terça-feira, 13 de junho de 2017

Colóquio na Sociedade de Geografia - link

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PORTUGAL, CAMÕES E OS LUSÍADAS DO SEC XXI

PORTUGAL; CAMÕES E OS LUSÍADAS DO SÉCULO XXI 1 - O "10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas” é uma expressão da liberdade de ser português, da "lusitana antiga liberdade", que o Poeta cantou e do seu renascimento contemporâneo, na trilha acidentada de uma revolução. Veio ocupar, naturalmente, o lugar do "10 de junho, Dia da Raça”, que o regime deposto celebrava, com pompa imperial, no Terreiro do Paço, mantendo a data e, numa cidade diferente, em cada ano, a evocação de Camões, com outra leitura de "Os Lusíadas", outra visão da história e de nós, hoje. A revolução de 74 derrubou uma ditadura de meio século, resolveu o impasse de uma guerra sem sentido e fechou o ciclo colonial, recolocando o Estado nas suas fronteiras geográficas europeias, mas não quis, nem poderia querer, pôr fim à presença universal dos portugueses. Presença que tem "vida própria", à margem dos desígnios e do poder do Estado, em múltiplas formas de integração nas mais diversas sociedades que, não por mero acaso, certamente, ganhou, então, uma nova visibilidade. “Há um Portugal maior do que o Império que se fez e desfez e que é constituído pelos portugueses, onde quer que vivam”, diria Vitorino Magalhães Godinho num 10 de junho, realizado sob a égide do primeiro presidente eleito da jovem democracia, António Ramalho Eanes. Com a mesma clareza, falava o Primeiro-ministro Sá Carneiro, em 1980: “Portugal foi uma Nação de colónias. Hoje não é apenas uma Nação territorial, é uma Nação de povo" .“Uma Nação de Comunidades”. “É uma cultura, mais do que uma organização rígida”. A existência da Diáspora, parte integrante da Nação, precedeu, de facto, em alguns séculos, o seu conceito, o seu reconhecimento - uma Diáspora que se afirmou na construção de espaços extra territoriais da sua cultura, em fácil diálogo com outras culturas, numa malha densa de instituições focadas na defesa da língua e na fidelidade a tradições e valores humanistas. Pura “sociedade civil”, que ao Estado nada deve…. 2 - A nossa vocação migratória revelou-se, é certo, a partir do plano estatal de expansão marítima e colonização de vastas possessões, mas depressa o transcendeu, de uma forma espontânea e imparável. O êxodo foi assumindo, crescentemente, o carácter de aventura individual, em destinos transoceânicos, longínquos (sobretudo, o Brasil colonial e, depois, com o mesmo espírito e os mesmos objetivos, o Brasil independente…) e, por isso, os historiadores das nossas migrações não conseguem determinar, precisamente, os termos da transição de um ao outro dos fenómenos – da colonização à emigração – mas reconhecem a prevalência desta última, dentro e fora do universo colonial. O Estado tentou, em vão, proibi-la, ou limita-la, porque, na sua ótica, como, aliás, na dos académicos e até na da opinião pública, os males de uma debandada de tamanha grandeza superavam as suas vantagens, avaliadas, essencialmente, em termos economicistas (contributo para a exploração de recursos das colónias, réditos do comércio, remessas de emigrantes). Valores substanciais, mas perecíveis, que tiveram o seu tempo e com ele se desvaneceram. O que persiste, afinal, é o incomensurável espaço de lusofonia e de lusofilia, um universo linguístico e cultural em expansão, engendrado pela vontade de cidadãos, muitos dos quais partiram à revelia dos governos. Faz, pois, todo o sentido, colocar no centro das comemorações do Dia de Portugal a língua de Camões (que de europeia se volveu, mais por mérito dos povos que a partilharam, no seu relacionamento quotidiano, do que dos Estados, também, em americana, africana, asiática, universal) e as comunidades portuguesas, que vivem, em paz e harmonia, nos principais lugares onde aconteceu a aventura coletiva que o Poeta imortalizou. O povo.... Solúvel e insolúvel este povo, na memória dos outros e na sua própria, nas palavras de Jorge de Sena. . 3 - A ideia de um "Portugal - Nação de Comunidades", dentro e fora do território, ganha força em consensos alargados, traduzidos no estatuto de direitos dos expatriados, nas leis e nas iniciativas com que o Estado acolhe Nação inteira, num tempo de recomeço de migrações em massa. Uma realidade que exige dos responsáveis pela "res publica", políticas de reencontro com os portugueses, e entre portugueses onde quer que vivam – verdadeiras políticas de "desterritorialização”… O 10 de junho convida, muito em especial, à reflexão sobre as infinitas potencialidades que elas nos abrem... Um passo em frente, de grande significado, se ficou a dever ao Presidente Marcelo, quando, em 2016, em início de mandato, decidiu "desterritorializar" a própria comemoração e a foi celebrar a Paris, com os seus concidadãos. Depois será a vez de São Paulo, a par do Porto, ou de Newark, ou de Macau... Um gesto inédito, porventura, a nível planetário, que nos diz mais do que muitos discursos. Diz-nos que na história da civilização “fizemos a diferença” e diz-nos, também, que essa história, ainda hoje, faz a nossa diferença. (PUBLICADO NO JORNAL "AS ARTES ENTRE AS LETRAS, 31 de maio de 2017)

