segunda-feira, 18 de novembro de 2019

LUISA PRIOR


LUÍSA PRIOR
O Meu Universo D´Artes

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.
Eleanor Roosevelt
Nasci em Stª. Marta de Penaguião, Trás dos Montes e Alto Douro. Atualmente resido em Vila Nova de Gaia, onde tenho atelier.
As Artes, um sonho adiado, aconteceu um dia porque nem a Academia, nem a História, nem a Idade, são limites à criatividade.
É perentório afirmar que voei no meu sonho de um dia acordar e poder viver tudo o que me atrevi a sonhar. Quando entrei nesta viagem flutuava num destino fluorescente onde as estrelas escreviam a mensagem que o vento sussurrava num beijo de cor muito quente.
A arte é a linguagem que escolhi para me exprimir e comunicar. Está em constante movimento sobrepondo-se, expandindo-se, fixando-se em todas as direções, criando novas imagens e situações interligadas de formas e cores, invocando universos em constantes metamorfoses.
O espaço pictórico na arte do século XIX foi inovador pelo derrube de tudo o que até aí havia sido construído, inclusivé, pela desconstrução do próprio plano da tela. Cada pintor reinventou, adaptou aos seus próprios fins, ganhando uma significativa autonomia.
É seguindo esse novo entendimento de espaço em pintura que tento ir mais além, e que cultivo frequentemente, de uma forma pessoal, figuras de sugestão volumétrica.
Por vezes, mesmo nas obras em que os fundos são os grandes protagonistas, essas imagens repletas de luz e de cor surgem através de empastes ou relevos coloridos que se materializam contra a minha vontade, impregnam-se umas nas outras e, por vezes, perpassam para fora da tela.
Daí que não se possa falar em abstracionismo. Uma vez que estas imagens nem sempre possuem contornos muito claros, nunca são formas cuja razão seja mesmo plástica. Pelo contrário, existe uma constante intencionalidade na escolha da paleta de cores usadas.
Gamas de cores quentes e frias que transmitem a energia contida nos meus estados de espírito, emoções desencadeadas entre o mistério do espaço virgem. É através dele e do seu preenchimento que tento provocar inquietação ou expectativa, tendo como suporte ora o papel ora a tela, ora a madeira e outros, recorrendo ao óleo, à aguarela, e ao acrílico (pelo qual tenho especial predilecção). É através de opacidades, mais ou menos consistentes, ou de transparências etéreas que tento transmitir mensagens invariavelmente simples. Porque a Arte é essencialmente revelação. Pinta-se o que se vê e se sente como um bálsamo.
É através dela que tento desvendar o mistério da Vida do Homem, das próprias emoções. Efeitos de luz e cores em que a superfície e fundo se reinventam e servem de cenário ao desfilarem-se sinais espontâneos, de imagens arquétipas, “Seres de Luz” que, no entanto se submetem a uma ordem. Toda a minha obra é resultado duma embriaguez criadora, em última análise, um caminho para a luz, pelo desvendar contínuo de certas imagens, como se o mergulhar do pincel carregado de cor revelasse formas e mistérios, simbolismos de vida, através das tintas que tingem a minha alma. É o rejubilar das cores, a expansão da criatividade.
Expansão essa que se joga numa multiplicidade de diálogos, cromáticos e rítmicos, a partir dos quais parto para a busca interior das personagens metafóricas cujo ritmo e intensidade vão sofrendo mutação.
A minha pintura não deixa de ser rigorosa, embora através dos recursos plásticos que utilizo transmitam uma expressão livre e de incursões no desconhecido.
Envolve-me um enorme silêncio e serenidade, próprios do reconhecimento de que a arte é uma fonte que nunca se esgota, e o movimentar da espátula o meu grito de liberdade ao encontro de mim mesma.
Esta sou eu, com a irreverência e a loucura natural, de mãos dadas na minha viagem, permitindo que deixe nas telas, e para sempre, as minhas mensagens.

