terça-feira, 21 de abril de 2015

MUTU GRANDI MERSEH JOAN

Mutu Grandi Merseh Manuela. Onti pos jah lebah pra yo libru Mulher Migrante ( 1974 -2014 40 Anos de Migracoes em Liberdade) Korsang yo fikah mutu allegrih pra olah na pg 103 yosa email kung bos ki falah nos sa encontra na Melaka kung jah fikah yo sa kambradu teng binti seti anu. Mas bos sa saportah kung inspirah kung yo fikah ung skribang pra dokumentah ' Papiah Kristang' Ozindia yo fikah gabadu pra falah agora yo jah publikah tres libru na Linggu Papiah Kristang. Yo lo kontinua isti sibrisu pra skribeh Linggu Kristang pra mas tantu anu, ateh teng jenti kristang idadi ka mas krensa di yo sigih skribeh kung kontinua yosa sibrisu ki yo tantu amor. Masembes, mutu grandi merseh pra tudu ki bos jah fazeh pra yo.

English Translation:

Thank you so much Manuela. Yesterday, the Post brought me the Migrant Women Report - 1974-2014 ( 40 years of Freedom Migration) I was filled with happiness to note of an email article from me on Page 103. It related of our 1st Meeting in Melaka in 1988 when I was introduced to you by Rev. Fr. M. J. Pintado. Photos show of our 2nd. Meeting at the Marbeck Family Home Museum in 1996. Our collaboration, your support and inspiration in my work of Reviving the Language and Culture has seen me publish 3 books in the Papiah Kristang language. I shall continue with this work of documenting the Papiah Kristang Language and Heritage as long as I am able to do so and until there are others especially the younger generation of Eurasians who will continue with interest and passion the work on our Heritage, Language and Culture for the future. Once more let me say a big Thank you for all you have done for me and the Eurasians of Malaysia.
 
Nóe é que temos de agradecer a Joan tudo quanto vem fazendo e vai continuar a fazer pela lusofonia no Oriente. Que bela é esta língua antiga que nos une ainda no século XXI! A "Lnggu Kristang"!

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Sobre o 2º Congresso da Mulher Migrante na Venezuela



