos multimédia; Investigação, desenvolvimento e produção de conteúdos digitais; Análise de dados e produção de guiões para documentários científicos; Assistência e organização de reuniões do projetos; Processamento e análise de entrevistas; Participação em conferências; Apoio ao site do projeto.
Nome e endereço do projecto: Ciência 2.0 – Universidade do Porto | Praça Coronel Pacheco, 15 – 4050-453 Porto
O Ciência 2.0 é um projeto de comunicação científica desenvolvido na Universidade do Porto, que visa promover um maior debate entre a ciência e a sociedade, abrindo ao público a oportunidade de participar e promover conteúdos científicos (http://www.ciencia20.up.pt/). Um projeto co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através dos programas QREN e COMPETE e por fundos nacionais da Ciência Viva.
Data: 2013
Função ou cargo ocupado: Sociólogo, Investigador em Media Digitais
Atividades e responsabilidades principais: Desenvolveu a investigação necessária para os propósitos do projeto; Organização e participação em reuniões de projetos; Pesquisa bibliográfica; Processamento e análise de dados produzidos durante o projeto; Responsável por entrevistas e inquéritos; Colaborou em conferências e relatórios
Nome e morada do projecto de investigação: 2012 - Relational Quality, Digital Immersion and Social Welfare – em parceria com a Universidade de Sevilha. Rede Ibérica de Observatórios Municipais para a Inclusão e Literacia Digital | Praça Coronel Pacheco, 8, 4050-453 Porto
A Rede de Observatórios Municipais de Literacia e de Inclusão Digital (ObLID) é um projeto nascido da parceria entre o CETAC.media (Universidade do Porto), a Universidade Aberta (Unidade de Missão para os Centros de Aprendizagem Local) e os Municípios de Resende e Amarante.
A rede ObLID é dedicada à análise da realidade tecnológica e educacional, bem como na promoção das competências e da inclusão digital, ao nível municipal. (www.contemcom.org).
Investigadores principais: José Azevedo (CETAC.media/Universidade do Porto) e Luísa Aires (Universidade Aberta)
Data(s): de 2012 a 2014
Função ou cargo ocupado: Sociólogo e Jornalista de Ciência
Responsável pela produção de conteúdos multimédia para o projeto de divulgação científica Ciência 2.0
Atividades e principais responsabilidades: Planeamento e organização de conteúdos multimédia; Investigação, desenvolvimento e produção de conteúdos digitais; Análise de dados e produção de guiões para documentários científicos; Assistência e organização de reuniões do projetos; Processamento e análise de entrevistas; Participação em conferências; Apoio ao site do projeto.
Nome e endereço do projecto: Ciência 2.0 – Universidade do Porto | Praça Coronel Pacheco, 15 – 4050-453 Porto
O Ciência 2.0 é um projeto de comunicação científica desenvolvido na Universidade do Porto, que visa promover um maior debate entre a ciência e a sociedade, abrindo ao público a oportunidade de participar e promover conteúdos científicos (http://www.ciencia20.up.pt/). Um projeto co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através dos programas QREN e COMPETE e por fundos nacionais da Ciência Viva.
Publicações e Apresentações
Publicações:
Aguiar, João M. & Pereira, Paula C. (2011). “Desigualdade de género no trabalho: Portugal e a União Europeia”, in: Actas do Encontro Mundial de Mulheres Portuguesas na Diáspora: história, memória, devir”, Maia, 24 a 26 de Novembro de 2011, Mulher Migrante, Lisboa, pp. 85-89.
Aguiar, João M. & Silva, Luciana C. (2011). “Análise comparativa da cobertura jornalística dos discursos presidenciais dos dois últimos presidentes da República Portuguesa”, in: Actas do 7th SOPCOM Digital Media and Creative Industries | Effects and Challenges of Globalization, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Porto, 15 a 17 de Dezembro de 2011, VII Congresso SOPCOM, pp. 14-15.
Pereira, J. M. B. A. (2012). O Facebook e a Comunicação Política: dos usos e gratificações à análise de redes sociais. Dissertação de Mestrado, Universidade do Porto.