terça-feira, 23 de maio de 2017

MAIS DE UM MILHÃO DE EMIGRANTES SERÃO RECENsEADOS!

Recenseamento Eleitoral Automático - O Conselho de Ministros aprovou na passada quinta-feira, dia 13 de abril, uma proposta de lei a apresentar ao Parlamento que introduz o recenseamento eleitoral automático para os cidadãos portugueses residentes no estrangeiro, eliminando-se a necessidade da sua inscrição voluntária junto da representação consular da área da residência. Com a aprovação deste projeto pela Assembleia da República, os Portugueses no estrangeiro maiores e portadores de cartão de cidadão ficam automaticamente recenseados, tal como acontece já com os Portugueses residentes em território nacional. - A inovação legislativa proposta constitui uma importante reforma em matéria de desburocratização administrativa, uma vez que, para se inscreverem no recenseamento eleitoral, os Portugueses no estrangeiro portadores de cartão de cidadão deixarão de ter de se deslocar às nossas Embaixadas e aos nossos Consulados, evitando as despesas que estão associadas. Prevê-se que a medida abranja 1,2 milhões de portugueses. - A medida corresponde também a um legítimo anseio dos cidadãos portugueses residentes no exterior e é uma forma de aproximação do País aos Portugueses no estrangeiro, pois é removido um entrave administrativo à sua participação na vida política do país.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

