segunda-feira, 18 de novembro de 2019

BERTA SANTANA

BERTA FERNANDA DE SOUZA GUEDES SANTANA

Nasci em Lisboa em 1964, onde vivi até Janeiro de 1976, tendo depois ido para o Brasil
(Recife) com meus pais e irmãos. Recife é a terra natal de minha Mãe e onde vive
grande parte da sua família. Aqui passei a viver até agora, onde prossegui todos os
estudos, desenvolvi as minhas atividades profissionais, e casei.
Fiz o ensino primário e os primeiros anos do secundário em Lisboa, no Colégio
Moderno (dirigido pela Drª Maria Barroso), que tiveram continuidade no Recife, no
Colégio das Damas.
Fiz uma Licenciatura em Fonoaudiologia (1986) na Universidade Católica de
Pernambuco (Recife) e depois em Psicologia (2000), na Universidade Católica de
Pernambuco. Em 2002 fiz um curso de Pós-graduação em Dependência Química na
Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina). Acrescem alguns
outros cursos de formação: MBA Executivo em Gestão de Pessoas (2008),
Universidade Gama Filho (Rio de Janeiro); Curso Saúde e Qualidade de Vida (2010), na
Universidade de Brasília/INSS; Curso Violência contra a mulher e o papel da
notificação (2012), na Universidade Católica de Pernambuco em parceria com a
Secretaria Estadual da Mulher (Recife); Curso Diversidade Sexual e Políticas Públicas:
Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (2015), na Universidade Estadual do Rio de
Janeiro (UERJ). Rio de Janeiro/RJ.
Desde os primeiros dias de Novembro (2018) estou a viver em Espinho com o meu
marido, para a realização dos nossos estudos de doutoramento. Eu, em Psicologia, na
Faculdade de Psicologia e Ciências de Educação, na Universidade do Porto. Ele, em E
Planeamento, no Departamento de Ciências Sociais, Políticas e de Território, na
Universidade de Aveiro.
A minha atividade profissional teve início em 1986, com desempenhos distintos:
 Fonoaudíóloga (Terapia da Fala) no Hospital Agamenon Magalhães (Recife) -
Atendimento a pacientes com as seguintes patologias: gagueira, dislexia, dislalia e
afasias (1994 a 2006)
 Desde 1986 e até agora (aposentada), no Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), no Recife (funcionária pública federal, admitida por concurso público), com
desempenho de diversas atividades nos vários níveis da instituição, desde a análise de
processos e reconhecimento de direitos dos utentes da Previdência Social, às ações de
planeamento estratégico e capacitação, com participação em diversos programas

institucionais, integrando grupos de trabalho e coordenando outros, dos quais destaco o
programa de Apoio aos Servidores Vítimas de Violência (Brasília), a implementação do
sub sistema integrado do SIASS (Subsistema Integrado de Atendimento à Saúde do
Servidor da Administração Pública Federal) no nordeste brasileiro e acompanhamento
psicológico a servidores na Superintendência Nordeste e nas 23 Gerências existentes
nos 9 estados que compõem a região (trabalho apresentado num Congresso em
Brasília). Destaco também a realização de uma pesquisa na região nordeste sobre as
causas da doença dos servidores públicos federais (trabalho apresentado em Congresso
dos Orgãos da Administração Pública Federal em Brasília), a colaboração na pesquisa
sobre Eficiência da Área Meio e Agências da Previdência Social do INSS, na
Administração Central em Brasília/ Diretoria de Atendimento do INSS(DIRAT)
(Brasília), bem como no Programa de Redução de Gastos com Material de Consumo no
Serviço Público (programa premiado em Brasília dentro do programa Esplanada
Sustentável).
Para além da minha atividade profissional no INSS desenvolvida até agora, sou
Psicóloga, integrando uma equipe multidisciplinar do Serviço de Apoio à Mulher
Vítima de Violência Wilma Lessa, no Hospital Agamenon Magalhães (Recife). Este
serviço, que é pioneiro no Brasil e funciona desde 2002, 24/24 horas, é composto por
médicos ginecologistas e obstetras, enfermeiras, psicólogas e assistentes sociais, para
apoio à mulher vítima de violência (física, sexual ou moral), que é posteriormente
encaminhada à Delegacia da Mulher e ao Instituto Médico Legal. O atendimento
psicológico que integro desde 2006, não se limita ao acolhimento inicial, mas a
posterior acompanhamento, de forma a propiciar o fortalecimento da auto-estima da
mulher e a transformação da sua vida.
2004/05 – Psicóloga, na Comissão da Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal do
Recife - Coordenadora Clínica do Centro de Atenção Psico Social para adolescentes
usuários de álcool e outras drogas - CAPSad Prof. Luiz Cerqueira. Desde 2000 –
Psicóloga, com consultório particular: abordagem psicanalítica no atendimento a
pacientes com diversos transtornos psíquicos - pacientes adolescentes e adultos com
depressão, transtorno afetivo, dependentes químicos (redução de danos).
2014/16 – Conselheira Representante de Governo do Conselho de Recursos da
Previdência Social do Ministério da Previdência Social.
2013 – À disposição do Tribunal de Justiça de Pernambuco para compor o Conselho de
Sentença como membro do Tribunal do Júri (agosto a dezembro de 2013).