Azevedo, J., Ramos, S. & Neves, S. [Guião]; Leitão, J.L. & Magro, S. [Realização] (2013). Uma Segunda Vida, Ciência 2.0 - Documentários – RTP (Coordenação Geral HOP - Henrique Oliveira). Lisboa, Portugal: © RTP2, Rádio e Televisão de Portugal.
Azevedo, J., Madalena, I., Aguiar, João M. & Neves, S. [Guião]; Leitão, J.L. & Magro, S. [Realização] (2013). Cérebro, Emoções e Fado, Ciência 2.0 - Documentários – RTP (Coordenação Geral HOP - Henrique Oliveira). Lisboa, Portugal: © RTP2, Rádio e Televisão de Portugal.
Azevedo, J. [Coordenação geral e guião]; Leitão, J.L. & Magro, S. [Realização] (2013). Minas e Mineiros de Portugal, Ciência 2.0 - Documentários – RTP (Coordenação Geral HOP - Henrique Oliveira). Lisboa, Portugal: © RTP2, Rádio e Televisão de Portugal.
Azevedo, J. [Direção de conteúdos] & Leitão, J.L. [Realização] (2014). Privacidade e Segurança na Internet, Ciência 2.0 – Debates (Coordenação Geral HOP - Henrique Oliveira). [On‐line], disponível em: https://www.ciencia20.up.pt/index.php?option=com_content&view=article&Itemid=&id=1275. Consultado: 2018 April, 18.
Aguiar, João M., Azevedo, J. & Campos, P. (2016). “The Digital Divide and Online Civic and Political Participation: Portugal | European Union”, in: Actas do IX Congresso Português de Sociologia - AT/ST [Globalização, Política e Cidadania], http://www.aps.pt/ix_congresso/, Universidade do Algarve, Faro, 6 a 8 de Julho de 2016.
Aguiar, João M., Azevedo, J., & Campos, P. (2016). The Digital Divide in Europe in the 21st Century: a new outlook, in: Actas do “IAMCR 2016 Conference of the International Association for Media and Communication Research” [Digital Divide Working Group], http://iamcr.org/leicester2016 | University of Leicester, Leicester, United Kingdom, 27 a 31 de Julho de 2016.
Aguiar, João M., Campos, P., & Azevedo, J. (2017). The Digital Divide in Europe in the 21st Century: a new methodological challenge for comparative social research, in: Proceedings of the 5th European User Conference for Eurostat micro-data, Organized by German Micro-data Lab, GESIS, in cooperation with Eurostat, http://www.gesis.org/unser-angebot/veranstaltungen/gesis-tagungen/european-user-conference-5/ | GESIS – Leibniz - Institut für Sozialwissenschaften, Mannheim, Alemanha, 2 a 3 de Março de 2017.
Dias, Isabel, Lopes, Alexandra; Lemos, Rute; Fraga, Sílvia; Costa, Diogo; Aguiar, J. M.. HARMED - Socio-economic and health determinants of elder abuse: the case of older women, in: Proceedings of the 9th European Society on Family Relations (ESFR) congress “Families through the lens of diversity” https://www.fpce.up.pt/esfr2018/about.html | the Faculty of Psychology and Educational Sciences of the University of Porto, September 5th to September 8th, 2018.
Aguiar, João M.; Azevedo, J. & Campos, P. (2018). Digital divide: new methodological approaches for comparative social research between countries [Working Paper]. Digital Culture & Society, Vol. 5, Issue 1/2019 [full paper accepted].
Apresentações:
Desigualdade de género no trabalho: Portugal e a União Europeia – Apresentação efetuada no “Encontro Mundial de Mulheres Portuguesas na Diáspora: história, memória, devir”, Cidade da Maia, 25 de Novembro de 2011.
Análise comparativa da cobertura jornalística dos discursos presidenciais dos dois últimos presidentes da República Portuguesa – Apresentação efetuada no “VII Congress of SOPCOM, GT – Communication and Politics”, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Porto, 16 de Dezembro de 2011.
