terça-feira, 8 de setembro de 2015

A VOZ DOS AVÓS
CHAMADA DE TRABALHOS - IV Congresso Internacional

Universidade de Toronto, 11 - 13 Setembro 2015

A VOZ DOS AVÓS: IDENTIDADE, MEMÓRIA E PATRIMÓNIO CULTURAL

O Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Toronto organiza o IV Congresso Internacional
A Voz dos Avós: Identidade, Memória e Património Cultural
que terá lugar nos dias 11, 12 e 13 de setembro de 2015, no edifício da biblioteca ROBARTS, localizado na 130 St. George Street, no campus da Universidade
Esta iniciativa do Departamento de Espanhol e Português realizar-se-á pela primeira vez na Universidade de Toronto, e dará continuidade aos trabalhos apresentados nos três congressos organizados anteriormente em parceria com a Universidade dos Açores, em 2009 e 2013, e a Universidade Aberta e a Fundação Pró Dignitate, em 2011.
Tendo como objetivo refletir sobre uma área de estudo naturalmente interdisciplinar, o Congresso procura “dar voz” não só aos avós como também aos netos, numa sociedade cada vez mais fragmentada e em mobilidade constante.
Convidam-se investigadores de todos os continentes e domínios científicos a partilhar os seus conhecimentos numa área de investigação que abrange temas determinantes: avosidade, relações intergeracionais, formação da identidade, sentido de pertença, descoberta de raízes, transmissão de valores, acervo cultural e capital afetivo dos mais velhos.
Os avós imigrantes desempenham um papel preponderante nestas áreas.
Melhor conhecimento sobre as repercussões da presença dos avós na vida dos netos e mais estudos sobre os efeitos do convívio dos netos com seus avós poderão dinamizar a implementação de políticas favoráveis, contribuindo assim para uma melhoria de vida das famílias quer no país de origem, quer no de acolhimento.
A diáspora portuguesa, pela sua dimensão, apresenta desafios que um fórum de investigadores debruçados sobre esta temática poderá tratar, criando um espaço de diálogo, debate e partilha de saberes.

ÁREAS TEMÁTICAS DO CONGRESSO

1) Identidades

Esta temática prende-se com processos ligados à formação identitária pessoal, social e cultural; ao cruzamento de culturas e tradições e às relações dos migrantes com o país de origem e com o país de acolhimento.

2) Novos conceitos de família e relações interculturais

Esta temática reflete os novos tipos de família contemporânea e os processos de mudança operados pelos diferentes atores que a compõem, com o enfoque nas relações entre as gerações, em particular no atual papel dos avós.

3) Língua, literatura, artes e media

Esta temática abrange a representação das relações avós-netos na língua, na literatura, no cinema e noutras artes, nos media e na internet.

4) Património cultural

Esta temática trata do papel dos avós como transmissores de saberes e culturas, nomeadamente histórias de família, valores morais, religião e crenças, jogos e brincadeiras, gastronomia, linguagem e outros aspetos culturais.

5) Saúde, educação e qualidade de vida

Esta temática incide sobre a influência na saúde mental e física que resulta das modalidades de relacionamento e solidariedade entre as gerações, e das trocas educativas e de aprendizagens entre avós e netos.

SUBMISSÃO DE PROPOSTA

As propostas de
Comunicações ou Cartazes do IV Congresso devem ser enviadas
até 30 de abril de 2015 para: manuela.marujo@utoronto.ca
Os trabalhos podem ser apresentados numa das três línguas do Congresso: português, inglês ou francês, individualmente ou em grupo. Encorajam-se os estudantes/artistas e outros interessados a submeter propostas de cartazes (
poster sessions). Todas as propostas serão submetidas à apreciação da Comissão Científica. A ficha de inscrição para o IV Congresso deverá conter a seguinte informação:

1) Resumo do assunto (até 250 palavras) do qual conste: título, três palavras-chave, área temática a que se propõe, metodologia e resultados ou recomendações.

2) CV resumido com os seguintes itens: nome, contacto eletrónico e telefónico, instituição ou entidade de origem, país, formação académica, e três publicações nos últimos cinco anos.
O tempo máximo para a apresentação oral de cada comunicação será de 15´minutos. Os cartazes (
posters) deverão ter o formato de 60cm. 91cm. / 24’’x36’’.

