quinta-feira, 22 de outubro de 2015

PADRE MELÍCIAS sobre CARLOS CORREIA


       Caro Dr. Vitor Gil    

  

    Ausente de Portugal e a participar  no Capítulo Geral da Ordem   Franciscana, que decorre em Assis, Itália, entre 10 de maio e 7 de junho, fico-lhe muito grato por esta oportunidade de poder associar-me, através de mensagem de e-mail, à justíssima e tão oportuna homenagem, que o Colóquio promovido pela Associação Mulher Migrante com tanta felicidade e justeza decidiu prestar a esse grande português e impar defensor dos direitos e dignidade das pessoas migrantes, que foi o saudoso Dr. Carlos Correia.

       Tive o privilégio de com ele privar e servir a causa dos  migrantes na Presidência da então Caixa Central dos Trabalhadores Migrantes bem como nas mais diversas missões que de modo tão competente e generoso desenvolveu em Portugal, no Luxemburgo e em tantas outras partes do mundo.

       Ele é de verdade o paradigma do homem de valores e causas, que consagrou a sua vida ao serviço de Portugal e dos trabalhadores migrantes e suas famílias precisamente em função desses valores e da nobre causa da dignidade dos direitos da pessoa humana.

        Portugal e o mundo da migração devem-lhe memória e reconhecimento sem limites.

        Honra e glória ao seu nome, Paz eterna à sua alma.

        Felicitando o Colóquio por esta tão louvável iniciativa e agradecendo a oportunidade que me é facultada de homenagear tão querido amigo e tão ilustre servidor de Portugal, a todos saudo com  a maior estima, consideração e apreço.

P. Vitor Melícias, a partir de Assis, em Itália

quarta-feira, 21 de outubro de 2015


“A PORTUGALIDADE”

 Concerto / Conferência

Comemorações do 75º Aniversário do Maestro António Victorino d’Almeida

 

 

 Teatro Municipal de Esch-sur-Alzette

4 de junho de 2015, às 19h30

 Com a participação:

Maestro António Victorino d’Almeida

professor Miguel Leite

 Digressão Internacional sob o Alto Patrocínio de S.Exa o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas

Mulher Migrante – Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade


 

 

 

 

ENTRADA LIVRE

(até ao limite dos lugares disponíveis)

RITA GOMES - SORBONNE 2015


Diálogos sobre Cultura, Cidadania e Género

Universidade Sorbonne Nouvelle

Paris, 10 de Setembro de 2015

 

     É uma honra para a «Mulher Migrante – Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade», que aqui represento, como Presidente da sua Direção, ter-nos sido proporcionada a oportunidade de podermos ter esta Sessão de Trabalho, num local histórico, o que fazemos pela 2ª vez – em Junho de 2014 e agora - com um Programa diversificado que nos permite tratar temas, a que, entre outros, nos temos dedicado ao longo dos nossos quase  22 anos de existência, que se completam no próximo dia 8 de Outubro.

     Chegou o momento de saudarmos e agradecermos a participação de todas e de todos os presentes que corresponderam ao nosso convite, para nos acompanharem e/ou   intervirem com as suas altas qualificações nestes Diálogos.

      Dirigimos um especial reconhecimento a Sua Excelência o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, que para além da sua honrosa participação neste Colóquio, nos proporcionou o apoio para a realização deste evento, bem como do Concerto “Portugalidade”, a que hoje vamos assistir no Conservatório da Mairie de Puteaux, às 21h00.   Salientamos também o apoio que nos foi concedido para  o Concerto “Portugalidade”, já realizado em 4 de Junho de 2015,  no Luxemburgo, no Teatro Municipal de Esch-sur-Alzette. Com estes Concertos se comemorou o75º  Aniversário do Maestro  António Victorino de Ameida.