Digital Divide and Online Political Engagement: What Kind of Citizenship for the 21st Century? Apresentação efetuada no “2nd Meeting on Digital Media Research Methods” (DiMe 2014) na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, 5 de Dezembro de 2014 (http://utaustinportugal.org/news/2nd_meeting_on_digital_media_research_methods_dime_2014).
The Digital Divide and Online Civic and Political Participation: Portugal | European Union – Apresentação efetuada no “IX Congresso Português de Sociologia - Portugal, Território de Territórios” [AT/ST Globalização, política e cidadania], http://www.aps.pt/ix_congresso/, na Universidade do Algarve, Faro, 7 de Julho de 2016.
The Digital Divide in Europe in the 21st Century: a new outlook – Apresentação efectuada no “IAMCR 2016 Conference of the International Association for Media and Communication Research” [Digital Divide Working Group], http://iamcr.org/leicester2016, na University of Leicester, Leicester, United Kingdom, 30 de Julho de 2016.
The Digital Divide in Europe in the 21st Century: Portugal vs European Union – Apresentação efetuada no âmbito do Seminário de Cultura de Convergência dos Mass Media [Deca – UA Communication and Art Department], https://www.ua.pt/deca/, na Universidade de Aveiro (UA), Aveiro, 4 de November, 2016.
The Digital Divide in Europe in the 21st Century: a new methodological challenge for comparative social research – Apresentação efectuada no 5th European User Conference for Eurostat micro-data, Organized by German Micro-data Lab, GESIS, in cooperation with Eurostat, http://www.gesis.org/unser-angebot/veranstaltungen/gesis-tagungen/european-user-conference-5/, no GESIS – Leibniz - Institut für Sozialwissenschaften, Mannheim, Alemanha, 3 de Março de 2017.
Clivagens Digitais e a Participação Cívica e Política: Portugal vs União Europeia – Apresentação efectuada no âmbito do seminário Culturas de Convergência nos Media do Curso de Doutoramento em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais – FLUP e DECA (Departamento de Comunicação e Arte) | Universidade do Porto e Universidade de Aveiro, Porto, 19 de Janeiro de 2018.
HARMED - Socio-economic and health determinants of elder abuse: the case of older women – Apresentação efetuada no “9th European Society on Family Relations (ESFR) congress: Families through the lens of diversity” https://www.fpce.up.pt/esfr2018/about.html | Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, de 5 de Setembro a 8 de Setembro, 2018.
Aguiar, João M. & Pereira, Paula C. (2011). “Desigualdade de género no trabalho: Portugal e a União Europeia”, in: Actas do Encontro Mundial de Mulheres Portuguesas na Diáspora: história, memória, devir”, Maia, 24 a 26 de Novembro de 2011, Mulher Migrante, Lisboa, pp. 85-89.
Aguiar, João M. & Silva, Luciana C. (2011). “Análise comparativa da cobertura jornalística dos discursos presidenciais dos dois últimos presidentes da República Portuguesa”, in: Actas do 7th SOPCOM Digital Media and Creative Industries | Effects and Challenges of Globalization, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Porto, 15 a 17 de Dezembro de 2011, VII Congresso SOPCOM, pp. 14-15.
Pereira, J. M. B. A. (2012). O Facebook e a Comunicação Política: dos usos e gratificações à análise de redes sociais. Dissertação de Mestrado, Universidade do Porto.
Azevedo, J., Ramos, S. & Neves, S. [Guião]; Leitão, J.L. & Magro, S. [Realização] (2013). Uma Segunda Vida, Ciência 2.0 - Documentários – RTP (Coordenação Geral HOP - Henrique Oliveira). Lisboa, Portugal: © RTP2, Rádio e Televisão de Portugal.
Azevedo, J., Madalena, I., Aguiar, João M. & Neves, S. [Guião]; Leitão, J.L. & Magro, S. [Realização] (2013). Cérebro, Emoções e Fado, Ciência 2.0 - Documentários – RTP (Coordenação Geral HOP - Henrique Oliveira). Lisboa, Portugal: © RTP2, Rádio e Televisão de Portugal.