DATAS IMPORTANTES

Até 30 abril de 2015

– Submissão de propostas

Até 30 maio de 2015

– Notificação do resultado das propostas

Até 30 junho de 2015

– Inscrição no Congresso

ORGANIZAÇÃO E DESPESAS

A organização do IV Congresso Internacional não assumirá qualquer despesa de transporte (internacional ou nacional), estadia e alimentação.

INSCRIÇÃO E PAGAMENTO (em dólares canadianos)

Modalidades de inscrição* Até 30 junho Após 30 junho

Participantes com trabalhos $50.00 $80.00

Participantes sem trabalhos Livre -

Estudantes com trabalhos $20.00 $30.00

Estudantes sem trabalhos Livre -

Programa social (a anunciar)

* Inclui o certificado de participação e a documentação do Congresso.

COMISSÃO CIENTÍFICA

Manuela Marujo, Dept. of Spanish and Portuguese, University of Toronto

Maria Izilda de Matos, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Maria João Dodman, Dept. of Language, Literatures & Linguistics, York University,

Toronto

Maria Natália Ramos, CEMRI - Universidade Aberta

Rosa Neves Simas, CES - Universidade dos Açores, Ponta Delgada

Roseli Boschilia, Dept. História, Universidade Federal do Paraná, Curitiba

COMISSÃO ORGANIZADORA

Manuela Marujo, University of Toronto

Maria João Dodman, York University

Ana Paula Ribeiro, Coordenadora do Ensino Português no Canadá, Camões, I.P.

Ilda Januário, Pesquisadora, CRIA-Universidade Nova de Lisboa (reformada do

OISE/Universidade de Toronto)

Fabiano Rocha, Bibliotecário, Robarts Library, University of Toronto
Resolution 1696 (2009)1

Engaging European diasporas: the need for governmental and intergovernmental responses



1. Migration from other continents and from eastern to western Europe has long existed and will continue to spread as long as disparities persist between living standards, incomes and political situations. However, policies to manage the many challenges and opportunities that emerge with these movements have not kept pace with the development of this phenomenon.

2. The Parliamentary Assembly has been engaged in dealing with the issue of Europeans living abroad and their links to their homelands for the last fifteen years. It regrets that in the particular aspect of the establishment of links with European diaspora communities, policy making has been lacking.

3. There is nevertheless a growing understanding in Europe that labour mobility, if well managed, can be advantageous both for destination countries and countries of origin. How best to manage mobility, multiple identities and diversity in a way that can maximise engagement of diasporas both in countries of origin and host countries is a challenge that governments need to tackle today.

4. The Assembly considers it essential to strike and maintain a proper balance between the process of integration in the host societies and the links with the country of origin. It is convinced that seeing migrants as political actors and not only as workers or economic actors enhances the recognition of their capacity in the promotion and transference of democratic values. The right to vote and be elected in host countries and the opportunity to take part in democratically governed European non-governmental organisations can enable diasporas to endorse an accountable and democratic system of governance in their home countries. Policies that grant migrants rights and obligations arising from their status as citizens or residents in both countries should therefore be encouraged.

5. The Assembly regrets that, notwithstanding its long-standing calls to revise the existing models of relations between expatriates and their countries of origin, relations between member states of the Council of Europe and their diasporas are far from being harmonised. Many member states from central and eastern Europe are only beginning to recognise the potential development and other benefits of engaging their diasporas in a more institutionalised manner, especially in the context of the current global economic crisis.

6. The Assembly reiterates that it is in the interest of member states to ensure that their diasporas continue to actively exercise the rights linked to their nationality and contribute in a variety of ways to the political, economic, social and cultural development of their countries of origin. It is convinced that globalisation and growing migration may have an impact on host countries in many positive ways by contributing to building diverse, tolerant and multicultural societies.

7. The Assembly acknowledges that states have particular responsibilities towards their expatriate communities where such communities form a significant national minority in another state. However, it disapproves of all forms of political manipulation of diaspora communities, including as a means of promoting expansionist policies. For example, the Assembly maintains that any large-scale “passportisation” should be regulated by bilateral agreements between the states concerned and must abide by the principles of international law.

8. In the light of the above, the Assembly calls on the member states of the Council of Europe to focus on elaborating migration policies that are comprehensive and regard diasporas as vectors of development, to promote an institutional role for diasporas through dialogue and regular consultation and to offer policy incentives to diaspora communities or representatives willing to engage in homeland development.