     Há naturalmente também que manifestar a nossa gratidão à Profª Doutora Isabelle Oliveira, Vice – Reitora da Universidade Sorbonne Nouvelle, que à semelhança do que sucedeu em 2014, conseguiu este magnífico espaço, bem como o relativo ao Conservatório em Jean – Baptista Lully – Mairie de Puteaux..

     Estamos igualmente muito sensibilizadas/os com a presença e participação do Senhor Cônsul Geral de Portugal em Paris Dr. Paulo Pocinho, do Professor Doutor Loic Depecker , Diretor – Geral para a Língua Francesa e para as Línguas de França no Ministério da Cultura e «Prefigurateur» junto do Primeiro Ministro em Matignon. 

      Foi também muito oportuna a homenagem póstuma, feita à nossa muito querida e estimada Amiga Drª Maria de Jesus Barroso, sobretudo por ter sido feita pela sua grande Amiga de há anos, a Drª Maria Manuela Aguiar que  a conhecia bem, em diversas fases da sua fantástica vida pessoal, profissional  e política.

     E isso, além dos temas que a Drª Manuela Aguiar tratou, neste Encontro, que bem revelam o seu magnífico conhecimento sobre a temática das migrações.

     Há ainda que manifestar o nosso reconhecimento à presença e à intervenção feita pelo Dr. José Arantes, Digº Diretor da RTP África, que há anos nos acompanhou com a sua participação num Encontro, que organizámos, em Lisboa, no Hotel Zurique.

     Agradecemos igualmente a intervenção do Dr. Joaquim Ludovina do Rosário, atual Adido Social junto do Consulado Geral de Portugal em Paris.

     De seguida, evidenciamos o lançamento da Publicação da AEMM relativa a:

    1974 – 2014- 40 Anos de migrações em Liberdade,

aqui apresentada pela Drª Manuela Aguiar sua principal editora, através da qual podem ser conhecidas muitas das atividades de que nos temos ocupado.

     Para melhor se avaliarem as múltiplas e variadas iniciativas que temos vindo a concretizar, ainda que em síntese, referiremos alguns dos temas ligados às Migrações no Feminino, que pela sua complexidade exige a análise de vários problemas específicos, entre os quais destacamos: a igualdade de género e a consequente necessidade de conciliação da vida profissional, familiar e pessoal; a participação cívica, política, social, económica e jurídica; as questões relativas à saúde  física e mental, especialmente na fase inicial da integração nos países de acolhimento, nomeadamente por dificuldades da língua; casos de violência doméstica; problemas referentes à obtenção de  trabalho, muito especialmente  sempre que as qualificações profissionais sejam reduzidas, o que as leva a ter de aceitar trabalho doméstico, e de  apoio  a crianças, jovens e a idosos, nomeadamente, na restauração, na agricultura, em hospitais, entre outros, quantas vezes com menores salários relativamente a homens e a outras trabalhadoras nacionais na sua atividade e no mesmo posto de trabalho.

      A Mulher Migrante tem sido, como se sabe,  das mais atingidas pelas situações decorrentes do tráfico e da exploração sexual.

     Deverá, porém, salientar-se a sua excelente contribuição como transmissora e recetora da cultura.

      São realidades que merecem ser salientadas, tal como a sua permanente contribuição para os Países de Origem e de Acolhimento, designadamente através  da sua preocupação com a constituição de poupanças – tem por vezes duplos trabalhos- nomeadamente para conseguirem melhor educação para os filhos que as acompanham ou que ficam nos Países de Proveniência.

     Agora com a nova fase da emigração e a saída de mais qualificadas/os, esperamos que estas situações sejam em parte melhoradas. Bem merecem!

     Devemos apenas acrescentar que a atividade da nossa Associação tem sido fundamentalmente desenvolvida com base em trabalho voluntário, sobretudo entre Associadas/os e através de Parcerias com Entidades Públicas e Privadas, como sucede no caso presente.