Azevedo, J. [Coordenação geral e guião]; Leitão, J.L. & Magro, S. [Realização] (2013). Minas e Mineiros de Portugal, Ciência 2.0 - Documentários – RTP (Coordenação Geral HOP - Henrique Oliveira). Lisboa, Portugal: © RTP2, Rádio e Televisão de Portugal.
Azevedo, J. [Direção de conteúdos] & Leitão, J.L. [Realização] (2014). Privacidade e Segurança na Internet, Ciência 2.0 – Debates (Coordenação Geral HOP - Henrique Oliveira). [On‐line], disponível em: https://www.ciencia20.up.pt/index.php?option=com_content&view=article&Itemid=&id=1275. Consultado: 2018 April, 18.
Aguiar, João M., Azevedo, J. & Campos, P. (2016). “The Digital Divide and Online Civic and Political Participation: Portugal | European Union”, in: Actas do IX Congresso Português de Sociologia - AT/ST [Globalização, Política e Cidadania], http://www.aps.pt/ix_congresso/, Universidade do Algarve, Faro, 6 a 8 de Julho de 2016.
Aguiar, João M., Azevedo, J., & Campos, P. (2016). The Digital Divide in Europe in the 21st Century: a new outlook, in: Actas do “IAMCR 2016 Conference of the International Association for Media and Communication Research” [Digital Divide Working Group], http://iamcr.org/leicester2016 | University of Leicester, Leicester, United Kingdom, 27 a 31 de Julho de 2016.
Aguiar, João M., Campos, P., & Azevedo, J. (2017). The Digital Divide in Europe in the 21st Century: a new methodological challenge for comparative social research, in: Proceedings of the 5th European User Conference for Eurostat micro-data, Organized by German Micro-data Lab, GESIS, in cooperation with Eurostat, http://www.gesis.org/unser-angebot/veranstaltungen/gesis-tagungen/european-user-conference-5/ | GESIS – Leibniz - Institut für Sozialwissenschaften, Mannheim, Alemanha, 2 a 3 de Março de 2017.
Dias, Isabel, Lopes, Alexandra; Lemos, Rute; Fraga, Sílvia; Costa, Diogo; Aguiar, J. M.. HARMED - Socio-economic and health determinants of elder abuse: the case of older women, in: Proceedings of the 9th European Society on Family Relations (ESFR) congress “Families through the lens of diversity” https://www.fpce.up.pt/esfr2018/about.html | the Faculty of Psychology and Educational Sciences of the University of Porto, September 5th to September 8th, 2018.
Aguiar, João M.; Azevedo, J. & Campos, P. (2018). Digital divide: new methodological approaches for comparative social research between countries [Working Paper]. Digital Culture & Society, Vol. 5, Issue 1/2019 [full paper accepted].
Apresentações:
Desigualdade de género no trabalho: Portugal e a União Europeia – Apresentação efetuada no “Encontro Mundial de Mulheres Portuguesas na Diáspora: história, memória, devir”, Cidade da Maia, 25 de Novembro de 2011.
Análise comparativa da cobertura jornalística dos discursos presidenciais dos dois últimos presidentes da República Portuguesa – Apresentação efetuada no “VII Congress of SOPCOM, GT – Communication and Politics”, Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Porto, 16 de Dezembro de 2011.
Digital Divide and Online Political Engagement: What Kind of Citizenship for the 21st Century? Apresentação efetuada no “2nd Meeting on Digital Media Research Methods” (DiMe 2014) na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, 5 de Dezembro de 2014 (http://utaustinportugal.org/news/2nd_meeting_on_digital_media_research_methods_dime_2014).
The Digital Divide and Online Civic and Political Participation: Portugal | European Union – Apresentação efetuada no “IX Congresso Português de Sociologia - Portugal, Território de Territórios” [AT/ST Globalização, política e cidadania], http://www.aps.pt/ix_congresso/, na Universidade do Algarve, Faro, 7 de Julho de 2016.