Alguns prémios e nomeações:
Curso de desenho na F.B.A.U. Curso de pintura e desenho de retrato na Oficina Casa Museu Marta Ortigão Sampaio.
Participação em mais de 70 exposições individuais, mais de 300 coletivas em Portugal e no Estrangeiro.
Sócia da Cooperativa Árvore e da Cooperativa Cultural dos Artistas de Gaia. Membro da Atual Direção.
Troféu Excelência 2014 de reconhecimento Cultural e Artístico, atribuído na Fundação Museu Oriente, Lisboa; Troféu Cultural 1000 anos de História, Leça do Bailio; Menção Honrosa na Quinzena Cultural de S. Mamede de Infesta; Menção Honrosa na Bienal de Artes Rotary da Maia; Menção Honrosa “Em Gois Arte”.
Artista Convidada e Homenageada, Dia Internacional da Mulher, Sta. Marta de Penaguião; Artista convidada e Curadora da exposição “Saudade no Feminino” no Palácio da Independência; Lisboa. Artista convidada, e participante na organização da 1ª e 2ª Bienal Internacional de Artes dos Artistas de Gaia.
2015/17 Encontro de Arte e Amor em Mim do Auditório Douro Azul; Bienal de Artes Rotary da Maia; Exposição Movement; Internacional de Artes da Biblioteca Sta. Maria da Feira: Participação em: Arts Talks World Festival Internacional 2014 e 2015 na Cordoaria Nacional, em Lisboa.
Comissária das exposições: destacando Saudade no Feminino; no Palácio da Independência Lisboa. Outonos Inquietos, Fundação e Museu Dionísio Pinheiro, Águeda; 40 Anos de 25 de Abril, Câmara Municipal de Gaia; Artes em Liberdade, Biblioteca Municipal de Espinho; Mulheres Artes em Movimento, Pro Dignitate, Fundação Direitos Humanos, Lisboa.
Autora e Comissária de vários Projetos Culturais, destacando: Comissária de Honra na 2ª Bienal Internacional Mulheres de Artes no Museu de Espinho; No Museu Etnográfico de Mira; Despertar das Artes, Museu Galerias Sousa Cardoso Espinho; Mãos Dadas com a Arte, Fundação INATEL; Artistas de Gaia, Onda Bienal Auditório Municipal de Gondomar; Salas de Júlio Resende: “Outonos Inquietos” Fundação E Museu Dionísio Pinheiro Águeda Fundação José Rodrigues 80 Anos 80 Interpretações; 2ª Bienal Internacional de Gaia, na Anual Sócios, Biblioteca Municipal; de Gaia; Convento Sampaio; José Rodrigues, 80 Anos 80 Interpretações, Homenagem ao Mestre; XIX Bienal Internacional Cerveira; Abraço Jovem Homenagem ao Mestre Fundação José Rodrigues.
Representada em diversas coleções Públicas e Privadas, em Portugal, Espanha, França, Suíça, Bélgica, Itália, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Suécia, E.U.A., Rússia, Ucrânia, México e Brasil.
Representada no Museu Teixeira Lopes, Museu Municipal de Espinho, Museu Etnográfico de Mira, Museu de Monção, Museu do Douro, Fundação INATEL, Fundação Eng. António Almeida, Casa Barbot, Casa da Cultura de V.N Gaia, na Biblioteca Municipal de Gaia, Fundação C.O.O.P. Porto, Fundação Museu de Dionísio Pinheiro em Águeda, Fundação Escultor José Rodrigues Casa das Artes Famalicão, Quinta Santiago em Monção, Livraria Orpheu em Bruxelas, Ordem dos Médicos e Ordem dos Engenheiros, no Porto; Municípios de Guimarães, Vila nova de Gaia, Santa Marta de Penaguião, de Vila Real; no Teatro De vila Real, Clube Literário do Porto, Casa da Cultura de Paredes, Jornal  As Artes  Entre As Letras, Casa da Beira Alta no Porto, Viva Cidade, Porto, UNICEP, Tribuna de Arte Pacense, Casa dos Transmontanos, U.A.T.I.P., Galeria  Majestic, Galeria Liga dos Combatentes, Auditório Municipal de V. N. Gaia, Fundação António Araújo.
Residente em várias Galerias, entre elas, Miguel Bombarda, Porto.

1ª  questão   
Sou a favor do Associativismo, Amante da Liberdade e Defensora da Igualdade de Género.
O meu olhar está atento a estas e outras causas, especialmente as direcionadas ao universo feminino. Ao associar-me  à AMM e, tendo já colaborado em várias iniciativas culturais, particularmente no feminino, despertei para vários temas de interesse, passando a compreender melhor o papel das mulheres no Universo da  Diáspora, em especial na Arte como forma de expressão para a Cidadania Ativa.
A Vida faz-se colaborando, construindo laços e pontes cada vez mais fortes, para chegarmos mais longe. Como mulheres, fazemos parte do futuro, e isso pressupõe Dar as Mãos e Unir Afectos para um Universo de Igualdade de Direitos e Deveres. Será Utopia? A História o Dirá!

   2ª  questão 
Ao pensar neste Universo Feminino não resisto a dizer que ele é muitíssimo corajoso e de muita visão. Um verdadeiro construtor para a mudança, em todas as esferas e realidades da vida: na participação, no associativismo, no debate, nos movimentos de luta pelos seus direitos.
O universo  artístico feminino torna-se também relevante neste mundo de mobilidade cultural. Este território é marcado pelas Mulheres, enquanto criadoras, que assim vão mudando o paradigma marcado pela componente cultural, sendo esta uma das apostas nas iniciativas promovidas pela AMM. 
AMM tem grande expressão na sociedade civil, principalmente na  intervenção pública no domínio das migrações da Diáspora feminina.
Felicito a AMM pelo excelente trabalho desenvolvido ao longo da sua existência.


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