     E a terminar, para melhor esclarecimento, referimos que estas atividades têm sido integradas em Encontros e Reencontros que realizámos em Portugal e nas Comunidades Portuguesas, designadamente junto de Associações e de outras Instituições – Universidades, Clubes, etc), procurando proporcionar uma participação Ativa da Mulher, onde quer que se encontre e facultando-lhes  conhecimentos inovadores com tal finalidade.

    

 

 Lisboa  30 de Agosto de 2015

 

                                                               Rita Gomes

terça-feira, 20 de outubro de 2015

ARCELINA SANTIAGO MONÇÃO 5 de setembro

Monção viveu no sábado , dia 5 de setembro , um momento importante, colocando na agenda do dia, a discussão em torno dos direitos humanos e da igualdade do género. A Associação Mulher Migrante foi a promotora desta iniciativa em parceria com a Casa Museu de Monção , a Câmara Municipal, o Jornal Artes entre as Letras, a Quinta de Santiago em Monção e ainda a EPRAMI.
A inauguração da exposição e colóquio aconteceu na Casa Museu da Universidade do Minho com o tema “Expressões de cidadania no feminino” . Seis mulheres, pintoras e escultoras apresentaram-se juntamente com o monçanense Ricardo de Campos, dando o seu contributo de cidadania através da arte. Outras vertentes estiveram em debate.
Nassalete Miranda , foi a moderadora deste colóquio. Directora de O Primeiro de Janeiro de 2000 a Julho 2008 e criadora do jornal quinzenal “ As Artes entre As Letras” em Maio de 2009. O Jornal recebeu em 2011 a qualificação dada pelo governo português de "publicação de interesse cultural e literário para o país e mundo lusófono". Em Julho deste ano Nassalete Miranda (que tem raízes paternas em Monção), recebeu a Medalha de Mérito Cultural, Grau Ouro, da Cidade do Porto, graças à sua intervenção em prol da cultura.
A primeira intervenção foi a do senhor vereador , Dr. Paulo Esteves, que esteve em representação do senhor Presidente da Câmara e de D. Arturo de Salvaterra do Mino. A sua intervenção foi orientada para o projecto que a edilidade abraçou sobre “ igualdade de género” tendo aí focado a sua preocupação, até por ser a sua área de intervenção profissional. Admitiu haver muito a fazer mas "pequenos passos podem ser significativos para um melhor futuro nesta área".
Seguiu-se a intervenção da Professora Dra Luísa Malato, professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, trazendo para a ribalta uma mulher - Catarina de Lencastre - autora de muitos géneros literários, líricos e dramáticos, esquecida no cânone historiográfico português. Várias questões foram lançadas em jeito de reflexão, com recurso a exemplos histórico-literários, onde as mulheres do século XVIII foram apresentadas como mulheres impulsionadoras de mudanças, mas que o século seguinte as fez recolocar no seu papel tradicional.
O tema das mulheres da diáspora, ficou a cargo da Dra Manuela Aguiar , especialista nesta área, pois foi Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas e teve outros cargos políticos importantes. É Presidente da Assembleia Geral da Associação Mulher Migrante. Apresentou as características da emigração portuguesa, dominada pela partida de homens “sós” aquilo que se pode referir como a primeira política de género , com a proibição da migrações no feminino, absolutamente discriminatória. As migrações maciças no feminino foram um fenómeno fortemente combatido, que cresceu, sem cessar a partir de novecentos, nas correntes intercontinentais, e atingiu a quase paridade a partir de meados do século XX, com o êxodo imparável de famílias inteiras para a Europa e, em menor escala, para outros destinos transoceânicos. Apelou ao estudo do papel central da Mulher nas novas diásporas, não suficientemente estudado e reconhecido. Há, como referiu “uma anacrónica invisibilidade a dominar a verdade e o significado da emigração e da Diáspora feminina”.
O Professor Dr Viriato Capela, director da Casa Museu e Professor catedrático do Departamento de História da Universidade do Minho, referiu, tendo em conta a musa inspiradora desde coloquio e exposição, Deu- la- Deu Martins, duas figuras de Nacion – Rosalia de Castro e Maria da Fonte. Trazer a este encontro a memória e obra de Rosalia de Castro, com biografia organizada e com ampla divulgação, face ao seu distinto papel na construção da moderna língua galega, em contraste com Maria da Fonte, onde pouco ou quase nada se sabe ao certo, foi um desafio, uma forma de provocar a reflexão. Apresenta-se a mulher das letras e da cultura contrastando com a mulher guerreira, mas o que as une é, sem dúvida, a luta e a promoção da liberdade e autonomia do seu povo.
Fazendo a ligação entre os temas abordados - história, diáspora, arte e literatura , Arcelina Santiago , comissária da Exposição, homenageou Ana Harthely por reunir todas estas dimensões. Seguidamente, abordou a perspectiva da arte, fazendo a ponte para a exposição. A arte como meio aglutinador de culturas, de saberes e sentires e de reforço das relações humanas foi posta em destaque. Sobre a riqueza da multiculturalidade, a arte no feminino, bem como partilha de outros temas relacionado com as mulheres, foi mote para lançar um desafio cultural, aproveitando-se a presença dos responsáveis políticos do projeto "euro cidade" Monção /Salvaterra do Mino"
. Depois, descreveu a trajetória das mulheres na sua árdua conquista pela liberdade e referiu-se ao papel das mulheres das artes , lutadoras através do acto criativo, construindo imagens pictóricas e metafóricas que invadem o imaginário e que nos fazem sonhar bem alto. Com esta primeira mostra em Monção, de uma manifestação artística, pintura e escultura contemporânea no feminino, pretendeu-se promover o debate de ideias em torno da expressão de cidadania no feminino, que não se esgota na arte, mas que tem nela um ponto alto da expressão. Luísa Prior, Filomena Fonseca, Maria André , Teresa Heitor, Lena Álvares e Filomena Bilber são as artistas desta coletiva, membros da Associação, mulheres criativas que expressam a sua cidadania ativa, defensora de causas e curiosamente, todas elas representadas na Bienal
de Gaia. O mesmo acontece com Ricardo de Campos, artista monçanense, simbolicamente representando a ideia de que a luta pelos direitos humanos é feita por homens e mulheres.