9. In particular, the Assembly encourages member states, as countries of origin, to adopt the following policy incentives:

9.1. civil and political incentives:

9.1.1. develop institutions and elaborate policies for maximum harmonisation of the political, economic, social and cultural rights of diasporas with those of the native population;

9.1.2. ease the acquisition or maintenance of voting rights by offering out-of-country voting at national elections;

9.1.3. involve diasporas in policy making, in particular concerning the issues of nationality and citizenship, as well as political, economic, social and cultural rights;

9.1.4. gather information on nationals living abroad and allow them to have their own representation in domestic politics, through the creation of ministries of representation for diasporas;

9.1.5. use the channel of embassies and consulates abroad to build confidence with diasporas through the provision of specific services and useful information;

9.1.6. promote diaspora networks and associations by drawing up a road map for supporting their establishment, and discuss the ways in which home and host countries can become active partners with diaspora networks;

9.2. fostering return:

9.2.1. put in place policies to encourage permanent or temporary return and promote “brain gain”;

9.2.2. create all necessary conditions for diasporas willing to return to their home countries to foster adaptation and ensure full enjoyment of their tax, retirement and other economic benefits;

9.2.3. facilitate the movement of diasporas (multiple-entry visas, long-term residence permits, entry concessions for diasporas with host country nationality);

9.3. encourage remittance flows through proactive legislative and regulatory policies, which avoid the application of double taxation, create proper legal and regulatory frameworks allowing effective use to be made of remittances in various investment areas and link remittances to other financial services (savings accounts, loans, social insurance, etc.);

9.4. promote diasporas’ entrepreneurship through transparent customs and import incentives, access to special economic zones and to foreign currency accounts, and inform them about investment opportunities;

9.5. develop policies for bona fide recognition of diplomas and certificates obtained outside the country of origin.

10. The Assembly encourages member states, as countries of destination, to:

10.1. review migration policies with a view to according migrants greater rights and obligations, harmonising as much as possible the rights of non-citizen diasporas with those of citizens in the host countries;

10.2. consider the possibility of granting migrant workers the right to vote and to stand in local and regional elections after a residence period of five years;

10.3. adopt a more flexible legal framework that offers regular migrants the possibility of unrestricted movement between country of origin and destination country, while preserving their immigrant status in the destination country;

10.4. elaborate policies allowing migrants to participate in the development process in countries of origin; promote training and capacity-building programmes, transfer of competence, know-how and flows of foreign capital and conduct development projects coupled with development aid;

10.5. actively involve members of diaspora communities in the elaboration of integration programmes for labour migrants.

11. The Assembly encourages the international community, and in particular the International Organization for Migration (IOM) and the International Labour Organization (ILO), to stay actively involved in the issues relating to diasporas and development. In particular, it calls upon relevant partner organisations to:

11.1. clarify the different concepts, classifications and definitions concerning diasporas with a view to harmonising the concept at European level, taking into account the evolving and dynamic nature of the concept of diaspora;

11.2. facilitate collaboration between diaspora organisations, including professional organisations, and other European development non-governmental organisations through incentives such as partnership funds, which could make it possible for the mainstream development agencies and the diasporas to engage with each other;

11.3. encourage collaboration among academic institutions and support international research projects related to diasporas and the migration-development nexus issues.