The Digital Divide in Europe in the 21st Century: a new outlook – Apresentação efectuada no “IAMCR 2016 Conference of the International Association for Media and Communication Research” [Digital Divide Working Group], http://iamcr.org/leicester2016, na University of Leicester, Leicester, United Kingdom, 30 de Julho de 2016.
The Digital Divide in Europe in the 21st Century: Portugal vs European Union – Apresentação efetuada no âmbito do Seminário de Cultura de Convergência dos Mass Media [Deca – UA Communication and Art Department], https://www.ua.pt/deca/, na Universidade de Aveiro (UA), Aveiro, 4 de November, 2016.
The Digital Divide in Europe in the 21st Century: a new methodological challenge for comparative social research – Apresentação efectuada no 5th European User Conference for Eurostat micro-data, Organized by German Micro-data Lab, GESIS, in cooperation with Eurostat, http://www.gesis.org/unser-angebot/veranstaltungen/gesis-tagungen/european-user-conference-5/, no GESIS – Leibniz - Institut für Sozialwissenschaften, Mannheim, Alemanha, 3 de Março de 2017.
Clivagens Digitais e a Participação Cívica e Política: Portugal vs União Europeia – Apresentação efectuada no âmbito do seminário Culturas de Convergência nos Media do Curso de Doutoramento em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais – FLUP e DECA (Departamento de Comunicação e Arte) | Universidade do Porto e Universidade de Aveiro, Porto, 19 de Janeiro de 2018.
HARMED - Socio-economic and health determinants of elder abuse: the case of older women – Apresentação efetuada no “9th European Society on Family Relations (ESFR) congress: Families through the lens of diversity” https://www.fpce.up.pt/esfr2018/about.html | Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, de 5 de Setembro a 8 de Setembro, 2018.
NOVOS ASSOCIADOS DA AMM
João Miguel Aguiar | Sociólogo, Investigador e Jornalista de Ciência
Licenciado em Sociologia e Mestre em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Doutorado em Media Digitais pela Faculdade de Engenharia Universidade do Porto e pela Universidade Nova de Lisboa, em colaboração com a Universidade do Texas, em Austin (na Universidade do Porto o programa doutoral envolve igualmente as Faculdades de Letras, Ciências, Economia e Belas Artes). Foi investigador bolseiro do Programa UT Austin | Portugal, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
Colaborou, em 2012, como investigador, no projeto “Relational Quality, Digital Immersion and Social Welfare”, uma parceria com a Universidade de Sevilha. Projeto inserido na “Rede ObLID”, uma comunidade ibérica formada por investigadores e agentes locais vocacionada para a promoção da literacia e inclusão digital no âmbito municipal.
De 2012 a 2014 foi responsável pela produção de conteúdos multimédia no âmbito do projeto de comunicação de ciência “Ciência 2.0”, projeto desenvolvido na Universidade do Porto que visa promover um maior diálogo entre a ciência e a sociedade.
Foi coordenador da comissão organizadora do "1st Meeting on Digital Media Research Methods (DiMe 2013)", realizado na FEUP em 24 de Maio de 2013.
Em 2014, participou no processo de acreditação da Universidade do Porto ao EUROSTAT.
Exerce atualmente as funções de investigador no Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, no âmbito do projeto “Harmed - O abuso de idosos: determinantes sociais, económicas e de saúde – uma parceria com o Instituto de Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (ISPUP), que tem como finalidade avaliar a incidência do abuso de idosos na cidade do Porto e identificar os fatores de risco de exposição a comportamentos abusivos.
É membro da “Rede ObLID”, uma rede de investigação e intervenção para a Literacia e a Inclusão Digital que agrega uma comunidade de agentes coletivos e individuais e está vocacionada para a Investigação e a Intervenção no domínio da Cidadania e Participação Digital. Sediada na Universidade Aberta-LE@D, a Rede ObLID é também dinamizada por investigadores da Universidade de Deusto (Espanha) e conta com a participação de Municípios, Comunidades Intermunicipais, Associações, ONG´s, e outras organizações que intervêm neste campo.
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