COLÓQUIO UNIVERSIDADE ABERTA 21 de maio PROGRAMA


Colóquio

 Migrações e Género. Novas Perspetivas de Intervenção

Universidade Aberta - Palácio Ceia

Rua da Escola Politécnica nº 147 - Lisboa

21 de Maio de 2015

 

 

15h00 – Abertura dos Trabalhos

 

Profª Drª Rosa Sequeira – Coordenadora do Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (CEMRI), Universidade Aberta

Profª Drª Ana Paula Beja Horta, CEMRI, Universidade Aberta

Drª Maria Manuela Aguiar, Presidente da Assembleia Geral da Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade – Mulher Migrante (AEMM)

Drª Rita Gomes, Presidente da Direção da Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade – Mulher Migrante (AEMM)

 

15H35 – Homenagem Póstuma ao Dr. Carlos Pereira Correia

16h30 – Lançamento da Publicação da AEMM: 1974 – 2014 - 40 Anos de

                Migrações em Liberdade

 

Drª Maria Manuela Aguiar, Presidente da Assembleia Geral da AEMM

 

17h00 – 17h30 - Temas em Análise e Debate

Tema I. Revisão da Lei do Conselho das Comunidades Portuguesas e perspetivas de participação das mulheres

Dr. Victor Gil , Ex-diretor do Gabinete de Ligação ao Conselho das Comunidades Portuguesas

Moderador: Dr. Bento Coelho  - Ex- dirigente da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas

17h30-17h45 - Debate

 

 

17h45 – 18h30

Tema II. Desenvolvimento e Género

Profª Drª Sónia Frias, ISCSP, Universidade de Lisboa, Investigadora do CEsA, ISEG, Universidade de Lisboa e Investigadora do CEMRI, Universidade Aberta.