sábado, 5 de setembro de 2015

MM da Venezuela sobre as candidatas ao CCP

Venezuela: 12 mulheres portuguesas são candidatas ao Conselho das Comunidades Portuguesas e 2 listas são encabeçadas por mulheres lusas
Pero círculo eleitoral “Ocidente” (área consular de Valencia)
2 mulheres portuguesas concorrem na lista única, “Somos Portugalidade”
2 candidatas efetivas e 2 mulheres suplentes
50% de paridade na lista
Fátima de Pontes (cabeça de lista)
Ana Maria de Abreu (2ª candidata suplente)
Lista encabeçada por uma mulher: Fátima de Pontes
Facebook da candidatura: www.facebook.com/PortugalidadCCP
Pero círculo eleitoral “Oriente” (área consular de Caracas)
3 mulheres portuguesas concorrem na lista A, “Portugueses Sempre Defendidos”
1 candidata efetiva e 2 mulheres suplentes
37% de paridade na lista
Olga Gomes (3ª candidata efetiva)
Ilda Nogueira (2ª candidata suplente)
Maria Neves Correia (4ª candidata suplente)
Lista encabeçada por Antonio de Freitas
Facebook da candidatura: Não tem
Pagina web oficial: Não tem
3 mulheres portuguesas concorrem na lista B, “Juntos somos a força da tua voz”
2 candidatas efetivas e 1 mulher suplente
37% de paridade na lista
Silvia Henriques (3ª candidata efetiva)
Ysabel Ferreira (4ª candidata efetiva)
Maribel Pereira (3ª candidata suplente)
Lista encabeçada por Fernando Campos
Facebook da candidatura: www.facebook.com/conselheiros.listab
Pagina web oficial: Não tem
4 mulheres portuguesas concorrem na lista C, “Somos Portugalidade”
2 candidatas efetivas e 2 mulheres suplentes
50% de paridade na lista
Milú de Almeida (cabeça de lista)
Ana Maria Teixeira (3ª candidata efetiva)
Mónica da Silva (2ª candidata suplente)
Guida Amaral (4ª candidata suplente)
Lista encabeçada por uma mulher: Milú de Almeida
Facebook da candidatura: www.facebook.com/PortugalidadCCP
A direção da associação nacional “Mulher Migrante” Luso-Venezuelana parabeniza todas as candidatas lusas ao Conselho das Comunidades Portuguesas por Venezuela deseja-lhes ganhar no próximo ato eleitoral para permitir uma maior participação das mulheres portuguesas nos plenários e instancias locais do CCP.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A ARTE NO FEMININO MONÇÃO 5 de setembro Arcelina Santiago

Breves Biografias para apresentação no colóquio 

 Arcelina  Santiago, ligada a Monção por laços familiares e a um projeto de vinho Alvarinho , é  membro da direção da Associação mulher migrante e colaboradora nas suas publicações anuais. 
Foi Professora no ensino básico e secundário e também no superior, Diretora  do Centro de Formação , é licenciada em germânicas, pela UP ,  Mestre em ciências sociais , politicas e jurídicas  pela Universidade de Aveiro, com investigação no âmbito das questões do género. Destaca-se como defensora de causas e fundadora de Associações e movimentos cívicos. Tem neste evento a missão de ser a comissária da exposição "expressões de cidadania no feminino".


Súmula da minha Intervenção 

Tema  : A Arte no Feminino 
 Arcelina Santiago

 Fazendo a ligação entre os temas abordados  neste  colóquio - história, diáspora, arte e literatura, homenageia  Ana Harthely que reúne todas estas dimensões.
Seguidamente, aborda-se a perspectiva da arte, fazendo a ponte para  a exposição patente na Casa Museu. Apresenta-se a arte como meio aglutinador  de culturas, de saberes e sentires e de reforço das relações humanas. Sobre a riqueza da  multiculturalidadade, a arte no feminino, bem como partilha de outros temas relacionado com as mulheres, é lançado  um desafio cultural, aproveitando a presença dos responsáveis políticos do projeto  "euro cidade" Monção  /Salvaterra do Mino". 
Descreve-se a trajetória das mulheres na sua árdua conquista pela liberdade. Depois, as conquistas de abril e as  novas oportunidades para as mulheres. Duas questões, são lançadas e já formuladas no Encontro Mundial de Mulheres na Diáspora de 2013: será que as mulheres terão de percorrer um caminho mais árduo do que os homens para a sua afirmação no domínio artístico?serão as artes um veículo com particular potencial para a afirmação da agenda da igualdade de género? 
Refere-se o papel das mulheres das artes , lutadoras através  do acto criativo, construindo imagens pictóricas e metafóricas que invadem o nosso imaginário e que nos fazem sonhar bem alto e que só a arte tem esse condão.
Esta  primeira mostra em Monção, de uma manifestação artística, pintura e escultura contemporânea no feminino,  pretende  promover o debate de ideias em torno da expressão de cidadania no feminino, que não se esgota na arte, mas que tem nela um ponto alto da expressão. 
Luísa Prior, Filomena Fonseca, Maria André , Teresa Heitor, Lena Álvares e Filomena Bilber são as artistas desta coletiva, membros da Associação, mulheres criativas que expressam a sua cidadania ativa ,defensora de causas e curiosamente, todas elas representadas na Bienal de Gaia, evento de grande referência cultural, a nível nacional e intencional. O mesmo acontece com Ricardo de Campos , artista monçanense, simbolicamente representando a ideia de  que a luta  pelos direitos humanos é feita por homens e mulheres.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

EXPRESSÕES FEMININAS DA CIDADANIA Profª Doutora Luísa Malato

CV. e Resumo.

Maria Luísa Malato é professora associada com agregação na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Para além de outros trabalhos - centrados sobretudo na literatura e no teatro dos séculos XVIII e XIX -, recuperou e estudou, durante a tese de doutoramento (1990-1999), a obra literária de uma mulher do século XVIII-XIX, Catarina de Lencastre, 1.ª Viscondessa de Balsemão.