CAMPOS DE INTERVENÇÃO NO FEMININO - COLÓQUIO, 2 de MAIO - EPARMI, MONÇÃO

MULHERES NA POLÍTICA Aurora Viães - vereadora de Vila Nova de Cerveira (documento em anexo em PDF) ------------------------------------------------------------------------------ 2 Elisabete Maria Lourenço de Araújo Domingues, nascida a 18 de novembro de 1976, casada, mãe de dois filhos e natural de Clermont Ferrand, França. Licenciou-se em Direito em 1999, na Faculdade de Direito da “Université D'Auvergne”, de Clermont Ferrand, tendo obtido a necessária equivalência académica após concluir com aproveitamento exame na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Em 2000, terminou uma Pós Graduação na área de “Proteção de Menores”, na mesma Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, tendo elaborado o trabalho final subordinado ao tema do rapto internacional de crianças. Teve uma breve experiência profissional no setor bancário. Frequentou e concluiu com aproveitamento, a sua formação inicial teórica e complementar de estágio na área da advocacia, entre os anos de 2003 e 2005. Desde então, até 2009, exerceu a profissão de advogada na Comarca Judicial de Valença. Em 12 de outubro de 2009 foi eleita Vereadora da Câmara Municipal de Valença tendo assumido, entre outros, os pelouros da Educação, Ação Social e Gestão de Pessoal. Em 29 de setembro de 2013, renovou o mandato autárquico no Município de Valença, e diversificou competências, passando a acumular com aqueles pelouros, os que se referem aos Transportes Escolares, Biblioteca Municipal, Refeitório Municipal ou CIAB – Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Consumo, cuja Assembleia Geral preside. Durante a sua experiência enquanto eleita local, tem vindo a usufruir do privilégio de aprofundar e aplicar os conhecimentos adquiridos na área da proteção de menores, através das funções exercidas na CPCJ - Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Valença, enquanto comissária representante do Município. 3. Maria José Nóvoas Pinheiro Gonçalves Codesso Natural de Melgaço Profissão: professora do 1º ciclo Vereadora da educação e cultura ------------------------------------------------------------------------------------------------- 4. Maria da Conceição da Cunha Aragão Soares Casada, mãe e natural de Monção Formação Académica : Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Pós-graduação Desenvolvimento e implementação de metodologias de participação pública: o caso prático das Agendas 21 Locais Foi Técnica Superior de Planeamento / Ordenamento do Território Desde 21 de Outubro de 2013 Vice-presidente da Câmara e Vereadora do Pelouro de Obras e Urbanismo Responsável pela Divisão de Planeamento e Obras Públicas e pela Divisão de Produção e Pelas candidaturas aos diferentes programas. Chefe de Gabinete e responsável pela Divisão de Educação e Cultura Apoio à Presidência, nomeadamente na área do Ordenamento do Território e elaboração de candidaturas aos diferentes programas Trabalhos mais representativos: • Plano de Pormenor de Salvaguarda e Reabilitação do Centro Histórico de Monção • Plano de Pormenor de Renovação Urbana de Lapela • Plano de Pormenor de Salvaguarda e Valorização da Ponte de Mouro • Plano Director Municipal de Monção • Plano de Ação da Agenda 21 Local MULHERES – da POLÍTICA à GESTÃO DE TOPO 3. Rosalina Maria Barbosa Martins Natural: Paredes de Coura Licenciatura em Ensino de Português Situação Profissional Presidente da Direção Pedagógica da EPRAMI Alguns Cargos Exercidos Presidente do Conselho Diretivo da Escola Secundária de Monserrate Fundadora da Escola Profissional Alto Minho Interior Deputada à Assembleia da República pelo círculo de Viana do Castelo nas legislaturas (1999 a 2011) Membro das Comissões de Educação, Ciência, Cultura, Juventude e Desporto em todas as legislaturas Conselheira do CNE, em representação da Assembleia da Republica, quadriénio 2009-2013. 4. Rosália Esteves Natural de Monção 40 anos Licenciada em Gestão de Recursos Humanos Abriu a PROBE em 2005 no concelho de Valença e, atualmente, é proprietária do grupo PRB : Probe Laser, Depilfree, Nectariana; PRB-Clinic, PRB- venda de equipamentos medico-estéticos. Lideres no distrito de Viana em depilação a Laser, conta com 21 colaboradores que trabalham de Norte a sul, abrangendo todo o país. Como costuma dizer: “Eu não sabia muito bem o que queria da vida, apenas sabia o que não queria (o que já não é mau” “a minha vida é uma sequência de coincidências de coisas felizes… e a PROBE cresceu porque realmente houve imensas coincidências felizes … dedicação, muito trabalho e persistência” “Sinto muito orgulho na minha equipa que lidero, mas também em ter e representar uma empresa Minhota já reconhecida a nível nacional” 5. Susana Miguel Afonso Mendes Moura Natural de Monção • Licenciada em Engenharia Agrícola, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro • Mestre em Biologia do Desenvolvimento e Reprodução Vegetal, pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Situação profissional Subdiretora da Escola Superior Agrária – Instituto Politécnico de Viana do Castelo PROGRAMA Campos de intervenção no feminino Parceria: EPRAMI ( escola profissional ) , Associação Estudo, Cooperação e Solidariedade -Mulher Migrante e Câmara Monção 9.30 recepção 10 h Igualdade de género : a liderança no feminino João Paulo Viriato - Manuela Aguiar Moderadora : Arcelina Santiago (15 minutos para cada palestrante , seguido de debate 25 minutos, conclusão 5 ) 11h Cofre break 11.15h Gestão de topo no feminino - Mulheres na Política 1. Aurora Viães - Vila Nova de Cerveira 2. Elisabete Maria Lourenço de Araújo Domingues - vereadora cultura e …Valença , 3. Maria José Nóvoas Pinheiro Gonçalves Codesso - vereadora de Melgaço 4. Conceição Soares – Veradora Monção Mais palestrantes da politica à gestão 5 Dra Rosalina Maria Barbosa Martins 6. Dra. Rosália Esteves 7. Dra Susana do IPVC escola agrária de Ponte de Lima Moderadora: Dra Leonor Fonseca 10 minutos para cada - 1hora e 30 m 15 minutos para debate Conclusão, síntese : 10 minutos Almoco 13h 14.30 Maria Archer Entrevista imaginária - Pedro Cerqueira e Beatriz Lopes Maria Archer a escritora e o Exílio Manuela Aguiar e Arcelina Santiago P1ª painel Igualdade de género : a liderança no feminino João Paulo Viriato - Manuela Aguiar Moderadora : Arcelina Santiago João Vieito . investigador, professor … 1993 - Licenciatura em Organização e Gestão de Empresas - Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa (I.S.C.T.E.), 2000 - M.B.A em Gestão de Operações Comerciais - Universidade Católica 2001 - Mestrado em Finanças - Universidade Católica Portuguesa - . Tese institulada "Complex Financial Contracts as Solution to Agency Problems: Analysis of Risk Sharing Rules and Agency Costs of Executive Stock Options”, sob orientação do Prof. Doutor T.S.HO, da Universidade de Lancaster (Reino Unido) e Stern School - New York University (Estados Unidos da América). 2008 – Doutoramento em Ciências Empresariais - especialização em Finanças, pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto Tese intitulada “Essays in Executive Compensation”, sob a orientação do Prof. Catedrático Elísio Brandão e do Prof. Doutor António Cerqueira. 2014 -Pós-Doutoramento - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Brasil, cujo tema foi “Atividade Cerebral do Investidor Financeiro: Uma Análise do Género”, sob a orientação do Prof. Doutor Eduardo Massad. Manuela Aguiar Licenciada em Direito pela Universidade de Coimbra.Pós graduação pelo Instituto Católico de Paris. Assistente da Faculdade de Direito de Coimbra e da Universidade Católica de Lisboa. Docente na Universidade Aberta (mestrado de Relações Interculturais).Assistente do Centro de Estudos do Ministério das Corporações. Assessora do Provedor de Justiça. Secretária de Estado do Trabalho, e também da Emigração, Deputada na AR, Primeira mulher Vice-Presidente da AR, Presidente da Comissão da Condição Feminina na AR. Representante de Portugal na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, (onde presidiu à Comissão de Migrantes e Refugiados e à Sub-comissão da Igualdade, e onde chefiou a Delegação Portuguesa). Vereadora da Cultura da Câmara de Espinho. Leonor Fonseca – Licenciada em Direito