Profª Drª Joana Miranda, Universidade Aberta, Investigadora  responsável pelo Grupo de Investigação – Estudos sobre as Mulheres, CEMRI, Universidade Aberta

 

Moderadora: Profª Drª  Ana Paula Beja Horta, Investigadora do CEMRI, Universidade Aberta.

 

18h30 – 19h00 - Debate final

 

Encerramento

RITA GOMES na Universidade Aberta


 

Colóquio

Migrações e Género. Novas Perspetivas de Intervenção

Universidade Aberta

Colóquio de 21 de Maio de 2015

 

                   SAUDAÇÕES

 

      Na qualidade de Presidente da Direção da «Mulher Migrante- Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade», apresentamos as nossas cordiais saudações a todas e a todos que se dignaram acompanhar-nos nesta Iniciativa, com a sua presença ou  participação e/ou intervenção.

      Especiais cumprimentos ao Senhor Deputado Dr. Carlos Gonçalves (do Círculo da Emigração da Europa); ao Senhor Embaixador Dr. Cristina de Barros e  ao ex - Deputado D. Carlos Luís

      Um Abraço com muita amizade à Família do Senhor Dr. Carlos Pereira Correia e a todas e todos  os seus Colegas e Amigos que aqui se encontram.

      Um grato reconhecimento dirigimos também ao CEMRI – Universidade Aberta - por ter permitido a realização deste Colóquio no Salão Nobre, do excelente Espaço Universitário em que nos encontramos.

      Apresentamos ainda à Senhora Profª Drª Rosa Sequeira, digníssima Coordenadora do CEMRI – UAB, os nossos cordiais cumprimentos, com  a maior gratidão pelo excelente apoio proporcionado.

      É igualmente de salientar,  a forma como a UAB se dignou acolher o nosso pedido, sendo também de enaltecer o magnífico acompanhamento que nos foi proporcionado para  esta realização  pela Profª Drª Ana Paula Beja Horta que colaborou connosco nas mais diversas fases deste processo, como de resto tem sido seu hábito noutros programas em que conjuntamente já  temos trabalhado..

      Cabe-nos ainda salientar que a nossa gratidão e reconhecimento se vem processando desde  há alguns anos.

      Esta Parceria tem-se reafirmado, ano após ano e abrange, por vezes Iniciativas que se realizam em Portugal  e/ou no Estrangeiro, junto das Comunidades Portuguesas e sempre em regime de voluntariado.

     Apresentamos seguidamente o nosso maior reconhecimento aos especialistas e investigadores que se dignaram proporcionar-nos, com o melhor espírito de cooperação e solidariedade a apresentação das matérias que constam do Programa, como sucede nos seguintes casos:

Homenagem Póstuma ao Dr. Carlos Pereira Correia

   à Sua Exmª Família,

   Ao Deputado Dr. Carlos Gonçalves;

   Ao ex-Deputado Dr. Carlos Luis;

   Ao Senhor Embaixador Luis Cristina de Barros;

   Ao Senhor Samuel Félix ;

   Ao Pe Victor Melícias, pela sua Mensagem – por se encontrar ausente do País;

   Ao Prof. Doutor Jorge Arroteia pela Mensagem “In Memorium”

   Aos Colegas e Amigos que aqui se encontram e a outras/outros

 

quereriam aqui estar, mas não puderam.

     Há também que prestar um enorme reconhecimento ao Dr. Jorge Oliveira, Chefe da Delegação da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, no Porto, que, por razões de trabalho não pôde estar presente, mas que nos facultou um excelente documento apresentado pelo Dr. Carlos Correia num Seminário

Fluxos Migratórios: Novas Tendências”, Iniciativa de S. Exª o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário -Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas e Universidade Lusófona do Porto – Dia 7 de Dezembro de 2011.

