sábado, 1 de junho de 2013

Tópicos para a sessão de abertura das comemorações dos 20 anos da AEMM

 - 31 Maio, um dia para a história da AEMM
Em Espinho, cidade matricial das nossas primeiras acções, com tantos amigos que connosco partilharam o caminho feito, damos início à passagem dos nossos 20 anos
.
 - Ao longo de 2013, queremos promover uma sucessão de colóquios e encontros para reflexão e diálogo sobre as questões da igualdade de género no contexto das migrações.
 - Sob o título genérico de "expressões da cidadania feminina" vamos à procura do conhecimento das realidades da vida e obra das mulheres em diferentes domínios da cultura, da intervenção cívica e política, do empreendedorismo económico.
 - Começar pela cultura, pelas Artes faz todo o sentido, porque a Cultura é uma expressão maior da cidadania. E porque , com excepção de raros nomes que atingiram a fama universal a partir do estrangeiro, como Vieira da  Silva, Isabel Meyrelles ou Paula Rego, há no País um enorme desconhecimento sobre as Artistas da Diáspora.
- A II Bienal  Mulheres d' Artes ao acolher a nossa proposta de parceria neste Encontro, dá-nos o privilégio de ouvir as própria artistas sobre múltiplas interrogações que é legítimo colocar, como algumas que desde já proponho para debate:
Há uma relação entre género e expressão artística?
O que ganharam as mulheres na sua itinerância por vários universos culturais?
Que papel atribuir às artes como formas de intervenção e de repercussão emotiva e artística de experiências de vida, e, também de aproximação das sociedades às quais elas sentem pertencer ?
 Como ver uma Bienal de Mulheres d'Artes?
 
- Na Bienal, como neste Encontro, a nosso ver, não se quer traçar uma linha de fronteira entre géneros, antes promover a harmonia e o equilíbrio, que ainda são pura utopia,
As mulheres vêm, nesta nossa perspectiva, ocupar o lugar da sua própria ausência, ou relativa ausência e marginalização, numa sociedade marcada por padrões masculinos.
 
 - Este não é o tempo e o lugar de uma separação, mas o de uma chegada.
Como no poema de Isabel Meyrelles poderíamos dizer a cada uma das artistas presentes
"Eis que chegaste
E cada coisa
recomeçou
no gesto interrompido"
Um recomeço no caminho das artes, que é o da Liberdade

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