Para a Associação Mulher Migrante, cuja primeira missão é mobilizar as portuguesas para participação cívica em todo o mundo, tem um enorme significado a filiação da Mulher Migrante na Venezuela nas suas estruturas e projectos, em perfeita sintonia de valores, propósitos e práticas.
É uma aliança com um poderoso movimento emergente, a que, através dos nossos programas de acção nos vários continentes, temos dado visibilidade, como exemplo de dinamismo e de vontade de transformar as sociedades em que vivemos, num novo milénio. Vamos crescer em conjunto, partilhando caminho com associações portuguesas dispersas da nossa Diáspora, que ganham em se conhecer e inspirar mutuamente!
De longe, geograficamente, mas de perto, com um sentimento de regozijo e de orgulho, acompanhámos este 2º Congresso, através das informações que nos chegaram pela internet e nos mantiveram a par da marcha da sua excelente organização, do primeiro ao último momento. Sabemos que constituiu uma manifestação impressionante da capacidade de pensar o futuro e de interagir coletivamente das suas participantes. E não tratando só aqueles temas que dantes se consideravam específicos de um “círculo feminino”, estreito e fechado, mas dos que respeitam às comunidades como um todo, às realidades do país em que estão e do país de onde vieram, nos quais exigem ter opinião e influência e exercer direitos iguais, para melhor cumprirem os seus deveres da cidadãs.
A Portugalidade na Venezuela está naturalmente enraizada nos sentimentos de pertença, que as mulheres sabem transmitir a partir do núcleo familiar e, cada vez mais, também através da tessitura associativa, desenvolvida com enfoque no campo cultural e social, sem segregação de género ou de geração. Nos dois Congressos da Mulher Migrante ocorridos em Caracas, deram, efetivamente, provas de uma grande abertura à colaboração entre todos. Esse desígnio de abrangência, de ir ao encontro dos outros, de dar atenção ao bem estar geral, reflete-se, de um modo muito claro e direto, no conteúdo do relatório, conclusões e propostas do Congresso. No centro das preocupações estão matérias como: o ensino da língua; o enaltecimento do “ser português”; a indispensabilidade de entrar no domínio das novas tecnologias, nas redes sociais; a renovação do associativismo, chamando os mais excluídos, os jovens e as mulheres; a urgente reestruturação do CCP (o Conselho das Comunidades Portuguesas); a necessidade de formação e intercâmbios no domínio das artes, do teatro, dos ”media”. Ao governo lembram a obrigação de corresponder e apoiar os esforços da sociedade civil, que tanto vem fazendo na Venezuela. Todavia, não deixam, ao mesmo tempo, de denunciar os preconceitos contra as mulheres no universo das agremiações existentes, por parte de alguns dirigentes, que continuam a negar a evidência das aptidões femininas na gestão da “res publica – e a afasta-las dos órgãos diretivos.
Esta abordagem coincide, em absoluto, com a que presidiu aos primeiros ensaios de uma política de género no espaço das comunidades do estrangeiro, que começou com a convocação de um Encontro Mundial de “Mulheres Portuguesas no Associativismo e no Jornalismo”, em 1985, (tornando Portugal o precursor num domínio onde nunca um país de emigração havia levado a cabo reunião semelhante, com o fim de promover a participação feminina).
Foi há precisamente 30 anos! Já então as notáveis portuguesas que deram rumo e futuro a esse Encontro se não limitaram a considerar a sua própria situação. Pronunciaram-se tanto sobre o papel imprescindível das mulheres como mediadoras da integração familiar e guardiãs da nossa cultura e tradições no estrangeiro, como sobre as questões gerais e as prioridades políticas no apoio às suas comunidades, precisamente como tem sucedido nos recentes congressos da Mulher Migrante da Venezuela.
As pioneiras do dirigismo associativo e do jornalismo, na década de 80, pretendiam estabelecer uma plataforma em que pudessem dar continuidade aos trabalhos então entusiasticamente iniciados, mas isso não foi possível no imediato… Decorreram alguns anos até que, em 1993, nasceu em Lisboa, com algumas das protagonistas do Encontro Mundial e com a mesma finalidade, a Mulher Migrante - Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade. Uma designação tão lata permite-lhe atuar em várias frentes, como tem feito, ao longo de mais de 20 anos, colocando o enfoque nas migrações, no estudo e na luta contra o fenómeno da discriminação das mulheres, dos estrangeiros, das minorias étnicas, dos jovens, dos seniores…. Isto é, tendo começado na solidariedade e cooperação “com” as mulheres, continuou na solidariedade e cooperação “das” mulheres para com todos os excluídos. Por isso, escolheu como lema esta frase lapidar: “não há estrangeiros numa sociedade que vive os Direitos Humanos”. Assume, assim, o multiforme combate por uma verdadeira democracia, que não deixe ninguém de fora…
Olhando a história deste movimento em que nos integramos, pugnando por mais humanidade e mais cidadania, é de realçar um facto por demais esquecido: foi no CCP que ele nasceu como ideia, em 1984, por proposta de uma das primeiras mulheres que nele tiveram assento (a jornalista de Toronto, Maria Alice Ribeiro). Uma recomendação aprovada consensualmente na reunião do CCP da América do Norte, teve sequência logo no ano seguinte, na convocatória do 1º Encontro de Mulheres Portuguesas. Isso explica por que razão, o governo levou a cabo essa primeira audiência com as duas componentes principais do próprio Conselho, no seu modelo original dos anos 80: representantes eleitos de coletividades e jornalistas. Era uma primeira consulta ou audição de mulheres, que deveriam pertencer. mas não pertenciam, ao CCP, órgão consultivo quase 100% masculino . Essa ligação umbilical estava, por sinal, destinada a manter-se: a Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, por despacho de 21 de Abril de 1987, criou a “Conferência para a Promoção e Participação das Mulheres Migrantes”, a funcionar, com regularidade, na órbita do CCP (no contexto de uma reforma que instituía diversas Conferências, vistas como uma forma de alargar o âmbito do diálogo do Governo e dos próprios Conselheiros com setores importantes da sociedade).
O governo caiu escassos meses depois, o CCP entrou, entre 1988 e 1997, em longa hibernação, e, por isso, a reunião periódica das Portuguesas da Diáspora ficou no esquecimento. A meu ver, foi pena, porque teria antecipado o futuro!
Mas a ideia de avançar para um forum de cooperação internacional do associativismo feminino renasceu, foi incorporada nos planos da “Mulher Migrante” – à margem do CCP, é certo – e, através de uma parceria entre a Associação e a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, foram retomadas as politicas com a componente de género – primeiro através dos “Encontros para a Cidadania” (2005/2009), seguidamente com a realização de Encontros Mundiais e de conferências e colóquios temáticos (2011/2015)
É uma resposta firme à situação de desigualdade de participação que subsiste em muitas estruturas existentes na Diáspora. Permite às mulheres fazerem coisas diferentes, essenciais e admiráveis para o progresso das Comunidades. Talvez um dia seja prescindível, quando a igualdade for um dado adquirido, um dia que ainda não está na linha do horizonte... Mas já está conseguido, e é muito importante, um ambiente de forte cooperação, de integração do associativismo feminino num quadro global, em harmonioso relacionamento.
A metade invisível das comunidades, a feminina, apareceu nestas iniciativas do que chamamos “congressismo”, com enorme capacidade de inovação e generosidade. As portuguesas da Venezuela tem tido uma intervenção de primeiro plano nos encontros internacionais, como paradigma de modernidade e de polivalência, graças a um movimento que principiou e prossegue na área da beneficência e se estende agora à cultura, à convivialidade, com as famosas Academias da Espetada (combinando as vertentes lúdica e de bem-fazer) e ao combate pelos direitos de cidadania, sobretudo, com os grandes congressos da Mulher Migrante em Caracas.
No associativismo feminino, seguramente, e, cada vez mais, no geral ou misto, as portuguesas ou luso-venezuelanas estão hoje na vanguarda do mundo dinâmico das comunidades de cultura portuguesa.
É justo reconhece-lo! E felicitá-las, como faço, com muita admiração e amizade
 
