sexta-feira, 22 de novembro de 2019

ISABEL AGUIAR

15:05 (há 4 horas)

Nasci no Porto na freguesia da Sé, junto ao centro histórico da cidade, atualmente património mundial, mas simplesmente porque aí se situava 
a maternidade da Ordem do Terço, a dois passos do Teatro São João.

Foi em Gondomar, terra da família paterna há muitas gerações, que passei uma infância muito feliz com os meus pais e seis irmãos. 

Somos quatro raparigas e três rapazes, e eu fui a sexta a vir ao mundo na Ordem do Terço. Os pais formavam um casal jovem, unido 
e muito alegre, gostavam de música e ambos tinham vozes excelentes. Todos nós herdámos o seu gosto pela música, pelo canto e
 pela dança, pela convivialidade e por viagens. Passávamos as férias na praia, em Francelos ou na Aguda, em casas sempre espaçosas,
 arrendadas para a temporada de verão,  porque éramos muitos - às vezes partilhávamos a casa com tios e primos e com visitas constantes
 de avós e mais família.

Mais tarde, fiz férias em destinos mais distantes - na Madeira, Açores, em vários países da Europa (Luxemburgo, França, Alemanha, Itália, Espanha, Grécia, Alemanha, Bélgica, Suíça, Inglaterra, Holanda República Checa e outros), nos EUA, República Dominicana, Venezuela,  Brasil, Uruguai, Paraguai,  Argentina... Às vezes, para descansar, outras vezes misturando trabalho e turismo. Em qualquer
 caso, viajar e interagir em outras sociedades , para mim, é sempre um prazer e uma aprendizagem 
Contudo, a minha ligação, ao longo de toda a vida é, essencialmente, ao Porto  e sua região. Estudei em colégios dos arredores, fazendo a escola Primária no Colégio de Santa Margarida depois no dos Padres Cacuchinhos de Gondomar – Colégio Paulo VI  - até ao nono ano de escolaridade, 10 e 11º ano no Colégio Ellen Key e de seguida ingresso no então chamado ano zero da Universidade Católica do Porto, onde me licenciei em Direito no ano de 1992. Na cidade fiz, seguidamente, estágios e cursos de formação, comecei e tenho desenvolvido a minha carreira profissional.

No anos de 1992 completei o curso de Contabilidade para Juristas na Universidade Católica  e o curso de Informática Aplicada no Instituto
 de Formação Normativa Avançada (AXON). 

Nessa década de 90, fui assessora jurídica na Divisão de Fiscalização da Câmara de Gaia, formadora- monitora do curso de "Aquisições Públicas",
 na Câmara de Abrantes , e formadora do curso de Práticas de Gestão do Trabalho Temporário -  na Associação Portuguesa de Gestores e 
Técnicos de Recursos Humanos, Grupo Regional do Norte. 
Após o  estágio, na Ordem dos Advogados – Porto - juntamente com uma colega de curso e duas outras colegas licenciadas em Direito,
 abrimos um escritório de advocacia na baixa do Porto; durante vários anos, éramos um escritório no feminino e só em meados de 2011  
constituímos uma sociedade de Advogados e a nós se juntaram dois jovens advogados; o grupo manteve-se assim coeso, mas considero
 que a colaboração de género e geração se tem traduzido, de facto, num enriquecimento para a Sociedade - a Sociedade de Advogados Aguiar,
 Loureiro, Telinhos, e Associados, RL, da qual sou sócia administradora .
Desde o início, compatibilizei as funções de advocacia com as de assessoria jurídica, e funções pedagógicas, e, desde 2016, 
também de mediação familiar.