1999 até à presente data – Sócia fundadora, Vice-Presidente e Tesoureira da Associação
Folia das Deusas: associação sem fins lucrativos, que tem por objetivo promover ações
de apoio às mulheres em suas lutas por equidade de género, autonomia, oportunidades e
justiça social. Expressa-se socialmente através de um bloco carnavalesco, instrumento
enraizado na cultura pernambucana, escolhido pela riqueza, vigor e vitalidade com que
o Carnaval permeia, penetra e se espalha em todas as camadas da sociedade,
propiciando uma forma lúdica de acesso aos diversos meios sociais.

1. Algumas considerações sobre o seu modo de ver e de trabalhar para os
objetivos fundamentais da AMM, fazendo referência à colaboração já dada
a iniciativas da AMM e/ou a  novas propostas. 
Conheci a Associação Mulher Migrante e a sua dinâmica em Buenos Aires (2005),
quando a convite da minha tia, Graça Sousa Guedes, me fez vir de S. Paulo (Brasil),
onde me encontrava a fazer a pós -graduação na Universidade de S. Paulo, para assistir
ao Encontro para a Cidadania, organizado pelo núcleo da Argentina. Adorei tudo o que
vi e a sua extensão atlântica! Adorei rever a minha querida diretora do Colégio
Moderno, Drª Maria Barroso, com quem passei momentos fantásticos. Ainda se
lembrava de mim e dos meus outros dois irmãos, também seus alunos.
Desafiada pela minha tia e pela Drª Manuela Aguiar, organizei no Recife, em Novembro
de 2013 o Encontro EXPRESSÕES FEMININAS DE CIDADANIA – A MULHER
PORTUGUESA NO RECIFE, que teve lugar no Salão Nobre do Gabinete Português
de Leitura. Este Encontro integrou-se numa série de iniciativas sobre a mesma temática
que comemoraram ao longo de 2013, o 20º aniversário da Associação de Estudos
Cooperação e Solidariedade " Mulher Migrante”, e que ganharia no Recife um especial
significado por se associar às comemorações do Ano de Portugal no Brasil.
Não pretendendo personalizar esta organização, atribuí-a à Associação Folia das
Deusas, que havia fundado e da qual sou membro da direção. Uma associação, sem fins
lucrativos, que tem como objetivo promover ações de apoio às mulheres a às lutas pela
igualdade de género, de oportunidades e de justiça social.
Dirigido à comunidade portuguesa e luso-brasileira, a autoridades brasileiras, a
universitários e especialistas de questões de género, este Encontro pretendeu dar
visibilidade à contribuição da Mulher Portuguesa na disseminação da Ciência,
Literatura, Arte, Cultura, Saúde, Educação, Justiça, Segurança Social, Desporto,
Economia e Empreendedorismo na cidade do Recife e, por extensão, em outras

comunidades do País, refletindo a sua projeção social e profissional neste espaço da
diáspora portuguesa.
No Brasil, eventos desta natureza ganham especial contorno, não apenas pelos laços
históricos que unem os dois Povos, mas também pelo relevante desenvolvimento
económico do Brasil no cenário internacional, e pelo papel de crescente importância da
mulher portuguesa e brasileira neste espaço da nossa lusofonia, com a identificação dos
diversos caminhos que têm e vêm traçando.
Neste Encontro apresentei uma comunicação intitulada Mulheres vítimas de violência:
um serviço modelo de atendimento no Recife, publicada Edição da Associação de
Estudo, Cooperação e Solidariedade Mulher Migrante (p.23), Espinho, 2015.
Em 2016 participei nas Comemorações do dia da Comunidade Luso-Brasileira
(organização da Associação Mulher Migrante) na Biblioteca Municipal Dr. Marmelo e
Silva em Espinho, com um relato do Encontro EXPRESSÕES FEMININAS DE
CIDADANIA - A MULHER PORTUGUESA NO RECIFE.
Sou sócia da Associação Mulher Migrante e, a partir de Agosto deste ano, tive a honra
de ser eleita Vice-Presidente desta Associação.

2.  Como vê as possíveis aplicações concretas das suas linhas de investigação
e/ou planos de ação no domínio das migrações e da Diáspora, com
enfoque especial no feminino.
Agora a viver em Portugal para desenvolver os meus estudos de doutoramento em
Psicologia na Universidade do Porto e que iniciei há semanas, estou em condições
logísticas e também científicas para apoiar a Associação Mulher Migrante, que irei
necessariamente desenvolver, enquadrando-as nos objetivos desta associação.
Efetivamente, o tema da dissertação que irei elaborar nos próximos três anos (proposta
apresentada na candidatura ao programa doutoral), propiciará o aprofundamento
científico de uma problemática que tenho vivenciado como Psicóloga no Serviço de
Apoio à Mulher Wilma Lessa, a funcionar no serviço de emergência do Hospital
Agamenon Magalhães, um dos principais hospitais públicos do Recife. A investigação
baliza estudar as condições de saúde física, psíquica e de segurança da vítima de
violência doméstica, decorrente do apoio recebido, bem como as repercussões
posteriormente registadas.
O contexto académico em que passo a estar inserida, facilitará a realização de outras
investigações que sejam do interesse da Associação Mulher Migrante.

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