 
A Secretária Geral da AEMM Prof Doutora Graça Sousa Guedes realizou. em 2015, várias reuniões de trabalho com o núcleo da AEMM no Recife e de lá trouxe propostas de um conjunto de iniciativas, que merecem inteiro aplauso das colegas dos diversos órgãos diretivos da Associação.
Após o início de colaboração com o Bloco "Folia das deusas"em 2013, no colóquio realizado no Gabinete de Leitura, com a participação de ilustres representantes do Governo do Estado de Pernambuco, da Prefeitura de Recife, do Gabinete Português de Leitura e outras instituições da Comunidade Portuguesa, do Cônsul honorário de Portugal e de Universidades brasileiras foi criado o núcleo local. Em Abril de 2014, na sua primeira iniciativa publica, levou a cabo, com brilhntismo, grandes comemorações do 40º aniversário do 25 de abril, de novo na sede do Gabinete de Leitura.
O programa agora delineado tem, pois, as melhores perpetivas de efetiva e eficiente concretização, Nele pomos as maiores esperanças, para prosseguir projetos como os das Academias Séniores, o das histórias de vida, que têm estado no centro das preocupações da AEMM.
Aqui se reproduz a proposta formalizada pela MM do Recife, através de Graça Guedes

 Exmas. Senhoras Dras. Maria Manuela Aguiar e Rita Gomes

Digmas. Presidentes da Assembleia Geral e da Direção da AECSMulher Migrante


Assunto: Projetos para o Recife


Na minha última ida ao Recife (Brasil) em Fevereiro p.p. e sem qualquer encargo financeiro para a nossa Associação, procurei articular com o Bloco Folia das Deusas (nossa associada) a possibilidade de novas programações para 2015 e na decorrência do êxito do Encontro Expressões Femininas de Cidadaniaorganizado por este grupo em Novembro de 2013 no Gabinete Português de Leitura dessa cidade, que pelo presente tenho a honra de transmitir.

