28. EMMANUELLE AFONSO
Concebida em Portugal, fiz a primeira experiência migratória há 50 anos, na barriga da minha mãe, indo já nascer à França. Cresci a ouvir falar mirandês em casa e francês fora, e como boa luso-descendente, as experiências bi/multi/ interculturais não podiam ficar por aí: após um primeiro Erasmus em Brighton, UK, decidi abraçar o desafio de uma 2ª bolsa de 6 meses no país das minhas origens, mas numa cidade que mal conhecia, Lisboa. A paixão foi de tal ordem que é lá que continuo a residir, passados 27 anos, dividindo agora com a cidade do Porto.
A minha formação académica reflete um percurso convictamente muito Europeu, com um diploma português: MBA em Gestão pelo ISEG, francês pela EDHEC, uma das mais prestigiadas "Grandes Écoles" de gestão em França e inglês, com um B.A. Honours in Business Studies, pela Universidade Politécnica de Brighton. Na área profissional, as viagens foram uma constante, nomeadamente numa altura onde fui Marketing Manager for Europe de uma empresa farmacêutica americana, com uma média de 1 a 3 aviões por dia, …até que decidi abrandar o ritmo, mantendo uma atividade de freelancer na minha área profissional, mas consagrando mais tempo à família e ao associativismo, um bichinho que me acompanha desde muito jovem.
Abracei várias causas, mas foi ao impulsionar o Observatório dos Luso-descendentes (O.L.D), simbolicamente criado a 10 de Junho de 2010 que a minha dedicação começou a fazer mesmo sentido, mobilizando outros luso-descendentes, oriundos de várias países da diáspora portuguesa neste projeto inovador, pois é a primeira e única associação de luso-descendentes em Portugal, de Portugal para o resto do mundo e vice-versa. Os principais objetivos são facilitar a vinda (definitiva ou não) de luso-descendentes em Portugal, criar pontes com os que estão e vão ficar lá fora, mas querem manter a ligação com o país das suas origens e, por fim, impulsionar estudos sobre esta apaixonante temática. Nesse contexto, fui agraciada com a “Ordem de Mérito” do Governo Francês em 2014, com as seguintes palavras"...lutadora e tecedeira de redes, Emmanuelle Afonso soube lançar os debates sobre as questões de mobilização da diáspora, de dupla-cultura mas também de prática de cidadania Europeia. É cada vez mais solicitada pelos media e as autoridades. Firme e atenta, ela procura um caminho não partidário em direção à uma ética de cidadania...". Mais recentemente, também fui surpresa com uma nova condecoração, com um sabor especial por vir de luso-descendentes: Ordem: Dom Afonso Henriques, da Federação Iberoamericana de Luso Descendentes
Em termos profissionais, comecei (surpreendemente?) a tratar do movimento migratório inverso, com turismo de negócios e turismo residencial, com a marca “Mon Portugal”. Empresarial, organizando reuniões e seminários de associações e multinacionais francesas em Portugal,. Residencial, ajudando europeus, nomeadamente reformados e activos franceses, a instalarem-se em Portugal, ao abrigo do estatuto de Residente Não Habitual, prova viva que os ciclos migratórios não param, continuam a surpreender e apaixonar!
- Algumas considerações sobre o seu modo de ver e de trabalhar para os objectivos fundamentais da AMM, fazendo referência à colaboração já dada a iniciativas da AMM e/ou a novas propostas.
Quando o O.L.D. (Observatório dos LusoDescendentes) nasceu, na simbólica data para tod(o/a)s de 10/6/10, a AMM era já uma associação adulta, respeitada, inovadora, mas, sobretudo, uma fonte de inspiração, com a doçura e aquele sentido de acolhimento tão próprio das mulheres. Faz-nos sentir, desde então, a irmã mais nova desta grande família das Migrações, onde a saudade, a admiração, o respeito por quem faz, e a entre-ajuda, são os valores fundamentais. Entre-ajuda que temos sempre dado, com a melhor das boas vontades, através de convites e participações em eventos de ambas as organizações e em representação da AMM. Entre-ajuda que queremos continuar a dar, agora com mais maturidade e conhecimento(s), com mais proximidade e parcerias, em primeiro lugar na missão tentacular de organização do precioso arquivo da AMM. Em segundo lugar, na maior presença da AMM em Lisboa, na sede e em eventos/seminários onde a associação queira estar representada e, por fim, em “produções conjuntas”, onde possamos apresentar pedidos de apoio juntas, nomeadamente em subsídios europeus e fora da Europa, uma fonte de financiamento à qual nos vamos agarrar cada vez mais, já que o nosso raio de acção comum é planetário (no nosso caso União de lusodescendentes), de Lisboa para o resto do Mundo, e vice versa!
2. A AMM propõe-se, desde as origens, ser uma plataforma de encontro de dois mundos - o do estudo e o da ação no terreno das comunidades, da solidariedade e da cooperação com o movimento associativo, em diálogo e debate contínuo.
Como vê as possíveis aplicações concretas das suas linhas de investigação e/ou planos de ação no domínio das migrações e da Diáspora, com enfoque especial no feminino.
Uma plataforma onde reconhecemos também a missão do O.L.D: “conhecer para unir, dentro e fora de Portugal, através da lingua e cultura portuguesas”. Solidariedade e cooperação, aconteceu desde a nossa génese, em 2010. Podemos é arranjar um terreno comum de trabalho, orientando algumas das nossas acções para as lusodescendentes Mulheres, que são fáceis de identificar em muitas áreas da sociedade, nomeadamente dirigentes associativas ou associadas muita ativas (para não dizer ativistas!), políticas, empresárias, artistas, em muitos países da nossa diáspora e sempre com muita vontade e apetência para o diálogo e o debate, quer no seu país de residência, quer na sua relação com Portugal.
Já delineamos alguns projetos e ideias com algumas cidades, Secretarias de Estado, nomeadamente a da Igualdade e Cidadania, grupos parlamentares e PR, sobre os quais poderíamos conversar e apresentar-nos como parceiro(a)s.
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