Muito conhecida e celebrada pelos escritores do seu tempo, Catarina de Lencastre foi autora de muitos variados géneros, líricos e dramáticos: perto de um milhar de poemas, algumas tragédias e comédias, chegou a declamar no São Carlos ao lado do jovem Almeida Garrett. Mas não figura hoje no cânone historiográfico português. Quais as razões por que a História se esquece facilmente da escrita feminina? Por ela não existir ou por ela não ter valor? Por ser feminina ou por o não ser? Existirá uma escrita feminina, um poder ginocêntrico? E que diálogo estabeleceu ou pode ela ainda hoje estabelecer com o poder androcêntrico? Questões que lançaremos com alguns exemplos histórico-literários

EXPRESSÕES DA CIDADANIA NO FEMININO - NA DIÁSPORA Maria Manuela Aguiar (síntese)

Portugal é um país de emigração, mas de emigração tradicional de homens sós, onde as mulheres foram ganhando espaço contra a vontade do Estado e da “inteligência” nacional, contra proibições e obstáculo de toda a ordem.
As migrações maciças no feminino foram um fenómeno fortemente combatido, que cresceu, sem cessar a partir de novecentos, nas correntes intercontinentais, e atingiu a quase paridade a partir de meados do século XX, com o êxodo imparável de famílias inteiras para a Europa.
A proibição ou severo condicionamento das migrações femininas constituiu assim uma primeira política de género, absolutamente discriminatória, e a sua razão de ser deve-se, antes de mais, a uma clara perceção do facto de alterarem ou reconverterem o projeto migratório, no sentido enraizamento, do não retorno, ou, pelo menos do alongamento das estadias, compensada, é certo, pela (à partida imprevista e inimaginável…)formação de numerosas comunidades orgânicas, coesas e resistentes à transição das gerações, que constituíam verdadeiros espaços extra territoriais de presença cultural portuguesa, através da preservação da língua, das tradições, de uma “maneira de estar no mundo” com os outros.
Assim, se criam, afinal, novas Diásporas, onde a Mulher tem um papel central, ainda que não suficientemente estudado e reconhecido. O associativismo é ainda formalmente liderado, sobretudo, por homens, que são o rosto das instituições, enquanto uma anacrónica invisibilidade domina a verdade e o significado da emigração e a Diáspora feminina. Neste encontro de Monção, vamos tentar desocultá-los e, seguidamennte,.no debate., proceder a uma análise comparativa da situação presente das mulheres nas Diásporas galega e portuguesa
Maria Manurla Aguiar
 

SORBONNE AEMM PARIS 10 de SETEMBRO


PROGRAMA

Diálogos sobre Cultura, Cidadania e Género

Universidade da Sorbonne Nouvelle

17 rue de la Sorbonne

75005 Paris

Sala Bourjac

10 de setembro de 2015

15h00 - SESSÃO DE ABERTURA

Professora Doutora Isabelle OLIVEIRA – Universidade da Sorbonne Nouvelle.

Sua Excelência o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Dr. José

CESÁRIO.

S. Excia a Presidente da Câmara de Puteaux, Drª Joëlle CECCALDI-RAYNAUD (a

confirmar).

16h00 – “O papel dos mídias portugueses na emergência de uma diáspora lusófona”

Dr. José ARANTES – Director RTP África.

16h30 – “Homenagem à Drª Maria Barroso. A génese das políticas de género para a

emigração. Encontros para a Cidadania – 2005- 2009”

Drª Manuela AGUIAR – Presidente da Assembleia Geral da Associação Mulher

Migrante.

17h00 – Intervenção

Drª Rita GOMES – Presidente da Direção da Associação Mulher Migrante.

17h20 - Lançamento da PUBLICAÇÃO da AEMM

1974- 2014 – 40 Anos de Migrações em Liberdade

Drª Maria Manuela AGUIAR (Coordenadora da Publicação)

17h30 – Encerramento

CULTURA

21h – CONCERTO NO CONSERVATÓRIO JEAN-BAPTISTE LULLY – MAIRIE

DE PUTEAUX (5 bis rue Francis de Pressensé 92800 PUTEAUX).

Maestro Vitorino d’Almeida

Maestro Miguel Leite