sábado, 6 de maio de 2017

DAR VOZ Á DIÁSPORA PORTUGUESA - COLÒQUIO 24 de MAIO

DAR VOZ À DIÁSPORA PORTUGUESA PERSPETIVA DIACRÓNICA DOS MECANISMOS DE DIÁLOGO Sociedade de Geografia de Lisboa Sala Adriano Moreira – 4º andar 10h30 – ACOLHIMENTO E INSCRIÇÃO 11h00 - SESSÃO DE ABERTURA Presidente da SGL Grupo Migrações – SGL Mulher Migrante: Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade/ AEMM 11h30 – CONFERÊNCIAS OS PRIMEIROS CONGRESSOS DAS COMUNIDADES DE CULTURA PORTUGUESA Prof. Doutor Adriano Moreira UM OLHAR RETROSPETIVO PROJETADO SOBRE O FUTURO Deputado José Cesário Moderadora: Dra. Mafalda Durão Ferreira 13h00 – Almoço 14h30 –OCONSELHO DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS (CCP): INATITUCIONALIZAÇÃO DO DIÁLOGO COM O MOVIMENTO ASSOCIATIVO Dra. Manuela Aguiar Moderador: Dr. Vítor Gil 15h15 – O EMIGRANTE/ MUNDO PORTUGUÊS – RAZÕES DE UM PROJETO SINGULAR Padre Vítor Melícias Lopes e Dr. Carlos Morais Moderadora: Prof.ª Doutora Maria da Graça Ribeiro de Sousa Guedes 16h00 – Pausa para café 16h15 – A IGREJA FACE À MOBILIDADE - SOLIDARIEDADE E AÇÃO SOCIAL Dom Januário Torgal e Dra. Eugénia Quaresma Moderadora: Prof.ª Doutora. Maria da Conceição Pereira Ramos 17h00 – COMUNIDADES PORTUGUESAS EM ESPAÇO TRANSNACIONAL - NOVAS FORMAS DE DIÁLOGO EXPRESSÃO RECÍPROCA DE RELACIONAMENTOS Prof.ª Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade OS DESCENDENTES – "GERAÇÃO EUROPA" Mestre Emmanuelle Afonso CHAMPIGNY À BEIRA DO TEJO Prof. Doutor José Alexandre Cardoso Marques Moderadora: Prof.ª Doutora Ana Paula Beja Horta 19h00 – ENCERRAMENTO