1 – Acompanhada da Dra. Berta Guedes Santana, visitei o Gabinete Português de Leitura e entreguei dois exemplares da nossa publicação Entre Portuguesas – Associação Mulher Migrante 20 anos, que contém as Atas do Encontro do Recife e que mereceu o maior elogio pela qualidade do trabalho, realçando o êxito deste Encontro que deveria ter continuidade. O Gabinete agradeceu e disponibilizou-se para novos eventos que a nossa Associação pretenda realizar, informando que agora dispõem de um site (Gabinete Português de Leitura), onde ainda está o nosso Encontro e que propicia ampla divulgação da programação, que tem permitido aumentar significativamente a participação nos espetáculos que aí se realizam. Como é do vosso conhecimento, as condições logísticas são excelentes e dispõe também de um piano da cauda.

2 - Foi proposto ao Bloco Folia das Deusas que avançassem com o projeto lançado no Encontro de 2013 e relativo às Universidades Seniores, num modelo inter Blocos (dado o número elevado que existe no Recife, sobretudo vocacionados para os festejos de Carnaval, tais como o Bloco da Saudade – ver site, Eu Acho é Pouco, Pessoal da Igreja, Salvé é Mujoca, Os Sujos, Cansei De Ser Enganadé, Chutando O Balde, Esses Boy Tão Muito Doido, Carangueijo No Caçuá, Bebiricar, A Cobra, Cabra, Tropical Trend, Fura Olho, De Bar Em Bar, Mordida Daxota, Não Acredito Que Te Beijei, Selinho Não É Gaia, Bofes De Elite, Desmantelados, Faça Amor Não Faça Barba, Comigo É Na Base Do Beijo, Bicaldinhos, Enquanto Isso Na Sala Da Justiça, Gia, Barbas, Osoltamassa, Pega Vareta, Queirogada, Passaram A Perna, Cavalheira Na Ladeira, Ressaca, Cavalo Branco, Movido A Álcool, Peixe ) e também inter geracional, uma vez que envolvem não só os mais velhos, como também os mais novos, que semanalmente reúnem para treino dos seus cantares e danças.


Nesta perspetiva, o Bloco Folia das Deusas coordenaria a Universidade Sénior, envolvendo todos os Blocos e, cada um deles, aproveitando as especialidades e disponibilidades dos seus associados para serem Animadores/Docentes, organizaria a lecionação de temáticas escolhidas e adequadas às potencialidades de cada um dos docentes, ministradas nas suas sedes e, caso não tenham, no Gabinete Português de Leitura. Consequentemente, seria divulgada a calendarização, horário e local para os diferentes cursos.

3 – Foi proposto ao Bloco Folia das Deusas que considerasse a possibilidade de realizar um novo encontro intitulado Expressões Femininas de Cidadania – Histórias de vida no Estado de Pernambuco, para o qual seriam convidadas figuras importantes para falar (de si próprias ou de seus familiares), com recurso a todo o material fotográfico que possuam. Este evento seria também de lançamento deste projeto, para motivar mais depoimentos, mesmo que para tal se efetuem entrevistas para as quais a Dra. Berta Guedes Santana se disponibilizou.

Este evento seria aproveitado para o lançamento das nossas últimas edições e, sobretudo, de uma separata da edição de 2013 contendo o Encontro de Recife

Na esperança da melhor atenção a esta proposta e de apoios para a sua concretização, cumprimento com a maior amizade
Graça Sousa Guedes