Lançamento da Publicação da AEMM – “1974- 2014

– 40 Anos de Migrações em Liberdade”

     Drª Manuela Aguiar

       Outros Temas em Análise. Debate

   Tema I – Revisão da Lei do Conselho das Comunidades Portu-

                    guesas e perspetivas de participação das mulheres

     Dr. Victor Gil

     Moderador: Dr  Adelino de Sá Bento Coelho

   Tema II – Desenvolvimento e Género  *

     Profª Drª Sónia Frias

     Profª Drª Joana Miranda

     Moderadora: Profª DrªAna Paula Beja Horta   

·       Estamos a celebrar em 2015 o Ano Europeu para o Desenvolvimento, lembramos ao terminar  estas palavras   sobre o lema para este Ano:

“o nosso mundo, a nossa dignidade  o nosso futuro” e “Informar os cidadãos”.

Aqui, estamos também com esses Objetivos, procurando aumentar, o envolvimento dos nossos cidadãos e das nossas cidadãs nas áreas mais diversas da cultura, dos problemas sociais, económicos e políticos, utilizando tertúlias,  colóquios, workshops e outros, nomeadamente, em parcerias e/ou a título individual.
   Ainda em Homenagem ao nosso Colega e grande Amigo Dr. Carlos Correia, fizemos um minuto de silêncio


 Rita Gomes

 

        Lisboa, 21 de Maio de 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

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“A vida nacional gira à volta de uma chávena”
(Ernesto Belo Redondo, jornalista português)
O que é uma tertúlia?
A tertúlia é na sua essência uma reunião de amigos, familiares ou simplesmente frequentadores de um local, que se reúnem de forma mais ou menos regular, para discutir vários temas e assuntos da sociedade e/ou da atualidade.
Contudo, e como o jornalista português Belo Redondo disse, “a vida nacional gira à volta de uma chávena”, numa referência inequívoca da importância das tertúlias em Portugal, as tertúlias foram “importadas” para Portugal de Paris (França), onde surgiram e se espalharam pelo mundo, associadas aos cafés. Cada café tinha uma ou mais tertúlias sobre temas diferentes. Paralelamente, os seus integrantes identificavam-se como pertencendo à tertúlia A ou B, numa clara divisão das águas entre correntes de pensamento diferentes.
Historicamente em Portugal o Chiado, dado o grande número de cafés aí existentes, assumiu a liderança em número de tertúlias: A Brasileira, o Nicola e outros receberam tertúlias com participantes tão influentes como Bocage, Alexandre Herculano, António Feliciano de Castilho, Almada Negreiros, Eduardo Viana, António Botto, Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro ou Stuart Carvalhais entre outros.
No Porto o Majestic, A Brasileira e o Guarany, eram os locais por excelência onde se reuniam intelectuais, artistas e políticos.
Coimbra, Faro, na realidade qualquer cidade ou vila de Portugal, tinham nos seus cafés tertúlias, onde se discutia tanto a política nacional ou internacional, o futebol ou o mais recente mexerico da terra.
Foram em torno destas tertúlias de café que a política e as artes portuguesas do século XIX e primeira metade do século XX se desenvolveram, pelo cruzar de opiniões, troca de ideias, apresentação e discussão de ideias e livros novos, etc.
Com o advento do Estado Novo as tertúlias tornam-se o último reduto da discussão livre da censura, mas que com o tempo são cada vez mais espiadas pela PIDE. Um exemplo disto foi o Grupo do Café Gelo.
Paralelamente, a melhoria das comunicações, nomeadamente com o advento da televisão, e o aparecimento de outros espaços, levaram ao desaparecimento gradual das tertúlias.
A associação nacional “Mulher Migrante” Luso-Venezuelana pretende organizar tertúlias no seu espirito primário só para mulheres portuguesas e luso-descendentes.
Milú de Almeida
548
Presidente da associação nacional “Mulher Migrante” Luso-Venezuelana
Conselheira das Comunidades Portuguesas eleita por Venezuela