Em 2004/2005 e 2005/2006 fui docente/assistente do ensino superior, na cadeira de Direito da Comunicação do curso de Cine,
 Video Arte e Comunicação e Fotografia da Escola Superior Artística do Porto. 
A partir de 2006 e até hoje, passei a dar assessoria jurídica na União de Freguesias de Perafita, Lavra e Santa Cruz do Bispo.
Em 2007, obtive o Certificado de Aptidão Profissional (CAP), que me confere competências pedagógicas para exercer as funções
de formadora e, em 2008, o Curso de Formação e Mediação EFA, obtido na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Nesse
 mesmo ano frequentei o mestrado de Direito Geral na Universidade Católica Portuguesa (Direito de Asilo e Refugiados, Direitos de Autor,
Direito da Concorrência), mas outros afazeres levaram-me a interromper este curso.
Em 2016, fiz o curso de Mediação familiar e estou inscrita na lista oficial de Mediadores familiares.
De entre os congressos e conferências em que participei destacarei, por incidirem em áreas de que continuo a ocupar-me ou que
 particularmente me interessam :
 - o Congresso Mundial de Mulheres Migrantes (AMM,1995), como membro da Comissão Organizadora
 - Seminário sobre "Políticas para a Emigração e Comunidades Portuguesas" (AMM, 2000)
 - Seminário sobre Direito do Audio Visual, Fotografia e Multimédia (ESAP, 2006)
 - o ciclo de conferências sobre Informação e Mediação da Escola de Direito do Porto, Universidade Católica (2007)
 - Seminário sobre Direito de Asilo e Refugiados, da Universidade Católica do Porto (2008)
Sou, assim, atualmente, Advogada, Jurista, Formadora, Mediadora.
Secretária da Assembleia da Ammeraal Beltech - Correias Industriais, SA
Secretária da Assembleia da Hydro Aluminum Extrusion Portugal HAEP, SA
E, na área do associativismo:
 - voluntariado na Associação "Padre Usero" - apoio alimentar, social e psicológico a famílias carenciadas em áreas 
problemáticas do Porto
 - Vice-Presidente da Assembleia Geral da AMM

1- Foi com a realização de algumas deslocações às comunidades de emigrantes (na altura como membro do
Conselho Fiscal da AMM) pelo mundo, que percebi a importância do associativismo, em especial no
âmbito das Comunidades Portuguesas.
As associações são um núcleo fundamental da sociedade, que permitem a promoção da cidadania, do
patriotismo, conduzem ao desenvolvimento e crescimento pessoal e coletivo, colocam em aberto e tornam 
públicos os problemas vividos pelos indivíduos na sua vida privada e, dessa forma, conseguem dar solução 
a um número sem fim de problemas que os emigrantes enfrentam quando se encontram deslocados.
Foi a este processo enriquecedor de deliberação comunitária e de consciência social que assisti nas
minhas visitas às comunidades portuguesas.
Apesar de nos locais visitados existirem imensas associações de Portugueses, é fundamental que haja
no país de origem uma instituição que funcione como retaguarda e traço de união das comunidades.
Daí achar fundamental e imprescindível o papel da Mulher Migrante no mundo das migrações.
Recordo, também, a minha primeira participação na AMM. a convite da Doutora Graça Guedes.
Integrei o secretariado do "Encontro Mundial de Mulheres Migrantes", que se realizou em 1995, na
cidade de Espinho. Era então uma jovem recém licenciada em Direito, que fazia o estágio para a
advocacia. O encontro tinha por título "Diálogo de Gerações" e havia um significativo número de
representantes das segundas gerações, raparigas e rapazes da minha idade e, naturalmente,
personalidades da emigração feminina de todos os continentes. Ao todo, mais de 300 pessoas!
Creio que foi, até à data, o maior evento do género levado a cabo dentro do país e prolongou-se por
quase uma semana. Os temas foram introduzidos por alguns dos mais reputados especialistas nacionais
no campo das migrações.
Os debates foram intensos. A Dr.ª Maria Barroso, que era então "Primeira Dama", encerrou a sessão
com um discurso inspirador, brilhante! Ficou connosco para o jantar de despedida, que foi uma grande festa,
um convívio de amizade muito à portuguesa. Até me convenceram a cantar o fado. 
Aprendi muito, acho que todos aprenderam! E o impacto na cidade e no país, e suponho, também na
emigração foi enorme, ampliado pelos meios de comunicação.
Constituiu, assim, um momento especial em que se ouviu a voz das mulheres da emigração e  da
juventude, em que a AMM, criada há pouco mais de um ano, se afirmou com a sua vocação
internacional.

2 - No futuro, espero poder colaborar em iniciativas semelhantes, nomeadamente, no que respeita
aos aspetos jurídicos da igualdade de género. e ao equilíbrio geracional - julgo importante que a AMM
prossiga na senda do Encontro de 1995. apelando à participação tanto dos mais jovens, 
como dos mais idosos e experientes, em Portugal e nas comunidades do estrangeiro

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