sábado, 28 de março de 2015

MM em CARABOBO

Carabobo recibió primera reunión de la asociación Mujer Migrante
El 8 de Marzo se inaugurara el Libro “Concierto de mujeres Fadistas” en el Centro Portugués
El pasado fin de semana el estado Carabobo recibió la primera reunión en la entidad de la Asociación Mulher Migrante de Venezuela. La Casa Portuguesa de Valencia fue el lugar seleccionado para estos encuentros de diversas mujeres portuguesas radicadas en Venezuela.
“La Asociación de la mujer migrante está enfocada al estudio de los problemas de la mujer portuguesa en Venezuela, siendo una asociación de estudio, cooperación y solidaridad”, explicó la Presidenta de la institución, María Lourdes de Almeida, mejor conocida como Milu y quien también ocupa un puesto como Concejera de las Comunidades Portuguesas por Venezuela. “En la reunión de trabajo que acabamos de realizar nos enfocamos a estudiar el destaque de la mujer Luso Venezolana, que viene compartiendo sus obligaciones; esto nos hace ver que nos encontramos ante un repunte de la mujer, donde se suma la experiencia de grandes profesionales que vienen despertando y haciéndose parte de esta asociación de la mujer migrante. Nos sentimos optimistas de poder realizar una buena labor” aseguró Milú.
En el encuentro, las representantes de la asociación se comprometieron a realizar visitas a los estados Miranda, Aragua, Bolívar y Mérida, para constatar la situación de las mujeres lusas en cada una de estas jurisdicciones. El 8 de Marzo se inaugurara el Libro “Concierto de mujeres Fadistas” en el Centro Portugués de Caracas, gracias al apoyo del Comité de Damas de esa institución.
Fátima Pontes, Vicepresidenta de la Asociación Mulher Migrante de Venezuela, espera que en los próximos encuentros cuenten con el apoyo de los Consulados Honorarios del país, para poder realizar contacto directo con los grandes problemas que vive la mujer migrante en Venezuela y así ir logrando soluciones que existen en el país

quarta-feira, 11 de março de 2015

O dia internacional da Mulher em ESPINHO


A Associação de Estudo , Cooperação e Solidariedade - Mulher Migrante associou-se a algumas iniciativas que marcaram a agenda do Agrupamento de Escolas Dr Manuel Gomes de Almeida nas comemorações do Dia Internacional da Mulher.
O desafio proposto por esta Escola com quem a Associação tem já realizado trabalhos de cooperação, foi aceite e, na tarde do dia 7 de março, no Multimeios de ESpinho realizou-se uma mesa redonda com o tema " A revolução nas mulheres da diáspora", com intervenção de três membros da Associação: Manuela Aguiar, , Presidente da Assembleia Geral, Graça Guedes, Secretaria Geral e Arcelina Santiago.
Isabel Nobre , professora e organizadora desta iniciativa começou por fazer a apresentação, destacando o que de comum liga estas três mulheres: a defesa dos direitos humanos, a luta pela igualdade das mulheres, em particular, das Mulheres da diáspora .
Manuela Aguiar deu destaque a Maria Inácia Meneses Vaz, personagem do livro "Califórnia , madrasta dos meus filhos", publicação lançada recentemente pela Associação Mulher Migrante, com enfoque na emigração pelo lado de quem fica. A faceta empreendedora desta mulher, a forma como soube gerir o património foi alvo de relevo, num mundo essencialmente marcado pelo masculino.
Graça Guedes abordou o tema da liberdade e da democracia que aconteceu com a chegada de abril, as conquistas obtidas e as mudanças no panorama das oportunidades para as mulheres. Lembrou que neste desafio houve mulheres e homens que se destacaram e que não poderia deixar de mencionar duas figuras femininas que a Associação homenageou Maria Lamas e Maria Archer.
Arcelina Santiago, lembrou a longa caminhada nesta luta pela igualdade, ainda não plenamente conseguida e para prova-lo , referiu os dados estatísticos recentemente publicados, que nos revelam que, apesar das mulheres terem mais sucesso académico, com a conclusão dos cursos em tempo devido e com melhores notas, são as que no mundo do trabalho, menos integram cargos de nível superior e, em igualdade de funções, obtém salários mais baixos do que os homens.
Fez depois uma breve apresentação a Maria Archer para antecipar um pouco a representação .Lembrou que a Associação Mulher Migrante homenageou esta mulher ,vanguardista para o seu tempo, denunciadora e critica da situação da mulher. Esta sua posição em período da ditadura, remeteu-a ao exílio.

Seguiu-se a entrevista imaginária a Maria Archer, encantadoramente assumida pelas alunas do ensino secundário, Mariana Patela na figura de Maria Archer , e Inês Pais, a jornalista. Esta não é a primeira vez que encarnam estas duas personagens mas é sempre com muito entusiasmo e perfeição que o fazem. O guião teve como fonte o trabalho de duas investigadoras sobre a vida e obra de Maria Archer, Dina Botelho e Elizabeth Battista.
O debate final e os elogios às diversas facetas da jornalista e escritora, Maria Archer, e da mulher empreendedora, Maria Inácia Menezes Vaz foi uma boa maneira de participar de forma reflexiva neste Dia internacional da Mulher
 
 
.ARCELINA SANTIAGO
 
 
 
 
 

terça-feira, 10 de março de 2015

A VOZ DOS AVÓS

CHAMADA DE TRABALHOS - IV Congresso Internacional

Universidade de Toronto, 11 - 13 Setembro 2015

A VOZ DOS AVÓS: IDENTIDADE, MEMÓRIA E PATRIMÓNIO CULTURAL


O Departamento de Espanhol e Português da Universidade de Toronto organiza o IV Congresso Internacional
A Voz dos Avós: Identidade, Memória e Património Cultural
que terá lugar nos dias 11, 12 e 13 de setembro de 2015, no edifício da biblioteca ROBARTS, localizado na 130 St. George Street, no campus da Universidade
Esta iniciativa do Departamento de Espanhol e Português realizar-se-á pela primeira vez na Universidade de Toronto, e dará continuidade aos trabalhos apresentados nos três congressos organizados anteriormente em parceria com a Universidade dos Açores, em 2009 e 2013, e a Universidade Aberta e a Fundação Pró Dignitate, em 2011.
Tendo como objetivo refletir sobre uma área de estudo naturalmente interdisciplinar, o Congresso procura “dar voz” não só aos avós como também aos netos, numa sociedade cada vez mais fragmentada e em mobilidade constante.
Convidam-se investigadores de todos os continentes e domínios científicos a partilhar os seus conhecimentos numa área de investigação que abrange temas determinantes: avosidade, relações intergeracionais, formação da identidade, sentido de pertença, descoberta de raízes, transmissão de valores, acervo cultural e capital afetivo dos mais velhos.
Os avós imigrantes desempenham um papel preponderante nestas áreas.
Melhor conhecimento sobre as repercussões da presença dos avós na vida dos netos e mais estudos sobre os efeitos do convívio dos netos com seus avós poderão dinamizar a implementação de políticas favoráveis, contribuindo assim para uma melhoria de vida das famílias quer no país de origem, quer no de acolhimento.
A diáspora portuguesa, pela sua dimensão, apresenta desafios que um fórum de investigadores debruçados sobre esta temática poderá tratar, criando um espaço de diálogo, debate e partilha de saberes.

ÁREAS TEMÁTICAS DO CONGRESSO

1) Identidades

Esta temática prende-se com processos ligados à formação identitária pessoal, social e cultural; ao cruzamento de culturas e tradições e às relações dos migrantes com o país de origem e com o país de acolhimento.

2) Novos conceitos de família e relações interculturais

Esta temática reflete os novos tipos de família contemporânea e os processos de mudança operados pelos diferentes atores que a compõem, com o enfoque nas relações entre as gerações, em particular no atual papel dos avós.

3) Língua, literatura, artes e media

Esta temática abrange a representação das relações avós-netos na língua, na literatura, no cinema e noutras artes, nos media e na internet.

4) Património cultural

Esta temática trata do papel dos avós como transmissores de saberes e culturas, nomeadamente histórias de família, valores morais, religião e crenças, jogos e brincadeiras, gastronomia, linguagem e outros aspetos culturais.

5) Saúde, educação e qualidade de vida

Esta temática incide sobre a influência na saúde mental e física que resulta das modalidades de relacionamento e solidariedade entre as gerações, e das trocas educativas e de aprendizagens entre avós e netos.

SUBMISSÃO DE PROPOSTA

As propostas de
Comunicações ou Cartazes do IV Congresso devem ser enviadas
até 30 de abril de 2015 para: manuela.marujo@utoronto.ca
Os trabalhos podem ser apresentados numa das três línguas do Congresso: português, inglês ou francês, individualmente ou em grupo. Encorajam-se os estudantes/artistas e outros interessados a submeter propostas de cartazes (
poster sessions). Todas as propostas serão submetidas à apreciação da Comissão Científica. A ficha de inscrição para o IV Congresso deverá conter a seguinte informação:

1) Resumo do assunto (até 250 palavras) do qual conste: título, três palavras-chave, área temática a que se propõe, metodologia e resultados ou recomendações.

2) CV resumido com os seguintes itens: nome, contacto eletrónico e telefónico, instituição ou entidade de origem, país, formação académica, e três publicações nos últimos cinco anos.
O tempo máximo para a apresentação oral de cada comunicação será de 15´minutos. Os cartazes (
posters) deverão ter o formato de 60cm. 91cm. / 24’’x36’’.

DATAS IMPORTANTES

Até 30 abril de 2015

– Submissão de propostas

Até 30 maio de 2015

– Notificação do resultado das propostas

Até 30 junho de 2015

– Inscrição no Congresso

ORGANIZAÇÃO E DESPESAS

A organização do IV Congresso Internacional não assumirá qualquer despesa de transporte (internacional ou nacional), estadia e alimentação.

INSCRIÇÃO E PAGAMENTO (em dólares canadianos)

Modalidades de inscrição* Até 30 junho Após 30 junho

Participantes com trabalhos $50.00 $80.00

Participantes sem trabalhos Livre -

Estudantes com trabalhos $20.00 $30.00

Estudantes sem trabalhos Livre -

Programa social (a anunciar)

* Inclui o certificado de participação e a documentação do Congresso.

COMISSÃO CIENTÍFICA

Manuela Marujo, Dept. of Spanish and Portuguese, University of Toronto

Maria Izilda de Matos, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Maria João Dodman, Dept. of Language, Literatures & Linguistics, York University,

Toronto

Maria Natália Ramos, CEMRI - Universidade Aberta

Rosa Neves Simas, CES - Universidade dos Açores, Ponta Delgada

Roseli Boschilia, Dept. História, Universidade Federal do Paraná, Curitiba

COMISSÃO ORGANIZADORA

Manuela Marujo, University of Toronto

Maria João Dodman, York University

Ana Paula Ribeiro, Coordenadora do Ensino Português no Canadá, Camões, I.P.

Ilda Januário, Pesquisadora, CRIA-Universidade Nova de Lisboa (reformada do

OISE/Universidade de Toronto)

Fabiano Rocha, Bibliotecário, Robarts Library, University of Toronto

quarta-feira, 4 de março de 2015

MM Ve em Valência

El pasado fin de semana el estado Carabobo recibió la primera reunión en la entidad de la Asociación Mulher Migrante de Venezuela. La Casa Portuguesa de Valencia fue el lugar seleccionado para estos encuentros de diversas mujeres portuguesas radicadas en Venezuela.
“La Asociación de la mujer migrante está enfocada al estudio de los problemas de la mujer portuguesa en Venezuela, siendo una asociación de estudio, cooperación y solidaridad”, explicó la Presidenta de la institución, María Lourdes de Almeida, mejor conocida como Milu y quien también ocupa un puesto como Concejera de las Comunidades Portuguesas por Venezuela. “En la reunión de trabajo que acabamos de realizar nos enfocamos a estudiar el destaque de la mujer Luso Venezolana, que viene compartiendo sus obligaciones; esto nos hace ver que nos encontramos ante un repunte de la mujer, donde se suma la experiencia de grandes profesionales que vienen despertando y haciéndose parte de esta asociación de la mujer migrante. Nos sentimos optimistas de poder realizar una buena labor” aseguró Milú.
En el encuentro, las representantes de la asociación se comprometieron a realizar visitas a los estados Miranda, Aragua, Bolívar y Mérida, para constatar la situación de las mujeres lusas en cada una de estas jurisdicciones. El 8 de Marzo se inaugurara el Libro “Concierto de mujeres Fadistas” en el Centro Portugués de Caracas, gracias al apoyo del Comité de Damas de esa institución.
Fátima Pontes, Vicepresidenta de la Asociación Mulher Migrante de Venezuela, espera que en los próximos encuentros cuenten con el apoyo de los Consulados Honorarios del país, para poder realizar contacto directo con los grandes problemas que vive la mujer migrante en Venezuela y así ir logrando soluciones que existen en el país.
Carlos Balaguera